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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Recordar "O Marketing e a Fé"





No fim-de-semana passado fui convidado para um dia de recolecção em Fátima, onde participei com fé e entusiasmo. Tive a oportunidade de intervir em duas conferências sobre a “Vida”. E num período tão importante para Portugal, com um referendo que pode Posicionar Portugal pela positiva, ou seja, como o País da Europa sem despenalização total do aborto, parece-me oportuno abordar a temática do Marketing Religioso. Esta ideia surgiu-me ao ouvir a frase de Mel Gibson “uma Pessoa não pode decidir por si mesma quem vem a este mundo e quem não vem. Esta decisão não nos pertence”. Assim, o Marketing Religioso surge como uma consequência do mundo moderno. As organizações religiosas concorrem umas com as outras e as Pessoas constroem uma imagem sobre elas, comparando-as e decidindo por aquelas organizações que melhor preenchem as suas necessidades. Neste sentido, também as organizações religiosas podem e devem usar ferramentas de marketing de modo a adequar as suas “ofertas” ao “público” pretendido.

Recordo, uma campanha feita o ano passado pelas Irmãs da Caridade Dominicana de uma congregação de Barcelona que, confrontadas com uma queda significativa do número de vocações, apostaram nas novas tecnologias (site, blog e msn) e lançaram na Internet, com algum humor e, eu diria, ousadia, uma campanha para aliciar novas devotas. Logo na página de introdução do site, que se mantém, as Irmãs da Caridade Dominicana da Apresentação da Santíssima Virgem questionam quem as visita: “Atreves-te a entrar?”. Depois sucederam-se as perguntas directas e pouco vulgares numa página religiosa: “És fogosa? Apaixonadiça? Vistosa? Animada? Conheces bem o mundo e a vida? Talvez sejas a freira perfeita”, lia-se na página da congregação, “Se assim é - dizia-se a seguir -, podes ajudar os homens e as mulheres deste mundo. E não serás a primeira: Santa Maria Madalena, sem ir mais longe, também foi uma fogosa como tu.” Vejamos como o Marketing Religioso pressupõe a troca voluntária de valor entre duas partes e com valor para ambas as partes. Mas será que o Marketing e a fé são compatíveis?

Efectivamente, cada vez mais, as organizações religiosas são confrontadas com vários desafios de marketing. Desde logo, por exemplo, a diminuição dos fiéis ou a actual questão do aborto. O Marketing poderá auxiliar estas organizações, através do estudo e análise dos “fiéis” ou públicos, a desenvolver “ofertas religiosas” adaptadas às necessidades espirituais, possibilitando assim uma maior satisfação.

No entanto, a especificidade deste tipo de organizações requer normalmente um cuidado acrescido, nomeadamente pelas questões éticas que podem ser levantadas. A aplicação do marketing deverá traduzir-se na convicção da importância do “Serviço” às Pessoas, não tanto nos produtos ou ideias, mas principalmente na atenção ao bem-estar dos “fiéis”. João Paulo II dizia que “não pode haver paz verdadeira sem respeito pela Vida, especialmente se é inocente e indefesa como a da criança não nascida”. Palavras destas são um exemplo do sentimento de missão necessário. Por conseguinte, as organizações religiosas deverão trabalhar por estarem próximas dos seus “fiéis”, por conhecerem a realidade dos seus problemas e assim desenvolverem programas sólidos e acções de marketing ajustadas a um mundo novo, com diferentes dificuldades, mas com grandes oportunidades de melhoria. Haja marketing!...

Artigo publicado na edição de 25-01-2007 do Jornal de Negócios

3 comentários:

Anónimo disse...

POBRE ANIVERSARIANTE.

