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quinta-feira, abril 24, 2008

O New Beetle em Exame

A decisão de posicionamento do New Beetle era uma “Missão Impossível”. De um lado tínhamos o segmento dos Baby Boomers, indivíduos com idade entre os 50 e os 60 anos, que na década de 70 tinham o Beetle como um fiel amigo. Tinham crescido com o carro e que para este segmento era o reviver o seu passado. Era também o segmento que mais capacidade financeira tinha para disponibilizar $15.000 pelo mesmo. É sem dúvida uma boa aposta de posicionamento.

Do outro lado, temos o segmento dos jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos, que não tinham laços afectivos com o carro, no entanto, consideravam-no como um brinquedo divertido, uma nova experiência de condução. Seria uma forma de fugir à standarização existente na sociedade de hoje, em que todas as pessoas parecem iguais, ou seja, funcionaria como uma forma de afirmação pessoal. O design do carro, de forma diferenciada, e as suas cores, fortes e garridas, são por si só uma afirmação e expressão de individualidade e personalidade.

As vantagens em posicionar o Beetle para o segmento Baby Boomers seriam poder vender os veículos a um preço superior, garantindo maiores margens unitárias à VW e aos seus parceiros de negócios. A desvantagem é o risco que se corre neste posicionamento, já que os estudos de comportamento dos consumidores indicam que os Baby Boomers parecem apreciar automóveis de grandes dimensões, onde o Beetle não se encaixa.

A vantagem em posicionar o Beetle para o segmento dos Jovens seria uma elevada afinidade das características do automóvel com as características dos próprios jovens – divertido, irreverente, colorido, o que eventualmente poderia ser correspondido em vendas.

Quando a comunicação de um produto se dirige muito especificamente a um segmento alvo corre-se o risco dessa comunicação ser apenas percebida por esse mesmo segmento, assim, a escolha de um segmento alvo especifico poderia, de facto, comprometer a escolha do outro segmento, pois os jovens raramente gostam de utilizar objectos, e os automóveis não fogem à regra, também utilizados pelos pessoas com a idade dos seus pais. O contrário, por vezes, também pode ser verdadeiro, embora não de forma tão evidente. O que poderia acontecer é que nenhum dos segmentos alvos gostasse de partilhar o seu brinquedo.

Havia aqui um conflito geracional a resolver. O sucesso do posicionamento do New Beetle estava directamente ligado à forma como a Volkswagen iria comunicar com os seus potenciais clientes.

Assim, talvez a melhor solução passa-se por utilizar uma mensagem, estilo e meios de comunicação abrangentes no sentido de contactar ambos os segmentos e considerar o modelo num competitive set que em vez de compartimentar as categorias entre carros pequenos, médios, grandes ou de luxo, poderia competir com os carros preferidos por ambos os segmentos alvo.

Mas, há um segmento que em todo o caso foi esquecido na altura e que é importantíssimo: as mulheres. Este é um carro claramente feminino, as suas formas arredondadas, as suas cores vivas, os seus pormenores interiores, são claramente a pensar nelas. Poderia ser posicionado junto das mulheres executivas, independentes, com poder económico, que gostam de um brinquedo irreverente, divertido, colorido e que apele aos sentimentos. Este é o público-alvo mais adequado ao New Beetle.

A decisão mais acertada por parte da Volkswagen of America teria sido escolher como seu público-alvo os Baby Boomers e as Mulheres Executivas, pois têm muitas particularidades em comum: elevado poder económico, idades próximas, experiência de vida e um apurado sentimentalismo. São tudo características que permitiriam posicionar o New Beetle como um produto Premium, que só alguns têm, e, ai sim, torna-se-ia aceitável concorrer com marcas europeias, como a BMW ou a Mercedes.

quarta-feira, abril 23, 2008

Os benefícios do marketing directo


Para os consumidores, a compra em casa é divertida, cómoda e prática, economiza dinheiro, apresenta maior variedade de mercadorias e permite a compra comparativa. Os clientes empresariais também beneficiam, obtendo informações sobre os produtos e/ou os serviços sem precisar de se encontrar com vendedores. Os profissionais que trabalham com marketing directo, por sua vez, podem, personalizar mensagens, construir relacionamentos ao longo do tempo, atingir os clientes potenciais mais interessados no momento certo, testar com maior facilidade mensagens alternativas e avaliar mais facilmente o resultado das campanhas.

terça-feira, abril 22, 2008

Comunicação de Crises



As empresas e organizações vêem-se confrontadas com uma diversidade de situações adversas que, levadas ao extremo, podem intitular-se de crises. As relações públicas são uma boa arma no combate a situações de crise.

A gestão de crises através das relações públicas assenta em dois pontos base:

A actuação preventiva - o seu objectivo é evitar e neutralizar potenciais crises, designadamente através da preparação de um porta-voz, montagem de sistemas de alerta, identificação de possíveis cenários de crise e desenvolvimento de relações com grupos de pressão.

Comunicação de crise propriamente dita - o objectivo deste tipo de comunicação consiste em minimizar o impacto negativo das crises, podendo a comunicação ser feita a partir da definição de estratégias previamente preparadas, elaboração de comunicados e do reforço das relações com os «simpatizantes» da organização ou empresa.

segunda-feira, abril 21, 2008

Executive Seminar da Primavera reúne mais de meia centena de empresários

No passado dia 17 de Abril fiz uma intervenção no Europarque, em Santa Maria da Feira, sobre Marketing Inovador para mais de meia centena de empresários. Foi uma sessão muito animada e debatemos vários assuntos do Marketing em Mudança.


Perante uma plateia interessada em tornar as suas organizações mais competitivas, procurei apresentar exemplos práticos de sucesso que ilustram como fazer frente à concorrência e adoptar estratégias de marketing inovadoras capazes de diferenciar as empresas.

Foi também uma boa oportunidade para apresentar a obra "Marketing Inovador", editada pela UCP, e discutir alguns casos de como uma boa estratégia de marketing possibilita a valorização e o sucesso das pessoas e das organizações.

Tipo de Gestão Empresarial





Para avaliar o tipo de gestão de uma organização não basta apenas conhecer o seu tempo de existência.

Para conhecer o tipo de gestão precisa-se de conhecer como os profissionais da instituição são tratados. Como a organização trabalha nas rotinas administrativas do dia-a-dia. Que tipos de benefícios são oferecidos aos seus colaboradores, quais e quantos são os níveis hierárquicos da organização.

Todas estas informações ajudam a conhecer um pouco mais da estrutura de gestão administrativa e organizacional da empresa.

Como afirma NASSAR (2003), numa empresa onde se pode encontrar diversos níveis hierárquicos e burocrática, encontram-se também líderes mais antiquados, não modernizados e actualizados com o que há de mais moderno em gestão empresarial. Líderes que têm medo de dividir a responsabilidade e, consequentemente, o poder.

Já em empresas onde se encontra um menor número de níveis no organograma, encontra-se também uma gestão mais moderna com líderes preocupados mais com os resultados e menos com o poder.

Esta análise também pode ser feita através da importância e do tipo de tratamento que a empresa dedica ao seu profissional. E aqui não se está a falar apenas de benefícios, mas também de oportunidades de crescimento, de carreira, do respeito pela formação e desenvolvimento do profissional. Também da forma como a empresa vê o profissional como ser humano: se oferece programas de qualidade de vida, se envolve a família do colaborador em alguma actividade, se faz um mínimo de esforço para que ele não se dedique apenas ao trabalho.

E quando se têm estas respostas, pode avaliar-se que tipo de gestor está no poder e quais são os seus verdadeiros interesses. Se são gestores evoluídos e modernos que já perceberam que os recursos humanos são a força motriz da instituição, ou se ainda são gestores antigos que acham que apenas um bom salário retém o bom talento e não pensam em motivar, envolver e reter os seus colaboradores. É possível encontrar diferentes tipos empresas nas duas situações anteriores. Porém, o que precisa ser feito é ler as entrelinhas e avaliar o tipo de tratamento que é dado ao funcionário, pois só assim se consegue entender a importância que a Comunicação Interna tem para aquela empresa e se consegue avaliar porque está em determinado lugar do organigrama.

O poder dos gestores da organização e os seus interesses influenciam directamente as decisões da empresa, influenciando igualmente e consequentemente a importância dada à Comunicação Interna.

sexta-feira, abril 18, 2008

Aqui vai para Recordar...porque recordar é Viver!


Deixo-vos um texto de autor anónimo que me fez recuar uns 15 anos!!! Interessante...



"A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem? ", perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além... " era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"...Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada. Hoje, se um puto é normal, ou seja, não tem óculos, nem aparelho nos dentes, as miúdas andam atrás dele, anda de bicicleta e fica na rua até às dez da noite, os outros são proibidos de se dar com ele... "

quarta-feira, abril 16, 2008

(Alguns) Mandamentos de David Ogilvy




As confissões de um publicitário...




1. O que você diz é mais importante do que a forma como se diz.
2. Se uma campanha não tiver uma grande ideia, perder-se-à.
3. Apresente factos.
4. Aborrecer o próximo não o leva a comprar.
5. Procure que os seus anúncios sejam actuais.
6. Se tiver a sorte de escrever um bom anúncio, repita-o até que ele deixe de vender o produto.
7. Uma imagem de marca é saber descobrir o que a define e manter uma continuidade de estilo durante muitos anos.

terça-feira, abril 15, 2008

A Banca ... e o futuro?


