My Books

My Books
My Books

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Os Empreendedores podem mudar o Mundo!



Que encaremos o aumento do desemprego como uma oportunidade para investir na Inovação e Empreendedorismo. Há muito boa gente no Desemprego com ideias geniais, mas que precisa de incentivo, animo e investidores. É uma outra perspectiva, mas que faz sentido, não acham ?

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Um bom exemplo de como o formalismo académico pode ser quebrado!



Precisamos de menos "posturas Doutorais" e mais "trabalho entre as Universidades e as Empresas", nem que seja necessário quebrar algumas regras. :) Está em causa a criação de valor para o país e não a importância dos cargos!

terça-feira, janeiro 17, 2012

Temos acordo!

Temos acordo de Concertação Social, o que é uma excelente noticia para Portugal. Evoluímos como democracia. Estamos a aprender a crescer!

Agora arregaçar as mangas e trabalhar. Vamos a isso.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

CGTP... quem são os miúdos mimados ?


O abandono, reincidente, da CGTP da reunião de Concertação Social faz-me pensar sobre como vai o Sindicalismo em Portugal e se os trabalhadores se sentem representados por este tipo de comportamentos. Uma coisa eu sei. Este tipo de atitude não é o melhor para os trabalhadores.

Precisamos de uma nova geração à frente do Sindicalismo em Portugal, com sonhos, ambições, objectivos, com propostas de valor exequíveis. Capazes de negociar em termos técnicos com o governo e com as entidades patronais, com uma perspectiva de melhorar as empresas, o ambiente empresarial, a vida dos trabalhadores e a economia do País.

Se não houverem empresas, não existem empregos e o sindicalismo deixa de fazer sentido. As empresas e os seus donos, tanto como o governo, não são inimigos, são parceiros, em muitos casos com visões diferentes, mas com quem temos que negociar. Nunca fugir! Eu sei é mais fácil fazer greves e gritar alto, e até fugir, como os miúdos... mas os trabalhadores precisam de mais e de melhor.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Concertação Social Já!


Mais uma vez a reunião da Concertação Social foi adiada. São todos muito importantes e não é fácil conciliar agendas. Enfim, como na maioria das vezes não pensam nos Portugueses!

AMIGOS, OS TEMPOS SÃO DE MUDANÇA. SABEM O QUE ISTO SIGNIFICA ? O PAÍS, OS TRABALHADORES, OS PORTUGUESES PRECISAM QUE SE ENTENDAM.

Governo, Patrões e Representantes Sindicais, TODOS, têm que fazer cedências, por Portugal, e chegar a um ACORDO. O possível. E isso é essencial e demonstrará maturidade politica e democrática de todos. Estou a torcer pela Concertação Social!

terça-feira, janeiro 10, 2012

Os Sindicatos e as CTs estão a perder uma oportunidade!

Honestamente, enquanto Português, espero que nos próximos meses a tensão social em Portugal não se acentue. Seria mau para todos. Os resultados que traria seriam certamente muito negativos e piores se o ambiente social se mantiver estável.

Em especial os últimos três meses demonstram-nos que temos organizações sindicais e laborais num estado de maturidade democrática ainda muito por evoluir! Parece-me mesmo que estas organizações estão a desperdiçar um momento histórico para terem um papel extremamente importante na nossa sociedade e em concreto nas empresas, colaborando com estas, participando com estas os momentos difíceis que vivemos, diagnosticando e avaliando o ambiente social das empresas.

Em vez de uma discussão ideológica, totalmente obsoleta, virtual e inapropriada, as organizações laborais e nomeadamente as Comissões de Trabalhadores seriam muito úteis se estivessem a fazer um trabalho mais técnico, apresentando propostas de valor para os colaboradores que representam, muitas delas, por vezes até sem custos para as empresas. As empresas até agradeciam! Ganhariam outra credibilidade, outra confiança.

Para este início de Ano, lanço-vos o desafio da Cooperação! Para bem do Emprego, das Empresas, da Economia, da Sociedade, no fundo de todos nós.