Um dia, um homem se encontrava na noite de natal, em uma pequena cidade, quando viu uma casa ricamente enfeitada, toda iluminada, observando esta bela casa pela janela, ele viu que havia uma grande árvore muito bonita, toda enfeitada com milhares de lâmpadas; a árvore tinha em sua base muitos pacotes de presentes, em torno da mesma, muitas pessoas bebiam e comiam ao som de alegres músicas, todos estavam muito alegres e felizes. Do lado de fora desta mesma casa, havia um garoto sentado no primeiro degrau da escada que havia em frente à casa, pelo seus trajes se via que era muito pobre. O homem se aproxima do garoto, notou que ele estava muito triste, seu semblante era de alguém que fora abandonado, o homem se aproxima, senta-se a seu lado, pega em sua mão e diz.
—Como está, filho? Você parece estar muito triste.
—Sim estou muito triste! Porque toda essa tristeza? Tudo hoje é alegria, é dia de natal, hoje se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Nesta data, todos nós devemos estar alegres, outra coisa todos estão festejando, porque não foi também em alguma festa.
—Bem que gostaria, mas não fui convidado por ninguém.
—Menino, diga-me seu nome e te apresentarei ao dono desta casa, eu o conheço e você poderá participar desta bonita festa.
–Não adianta dizer meu nome,
–Porque não adianta dizer seu nome?
–Porque todas as pessoas desta casa me conhecem a longo tempo e muito bem, sabem também que faço aniversario hoje, não só elas, mas todos desta cidade, todos deste estado, todos deste país e muitas outras pessoas deste planeta, até o senhor me conhece, o homem pensativo abaixa a cabeça, muito envergonhado, diz
—Sim garoto! Acho que você tem razão não adianta mesmo dizer seu nome!

Esta crônica foi extraída do livro, Crônicas, indagações e teorias. Autor Paulo Luiz Mendonça. Editora Scortecci.
http://pauloluizmendonca.judblog.com

NOITE DE NATAL

Natal é noite feliz
É o que todo mundo diz
Nesta comemoração.
Nem todos têm alegria
Em alguns a tristeza estaria
Ferindo seu coração.

Quem tem amigos distantes
Ou quem tem a vida errante
No natal não tem tal calma
Quando o sino bate a noite
Recebe no ouvido um açoite
Que fere dentro da alma.

Eu que vivo assim sofrendo
Com o coração remoendo
Nas tristezas que vai e vem.
Com o pensamento errante
Procuro por Cristo distante
Indo parar em Belém.

RECORDAÇÃO DO NATAL

Em uma triste noite fria
Escuridão alucinante,
Parei fiquei em silêncio
Ouvindo o sino bater
Em uma capela distante.

O sino que repicava
Enviando no ar um sinal.
Fiquei triste neste momento
Veio-me logo na mente
Recordações do natal.

Sozinho onde eu estava
Bem longe dos entes queridos
Nesta hora eu me encontrava
Solitário neste mundo
Todos já tinham partido.

Estas poesias foram extraídas do livro Crônicas Indagações e Teorias, autor Paulo Luiz Mendonça. Editora Scortecci.

Anónimo disse...

POBRE ANIVERSARIANTE.

Um dia, um homem se encontrava na noite de natal, em uma pequena cidade, quando viu uma casa ricamente enfeitada, toda iluminada, observando esta bela casa pela janela, ele viu que havia uma grande árvore muito bonita, toda enfeitada com milhares de lâmpadas; a árvore tinha em sua base muitos pacotes de presentes, em torno da mesma, muitas pessoas bebiam e comiam ao som de alegres músicas, todos estavam muito alegres e felizes. Do lado de fora desta mesma casa, havia um garoto sentado no primeiro degrau da escada que havia em frente à casa, pelo seus trajes se via que era muito pobre. O homem se aproxima do garoto, notou que ele estava muito triste, seu semblante era de alguém que fora abandonado, o homem se aproxima, senta-se a seu lado, pega em sua mão e diz.
—Como está, filho? Você parece estar muito triste.
—Sim estou muito triste! Porque toda essa tristeza? Tudo hoje é alegria, é dia de natal, hoje se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Nesta data, todos nós devemos estar alegres, outra coisa todos estão festejando, porque não foi também em alguma festa.
—Bem que gostaria, mas não fui convidado por ninguém.
—Menino, diga-me seu nome e te apresentarei ao dono desta casa, eu o conheço e você poderá participar desta bonita festa.
–Não adianta dizer meu nome,
–Porque não adianta dizer seu nome?
–Porque todas as pessoas desta casa me conhecem a longo tempo e muito bem, sabem também que faço aniversario hoje, não só elas, mas todos desta cidade, todos deste estado, todos deste país e muitas outras pessoas deste planeta, até o senhor me conhece, o homem pensativo abaixa a cabeça, muito envergonhado, diz
—Sim garoto! Acho que você tem razão não adianta mesmo dizer seu nome!