Os bancos são o reflexo das pessoas que as constituem. Assim, torna-se evidente a importância do Capital Humano numa organização competitiva e moderna. Ora, para os bancos a qualidade dos recursos humanos é, seguramente, factor de diferenciação. Assim, é fundamental aos bancos assegurar que toda a organização conheça a estratégia do banco e a importância do papel de cada colaborador para a consecução dos objectivos.

Potenciar o desenvolvimento profissional e pessoal, conciliando os interesses do grupo com os interesses individuais, fomentar o trabalho em equipa, estimulando a iniciativa e a tomada de decisões individuais, são factores determinantes na consolidação do “compromisso” que fortalece a equipa e assegura o êxito de um banco no futuro. E, em particular, num momento de grande competição e mudança, como o actual, os bancos terão que ter capacidade de criar experiências memoráveis aos seus colaboradores. Criar uma identidade. Investir em “branding” interno, ou seja, desenvolver estratégias de actuação dirigidas aos factores que influenciam o que os colaboradores sentem sobre o seu trabalho.

É aquilo a que Simon Barrow sintetiza como uma nova prioridade de gestão e, eu acrescento, desafio interno dos bancos: “entender as Pessoas no trabalho”. Só desta forma conseguirão captar os talentos e fidelizar os “melhores” colaboradores. Então, neste contexto, os bancos terão que avançar bastante no conhecimento sobre como a introdução de programas de marketing interno na gestão de recursos humanos pode incrementar o desenvolvimento empresarial. Não estou a sugerir que os Marketeers invadam a função de Recursos Humanos. Mas a utilização de técnicas e ferramentas de Marketing pode auxiliar bastante os Departamentos de Pessoal a identificarem os factores críticos de sucesso para a motivação dos seus colaboradores.

Vejamos um exemplo concreto. Há 10 ou 15 anos atrás, seria muito mais atractivo para um colaborador trabalhar num banco pelas vantagens disponibilizadas nos produtos financeiros: taxas de juros preferenciais no crédito habitação e crédito individual, isenção de algumas comissões, assistência médica preferencial, entre outros. Todavia, com a diminuição das taxas de juro, com uma maior facilidade de acesso aos produtos financeiros e com o aumento da intensidade concorrencial, o impacto destas vantagens diminuiu, uma vez que, por exemplo, é possível hoje obter taxas de juro baixas no acesso ao crédito habitação em qualquer banco, o que não acontecia no passado.

Em termos futuros, os bancos deverão caminhar para uma prestação de serviço interna diferenciada, através da criação de um pacote de serviços que facilite a vida profissional e pessoal dos seus colaboradores. Serviços como baby-sitting, apoio ao transporte, lavandaria, lavagem de automóvel, catering, limpeza doméstica, jardinagem, ginásio, entre muitos outros, farão certamente a diferença. Eu diria que, tal como nos clientes externos, também internamente deverão ser criadas ofertas de serviços feitas à medida das necessidades dos colaboradores. Será a única forma, a meu ver, de conseguir ter os melhores colaboradores. E o(s) banco(s) que o conseguir(em) terá(ão) mais hipóteses de ser também o(s) melhor(es). Com colaboradores satisfeitos e fidelizados, o valor do serviço a disponibilizar aos clientes será também maior, os clientes ficarão satisfeitos, logo fidelizados e o banco crescerá. O desafio é claro e objectivo, tal como Peter Drucker dizia, “tornar eficazes as forças das Pessoas e irrelevantes as suas fraquezas”.

Adicionalmente, em termos do sector bancário, estudos recentes demonstram que ainda há espaço para mais concentrações. E eu concordo. Todavia, o que me parece importante referir é que com as profundas alterações que o sector bancário sofreu nos últimos anos, os bancos deverão procurar novas fontes de proveitos, nomeadamente através duma melhoria contínua do serviço prestado aos clientes.

Efectivamente, o modelo da banca assente na tradicional actividade de intermediação começa a estar saturado e a excelência do serviço prestado será um objectivo importante a atingir. Eu diria que podemos encontrar dois pilares de acção próxima importantes: a Inovação e as Pessoas.

Será fundamental que os bancos continuem a investir na inovação dos seus produtos e serviços e que os consigam adaptar às novas exigências dos consumidores, aliás como o têm vindo a fazer e muito bem. Mas, por outro lado, com as especificidades dos serviços financeiros, deverá haver um investimento também muito forte na formação e desenvolvimento de competências dos colaboradores bancários. Por exemplo, as áreas de relação com os clientes são críticas e só com colaboradores competentes, qualificados e pró activos se conseguirá fazer notar a diferença. E isso só se conseguirá com colaboradores motivados.

Julgo, sinceramente, que a formação comportamental se afigura como um dos elementos pertinentes e fulcrais neste momento. Mas a formação deverá também passar pelos quadros superiores, pelos responsáveis de equipas, com uma preparação sustentada ao nível de uma gestão das pessoas mais humanizada e virada para o alto rendimento. Muito do trabalho a fazer terá que ser através de coaching e isso só é possível se as hierarquias estiverem bem preparadas. O rigor dos números e uma gestão rigorosa são importantes, mas terá que haver um maior investimento no lado humano dos colaboradores bancários. Estou certo, que a banca portuguesa já abraçou este desafio com muito carinho.

segunda-feira, abril 14, 2008

Marketing Tribal: onde tem mais expressão ?

Hoje em dia, algumas marcas já avançaram no território do marketing tribal, criando comunidades virtuais ou físicas de consumidores. Temos os casos da Nokia, da Sumol, da MTV e da Levi`s e ainda o desafio que se coloca ao Benfica na “gestão” da sua tribo, entre outros.

Com o objectivo de criar um território para as suas marcas e de direccionar a comunicação, o marketing tribal surge como uma nova forma de segmentar o mercado, dirigindo-se a grupos de consumidores que têm em comum a partilha de determinados valores.

Estes grupos deixam de ser agrupados por qualquer modelo tradicional de segmentação, dão lugar a um conceito mais universal e transversal, a diferentes grupos, com diferentes características.

O que está em jogo é a partilha de sentimentos e de emoções, implica o lançamento de produtos ou serviços que permitam o cumprimento dos objectivos.

Para trás fica o consumo básico de mera satisfação de necessidades básicas, entrando-se numa vertente de consumo sagrado, que tem valor simbólico para o consumidor e para toda a comunidade de que faz parte, que se traduz em rituais como o coleccionismo. Para estes consumidores “tribalistas” importa mais o valor de ligação do que o valor de uso de um determinado produto ou serviço.

Com esta nova aproximação ao consumidor, as marcas conseguem interagir de forma eficaz com o seu core target, criando assim uma relação mais emocional.
Este é um novo caminho que os marketers devem começar a ter em atenção, se querem chegar de forma certeira junto do seu público-alvo!...


domingo, abril 13, 2008

Poesia para Fim de Semana


“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... ”

Fernando Pessoa

sexta-feira, abril 11, 2008

O negócio de uma livraria


Um dos casos onde o interesse por e-business é inquestionável, é o caso da Amazon http://www.amazon.com/ . A Amazon é uma livraria na Internet, que começou a sua aventura de vender utilizando como meio este canal, há já 12 anos, concretamente em Julho de 1995. Dois anos depois, durante o primeiro trimestre de 1997, obteve lucros de 87,4 milhões de dólares.

Actualmente tem 2,2 milhões de clientes em 160 países e oferece três milhões de títulos de descontos que chegam aos 40%. Coisa que mais nenhuma livraria “física” do mundo é capaz de oferecer.

Não contentes em só vender livros, a Amazon decidiu diversificar o seu mercado e iniciou-se com a comercialização de música. Amazon não é somente uma livraria na Internet. Actualmente está cotada na bolsa e as suas acções não param de subir.

quinta-feira, abril 10, 2008

Comunicação Institucional





A comunicação institucional é a responsável directa, por meio da gestão estratégica das relações públicas, pela construção e formatação de uma imagem e identidade corporativas fortes e positivas de uma organização. A comunicação institucional está intrinsecamente ligada aos aspectos corporativos institucionais que explicitam o lado público das organizações, constrói uma personalidade credível organizacional e tem como proposta básica a influência político-social na sociedade onde está inserida. A comunicação institucional, por meio das relações públicas, enfatiza os aspectos relacionados com a missão, a visão, os valores e a filosofia da organização e contribui para o desenvolvimento do subsistema institucional, compreendido pela junção desses atributos.

A Comunicação corporativa vem ganhando crescente importância nos últimos anos. De facto, este tipo de comunicação tem ganho maior protagonismo, em grande parte, devido ao fenómeno de concentração em grandes grupos que se verifica, inclusive, em sectores tão importantes como a Banca (Millennium BCP, hoje em vias de adquirir também o BPI; Santander Totta), Alimentar (Lactogal, que resulta da junção de 3 grandes produtores), ou Refrigerantes (Compal e Sumolis).

Este fenómeno de concentração faz com que as próprias empresas, como distribuidoras de marcas importantes, tenham um cuidado cada vez maior com a sua imagem, de forma a atribuírem valores positivos para as marcas que representam e vice-versa.

Um exemplo bem evidente deste tipo de preocupação, desde à bastante tempo, é a companhia Nestlé, que sempre colocou um grande ênfase na qualidade de todo o seu portfólio de produtos, que por vezes têm marca própria (Aquarel), outras recebem apenas a designação da marca Nestlé, como é o caso das tabletes de chocolate, sendo ainda possível detectar algumas marcas que recebem as iniciais do nome da companhia, como o chá gelado Nestea.