É assim tão difícil mudar a atitude e os comportamentos meus Senhores ? Não percebem o que estão a por em causa ?... os Empregos e o "Sustento" daqueles que deveriam defender!

Bom Ano!


sexta-feira, janeiro 06, 2012

O Gestor em 2012

O presente ano requer desafios de gestão, mas representa oportunidades para os líderes crescerem enquanto gestores de pessoas.

Partilho algumas daquelas que me parecem mais importantes:

  1. Ser honesto e generoso nos elogios – não custa dinheiro, e todos gostam de receber.
  2. Dar responsabilidade ao staff – muitas vezes as chefias intermédias e os supervisores são “o problema”. Solução: “livrar-se de supervisores”.
  3. Torne as suas ideias as da sua equipa. As pessoas detestam receber ordens. Envolva-as, pergunte-lhes a opinião, ponha-as a participar.
  4. Não diga que o colaborador está errado. Ninguém gosta de ser criticado pela negativa. Procure de forma indirecta ajudar a pessoa a aprender com os erros. Tem alguma ideia de como poderia fazer diferente e melhor ? Converse sempre com vista a soluções e nunca aponte o dedo!
  5. Torne cada um dos seus colaboradores um líder. Aproveite o melhor de cada colaborador e mostre-lhe que tem que ser um exemplo para os outros.
  6. Convide os seus colaboradores para almoçar. Surpreenda-os. É sempre uma forma simples de manter uma boa relação e de dar feed-back sobre o trabalho.
  7. Reconheça o mérito e dê pequenas recompensas. Pode ser feito de várias formas, o importante é que todos percebam que existe uma verdadeira meritocracia.
  8. Encontros de grupo. Organizar festas de grupo, verdadeiramente informais -não no ambiente cínico a que nos habituámos nas festas de natal -, como aniversários, pic nics, intervalos para lanche, são extremamente importantes para se criar um espírito de grupo com o líder. “Ele é um dos nossos”.
  9. Partilhe os sucessos e insucessos. Um forte factor de desmotivação é o sentimento de distância e de “usou, já não precisa”. Em muitos casos é injusto e acontece simplesmente porque o líder não dá atenção a este aspecto, tão importante.
  10. Acompanhe mais de perto os seus colaboradores. Planeie, oriente e acompanhe ao longo do tempo os seus colaboradores, com palavras de incentivo e de estímulo, com a disponibilidade necessária para ajudar.

Bom Ano 2012

quarta-feira, novembro 23, 2011

Meritocracia: precisa-se! (para recordar)




Estando atento aos diversos acontecimentos da nossa sociedade, política e economia, parece-me, infelizmente, muito actual e presente o discurso de Nicolau Maquiavel de alerta ao povo para os perigos da “tirania”.

Ele escreveu na sua obra mais mediática, "O Príncipe", "...porém, a maneira como se vive está tão afastada da maneira como se devia viver, que aquele que deixa aquilo que se faz por aquilo que deveria fazer-se aprende mais a perder-se que a salvar-se, porque um homem que queira em tudo professar o bem arruina-se entre tantos que não são bons". Não será este o maior problema da nossa sociedade? Uma total inversão dos verdadeiros valores!

