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sábado, fevereiro 28, 2009

UPDATE: José Socrates, the Man ?



Confesso que no dia 6/1/2009 adiei um compromisso para assistir à entrevista do nosso primeiro-ministro. E ontem fiz o mesmo para ouvir o discurso do José Socrates no Congresso do PS.

E penso que para se fazer uma análise séria se deve considerar 2 perspectivas: 1) o político; 2) as políticas.

Em relação ao 1) ponto, José Socrates poder-se-á caracterizar como um político moderno, um gestor da causa pública. Determinado, com uma visão (a meu ver errada, mas com visão), organizado, planificador, rigoroso, orientado para os resultados e com uma noção perfeita do bom uso de uma estratégia de comunicação. Muito sinceramente acho que "he is the Man!". Tem o perfil adequado para a posição que ocupa. Poderá trabalhar a sua Marca e capitalizar o seu valor, qui ça confundir-se com o seu partido. Uma Marca com potencial!

Em relação às políticas, sem ser grande especialista e sem dominar dossiers, considero que está mal aconselhado. Em vez de estar a endividar o nosso país de forma monstruosa, hipotecando o nosso futuro, deveria incentivar um verdadeiro "choque fiscal", baixando os impostos e promovendo a iniciativa privada.

Como Português espero sinceramente que tenha sucesso! E espero também que surjam outras iniciativas (partidárias ou não) com apresentação de propostas de valor. Com soluções. O nosso PM pediu e mandou esta questão à cara dos partidos e com razão.

A oposição está no mau caminho. Os portugueses querem uma oposição construtiva. Estão fartos de demagogia e de jogos de poder.

Que alternativas temos ? Que outras visões credíveis temos ? Espero sinceramente encontrar respostas no decurso de 2009.

4 comentários:

Paulo Curto de Sousa disse...

De facto "he's the Man". Independentemente de concordarmos ou não (pessoalmente não concordo,) ele dá uma grande lição à grande maioria dos líderes das várias oposições. É determinado, com uma visão, organizado, planificador, rigoroso, orientado para os resultados e com uma noção perfeita do bom uso de uma estratégia de comunicação. Nada disto, ou muito pouco, é utilizado pela oposição para "combater" o poder instituído. Aliás... temos um primeiro ministro de 1ª linha e oposições de 3ª ou 4ª linha. Assim será fácil revalidar a vitória e qui ça a maioria. Abraços

Anónimo disse...

Caros amigos. Após uma análise ponderada quer do assunto sub judice, quer dos vossos doutos comentários, é meu entender que as análises pessoais, deixam de fazer sentido quando um individuo abraça a causa publica. Não basta olhar para valias pessoais, criticar a oposição, ou enaltecer o " televisionismo" puro do nosso primeiro ministro. Como tenho filhos, pondero claramente o custo das politicas desajustadas, facilitistas e clientelistas, que irão onerar as próximas gerações. Mostra-se necessário, sem conhecer quaisquer dossiers ou pastas em concreto, fomentar de forma clara, a iniciativa privada, criar condições de internacionalização das empresas com aptidão para tal,assim como, objectivar metas concretas, nas diversas àreas de actividade económica. Para alêm do "choque fiscal" apregoado, teremos naturalmente de criar condições de desburocratização dos modelos operacionais, por forma a alimentarmos o investimento nacional assim como o estrangeiro, colocando-nos assim, numa posição de destaque internacional, que nos facilitará a forma de encarar os próximos anos de pura recessão económica e finaceira. caso tal nãos e verifique, 2009, mais não será que a consagração do irremediavel!

Rui Coelho da Silva disse...

O nosso actual 1º ministro, pode ver mal, mas pelo menos quer ver. O seu Brand vai muito acima do Brand do seu partido e é aí que deve continuar (pelo menos se quiser continuar a ganhar as eleições), numa era em que a politica começa a estar falida, precisamos de bons gestores públicos que apresentem um bom perfil de competências. E é neles que devemos votar. Não confundir com votar na pessoa, não é isso, é votar no profissional e no projecto que apresenta.

Em relação a Sócrates, também reforço positivamente a sua preocupação com o Brand Portugal e com a nossa projecção internacional.

A corporação onde se encontra começa a tornar-se irrelevante, precisamos de bons profissionais que se preocupem com a "cousa pública" tal como nós nos preocupamos com o volume de facturação, a rentabilidade, produção. As cores politicas estão claramente esbatidas e vale o esforço de tentar perceber se o sistema politico actual não se está a esbater com elas.

O Choque fiscal parece-me bem a partir do momento que se garantam as receitas e pode e ser direccionado para quem gera as mais valias económicas e sociais.
Tudo muito bem suportado por um sistema de controlo e de auditoria.

O conceito de oposição foi um conceito que nunca compreendi. A oposição só por si não é nada, pois necessita do objecto a que se opõe para existir. Logo será sempre uma entidade reactiva, ou destrutiva, pois ou reage contra ou procura o erro e não as soluções. Se me falarem em organismo auditor ou de controlo, assessor ou conselheiro... já me fará mais sentido.

Talvez por toda a minha carreira ser empresarial e não política, alguns termos e algumas estruturas, parecem-me só por si fonte de demagogia.

Utilizando a construção como metáfora:

Se colocarmos em campo duas equipas de engenheiros e as denominarmos de oponentes vamos ter sempre duas equipas que vão tentar vencer a outra arriscando-nos que em determinado momento tentem derrubar a construção dos seus vizinhos em vez de tentarem fazer melhor, não se preocupando com a qualidade da sua construção, mas apenas em provar que os alicerces da equipa oponente estão mal elaborados.
Se as denominarmos de colaboradoras o resultado será completamente diferente, perde-se na disputa ganha-se na qualidade de construção e de habitabilidade.

O mesmo se passa quanto a mim com o conceito de oposição dos nossos dias. Não interessa se a ideia é boa ou má, interessa é que não é minha. Isto nunca poderá ser construtivo a longo prazo.

forte abraço
Rui Coelho da Silva

Anónimo disse...

Caro Bruno

Como disse o nosso PM - "this is an once in a lifetime crisis", ou seja, para alguns oportunistas que fazem da retórica a sua única arma esta é a situação perfeita para que eles possam brilhar.

Em vez de justificar claramente as políticas que o seu governo está a tomar, esconde-se dizendo que em tempo de crise não agir era pior.

O que o nosso Sócrates não pensou é que Portugal vai continuar a existir depois da crise e que ao hipotecar o futuro dos nossos filhos e netos vai ser ele (Sócrates) o alvo a abater! Sim - porque depois de ser Primeiro Ministro ele deve achar que tem legitimidade para ter ambições para vôos mais altos. Sendo ambicioso e vaidoso como é não duvido que sonha com um bom "tacho" depois de deixar de ser governante.

Mas o nosso PM é um bazófias, um "bully" que impõe as suas ideias à base da "força".

Infelizmente caro Bruno...não vejo a luz ao fundo deste túnel, porque como tu dizes e bem, a alternativa é demagógica e pouco credível.