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segunda-feira, março 03, 2008

Pluma - um sucesso Comercial e de Marketing ?


Pode então falar-se num sucesso de Marketing? E qual o seu real impacto comercial? Este impacto comercial terá sido superior ou inferior ao inicialmente esperado pela Galp?

Antes de mais, há que reconhecer que o lançamento da marca Pluma foi, de facto, um sucesso absoluto do ponto de vista de Marketing.

Em Abril de 2006, seis meses depois do lançamento da marca, a Pluma atingiu níveis de notoriedades impressionantes, 80%, com uma grande eficácia na passagem da mensagem publicitária para o seu público-alvo.

Boa parte dos níveis de notoriedade alcançados deveram-se ao filme publicitário de televisão, numa campanha que a Galp considerou inclusive, tratar-se da sua melhor campanha de sempre, no entanto, um correcto entendimento dos novos comportamentos e atitudes dos consumidores foi também essencial para conseguir aproximar a marca destes consumidores, o que a Galp materializou não só com a produção de materiais de ponto de venda, mas também com o desenvolvimento de um eficiente sitio de Internet da Pluma, disponibilização do vídeo no sitio youtube.com, entre outras actividades.

A Pluma é também um indiscutível sucesso comercial. Ao final de seis meses, as vendas da marca já representavam cerca de 5% do total de gás butano da Galp, com tendência para continuar a aumentar, já que o nível de satisfação dos clientes Pluma chegava aos 97%, indicadores invulgarmente positivos e que auguravam feitos ainda maiores para a marca.

O sucesso comercial da Pluma foi tão pronunciado que, quando a Galp fez o balanço dos primeiros seis meses de vida da marca, a hipótese de exportar a ideia rapidamente foi colocada em cima da mesa, tal como o alargamento da unidade de produção, uma decisão que teria de se tomar no curto/médio prazo.

De facto, as melhores expectativas da Galp foram claramente ultrapassadas. Num press-release divulgado à imprensa em Abril de 2006, a Galp referia o facto da Pluma ter vendido até essa data, 200.000 unidades, um objectivo de vendas que apenas pensava alcançar em Dezembro do mesmo ano.

sábado, março 01, 2008

Reflexão do dia









Enquanto consumidor, o que me dá uma marca a mais do que a mera transacção ou o mero relacionamento comercial?

Contribui para a satisfação dos valores emocionais por mim defendidos?

O desafio passa por ultrapassar a barreira do conceito de lealdade, partindo para um sentimento de afinidade, ou seja, com o que eu me identifico numa óptica de pertença pois, do que é meu, eu cuido!

E, se é um facto que a longo prazo estamos todos mortos, a sobrevivência das organizações é o resultado das escolhas e das preferências manifestadas pelos consumidores em cada momento presente.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Política de Comunicação Interna


A política de Comunicação Interna de uma empresa, pode ser considerada eficiente, tendo em conta alguns parâmetros para uma excelente comunicação, definindo-a como uma “ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses dos empregados e da empresa, através do estímulo ao diálogo, à troca de informações e de experiências e à participação de todos os níveis”.

Esta deverá ser capaz de:

• Atenuar os conflitos e estimular o diálogo e a troca de informações, modernizando as relações internas;
• Criar e manter espaços abertos às ideias, críticas e sugestões em todos os níveis, dentro do espírito de que a informação é um direito e um dever de todos;
• Consolidar a identidade da empresa para que cada um dos empregados seja efectivamente parte integrante e activa do corpo empresarial;
• Imprimir espontaneidade no movimento descendente, ascendente e horizontal da comunicação, optimizando os canais já existentes;
• Dar ressonância aos temas pertinentes no universo da empresa, estabelecendo acções de uma comunicação permanente e com credibilidade;
• Fazer do profissionalismo, no âmbito central das unidades, uma regra na gestão dos suportes de comunicação da empresa;
• Mobilizar, motivar e integrar o colaborador através da criação de um clima que favoreça o bem-estar de todos;
• Estabelecer uma linguagem única a fim de reduzir ao mínimo, o ruído da comunicação;
• Reforçar o respeito à individualidade e procurar a interacção humana. Reconhecer que no limite o homem é humano;
• Preparar a empresa para conviver e entender melhor as pressões sociais externas e internas.