Bom, apesar deste contexto eu sonho com uma realidade de ética no trabalho. O período anterior à presente crise falava-nos de um mundo de trabalho pragmático, objectivo, técnico e privado de moral, como pudemos constatar. Agora, julgo que se começa a sentir a necessidade de novos comportamentos, mais éticos, e sobretudo no ambiente de trabalho. É tempo de entrarmos na era da humanização, no primado das pessoas, em que é privilegiado o desenvolvimento da identidade pessoal nas várias experiências profissionais e empresariais. Por isso, nunca como agora, foi tão importante a atenção às relações psicológicas interpessoais, à gestão de conflitos, às técnicas de motivação e à tentativa de fortalecimento das personalidades dos colaboradores. Estará o(a) estimado(a) leitor(a) a pensar, mas primeiro temos que salvar a empresa, ter um balanço robusto e equilibrado, que permita a competitividade a médio prazo. E eu estou plenamente de acordo com essa prioridade, mas simplesmente acredito que é insuficiente se não houver uma maior consciência ética. Não podemos ver o problema como mera sobrevivência, mas também no papel que uma empresa poderá ter na expressão de talentos individuais, na realização de sonhos, alimentando motivações, força, energia e entusiasmo que poderá servir de inspiração a comportamentos éticos e tornar-se num "projecto maior", onde todos são elementos activos, onde podem crescer e desenvolver continuamente as capacidades pessoais e organizacionais. E estas mudanças têm que partir do topo. Dos gestores, dando o exemplo e incentivando uma nova cultura empresarial, que deverá ser muita mais aberta, flexível e exigente. Para isso é fundamental que se implemente uma gestão com base na meritocracia, assente no mérito das pessoas, onde as posições hierárquicas são conquistadas com base no merecimento e com uma predominância de valores associados à educação, formação e competência. Este desafio de que falamos é enorme, pois quase implica uma conversão do "coração do Homem", mas é necessário para evoluirmos e nos tornarmos uma sociedade e uma geração em que os nossos filhos e os nossos netos se orgulhem. E nunca é tarde, vejamos o recente caso de Susan Boyle, de 47 anos, desempregada, que emocionou o mundo com a sua humildade no programa "Britain's got talent". Recebida com cinismo, risos e desconfiança, pela sua modesta aparência, ela exaltou o público e calou o júri quando começou sua interpretação de ‘I dreamed a dream', do musical "Les miserables". É um exemplo claro de como a nossa sociedade faz juízos de valor antes do tempo. E isto não acontece apenas em programas de entretenimento, é usual entre grupos, em organizações, nas empresas, na política, ... faz parte das nossas vidas. Mas tem que ser erradicado.

Já reparou que o trabalho nas empresas, de um modo geral, tornou-se num lugar agressivo, mau, esgotante, fonte de angústias e depressões ? O colega é sempre um inimigo potencial, a comunicação é falseada, não é autêntica e para se fazer carreira é de algum modo necessário boicotar a dos outros colegas. Ora, há muito tempo que o trabalho já não é fonte de auto-realização, de expressão das capacidades individuais, que não é sustentado por motivações pessoais. Para inverter esta situação é necessário que no topo das empresas se comece também a dar importância a estes temas e definir como uma das principais prioridades a meritocracia.

Artigo publicado hoje no Diário Económico:

sexta-feira, julho 22, 2011

É preciso força!

Os tempos que vivemos são difíceis! Mas podem representar uma oportunidade para alterarmos o nosso modelo de vida na sua estrutura. Implica rupturas e mudanças por vezes pouco "queridas", mas necessárias. Como alguém dizia no passado, "deixem-nos governar". E acho que depois das recentes eleições temos que dar um voto de confiança ao governo. Boa sorte!

quinta-feira, abril 07, 2011

O Poder do Marketing na Decisão


Autores: Bruno Valverde Cota e Carla Rebelo

Selo Editorial: Bnomics

Tema: Marketing, Economia, Gestão

ISBN: 978 - 989 - 8184 - 80 - 1 Abril de 2011

Preço: 23,00 + IVA

Numero de Páginas: 202 Dimensões: 17 x 23 cm


Bruno Valverde Cota e Carla Rebelo acabam de lançar um novo livro, da editora bnomics, bastante pertinente no momento económico e político que vivemos - o Poder do Marketing na Decisão. É um tema oportuno tratado de um prisma inovador, num contexto de acentuada incerteza que caracteriza a tomada de decisão. Esta obra resulta do cruzamento de dois percursos profissionais distintos, mas complementares, que dedicam a sua atenção à influência das técnicas de Marketing no processo decisório, invocando as relações de causa-efeito para a compreensão da fenomenologia complexa do design da informação que suportará uma decisão. Por outro lado exploram com muito interesse a influência dos modelos mentais e cognitivos no processo de decisão.