A Nestlé é um exemplo evidente, de como a comunicação corporativa pode ser importante para o sucesso de uma empresa e das marcas por si representadas. No caso da Nestlé deve ainda ser referido que a comunicação funciona nos dois sentidos, ou seja, quando a empresa Nestlé, desenvolve uma campanha de TV para uma das suas marcas, como por exemplo no caso de Nestea, no final do filme publicitário, aparece invariavelmente, a assinatura Nestlé. Ou seja, a empresa Nestlé é como um selo de garantia dos produtos, é sinónimo de qualidade, imagem que passa para os produtos, verificando-se também o inverso, já que cada vez que uma marca Nestlé comunica para o seu público alvo, como por exemplo, a Nestea, este facto também reforça a marca mãe ou umbrella, Nestlé.

Mas se este tipo de preocupações corporativas, já são seguidas por empresas como a Nestlé, desde há algumas décadas, novas matérias não devem ser menosprezadas pelas grandes empresas, como a comunicação de crise.

quarta-feira, abril 09, 2008

Comunicação de Crises


A Comunicação de crise é algo para a qual qualquer empresa deve estar preparada, e mesmo tendo em conta que uma das características desta é a sua imprevisibilidade, pode acontecer a qualquer pessoa ou organização.

Nos tempos que correm, uma crise numa empresa ou outro tipo de organização, é rapidamente difundida e ampliada, pelos vários media, desde os mais tradicionais, como a TV ou a Rádio, aos mais recentes, como a Internet, através das suas várias ferramentas de comunicação – Messenger, Blogs, etc.…

Foi o que aconteceu quando rebentou nos EUA o escândalo Enron, ou em Portugal o caso Casa Pia, ou ainda, e mais recentemente no Norte do País o caso Schweppes.

Pela sua imprevisibilidade e por vezes inevitabilidade, poderá ser impossível impedir que aconteça uma crise, contudo, os seus efeitos serão com certeza, controláveis. É neste ponto que a Comunicação pode fazer toda a diferença, já que uma comunicação de crise eficaz poderá defender a imagem de uma marca, ou empresa, num momento delicado.

Nos EUA existem vários exemplos de situações que comprovam a importância da comunicação num momento de crise:
Em 1982, o medicamento Tylenol, da Johnson & Johnson, que se destina a aliviar dores, matou 7 pessoas, pelo facto de algumas cápsulas conterem cianeto.
Numa fase inicial, a reacção da empresa foi nada comunicar e limitar-se a retirar do mercado, o produto disponível nas prateleiras.
Em seguida, a marca iniciou um caminho no sentido de recuperar o prestígio perdido, junto das pessoas que sempre reconheceram qualidade à marca, e que passou pelo contacto directo de colaboradores da J&J com médicos e farmacêuticos.
Em todo o processo a empresa pautou-se sempre por grande honestidade e humanidade, dando o máximo de atenção ao caso, e não deixando que o mesmo se tornasse apenas num enorme acontecimento jurídico ou financeiro.
Esta postura de grande humildade e humanidade, foi reconhecida pelos consumidores e cerca de 3 meses após os acontecimentos que desencadearam a crise do Tylenol e por ingerência na J&J, a marca tinha recuperado a quota de mercado.

Mas nem todas as crises são tão bem administradas como na J&J. Veja-se o caso da água Perrier, também ocorrido nos EUA, no estado da Carolina do Norte:
Depois de terem sido recolhidas amostras de água que indicavam níveis de benzeno químico acima dos níveis permitidos, os responsáveis pela empresa em território Americano decidiram recolher todo o produto disponível no mercado do estado da Carolina do Norte, assegurando que os problemas com a água se limitariam a este estado.
Pouco tempo depois, foi detectado que o problema se verificava em toda a produção da Perrier e não apenas no estado da Carolina do Norte, obrigando a Perrier Internacional a recolher o produto em todos os mercados em que operava.
Paralelamente a estes acontecimentos, surgiam na imprensa declarações contraditórias de Executivos seniores da Perrier, alguns deles tentando aligeirar o problema, afirmando ser natural dado a Perrier ser uma água com gás, que a mesmo contivesse benzeno.

Este tipo de avanços e recuos, e declarações contraditórias geraram desconfiança nos consumidores, baixando os níveis de consideração e credibilidade desta marca e, consequentemente, os seus níveis de vendas. A marca, ainda hoje, não recuperou totalmente desta crise.

terça-feira, abril 08, 2008

Comunicar com humor…





A utilização do humor na comunicação empresarial portuguesa não é fenómeno recente. Em plenos anos quarenta, o famoso “Licor Beirão” glosava com a situação política, com uma velada alusão a António Salazar, dizendo de si próprio enquanto bebida: “o Beirão que todos gostam...”. Talvez novidade seja a intensidade com que se recorre ao humor e, em alguns casos, a mediocridade dos resultados atingidos, em que notoriedade e vendas pouco se entusiasmam com tais tentativas. Quase que se pode dizer que poucos casos ficaram na memória dos consumidores: “Vodafone” e o par de roucos, Pedro Tochas e a água “Frize”, talvez Manuel João Vieira e o renovado “Licor Beirão”, Nuno Markl (que desta vez não morde o cão...) com os cafés “Delta” e Ricardo Araújo Pereira (“eles falam, falam e eu não os vejo a fazer nada...”) e o “Montepio”.

A graça que Ricardo Araújo Pereira foi capaz de transmitir ao seu personagem, aliado ao ineditismo do centenário Montepio adoptar um registo de comunicação humorístico, fez com que Portugal inteiro esperasse avidamente pelos blocos publicitários na televisão e na rádio. A oportunidade de ver ou ouvir mais uma vez fazia calar conversas nos cafés e restaurantes...
Os blogues encheram-se de comentários, o YouTube foi inundado de excertos dos anúncios televisivos, a Comunicação Social noticiou e glosou repetidamente com o tema, os portugueses aproveitavam a pausa para café para comentarem o “eles falam, falam, falam e eu não os vejo a fazer nada...”. Enfim, o burburinho do “passa-palavra” a funcionar em toda a sua plenitude e o Montepio a conseguir a campanha mais eficaz e eficiente da sua história (fez 166 anos em 2006, relembre-se): o disparar da notoriedade e o aumento quase exponencial das vendas (de crédito habitação), com a quota de mercado de novos contratos a mais que dobrar face aos períodos homólogos do ano. Ou seja, em vez de uma campanha que procurasse submeter o cliente a muita informação (quase sempre centrada na taxa de juro...), o Montepio ofereceu aos cidadãos portugueses uma alternativa bem melhor: boa disposição e humor. Divertiu e foi recompensado...!

Por outro lado, e também com “a chancela de Aristóteles” que dizia que "o riso é próprio do homem”, nas últimas semanas temos assistido a uma nova campanha do Banco Espírito Santo. A meu ver com um tom muito engraçado. Desta vez, sem o Cristiano Ronaldo, o BES apresenta um “rico” elenco humorístico: o actor José Pedro Vasconcelos e um “problemático burro” chamado “Euribor”. Com um burro que ouve “senta”, mas “sobe”, e que ouve “desce” e definitivamente não “obedece”, este banco procura apelar ao crédito habitação com taxa fixa, numa fase em que a tendência da Euribor (a taxa e pelos vistos também o “burro”) é para subir.

Como vimos nestes exemplos, a utilização do humor imprime um novo tom à comunicação. O enfoque principal deixou de ser o produto e passou a ser o consumidor. Como? Através da surpresa, do imprevisto e do toque emocional. Definitivamente, o humor poderá trazer aos consumidores uma outra forma de olhar os produtos ou as marcas. Alerto, contudo, que o humor não deverá mentir, mas poderá ser exagerado, ao mesmo tempo, que exige uma espécie de cumplicidade. Assim, a eficiência do humor na comunicação estará no balanço correcto da utilização da hipérbole e do humor com a realidade dos factos. Divirta-se e compre melhor…

Artigo publicado a 27/2/2007 no Jornal de Negócios

segunda-feira, abril 07, 2008

Marketing de Entretenimento


O marketing de entretenimento, também vulgarmente conhecido por «Product Placement» e «Soft Sponsoring», está aí em força e revela-se uma fonte eficaz de financiamento dos produtos de entretenimento como séries e telenovelas e, ao mesmo tempo, uma nova forma de as empresas anunciantes aumentarem a eficácia da comunicação das suas marcas e produtos na TV.

Os profissionais de marketing têm procurado novas formas, não tradicionais, de comunicação das suas marcas e produtos junto dos consumidores. Temos um novo Marketing de Entretenimento que conjuga a comunicação com o entretenimento e que pode ser realizado em filmes, TV, jogos de vídeo, música, teatro, livros, entre outros. O consumidor perde a habilidade de optar por não se expor à mensagem publicitária, dado que a mensagem é enviada como conteúdo de entretenimento.

Todavia, o marketing de entretenimento para funcionar, independentemente dos «media» utilizados, não pode ser exagerado. A mensagem tem de passar para o consumidor, sem que ele se sinta incomodado. Neste sentido, o «Advertainment» ou «Branded Entertainment» surge como um conteúdo de entretenimento que imita formas de media tradicional, mas que é criado somente como um veículo para promover anunciantes específicos, como filmes de curta metragem, «advergames» e simulacra ambiental.