As premissas apresentadas vão ao encontro do modelo simétrico de duas mãos de Grunig, que procura conciliar os objectivos organizacionais com as expectativas dos públicos.

A partir dos pontos destacados é possível vislumbrar um cenário empresarial satisfatório: funcionários participativos, valorizados e realizados; canais abertos; diálogo; respeito pelos diferentes níveis hierárquicos; desburocratização; ambiente agradável; empresa feliz com o cumprimento e empenho dos seus trabalhadores; produtividade. Um modelo, enfim, que se enquadra no conceito de uma empresa moderna.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Reinvente o seu local de trabalho!




No mundo laboral chegamos à conclusão que cada vez menos existe reciprocidade e o espírito de equipa perdeu-se. Mas porquê?

Nos últimos meses, a propósito de algumas datas festivas, tenho tido a oportunidade de contactar várias pessoas de diversas empresas. E quando a conversa se direcciona para o campo profissional, de um modo geral, regista-se alguma insatisfação, mesmo daqueles com um maior nível de responsabilidade. Sentimentos de revolta – “para quê ser proactivo, só sabem dar na cabeça! São umas b…”-, de desânimo – “eu trabalho e esforço-me, mas só vêem as coisas negativas” e de desmotivação e impotência – “está feito para os amigos, não vale a pena o esforço”.

Recordo o pensamento de Antoine de Saint-Exupéry que dizia que “as pessoas que passam por nós não vão sós deixam um pouco de si e levam um pouco de nós”. Se quisermos aplicar este pensamento, que partilho, no mundo laboral chegamos à conclusão que cada vez menos existe reciprocidade, que a partilha e cooperação é menor e o espírito de equipa perdeu-se. Mas porquê?

O que é que falta para haver um melhor ambiente de trabalho ?

Eu sou suspeito pois nunca acreditei num local de trabalho impiedoso ou amoral, violento ou agressivo, onde se fomentasse a pressão psicológica e as frustrações pessoais. Mas claramente, os novos ambientes de trabalho precisam de mais sinceridade, maior honestidade intelectual, enfim de coragem da verdade… e quando isto falta, a vontade de trabalhar com dedicação, com entusiasmo e com eficiência vai-se perdendo.

O ambiente de trabalho torna-se ambíguo, suspeito, falso e em alguns casos, como retratos que me contaram, deprimente. As pessoas guardam individualmente as emoções e opiniões.

Impera a lei do silêncio “e o tempo há-de resolver as coisas, na esperança que se resolvam por encanto”. Tudo isto se passa numa sociedade onde a “família” começa a ficar desintegrada e se compõe simplesmente de trabalhadores: onde se regressa para dormir, as relações conjugais são essencialmente físicas, as relações com os filhos são frias e rápidas, não se conhecem os vizinhos e as relações com os parentes estão em vias de extinção. É fundamental reinventar o ambiente laboral. São precisos “novos locais de trabalho”, onde haja espaço para a partilha, para a transparência, para a honestidade, para a fidelidade. Onde a criatividade, a capacidade de trabalho e a eficiência sejam premiadas. E você, que tem a responsabilidade de gerir uma ou várias equipas, acredita que pode tornar o ambiente de trabalho melhor ? Se sim, ajude a transformar os postos de trabalho em lugares de elevada qualidade profissional e de vida. Lute por um ambiente de trabalho são, criativo, estimulante, que facilite a partilha, que premeie a sinceridade e a verdade, que respeite e valorize os talentos pessoais, que ensine a crescer em sabedoria, em “transformar o negativo em positivo”, que ensine a gerir conflitos, a encontrar sentido e significado no que se faz!