A proposta dos autores consiste na adopção de visões distintas e técnicas suportadas quer nos princípios do marketing-mix, quer dos conceitos e técnicas oriundas de várias ciências para melhorar o desempenho e a qualidade da tomada de decisão. As Tecnologias, os Sistemas de Informação, o Business Intelligence ou outras ferramentas, são meros auxiliares, uma espécie de próteses cognitivas que o homem usa para melhorar o seu desempenho em todas as suas funções de gestão. O verdadeiro processo é pensar! É a experiência prática que nos leva a ver o óbvio, ou seja, neste caso, aquilo que, quando detectado imediatamente se qualifica como um vazio a corrigir. Sempre que se tentam relacionar temas de uma forma diferente do feito até então, dá-se espaço à inovação construtiva e enriquecimento do conhecimento. Um novo paradigma ou simplesmente uma nova tendência de organização da informação corporativa foi o que nos pareceu resultar deste livro, com uma abordagem prática, oportuna e diferente.

Os Direitos de Autor deste livro revertem para a Assistência Infantil da Freguesia de Stª. Isabel.

terça-feira, março 15, 2011

Precisamos de um Portugal melhor...

O dia das eleições legislativas está mais próximo. É o fim de uma política de anúncios, muito assente na imagem de José Sócrates, e com uma estratégia de comunicação que muitos dizem forte, mas que me parece errónea, pois cria expectativas muito elevadas, quando a capacidade de concretização, e com uma crise global a meio, fica muito abaixo do que se esperava. Lançam programas, com grande divulgação nos media e não garantem a operacionalização. Vários exemplos ao longo dos anos foram sendo identificados pela opinião pública. Ora, foi o sentimento generalizado de "logro", entre outros, para além de uma data totalmente desadequada, que levou a maioria dos portugueses a exercer o seu direito de "não votar" nas eleições presidenciais. O próximo governo deverá ter um líder que, para além da lealdade, o que poderá também ser um atalho para a mediocridade, através da recompensa de favores, privilegie fundamentalmente a capacidade intelectual, a energia com ética, o talento para motivar e o espírito crítico e de equipa.

Portugal não precisa de profissionais "de segunda", que tendem a contratar outros profissionais iguais a eles ou ainda menos qualificados e sem experiência na vida empresarial. Não queremos mais prémios automáticos para funcionários leais e muito menos que se gaste imenso tempo para contratar alguém para resolver a crise. O novo primeiro-ministro deverá rapidamente, após a tomada de posse, preencher as posições de liderança cruciais para tornar Portugal mais competitivo a médio e longo prazo. Precisamos de ter os melhores a gerir os destinos do nosso país. A situação é grave. Requer esforços redobrados e uma visão estratégica do que se pretende. A bajulação deverá ser erradicada, pois a tentação de, até os melhores, caírem nela é grande. É necessário quebrar a dinâmica de inércia, o status quo, e abrir o debate para acolher os melhores, de vários sectores, ouvir as suas ideias, mesmo as divergentes, definir um plano com a identificação de áreas estratégicas de intervenção, com objectivos mensuráveis e níveis de serviço, com medidas de implementação, resultados esperados, posicionamento a atingir, calendarização...

Ao mesmo tempo, a Função Pública deverá ser repensada, a sua missão deverá ser redefinida e ajustada às ‘best-practices' de gestão pública. O papel dos seus colaboradores deverá estar claro, terá que ser objectivo e com processos de avaliação de desempenho adequados. É urgente o desenvolvimento de programas internos que criem competências e motivem as equipas. Deverão ser promovidos estudos internos de medição do nível de satisfação e incentivadas as sugestões e reclamações dos colaboradores, com vista a uma melhoria contínua do funcionamento dos vários serviços. O Estado deverá "abrir-se também para dentro" e mostrar-lhes que cada um deles pode fazer a diferença, estando claro para todos qual o contributo que cada colaborador poderá dar para os objectivos globais da "função pública". É a única forma de se conseguir criar valor no serviço público que se presta e, consequentemente, ter também cidadãos satisfeitos e fidelizados.