Entramos numa nova era e as empresas anunciantes deverão procurar o equilíbrio certo das políticas de «marketing mix» a definir e o marketing de entretenimento deverá fazer parte desse «mix».

sexta-feira, abril 04, 2008

O Poder do «Branding» Interno




De quanto em quanto tempo muda de clube de futebol? Ou religião? E de partido? Provavelmente nunca ou poucas vezes, porque se sente identificado fortemente com essas escolhas. Já pensou se os seus colaboradores – clientes internos -, encontrassem essa resistência quando pensassem em sair da empresa? Isso é possível quando se constrói uma Marca a pensar também nos colaboradores. Num momento de grande competição e mudança, como o actual, crie experiências memoráveis aos seus clientes internos. Crie uma identidade. Invista em «branding» interno, ou seja, desenvolva estratégias de actuação dirigidas aos factores que influenciam o que os colaboradores sentem sobre o seu trabalho. É aquilo a que Simon Barrow sintetiza como uma nova prioridade de gestão e, eu acrescento, desafio de Marketing: “entender as Pessoas no trabalho”.

Quem não passou já pela experiência de ser atendido por uma pessoa “de má cara” e antipática? Estas situações acontecem em quase todos os tipos de negócio e, em especial, nos serviços. Um estudo da Forrester Research, baseado numa pesquisa feita a 104 Executivos de Marketing, intitulado “Reinventando a organização de Marketing”, identificou que 76% deles não têm influência alguma sobre o serviço de atendimento ao cliente, área fulcral para “ouvir” os clientes externos e internos.

Porque será que alguns colaboradores seus tratam os clientes de forma rude e “por obrigação”? Porque será que ficam na conversa e nos “mexericos” enquanto os clientes estão à espera? Resumidamente, o que é que sabe sobre os programas de marketing interno necessários? Existem muitas desculpas para fugir a estas questões. Normalmente, diz-se que “é um trabalho do Departamento de Recursos Humanos”, “temos é que vender”. Ora, parece-me que ainda temos que avançar bastante no conhecimento sobre como a introdução de programas de marketing interno na gestão de recursos humanos pode incrementar o desenvolvimento empresarial. Não estou a sugerir que os especialistas de Marketing invadam a função de Recursos Humanos. Mas a utilização de técnicas e ferramentas de Marketing pode auxiliar bastante os Departamentos de Recursos Humanos a identificarem os factores críticos de sucesso para a motivação dos seus colaboradores.

A “Southwest Airlines” é um bom exemplo a este nível. Por princípio “a empresa garante aos seus colaboradores o mesmo nível de afeição e respeito existente externamente com os clientes”. Com esta missão, e de acordo com a “Fortune magazine”, conseguem manter um registo de excelente qualidade no serviço prestado aos clientes e a taxa mais baixa de saídas do sector. Vejamos também o caso da “Harley Davidson”. Apesar da dimensão da empresa, os seus empregados, patrões e colaboradores, funcionam todos como “peças” de um grande puzzle, quase quebrando as hierarquias entre departamentos. Neste momento, existem mais de 1.300 pontos de vendas oficiais da Harley Davidson, espalhados por 60 países, e cada um deles é mais do que apenas um local onde se podem comprar motos. São pontos de partida e destinos, lugares para encontrar ou até fazer novos amigos e conhecer outros fãs da marca. Este sentimento de família, união e pertença, é fortemente passado para os seus clientes através do Harley Owners Group (HOG). Aliás, esses são também os seus valores partilhados pelos mais de 900.000 membros: dizer a verdade, ser justo, manter as promessas, respeitar o próximo e encorajar a curiosidade intelectual.

Palavras para quê? Construa a sua marca interna, desenvolva o «branding» interno, os bons colaboradores gostam de trabalhar para uma “causa”, não apenas para “ganhar a vida”. Se conseguir que a causa dos seus colaboradores seja a sua empresa terá excelentes surpresas. E lembre-se, como diz William Pollard, “os clientes externos vêm em segundo lugar… e terão um excelente serviço”. Lanço-lhe o desafio do Marketing Interno…

In DE de 9-5-2007

quinta-feira, abril 03, 2008

Marketing Inovador - Executive Seminar

A PRIMAVERA Academy gostaria de poder contar com a sua participação nos próximos seminários:

>> 17 Abril \\ Valverde Cota \\ Marketing Inovador \\ Europarque (St.ª Maria da Feira)

>> 27 Maio \\ Philip Kotler \\ Marketing Estratégico \\ Centro de Congressos de Lisboa

Valverde Cota Especialista em Marketing e Comunicação EmpresarialAutor de várias conceituadas obras sobre Marketing aplicado aos serviços e, mais concretamente, aos serviços bancários, bem como, sobre Comunicação Empresarial, nomeadamente o recente livro Publicidade e Mercados. É também co-autor da obra Marketing Inovador. Aproveite a campanha: 20% de desconto para inscrições até 11 de Abril.

Philip Kotler O “pai” do Marketing Kotler é considerado o maior especialista de Marketing de todos os tempos. Autor da “bíblia” Marketing Management” que vai na 12ª edição, obra traduzida em 20 idiomas e que ultrapassa a marca de 5 milhões de cópias vendidas em 58 países. É, ainda, autor de outras importantes obras: Marketing Professional Services, Marketing in the Public Sector e Principles of Marketing.Aproveite a campanha: 20% de desconto para inscrições até 2 de Maio.

Para mais informações sobre os Executive Seminars clique aqui!

Poderá, ainda, contactar-nos através do N.º Verde: 800 204 462.

Leia o artigo "Marque golos: compre marketing inovador!" Clique aqui.

quarta-feira, abril 02, 2008

As Crianças não nascem consumidores...

As crianças não nascem consumidores, mas nascem para ser consumidores e começam o seu consumo muito cedo na sua vida. Estima-se que as suas competências de consumidor começam a desenvolver-se durante o primeiro ano de vida, primeiro lentamente, depois muito rapidamente até atingirem a total funcionalidade entre os 8 e os 10 anos de idade.

Distinguem-se diversos estádios de desenvolvimento como consumidores:


Estádio 1: Primeira visita a uma loja
Marca o começo do conhecimento acerca das fontes comerciais de satisfação. A idade mediana dessa primeira visita é de 2 meses e praticamente todas as crianças já tinham visitado uma ou mais lojas aos 6 meses de idade (estudo com base em 222 entrevistas aprofundadas (in-depth) a mães). Com esta idade as crianças começam a formar as primeiras impressões sensitivas sobre o mercado (cores, formas, sons, cheiros, texturas): primeiro só respondem a estímulos na sua presença, mas cedo começam a formar recordações e a pedir o que se lembram.

Estádio 2: Primeiro pedido numa loja
A idade mediana em que as crianças fazem o seu primeiro pedido numa loja é 24 meses. Na presença de determinado produto, ou marca de produto ou design de embalagem, a criança pede-o à mãe (aponta, gesticula ou fala). Falta pouco para a criança criar uma representação do produto na sua mente e identificá-lo na publicidade na televisão ou recordar-se dele no carro a caminho do supermercado, por exemplo.

Estádio 3: Primeira selecção na loja
À medida que as crianças aprendem a andar, tornam-se mais independentes e procuram ser elas a ir buscar os produtos necessários. A idade mediana com que fazem a primeira selecção é 42 meses, primeiro fazem-no geralmente com a autorização dos pais, mas logo começam a fazê-lo por si próprias.

Estádio 4: Primeira compra assistida
Entre os 4 e os 6 anos, a criança pedirá permissão aos pais para fazer a sua primeira compra, frequentemente assistida pelos pais. Provavelmente só a repetição sucessiva destes episódios levará a criança a sentir-se confortável com o processo de troca.

Estádio 5: Primeira compra sozinho/a
A idade mediana para a primeira compra por si só ronda os 8 anos. A criança é agora um consumidor primário, de influência e futuro.

terça-feira, abril 01, 2008

As “novas tribos” do futebol




No caso do futebol profissional o ‘marketing’ inovador enquanto técnica está a dar os primeiros passos de forma segura e competente.

Bruno Valverde Cota

Um dos traços mais distintivos das sociedades modernas actuais é o da existência de grupos de pessoas, amiúde assaz heterogéneas, que partilham emoções e paixões. Mais importante, esta partilha traduz-se na existência de comportamentos vividos de forma comum.

As tribos das sociedades modernas resultam da canalização da emoção e da paixão para algum tipo de actividade, geralmente associada a uma forma de ocupação de tempos livres. Um conjunto de rituais (uma águia que plana e aterra antes de cada jogo sobre um pedaço de carne crua), quais tripas de borrego que um sacerdote pagão romano inspeccionava antes de grandes momentos políticos ou militares. Com lugares de culto (estádios, recintos desportivos, pavilhões), objectos de culto, hinos e ídolos, numa “parafernália” que em nada fica a dever a qualquer culto ou seita religiosa.

No caso do futebol profissional o ‘marketing’ enquanto técnica está a dar os primeiros passos de forma segura e competente. Talvez o que distinga esta actividade económica de outras seja o facto de os clientes a não reconhecerem enquanto tal. Emoção e paixão são forças dominantes, levando a que os adeptos não raras vezes pertençam a tribos alinhadas com os grandes clubes profissionais de futebol. Verdade se diga, que no passado presidentes de agremiações desportivas, dirigentes de clubes de futebol e por vezes atletas, já utilizavam algumas técnicas do ‘marketing’, conquanto estas fossem a mais das vezes não articuladas e desprovidas de intento estratégico. O que caracteriza a recente interpenetração do ‘marketing’ com o desporto profissional, em mercados que não os dos Estados Unidos da América do Norte, é o seu carácter metódico, o seu rigor e os resultados que consegue. Ao ponto de cada vez mais os clubes de futebol dedicarem uma relevância de gestão crucial ao ‘marketing’, quase ao nível da atenção que dedicam à gestão desportiva. De facto, uma função de ‘marketing’ forte e consistente é entendida em muitos clubes profissionais como condição indispensável ao progresso de clubes ou de sociedades.