Do meu ponto de vista, os nossos líderes políticos e empresariais deverão ter como desafio criar uma humanidade que sinta alegria em trabalhar. Simplesmente em fazê-lo. Deverão lutar por uma humanidade que encontre valor, dignidade e virtude no trabalho. Que viva o trabalho como um acto criativo. Você ao ler estas palavras está a pensar, como ainda temos muito que caminhar para chegarmos a este estádio. Nas empresas de hoje, e de um modo geral, as pessoas não se sentem estimadas, apreciadas pelo que são. Alguém me dizia que “hoje sou tratado não como pessoa, mas como uma coisa”. Caro leitor, este sentimento tem que desaparecer. Ajude no seu local de trabalho a erradicá-lo. Não tenha receio de transformar o seu ambiente de trabalho num local de crescimento pessoal. Acredite no seu talento, seja ele qual for, e deseje com todas as suas forças exprimi-lo.

Por si, por todos os seus colegas e pela empresa. Seja protagonista e trabalhe por opção e não por instinto. Deixe a sua marca, pela atitude e resultados, em tudo que faz.

bruno.cota@marketinginovador.com
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In DE 27/2/2008:

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Grassroot Marketing

Mel Gibson, personalidade carismática do sector do cinema, conhecido também por ser um católico devoto seguidor de uma concepção mais ortodoxa dos preceitos da igreja de Roma, conseguiu arregimentar várias personalidades relevantes (líderes religiosos, jornalistas e colunistas) para as sessões de pré exibição ou exibição restrita de versões não finalizadas do filme. Isto permitiu recolher impressões em primeira mão junto de potenciais líderes de opinião e corrigir e adaptar o enredo do filme. Aquilo que se chama na gíria dos Estudos de Mercado de “Pré teste de produto”!

Mais importante, contudo, e pela escassez de recursos financeiros da produtora, permitiu desencadear um fenómeno de “grassroot marketing” ou marketing com origem nas raízes. Ou seja, transformar os eleitos para a pré visualização em verdadeiros agentes promotores do filme, de forma não óbvia nem remunerada!

Mas os eleitos não tiveram que assinar um compromisso de confidencialidade? Sim, mas como era expectável, em breve começaram a surgir na imprensa pequenas notícias sobre o filme e os seus aspectos mais particulares: seu alegado anti semitismo, a dose excessiva de violência, o grau de realismo dramático das cenas, as línguas arcaicas em que o filme era falado.

E o pacto de silêncio e a estratégia de paulatinamente, ao longo de vários meses, irem sendo realizadas sessões de pré visualização, só contribuiu para gerar mais interesse sobre o filme.
Veja este caso e outros no Livro Marketing Inovador. http://www.marketinginovador.com/

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Descobrir as expectativas dos clientes


As expectativas do cliente são construídas com base em factores que indirecta ou directamente interagem com o cliente. Estes factores vão “ditar” a procura de um serviço pelo cliente. No modelo de ZEITHAML, PARASURAMAN e BERRY são identificados 4 grandes factores que influenciam o serviço esperado pelo cliente, ou seja, o desejo e necessidades, as experiências anteriores, comunicação externa e o passa a palavra, emergem no cliente a expectativa do que ele espera de um bem adquirido o serviço prestado por uma empresa.

O passa palavra consiste na comunicação que o cliente estabelece com os outros clientes, amigos ou colegas. Ou seja, escutar informações uns dos outros em forma de comentários positivos ou depreciativos e recomendações. Este tipo de diálogo e interacção ajuda a criar expectativas no cliente, positivas ou negativas relativamente aos serviços e às empresas que os prestam. As necessidades pessoais do cliente são também um outro factor importante, ou seja, são circunstâncias específicas de cada cliente. Os desejos e expectativas diferem de ocasião para ocasião e são de acordo com as necessidades determinadas pela personalidade e individualidade do cliente. Um terceiro factor é determinado pela experiência anterior do cliente, para com o serviço ou empresa com quem no futuro contactará. Um quarto factor tem a ver com a comunicação externa. Consiste na comunicação que a empresa divulga junto dos seus clientes. São mensagens directas ou indirectas veiculadas por meios publicitários e informações prestadas pelos clientes internos da empresa.