Assim, para além da "força" da marca Portugal, da reputação, do marketing social, da capacidade de criar parcerias e da presença em novas formas de comunicação, parece-me evidente que o próximo governo valerá tanto, quanto os profissionais de valor, imunes à promiscuidade partidária e com provas dadas na sociedade, conseguir atrair e fidelizar. Temos um grande desafio e todos podemos ajudar!

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Um Natal diferente: é obrigatório a capacidade de mudança


Num mundo em constante mudança, as organizações têm que lutar contra os hábitos, os preconceitos e a inércia. As organizações ganhadoras serão aquelas que conseguirem desenvolver mecanismos que promovam a mudança de comportamentos e que criem nos seus colaboradores a ideia de que a mudança faz parte do seu quotidiano.

Um processo de mudança de comportamentos eficaz deve atender aos seguintes aspectos:
-explicar a razão da mudança,
-fazer com que as pessoas se sintam “donos” do processo,
-acompanhar o processo de mudança,
-controlar os resultados.


BOAS FESTAS

quinta-feira, novembro 11, 2010

Prémios atribuidos ao autor do MarketingFaculty.com








Este ano o International Biographical Centre of Cambridge atribuiu as seguintes nomeações ao Autor do MarketingFaculty.com:

- Considered one of the "Top 100 Educators 2010"
- Considered one of the "Outstanding Intellectuals of the 21st Century 2010"



O International Biographical Centre de Cambridge, Inglaterra, é líder mundial na publicação biográfica. Fundada há mais de quarenta anos atrás, a sua gama de títulos de referência ganharam uma reputação internacional de alcance incomparável e integridade.

Nesse período, o IBC tem publicados mais de 1.000.000 de biografias de pessoas de nota de todo o mundo em mais de 150 edições de suas obras de referência.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Autor do Mês - Janeiro 2010





Quando é que se deu conta da importância do Marketing na sociedade actual, e como é que procedeu à sua escolha de enveredar pelo Marketing?

Sempre tive interesse pela gestão das organizações, em especial pelo papel do Marketing numa procura permanente pela optimização da relação com o mercado. Refira-se que para mim o Marketing deve assentar em 3 pilares fundamentais: 1) criação de valor para o consumidor, utilizando a aptidão para compreender as actuais e emergentes necessidades e vontades do consumidor, as capacidades da concorrência, ofertas e estratégias e as tendências para o futuro; 2) gestão da organização, pois cabe ao Marketing o papel de regular e dinamizar a produtividade das vendas e aumentar o valor percebido dos produtos através de uma base sustentada de fidelização de clientes. E isso é feito através de pessoas; 3) integração interna e externa. Há que distinguir entre marketing interno e marketing externo. O marketing externo só é viável na medida que internamente ele seja um sucesso. Consiste na partilha de atitude do marketing por toda a organização, garantindo que ela é interiorizada e defendida apaixonadamente.
Respondendo agora directamente à sua questão, e no âmbito deste pequeno esclarecimento, eu diria que fui “tocado” e me apaixonei por estas matérias em meados da década de 90, quando trabalhava no departamento de Marketing Estratégico do BES e senti que a minha necessidade de aprofundar os meus conhecimentos de Marketing também era partilhada por outros profissionais. Eu diria que se estavam a dar os primeiros passos em Portugal.

Sendo professor universitário em Portugal, como vê o estado do ensino do Marketing português?

Muito heterogéneo, se temos Escolas, a meu ver poucas, que já perceberam que o caminho se faz através da exigência, do rigor e da qualidade, existem muitas outras que não percebem que o facilitismo visa o curto prazo e hipoteca o futuro dos seus alunos e docentes, ou seja, é um “circulo virtuoso negativo” que não contribui para a criação de valor dos vários intervenientes, inclusive da própria Escola, embora no imediato possam ficar “míopes” por questões meramente financeiras. Veja, um aluno mal preparado não prestigia os seus docentes, nem a sua Escola. Qual será a resposta do mercado ? Rejeita os alunos que vêm destas Escolas. Por isso, o trabalho do ensino universitário em Portugal, e também o do Marketing, deverá ser visto de forma séria, não como um negócio, mas sim como uma indústria estruturante e estratégica para o desenvolvimento do país. Boas Escolas têm os melhores docentes e preparam para o mercado de trabalho os melhores profissionais e criam um “circulo virtuoso positivo” gerador de valor para a sociedade. Temos que ter a capacidade de atrair os melhores docentes e especialistas, bem como os melhores alunos e digo isto num plano global. Deverão ser incrementadas as parcerias com a sociedade, com as empresas, com as melhores Escolas internacionais. Na área do Marketing e da Gestão a vertente prática é também muito importante e por isso os alunos terão que sair dos cursos preparados a “saber fazer”. Recordo Confúcio: “O que eu ouço esqueço, o que eu vejo lembro e o que faço aprendo”. Um maior trabalho com as organizações e empresas é fundamental.