Os exemplos do Real Madrid ou do Manchester United são, a nível internacional, exemplos do que acaba de ser afirmado. Atente-se um pouco em algumas realidades: a) possuem adeptos não apenas nos países de origem e nas regiões circundantes às cidades onde estão baseados mas em todo o mundo, com especial destaque para o Continente Americano e a Ásia; b) os adeptos dos países de origem, “nacionais”, estão focalizados no desempenho desportivo e a sua lealdade é para com o clube; c) pagam quotas de sócios e compram bilhetes de época e ainda algum ‘merchandising’; d) os adeptos internacionais estão mais interessados num jogo esteticamente belo, mais fiéis aos jogadores bonitos e com carisma internacional que ao clube; e) consomem principalmente direitos televisivos e camisolas; f) para além dos adeptos ainda existem os patrocinadores que buscam associar-se a emblemas desportivos prestigiados, de penetração em múltiplos mercados, vencedores.

Dois exemplos apenas ilustram a importância do ‘marketing’ neste dois potentados:

- a conferência de apresentação, feita às 11 horas de Madrid de David Beckam, aquando da transferência de Manchester para o Real Madrid, foi, até à época, o segundo evento mais televisionado à escala mundial;

- o Instituto de Turismo da Malásia anuncia um patrocínio de três anos com o Manchester United, preterindo o Chelsea, pois o United tem maior projecção e adeptos que os ‘blues’ londrinos.

Em suma, os grandes clubes profissionais de futebol são muito mais que agremiações desportivas. Cotadas ou não em bolsa e dispondo de vultuosos orçamentos anuais, o desempenho desportivo é relevante mas não o único objectivo. Captar patrocinadores, negociar novos e acrescidos direitos televisivos ou de ‘merchandising’, digressões ao Extremo Oriente, entre outros, passam a ser metas instrumentais de relevo e de ‘marketing’.

Deixe o seu comentário aqui:

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/746820.html

Artigo publicado no dia 7/3/2007 no Diário Económico

segunda-feira, março 31, 2008

Marketing Viral


Algo que se chame "viral" pode-se espalhar a mais do que uma pessoa. Ninguém quer ser portador de um vírus... mas, nos negócios... não gostaria que a sua estratégia de comunicação se constituisse num vírus mortal, que contagiasse toda a população em poucas horas?

O marketing viral pode ser definido como uma estratégia que incentiva a que os indivíduos transmitam rapidamente uma mensagem comercial aos outros de maneira a criar um crescimento exponencial na exposição da mensagem. A publicidade é que se propaga a si mesma.

E quem melhor para iniciar esta propagação do que os meios de comunicação? Tanto é assim que também se poderia chamar "estratégia de impulsionamento nos meios de comunicação".

Porque o marketing viral é a melhor maneira de comunicar sobre um produto ou serviço sem gastar um euro em publicidade. A notícia utilizada pelos meios de comunicação e transmitida de boca em boca permitiu às empresas ganharem muito dinheiro. E como conseguiram ganhar isso tudo?

Ralph Willson, consultor americano especialista em Marketing, reconhece 7 elementos para impor esta estratégia:

1. Ofereça um produto ou serviço de valor para os seus prospectores
2. Devem estar muito bem definidos e fáceis de transmitir
3. A disponibilização deve ser rápida
4. Possa despertar motivações comuns e comportamentos
5. Utilização das redes de comunicação existentes
6. Obter uma atribuição utilizando recursos de terceiros
7. Ter um baixo custo para os criadores.

domingo, março 30, 2008

Afinal quem é que é importante ?

Nos últimos anos, os bancos têm concentrado os seus esforços de marketing nos seus clientes, nomeadamente através da disponibilização de novos produtos/serviços e do acesso a canais de distribuição alternativos.

Os bancos estão a aprender que o cliente, e não apenas o produto, é a parte mais importante da transacção e que na verdade os negócios podem ser quebrados por três componentes distintos – o produto, a entrega e o cliente.

Neste quadro, e segundo o financeiro Charles Goldfinger os serviços financeiros direccionados para clientes particulares podem ser mais rentáveis do que os corporate services ou as actividades de mercado (bolsa).

No mesmo sentido, David Lawrence afirma que o consumo bancário é a mais estável e a maior fonte de receita, senão a única.

Nicolas Guelman argumenta que “os clientes são a única fonte possível de recursos que os bancos necessitam para o seu negócio e devem ser considerados um fim e não apenas um meio”. No entanto, os bancos devem mudar a forma de actuação.

Os bancos devem deixar de estar orientados segundo uma estratégia de vendas, para começarem a preocupar-se com uma verdadeira estratégia de marketing que englobe as necessidades dos clientes, bem como a satisfação das suas expectativas.

Na realidade, o novo cliente bancário, por razões culturais, passou a ter consciência do seu poder de escolha e deixou de ser tão ingénuo face a falsas expectativas. De modo a atrair o interesse deste novo cliente, que é “bombardeado” regularmente com diversas e aliciantes ofertas, os bancos necessitam de adoptar, segundo Guido Lucini, um marketing avançado e criativo.

A prioridade será então fidelizar os actuais clientes e torná-los rentáveis ao mesmo tempo que se procura angariar outros.

Durante muitos anos houve a noção de que a aquisição e satisfação de novos clientes gerava naturalmente lucros. Embora isso possa ter sido verdade nos anos 60 e 70, presentemente, para Canto e Bouroche, “a procura de novos clientes significa altos custos, que normalmente não podem ser amortizados apenas pela venda de produtos e serviços a estes novos clientes”.

Contudo, é no cliente que está a chave para se alcançar o sucesso pretendido.

sexta-feira, março 28, 2008

A magia da Marca



“A mente humana é bombardeada com 40 mil palavras por dia, ou seja, 14 milhões de palavras por ano. Logo, é preciso diferenciar as mensagens através de palavras simples e eficazes.

Marcas como a Gillette, a Goodyear, a Kelloggs, a Coca-Cola têm uma imagem de elevada qualidade, porque conquistaram um lugar na mente do consumidor com uma palavra mágica que lhe permite a associação entre os seus produtos e a marca. Só assim se compreende que os consumidores não pensem em lâminas de barbear, mas em Gillette, não pensem em refrigerantes de cola, mas em Coca-Cola, não pensem em chá gelado, mas em Lipton Ice Tea.

O ideal será as empresas adquirirem um grau de especialização de tal forma elevado que o seu nome seja um sinónimo do sector onde actuam.”


“Focus - The future of your company depends on it” , Al Ries, Harper Business

Coisas do senso comum...

Nos últimos anos, a filosofia da gestão de topo em geral e a filosofia de aproximação aos funcionários chegaram basicamente à mesma conclusão: a direcção precisa de sair de trás das secretárias, desligar os telemóveis, afastar-se dos computadores e ir conhecer as Pessoas que estão a trabalhar para a empresa. Nenhum outro método funciona tão bem, e nenhum “ajuste rápido” satisfará a necessidade básica da interacção com os demais colaboradores.

Com a existência de toda a sofisticada tecnologia disponível para se comunicar com os colaboradores de hoje, como o e-mail, a intranet, os blogs, as reuniões via satélite que possibilitam a conexão entre escritórios distantes, o factor mais importante na Comunicação Interna começa com a Gestão que se responsabiliza pelos seus funcionários. Essa responsabilidade passa por ouvir o que eles têm para dizer e conhecê-los realmente como indivíduos.

Os trabalhadores de hoje querem comunicações sofisticadas e de alta tecnologia, mas também querem ter contacto pessoal com a administração. Entender esse facto é a pedra basilar de um programa de Comunicação Interna eficaz.

quinta-feira, março 27, 2008

O mundo on-line para os Jovens

O mundo online, no qual os computadores são vistos como a principal porta de entrada, representa uma multiplicidade de valências centradas numa única forma de acesso: jogos, música, filmes, e-mail, chat, pesquisa ou puro surfing. Paralelamente a esta convergência, há ainda a importância da possibilidade de multi-tarefas e de uma aproximação multimédia.

Os jovens europeus poderão ser caracterizados como “bem educados, altamente conhecedores de tecnologias, com maturidade, conscientes das modas e urbanos”.

Empresas de telecomunicações como a Orange consideram o mercado jovem dos 16 aos 22 anos como um mercado alvo chave para a disponibilização de serviços de e-commerce por telemóvel [Hurd].

Os factores críticos de sucesso para a construção de uma marca online para jovens são: a língua, a velocidade de loading, o layout e o conteúdo. Num estudo da Intelligence Factory, mais de um quarto dos jovens referiram que a pior coisa da Internet é ser lenta. Indicaram também que após a entrada num site, “o conteúdo deverá ser facilmente encontrado, compreensível e claramente exposto.”

Os jovens norte-americanos procuram as novidades mais recentes da tecnologia só pela novidade em si, enquanto que os europeus interessam-se pelo seu aspecto utilitário: a tecnologia é um meio para atingir um fim e não um fim em si mesmo.

A forma de pagamento é um dos maiores travões ao crescimento das compras online, uma vez que os adolescentes precisam de autorização dos pais para possuírem um cartão de crédito. O outro travão é a preocupação com a privacidade e a segurança, sobretudo no caso das raparigas (que precisamente fazem mais compras online).

quarta-feira, março 26, 2008

‘Marketing’ ou fé?




Cada vez mais, as organizações religiosas são confrontadas com diversos desafios de ‘marketing’.