O Marketing como ferramenta de gestão é hoje visto pelas empresas como o propulsor da venda de bens e serviços aos clientes. A publicidade realizada pela empresa impulsiona no cliente o aumento das expectativas, relativamente, à venda de um bem ou serviço, dado que, numa óptica e política de qualidade e satisfação do cliente, anunciam e prometem uma qualidade de serviço impar. Contudo, a comunicação da qualidade é mais do que promoção ou publicidade. É uma prática constante de melhoramento dos procedimentos de produção de um serviço. Existem também outras formas de comunicar ao cliente a “promessa” de qualidade do serviço, tais como, o local onde é prestado e custo para o cliente. Para além disso, o preço é um dos indicadores mais importantes no juízo de valor do cliente pela qualidade do serviço prestado.

Assim sendo, as expectativas dos clientes não são completamente estáticas e têm sobretudo um carácter heterogéneo. Para uma empresa assente num modelo de gestão estratégica, alicerçado numa política de gestão de qualidade de serviço prestado e orientação para a satisfação do cliente, devem ser tidos em consideração os factores que influenciam a formação e a modificação das expectativas.

No entanto, a análise desses factores não pode ser dissociada da análise e conhecimento das dimensões de qualidade mais importantes para o serviço em causa ou saber quais as actuais expectativas do cliente. Sem uma análise coerente e circunscrita em parâmetros chave, previamente identificados e analisados, o impacto no serviço prestado poderá vir a ser negativo. Daí a importância e a urgência de criar metodologias e formas de conhecer, entender e quantificar as expectativas dos clientes como medidas de controlo e avaliação das acções da empresa na prestação de serviços ao cliente. Devem-se conhecer as expectativas do cliente para que a empresa consiga prestar um serviço de qualidade e excelência aos seus clientes, ajustado às suas expectativas .

O Modelo SERVQUAL consiste num questionário de duas secções, uma centrada na mensuração das expectativas dos clientes sobre empresas de um determinado sector e uma segunda secção correspondente à mensuração das percepções do cliente sobre a empresa desse mesmo sector que prestou o serviço ao cliente.


domingo, fevereiro 24, 2008

Uma droga para a política?





A comunicação é uma “droga”, cria dependência. Em doses elevadas é claramente um veneno fatal.

Bruno Valverde Cota

Com a recente eleição do presidente da Câmara António Costa em Lisboa e as respectivas consequências junto dos partidos de oposição da direita, parece-me oportuno reflectirmos um pouco sobre o papel do Marketing no contexto político. Estamos também muito habituados a associar a estes protagonistas epítetos como “animal político”, ‘lider’, pessoa carismática. Nos últimos meses, ouvimos várias notícias, a propósito de eventuais intervenções menos oportunas de alguns ministros, que o nosso primeiro-ministro iria voltar a ser “o mediador da comunicação política” entre o Governo e os portugueses.

Mas será que o Marketing Político se deverá resumir apenas à Comunicação? Será que é isso que “conta” para os eleitores? Eu julgo que não, mas que a Comunicação tem um papel forte de persuasão nos nossos dias, isso é verdade. No Marketing Político costumo dizer que a Comunicação é uma “droga”, cria dependência. Em doses adequadas poderá ser um medicamento saudável, em doses elevadas é claramente um veneno fatal.

Certamente que, talvez mais na política que nas empresas, é importante e necessário comunicar, mas pior do que não comunicar, é fazê-lo em demasia. Não se deve cair no erro de banalizar a imagem do político. É preciso saber encontrar o momento certo e falar com muita moderação, pois o segredo da boa comunicação está nos detalhes. Não existe mais espaço para a política de improviso, feita apenas na base da intuição e de acordos políticos. Os cidadãos, os portugueses, querem gestores políticos com capacidade técnica e vontade em perceber os problemas. A era da “propaganda” terminou, as pessoas, os eleitores, querem acção, medidas concretas, que resolvam os seus problemas e que melhorem as suas vidas.