Esta crônica foi extraída do livro, Crônicas, indagações e teorias. Autor Paulo Luiz Mendonça. Editora Scortecci.
http://pauloluizmendonca.judblog.com

NOITE DE NATAL

Natal é noite feliz
É o que todo mundo diz
Nesta comemoração.
Nem todos têm alegria
Em alguns a tristeza estaria
Ferindo seu coração.

Quem tem amigos distantes
Ou quem tem a vida errante
No natal não tem tal calma
Quando o sino bate a noite
Recebe no ouvido um açoite
Que fere dentro da alma.

Eu que vivo assim sofrendo
Com o coração remoendo
Nas tristezas que vai e vem.
Com o pensamento errante
Procuro por Cristo distante
Indo parar em Belém.

RECORDAÇÃO DO NATAL

Em uma triste noite fria
Escuridão alucinante,
Parei fiquei em silêncio
Ouvindo o sino bater
Em uma capela distante.

O sino que repicava
Enviando no ar um sinal.
Fiquei triste neste momento
Veio-me logo na mente
Recordações do natal.

Sozinho onde eu estava
Bem longe dos entes queridos
Nesta hora eu me encontrava
Solitário neste mundo
Todos já tinham partido.

Estas poesias foram extraídas do livro Crônicas Indagações e Teorias, autor Paulo Luiz Mendonça. Editora Scortecci.

Anónimo disse...

Minhas duvidas.

Há um Fato nebuloso para mim, nas explicações, dada pelas religiões que se dizem cristã. Por mais que eu procure, por mais que eu pesquise não consigo encontrar o motivo desta afirmação. Dizem os teólogos que Jesus Cristo veio ao mundo para nos salvar, eu pergunto salvar do que, de quem. Qual o perigo que nos ameaça. Eu não vejo nada que está nos pondo em perigo eminente. Este salvamento seria de ordem física ou espiritual. Se for de ordem física o perigo continua, nós estamos correndo risco de morrer durante toda nossa vida, isso fás parte do jogo da humanidade. Se for de ordem espiritual, não cabe a Jesus nem a qualquer tipo de santo ou qualquer tipo de religião que poderá nos salvar. Este trabalho de salvamento espiritual se realmente for necessário, o encarregado de nos salvar somos nós mesmos, nós temos o livre arbítrio, temos a consciência, temos a inteligência e temos também o nosso raciocínio o qual nos da condição de saber o que e o bom procedimento ou o que é mau procedimento. Portanto nós somos uma célula pensante da humanidade como um todo. Se cada um de nós agir de uma maneira correta, justa sem individualismo, sem hipocrisia, sem maledicência, sem egoísmo e amarmos nossos semelhantes como a nós mesmos não precisamos pensar em salvação pois já estaremos salvos pela nossa conduta irreprochável do bem viver. Religião é para os que não sabem se conduzir por si próprio é para os que não usam seu raciocínio de maneira lógica e coerente, os que usam lógica e coerência durante toda sua vida não precisa de nenhuma religião para os salvar. Esta historia de nos salvar foi criado pelas religiões, isso nos induz a procurar uma delas para nos conduzir pela vida. Quem precisar, se sentir fragilizado que procure uma, mas muito cuidado com a escolha.
Paulo Luiz Mendonça autor do livro Crônicas, indagações e teorias. Editora Scortecci