Diz-se que a população portuguesa é maioritariamente católica. Mas sinceramente não parece! Apesar de no domingo passado, certamente, todos termos passado um dia de festa com entusiasmo e com os nossos familiares – a Páscoa –, no caso dos crentes, celebrando a vitória sobre a morte através da ressurreição de Jesus Cristo, recordo que na tarde da passada quinta feira terminou o período de quarenta dias de conversão – a Quaresma. Um tempo que seria de reflexão para uma maior aproximação a Deus. Esta busca incluiria a oração, a penitência e a caridade. Estranhamente, durante este período tivemos manifestações, greves, agressões a professores… Mas onde é que o nosso país vai parar? Tudo isto acontece num tempo em que segundo a ‘eMarketer’: 175.000 blogs são criados diariamente; 55% dos utilizadores da internet acreditam que não poderiam estar em contacto com os amigos ou família sem tecnologia; o YouTube fornece mais de 100 milhões filmes diários; mais de 40% dos visitantes do MySpace têm entre 35 e 54 anos; entre Setembro de 2005 e Setembro de 2006 o número de visitantes do MySpace cresceu 158%; Durante o mesmo período o número de visitantes no ‘Orkut’ cresceu 420%; durante o ano de 2006 o número de adultos que fez ‘downloads’ através de um ‘podcast’ cresceu mais de 70%, só em 6 meses; a audiência de ‘podcasting’ totalizava 10 milhões em 2006 e estima-se que em 2011 cresça para 55 milhões.

Parece-me então evidente que o ‘marketing’ religioso surge como uma consequência do mundo moderno. As organizações religiosas concorrem umas com as outras e as pessoas constroem uma imagem sobre elas, comparando-as e decidindo por aquelas organizações que melhor preenchem as suas necessidades. Neste sentido, também as organizações religiosas podem e devem usar ferramentas de ‘marketing’ de modo a adequar as suas “ofertas” ao “público” pretendido. E as novas tecnologias e a internet serão um factor importante a desenvolver. Vejamos o seguinte exemplo. Um católico que vive em Lisboa e vai de fim-de-semana para o Algarve, quer ir à missa de Domingo, como é que consegue saber os horários das missas? Deveria haver uma linha de apoio e um sítio na ‘Web’ onde disponibilizassem esta e outra informação relevante. Mas será que o ‘marketing’ e a fé são compatíveis?

A aplicação do ‘marketing’ deverá traduzir-se na convicção da importância do “serviço” às pessoas, não tanto nos produtos ou ideias, mas principalmente na atenção ao bem-estar dos “fiéis”. João Paulo II dizia que “não pode haver paz verdadeira sem respeito pela vida”. Palavras destas são um exemplo do sentimento de missão necessário. As organizações religiosas deverão trabalhar por estarem mais próximas dos seus “fiéis”, por conhecerem a realidade dos seus problemas e assim desenvolverem programas sólidos e acções de ‘marketing’ ajustadas a um mundo novo, com diferentes dificuldades, mas com grandes oportunidades de melhoria. Já pensou em participar numa missa pela internet? A presença ‘online’ é imprescindível. Pode ser uma forma de as organizações religiosas e os religiosos se aproximarem, falando a mesma linguagem, dos segmentos mais jovens, e de se afirmarem como organizações, que apesar de preservarem os seus valores e tradições, evoluíram, modernizaram-se e adaptaram-se a um mundo diferente, mais exigente, mas muito carente de apoio espiritual. E essa necessidade é latente no que se passa nas nossas empresas. Os códigos e as regras de vida nas empresas deverão mudar-se radicalmente. O trabalho quotidiano tem que ser uma fonte de energia para a forma física, mental e espiritual. Efectivamente, cada vez mais, as organizações religiosas são confrontadas com diversos desafios de ‘marketing’. O ‘marketing’ poderá auxiliar estas organizações, através do estudo e análise dos “fiéis”, a desenvolver “ofertas religiosas” adaptadas às necessidades espirituais, possibilitando assim uma maior satisfação. Assim seja!

In DE 26/3/2008:

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1104161.html

terça-feira, março 25, 2008

Vale a pena ouvir...

Employee Relationship Management


Gerir o Cliente Interno: o E.R.M..

A gestão do relacionamento com os clientes inclui:
•A criação e gestão de acções de Marketing;
•A análise de perfis de clientes;
•A gestão de vendas;
•A gestão de redes de venda intermediárias;
•A gestão do atendimento na loja;
•A gestão de pedidos e reclamações;
•A gestão de níveis de satisfação.
•Etc.

O factor comum às referências apresentadas é o elemento humano no relacionamento com os clientes. Os colaboradores internos são “a empresa” para o cliente, pois este é com aqueles que contacta e se relaciona; e é através deles que define a sua percepção do serviço prestado, logo da qualidade que atribui à empresa.

Existe uma relação simples mas imediata entre a satisfação pessoal dos colaboradores e o lucro da empresa. Facilmente se compreende que um colaborador satisfeito procura manter o seu posto de trabalho, traduzindo-se esse objectivo no aumento da sua eficácia, logo produz mais e melhor. Esse aumento de qualidade traduz-se no aumento da proposta de valor ao cliente, que a percebe e lhe aumenta o nível de satisfação. Ora, esse aumento da satisfação das suas necessidades traduz-se na sua fidelização, com o respectivo aumento do lucro para a empresa através de uma maior frequência de compras, maior volume acumulado de compras e as acções de Relações Públicas, na vertente passa-palavra (word-of-mouth), em que o cliente traz novos clientes à empresa, além de existir uma diminuição no lado dos custos em servi-lo e fidelizá-lo.

Assim, a empresa deve implementar não apenas uma cultura de orientação para o cliente externo mas também para o cliente interno. Podemos apresentar a noção de Employee Relationship Management como a Gestão de Recursos humanos baseada nos princípios de Relationship Management.

Para aplicar o ERM os esforços de desempenho da Organização devem incluir:
- Adesão e alinhamento global: comunicar a estratégia da empresa e definir o papel de todos os colaboradores na estratégia da empresa e como é que o seu trabalho acrescenta valor ao que é fornecido ao cliente.

- Orientação para a produtividade do colaborador: os empregados têm acesso a informação relevante e necessária ao seu desempenho.

- Possibilidade de resposta rápida e flexível à mudança: adaptação rápida a mudanças do mercado, realocando recursos, encontrando competências dentro da empresa (colaboradores eficientes, motivados e multifuncionais).

A mensagem fundamental do ERM consiste no alinhamento das organizações em torno dos objectivos e na maximização do desempenho individual e colectivo, sendo a procura das soluções de Employee Relationship Management mais comum em empresas onde o sucesso do seu negócio depende da utilização permanente do conhecimento, da criatividade e da inovação.

As mais-valias que este tipo de soluções proporcionam às organizações e os objectivos que encerram estão, de acordo com as várias organizações tecnológicas, a motivar o tecido empresarial.

Estas aplicações permitem estender algumas das funcionalidades do sistema de recursos humanos aos seus colaboradores, aumentando a eficiência dos circuitos de informação e diminuindo a circulação de papel, com os respectivos ganhos de eficiência.

À medida que a tecnologia se torna mais sofisticada e a concorrência mais forte, existe nas empresas uma necessidade crescente de soluções globais que permitam gerir recursos internos ou externos de forma eficiente e com um baixo custo de utilização. Uma das mais-valias dos sistemas de ERM é a existência de parâmetros que demonstrem o impacto dos activos humanos e intelectuais nos resultados empresariais.

Mais de 90 por cento dos projectos de ERM têm sucesso no cumprimento dos seus objectivos. Estes resultados são estimulantes, se for considerado o facto de, na maioria dos casos, serem obtidos ganhos diversos, nomeadamente no retorno total dos investimentos em um ano, a redução de pessoal dedicado a tarefas puramente administrativas, nos custos de transacção e na redução do tempo do ciclo de informação, logo diminuição nos custos de venda.

Os principais exemplos práticos da implementação de uma solução de ERM, incluem a integração do help-desk (interno ou externo), cujo objectivo será a criação de um ponto de contacto único para os empregados resolverem questões logísticas, de suporte técnico, de economato ou pessoais.

A formação em regime de e-learning, a divulgação e a gestão de objectivos, são igualmente exemplos de áreas onde é relativamente fácil encontrar ganhos substanciais e justificar rapidamente os investimentos, sobretudo devido ao estado pouco desenvolvido em que se encontram na maior parte dos casos.

Benefícios chave do E.R.M.
- Alinhar os interesses corporativos e dos colaboradores.
- Fortalecer a cultura e a comunicação institucionais.
- Fornecer meios para identificar e formar pessoal chave.
- Agilizar os processos dos funcionários de modo a maximizar a eficiência.
- Melhorar a interacção da equipa e implementar uma noção real de comunidade.
- Disponibilizar facilmente dados relevantes aos colaboradores, melhorando as interacções com o cliente e a motivação no trabalho.

Assim, baseado na premissa que para atrair os melhores clientes é necessário atrair os melhores recursos, uma empresa que integre o CRM com o “seu” sub-sistema ERM, deverá apostar numa abordagem de CRM à GRH com:
• focus no Empregado,
• uma Estratégia global da empresa a apostar nas Pessoas,
• integração de canais,
• acesso a informação em tempo real,
• um conjunto de métricas bem definidas.

Sendo os principais resultados alcançados:
• a satisfação dos colaboradores,
• a retenção dos melhores colaboradores,
• a atracção dos melhores colaboradores,
• aumentos de produtividade,
• eficiência nos custos,
• crescimento de resultados,
• uma imagem de marca de sucesso.