Grande parte da sua obra é sobre o Marketing no campo bancário, no momento actual de crise, como vê o Marketing como parte da solução para a recuperação da confiança no sistema bancário?

Julgo que há oportunidades que podem ser exploradas, como as novas formas de comunicação: social media e redes sociais. Sabemos que são já uma realidade e podem permitir aos Bancos uma melhor compreensão dos Clientes e são uma forma de os Bancos estarem mais próximos do mercado. Centrar-se no cliente implica estar onde os clientes estão. Todavia, não podem ser vistas apenas como mais um novo canal de comunicação e não são “a solução”. Devem ser integradas numa estratégia global de Marketing e Comunicação. A tendência é a dos Bancos assumirem novas responsabilidades - ambientais e sociais -, que em vez de factores de risco para o sector, deverão ser abordados como verdadeiras oportunidades de negócio, consubstanciadas na criação de novos produtos e serviços que possam influenciar boas práticas e comportamentos nos diversos agentes económicos. As duas palavras-chaves são: autenticidade e transparência com um objectivo final desejado: CONFIANÇA. Não é novo de facto, mas esta fase de “crise” pode ser uma excelente oportunidade para um banco “agarrar” aqueles clientes que já estão envolvidos com a sua marca, dando-lhes plenos poderes para se tornarem um verdadeiro “opinion maker”. É isso que os principais Bancos estão a tentar fazer.

Além do Marketing Bancário, por quais outros campos do Marketing se interessa?

Tenho dedicado os meus trabalhos essencialmente ao Marketing Financeiro, Marketing de Serviços, Marketing Estratégico, Marketing Interno e Comunicação. Num futuro próximo estou certo que as organizações terão enormes desafios ao nível do Marketing Interno. É um campo que me preocupa e fascina e curiosamente não vejo muitos marketers a partilhar deste sentimento. O Marketing Politico é também uma paixão.

Quais as suas referências (autores) no campo do Marketing?

Sem dúvida Theodore Levitt que escreveu o livro “A Imaginação de Marketing” e ainda o artigo “Miopia em Marketing”. Foi o primeiro a perceber que as organizações com “miopia em Marketing” perdiam o seu foco de negócio, visando apenas o seu produto. Hoje sabemos que as organizações de sucesso são aquelas que têm como foco principal os seus clientes. E, claro, Philip Kotler que como sabe foi considerado pelo Management Centre Europe "o maior dos especialistas na prática do marketing” e que para nós todos é o “Pai do Marketing”.

Cada vez mais aparecem cursos universitários de marketing, acha que existe mercado para os futuros licenciados?

Por tudo aquilo que disse anteriormente, se não houverem grandes transformações parece-me que não. Veja quem no país, nas diversas organizações e empresas, tem grandes responsabilidades na área do Marketing ? São licenciados em Marketing ? Não. Porque será ?

Qual o futuro do Marketing nas universidades e na sociedade contemporânea?

O Marketing interactivo e Social Media irão ter um peso maior. Um estudo recente da Forrester Research prevê que o marketing interactivo em 2014, nos EUA, envolverá verbas de ca. 55 mil milhões de dólares o que representará 21% do total de gastos em Marketing. Estamos a falar de um aumento do investimento em marketing de busca, publicidade on-line, redes sociais, e-mail marketing, social media e mobile marketing.