Embora o mercado nacional esteja ainda numa fase inicial na adopção das ferramentas de ERM, existem já alguns early adopters que vão encorajando os fornecedores da tecnologia.

segunda-feira, março 24, 2008

Falta Marketing em Portugal ?

Esta polémica a que somos obrigado a presenciar todos os dias sobre a Educação é uma vergonha... para o País, para as Organizações e para todos nós. Só existe uma preocupação de "deitar abaixo". Não há Alegria. Precisamos de Profissionalismo e de Qualidade. Não só nos Políticos, em todos os agentes.

Um amigo meu, já de idade avançada, costuma dizer com muita propriedade que Portugal “sofre de dois males graves: a inveja e a burocracia”. E eu concordo. Trabalhar e ganhar dinheiro são malvistos, geram inveja, em vez de impulso ganhador. Mas porquê? Uns querem e outros deixam. É mais cómodo gerir o status quo. E o futuro? Será risonho se todos os Portugueses assim o quiserem. Não depende apenas dos Políticos e dos Governos, depende da acção de todos. Temos que mudar a nossa Atitude. A nossa Postura. Só todos em conjunto poderemos conseguir Reposicionar a Imagem de Portugal no Mundo.

E os Portugueses no estrangeiro, que são conhecidos e têm valor, poderão ser o nosso “cartão de visita”. São motivo de orgulho, desde, a política à literatura, do teatro à televisão, da indústria aos serviços, são uma verdadeira vantagem competitiva para Portugal. O futebol é apenas uma pequena parte, há muito mais. Temos que reter em Portugal os “melhores”. Eu sei que é difícil, pois nos países de acolhimento são motivados, acarinhados, ajudados e até financiados. Mas porque não fazemos isso em Portugal? Apostemos nos “bons”. Criemos oportunidades. Invistamos na Inovação. Estou certo que assim teremos um Portugal melhor. Um Portugal que apostará nas “pessoas de Valor”. Um Portugal que apostará na Educação (aplaudo as medidas corajosas em curso), no ensino Superior (que venham rapidamente as Fundações com gestão privada), na Saúde de qualidade para todos, mas também no Empreendedorismo e no Turismo. Há anos que ouvimos dizer que o Turismo é um sector estratégico. And so what? O que fizemos para tornar o nosso Turismo de qualidade? Temos um sol magnífico, praias lindas, excelentes montanhas, Imóveis Modernos, mas e as Pessoas? Quem trabalha nos Hotéis, nos restaurantes, nos museus, estão preparadas para um Serviço de Qualidade?

Somos um País com Pessoas de méritos e muitas Empresas de Valor, mas falta Planeamento. Falta definir-se o que se pretende. Temos que deixar de ter uma postura de “acção com o coração”, para uma intervenção “mais metódica”, planeada, com objectivos precisos e quantificados. Precisamos de um verdadeiro Plano de Marketing para o País. Espero que os excelentes Profissionais que temos e os nossos Empresários estejam disponíveis. Portugal precisa de todos nós!

segunda-feira, março 17, 2008

Santa Páscoa...regresso dia 24/3


Sexta-feira Santa trata-se da data em que o Cristianismo lembra a morte de Jesus Cristo após a sua crucifixão no Calvário. A sexta-feira Santa é a última Sexta-feira antes da Páscoa.

Nos registros religiosos, a ressurreição de Cristo aconteceu no primeiro domingo de lua cheia depois do equinócio de outono no hemisfério sul (ou equinócio de primavera no hemisfério norte). A determinação desta data começou a valer por decreto do papa Gregório XIII em 1582, seguindo o primeiro concílio de Nicéia de 325 d.C., convocado pelo imperador romano Constantino.

Por isso, para calcular a data da Páscoa basta prestar atenção ao início do outono no Brasil, marcado pelo equinócio. Como a entrada da estação cai sempre entre os dias 20 ou 21 de março e a primeira lua cheia depois do equinócio acontece no máximo 29 dias depois, o limite máximo para a Páscoa é 25 de abril. A data mínima para a Páscoa é sempre 22 de março, pois o primeiro dia da lua nova antes do equinócio fica, necessariamente, entre 8 de março e 5 de abril. O domingo de Carnaval cairá sempre no sétimo domingo que antecede o domingo de Páscoa, desta forma se têm 7x7=49 dias.

A partir do Domingo de Páscoa se conta quarenta e seis dias para trás para chegar à Quarta-Feira de Cinzas, início da Quaresma. Para a Igreja Católica, esta data marca o começo de um jejum de carne que se prolonga durante quarenta dias até a ressurreição de Cristo. Esse jejum está hoje reduzido a somente dois dias: a Quarta-feira de Cinzas (primeiro dia da Quaresma) e a Sexta-feira Santa.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, março 14, 2008

Deitar o Consumidor no Divã

Funcionalmente, o neuromarketing consiste em observar a actividade do cérebro do ser humano quando exposto a diversos estímulos externos, identificando padrões que revelam a forma como o consumidor avalia uma marca. Um produto, uma forma de comunicação, ou mesmo uma figura pública.

De acordo com os especialistas, pelo menos 95% da nossa actividade cognitiva, ou seja, todo o pensamento, inclusive as emoções, ocorre abaixo dos níveis conscientes do indivíduo. Utilizando equipamentos de ressonância magnética, procura-se identificar aquilo que as pessoas sentem subliminarmente. Portanto, o oculto das pesquisas efectuadas por questionários, entrevistas individuais ou focus group.

Estas técnicas convencionais de pesquisa apresentam potenciais enviesamentos nos resultados obtidos. Os defensores da nova técnica acreditam ser possível desenhar estudos não enviesados, e sobre um leque variado de assuntos, utilizando qualquer dos cinco sentidos.

Para além da forma directa e não filtrada de medir a resposta fisiológica, o neuromarketing permite a ponderação das componentes racionais e emocionais, associadas à decisão de compra, permitindo melhores, e também novos “insights” dos consumidores, ou seja, o conhecimento específico, distinto e valioso do consumidor. Na linha da afirmação de BILL BERNBACH, o lendário génio publicitário, os derradeiros “insights” possibilitados pelo neuromarketing constituem um passo importante no futuro da indústria da publicidade.

Para além das aplicações no desenho das acções de comunicação, estes conhecimentos podem ser incorporados na criação de vantagens competitivas derivadas da diferenciação de produtos e serviços, sejam marcas, atributos funcionais ou personalidades associadas a uma ideia. Mesmo a segmentação, como ponto de partida para a estratégia de diferenciação da oferta, pode ser aprofundada através da classificação e agrupamento de consumidores com reacções emocionais idênticas.

De um modo geral, estas utilizações e benefícios são comuns a todas as técnicas de pesquisa de marketing.

Pode o neuromarketing criar uma ruptura na indústria de pesquisa?

quinta-feira, março 13, 2008

Os "novos" 4 P's


Tal como o marketing tradicional tem os seus 4 P’s a Web também os têm:


-Penetration: à medida que o marketing online amadurece, o tráfego online irá migrar para sites de segmentos de mercado específicos. Os marketers têm de reconhecer esta tendência e afectar dinheiro para a publicidade, de acordo com as novas realidades. Actualmente, 80% da publicidade online está concentrada em 20% dos sites. Vemos esta percentagem desviar-se de forma dramática e os marketers experientes deverão posicionar-se de acordo com os nichos que entretanto vão surgindo.


-Permission: o permission marketing é mais eficaz, aumenta a percentagem de respostas porque qualifica os consumidores. Mais, se a permissão não se tornar num requisito para anunciar na Internet, os marketers irão sofrer severas retaliações por parte dos consumidores. O marketing com permissão, em oposição ao marketing de massas, tornar-se-á normal e as empresas que não o adoptarem irão ficar excluídas do sistema.


-Personalization: a Internet é talvez o meio de marketing mais expansivo de sempre. Para tirar total partido das vantagens da Internet os marketers têm de reconhecer os seus clientes. À medida que os clientes começarem a exigir experiências mais personalizadas só irão responder a anúncios que considerem pessoalmente relevantes.


-Profitability: nos próximos tempos, os investidores irão começar a exigir que as empresas de marketing online revelem sinais de lucro. A tolerância para com empresas que tenham prejuízos contínuos irá começar a diminuir.

quarta-feira, março 12, 2008

Marketing Bancário

Nos últimos anos, os bancos têm concentrado os seus esforços de marketing nos seus clientes, nomeadamente através da disponibilização de novos produtos/serviços e do acesso a canais de distribuição alternativos [Canto and Bouroche, 1995].

Os bancos estão a aprender que o cliente, e não apenas o produto, é a parte mais importante da transacção e que na verdade os negócios podem ser quebrados por três componentes distintos – o produto, a entrega e o cliente.

Neste quadro, e segundo o financeiro Charles Goldfinger [1988] os serviços financeiros direccionados para clientes particulares podem ser mais rentáveis do que os corporate services ou as actividades de mercado (bolsa).

No mesmo sentido, David Lawrence [1992] afirma que o consumo bancário é a mais estável e a maior fonte de receita, senão a única.

Nicolas Guelman [1988] argumenta que “os clientes são a única fonte possível de recursos que os bancos necessitam para o seu negócio e devem ser considerados um fim e não apenas um meio”. No entanto, os bancos devem mudar a forma de actuação.

Os bancos devem deixar de estar orientados segundo uma estratégia de vendas, para começarem a preocupar-se com uma verdadeira estratégia de marketing que englobe as necessidades dos clientes, bem como a satisfação das suas expectativas.

Na realidade, o novo cliente bancário, por razões culturais, passou a ter consciência do seu poder de escolha e deixou de ser tão ingénuo face a falsas expectativas. De modo a atrair o interesse deste novo cliente, que é “bombardeado” regularmente com diversas e aliciantes ofertas, os bancos necessitam de adoptar, segundo Guido Lucini [1991], um marketing avançado e criativo.

A prioridade será então fidelizar os actuais clientes e torná-los rentáveis ao mesmo tempo que se procura angariar outros [Rondepierre, 1971].

Durante muitos anos houve a noção de que a aquisição e satisfação de novos clientes gerava naturalmente lucros. Embora isso possa ter sido verdade nos anos 60 e 70, presentemente, para Canto e Bouroche [1995], “a procura de novos clientes significa altos custos, que normalmente não podem ser amortizados apenas pela venda de produtos e serviços a estes novos clientes”.

Contudo, é no cliente que está a chave para se alcançar o sucesso pretendido.

No que diz respeito ao mercado dos jovens, os bancos também têm procurado tê-los como segmento alvo, acreditando que se iniciarem a relação desde cedo com o cliente, a probabilidade de o manter fiel no futuro é maior. Dessa forma, alguns estudos têm sido desenvolvidos no sentido de determinar as necessidades, atitudes, comportamentos e expectativas deste segmento.

Um bom exemplo, é o do estudo de Mintel [1988], que analisa o mercado bancário dos jovens no Reino Unido, evidenciando a importância da posse material, a maior preocupação com o consumo do que com a poupança e a importância do dinheiro para o sucesso pessoal destes. Segundo o autor, estas características são em parte influenciadas pelo casamento tardio e pela extensão de um ciclo de vida de solteiro.

Um outro estudo é o de Bingham e Lewis [1991], que através de reuniões de grupo e um questionário, procuraram conhecer as atitudes, crenças e comportamentos dos jovens face aos bancos, o que permitiu ter uma percepção dos serviços financeiros que eles gostariam de ter agora e no futuro, de modo a satisfazer as suas necessidades em diferentes momentos. Uma das conclusões dessa pesquisa foi que o mercado jovem não é homogéneo no que diz respeito aos comportamentos e necessidades, uma vez que existem diferenças emergentes da idade e do status social (estudante, universitário, trabalhador).

Por outro lado, Schiele [1974] num outro estudo faz a “analogia do lago e do caudal”, onde os adultos seriam um grande lago, representando um mercado estático onde “os marketers vão pescar para as vendas”, e enquanto os jovens são vistos como um caudal sempre em movimento desde a infância até ao grande lago. Para Schiele “pescar no caudal requer uma aproximação diferente de pescar no lago”.

terça-feira, março 11, 2008

Oportunidades...

A motivação para as compras masculinas continua a estar largamente por explorar. No entanto, com o aparecimento dos metrosexuais passou a haver uma maior preocupação com o desenvolvimento de produtos específicos nas áreas da saúde, beleza e moda. Todavia, os homens com mais de 50 anos, apesar de representarem um significante poder económico, são marginalizados pelas estratégias de marketing de retalho e são altamente esquecidos pelos grandes actores do mundo do “consumo”, tal como lojas, centros comerciais e supermercados.

O estilo de compras do Homem maduro envolve compras rápidas, pois para eles o shopping é uma perca de tempo. Normalmente, são consumidores que sabem o que querem comprar e por isso vão direitos ao que pretendem sem desperdiçar tempo.

É claramente evidente que este segmento não aprecia a experiência de fazer compras que lhe é presentemente oferecida, mas será que é razão suficiente para serem alienados do cenário do consumo e as suas necessidades ignoradas? Penso que o princípio da actuação deverá ser o de uma maior intervenção através da inovação e adaptação da oferta a este segmento. Estes homens merecem um ambiente retalhista que consiga compreender e responder às suas necessidades e preferências.

segunda-feira, março 10, 2008

7 principios do Marketing Viral


Algo que se chame "viral", pode-se espalhar a mais do que uma pessoa e muito mais nesta altura em que existem vírus informáticos, vírus de doenças, ...
Ninguém quer ser portador de um vírus... mas, nos negócios... não gostaria que a sua estratégia de comunicação se constituisse num vírus mortal, que contagie toda a população em poucas horas?

O marketing viral pode ser definido como uma estratégia que incentiva a que os indivíduos transmitam rapidamente uma mensagem comercial aos outros de maneira a criar um crescimento exponencial na exposição da mensagem. A publicidade é que se propaga a si mesma.

E quem melhor para iniciar esta propagação do que os meios de comunicação? Tanto é assim que também se poderia chamar "estratégia de impulsionamento nos meios de comunicação".

Porque o marketing viral é a melhor maneira de comunicar sobre um produto ou serviço sem gastar um euro em publicidade. A notícia utilizada pelos meios de comunicação e transmitida de boca em boca permitiram as empresas ganhar muito dinheiro. E como conseguiram ganhar isso tudo?

Ralph Willson, consultor americano especialista em Marketing, efectua a seguinte análise sobre qual são os elementos que devem estar presentes para impor esta estratégia. Willson reconhece 7 elementos:
1. Ofereça um produto ou serviço de valor para os seus prospectores
2. Deve ser estar muito bem definido e fácil de transmitir
3. Que possa ser disponibilizado rapidamente
4. Possa despertar motivações comuns e comportamentos
5. Utilização das redes de comunicação existentes
6. Obter uma atribuição utilizando recursos de terceiros.
7. Tem um baixo custo para os que o criam.
Vejamos que significa cada ponto:

1. Ofereça um produto ou serviço de valor para os seus prospectores
Oferecer produtos ou serviços. Uma das palavras mais poderosas para um mercadólogo é a palavra "Grátis". A maioria dos que se promovem mediante um vírus é produtos ou serviços grátis. Isto serve para atrair os consumidores, que ao “navegarem” nos sites encontram outras coisas que querem e isso sim, já custa.

2. Deve estar muito bem definido e fácil de transmitir
Não esquecendo que um vírus se expande quando é facilmente transmissível, os meios que passam a mensagem devem ser fáceis de transferir e replicar. Este pode ser o email, um site, um gráfico, o “descarga” de um software. Hotmail e todos os correios gratuitos incluem uma mensagem no final de cada email enviado, oferecendo os seus serviços aos receptores. "Tenha o seu próprio email grátis em..."

3. Que possa ser e crescer rapidamente
Cresce facilmente. Tem de ser igual a um fogo numa floresta, o método de transmissão dos vírus devem permitir que eles cresçam de maneira fácil e rápida.
Sobredimensionar um serviço (infraestrutura, hardware, software) pode ser anti-económico. Mas quando os visitantes começarem a utilizar, ele mesmo fará a publicidade. Os mesmos que irão ajudar a "difundir a palavra" e o vão promover.

4. Possa originar motivações comuns e comportamentos
Crie motivações e comportamentos comuns. Quando um vírus apela às motivações humanas mais comuns como o desejo de ser conhecido, de ter algo mais ou de ser o primeiro em algo fará com que existam mais possibilidades de alcançar o êxito. Um exemplo são os programas que convidam os usuários registrados a recomendar o programa e quanto mais usuários se registam graças à sua referência, mais dinheiro ou pontos ganham. Saber utilizar a motivação humana é vital para qualquer plano de marketing viral. Se a transmissão do serviço pode despertar sentimentos de propriedade, status, popularidade, terá conseguido atingir objectivo. Amazon conseguiu fazer com que milhares de sites web tivessem os seus gráficos porque para os webmasters desses sites era importante mostrar como sites respeitáveis podiam associar-se ao Amazon e a sua marca sairia beneficiada.

5. Utilização das redes de comunicação existentes
O ser humano é um ser social. Calcula-se que uma pessoa se movimenta dentro de um círculo de entre 8 a 12 pessoas: amigos, familiares, associados, etc. Em função de determinada posição social, a sua rede pode conter um número mais elevado de pessoas. Por exemplo, um empregado de mesa pode comunicar com cem clientes por semana. Os marketers especializados em sistemas de network marketing conhecem muito bem o poder dessas redes humanas. O mesmo sucede com os internautas que se rodeiam de um círculo de amigos cujo número pode ser muito importante. Aprenda a transmitir a sua mensagem através dessas redes e rapidamente os outros serão "contagiados".

6. Obter uma atribuição utilizando recursos de terceiros
Os programas de afiliados colocam textos ou gráficos nos outros sites. Os autores que permitem que os seus artigos sejam publicados noutros sites gratuitamente, procuram posicionar-se de modo a aproveitar a audiência do site. Uma nota de imprensa pode ser usado por centenas de jornais que utilizarão o seu poder de informação para fazer chegar o trabalho do criador da campanha de marketing viral. Estarão a utilizar os seus recursos a favor do "contagiador". Deverá ser feito uma check list com os recursos a utilizar e rever muito bem a estratégia adoptada antes de se lançar na aventura.

7. Tem um baixo custo para os que o criam
Os vírus são fáceis de transmitir aos outros, utilizando os recursos deles e das redes de comunicação já existentes, o “marketeer” apenas tem que criar e deixar que se comece a transmitir, que tome "vida própria".
Mas nem tudo é cor-de-rosa, pois de transmissão em transmissão o vírus pode sofrer "mutações", ser alterado por alguma pessoa e em vez de se sair beneficiado, pode sair prejudicado.
O marketing viral é uma ferramenta que seguramente irá ganhar terreno para ser uma das mais importantes para o “marketeer”, graças a todas as facilidades que tem, seu baixo custo e os resultados obtidos.