Sendo assim, o Marketing Político tem que ser visto como um conjunto de métodos e técnicas que uma organização política (partido político ou não) dispõe para conhecer os seus públicos e neles exercer influência. Desta forma, o Marketing Político, implica necessariamente uma boa gestão e a capacidade de criação de valor para os cidadãos.

O Marketing Político deve ser gerido. Por isso, cabe-lhe o papel de regular e dinamizar a produtividade da “causa pública” e aumentar o valor percebido dos serviços disponibilizados através de uma base sustentada de fidelização dos cidadãos. E isso é feito através de pessoas que saibam gerir e que conheçam as dificuldades dos cidadãos e não com recurso exclusivo a técnicas de comunicação. O mais importante é sabermos que o Marketing Político deverá assentar em valores e lidar com a verdade e que não deverá haver lugar para a manipulação política baseada em “propaganda”.

Os cidadãos, os eleitores, não querem heróis a governar, querem sim pessoas que tenham sentido de serviço, que saibam ouvir, que os respeitem, dando o exemplo, e que os considerem parceiros dessa governação. Assim, a complexidade do mundo actual não se compadece com amadorismos e boas vontades, torna-se essencial mostrar à sociedade e, em especial, aos políticos, que o Marketing Político pode trazer muitos benefícios à democracia, permitindo aos cidadãos um maior conhecimento da realidade política e funcionando como um agente propulsor e transformador da sociedade.

É neste contexto, que eu compreendo o esforço do nosso actual primeiro-ministro em tornar a ciência como um dos principais vectores de desenvolvimento e progresso tecnológico do nosso país, para, cada vez mais, humanizar as relações entre as pessoas e melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos. Que todos possamos fazer a nossa parte.


in Diario Económico, 25/7/2007

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Orgulho de Empregado!...



Sabia que na PriceWaterhouseCoopers os filhos dos funcionários podem visitar os escritórios e, quando entra um novo elemento, há um processo de boas vindas de três semanas que inclui eventos no Hotel do Vimeiro ? E que na Mapfre as reuniões são frequentes e a comunicação interna forte, através do site, de uma newsletter mensal, da revista MSG e da realização de vários eventos ?

Bom, a coordenação do marketing interno nas empresas pode estar ligada ao departamento de marketing, já que é este departamento que possui o know-how preciso para criar e conduzir os projectos de comunicação interna. Todavia, geralmente, formam-se parcerias como, por exemplo, com o departamento de recursos humanos, já que eles é que conhecem melhor o público-alvo. Felizmente, verifica-se que os departamentos de recursos humanos começam aos poucos a ser mais independentes, criando e conduzindo projectos autónomos.

Várias são as ferramentas que podem ser utilizadas para a implementação de um projecto de marketing interno, tendo sempre em consideração que estes instrumentos devem ser adequados à realidade da empresa e executados a partir de um plano de comunicação interna.

Não existem grandes diferenças entre as ferramentas utilizadas pela área de marketing nas acções direccionadas para o cliente externo e as utilizadas para acções de marketing interno. Existe um leque enorme de ferramentas utilizadas das quais destacamos as seguintes: material promocional, vídeos institucionais ou de apresentação de produtos, manuais técnicos, educativos ou de integração, jornais ou revistas internas, cartazes motivadores, informativos ou em forma de quebra-cabeças, rádio ou televisão interna, marca interna (roupas, bonés e acessórios), palestras internas (apresentações de resultados), intranet, newsletter, viagens e sessões de outdoor, actividades festivas (festa de natal), entre muitas outras.

O importante é demonstrar que existe uma preocupação cada vez maior pela satisfação dos clientes internos, com o objectivo de criar uma atmosfera saudável de trabalho onde os colaboradores se sintam bem e orgulhosos de pertencer à empresa.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Marketing Interno: Comunicação Áudio-Visual


É impossível ignorar o Audiovisual sem entrar numa análise aos mecanismos mentais da percepção da imagem e do som, é impossível dizer que este é um modo fundamental na imaginação e construção da realidade em cada pessoa. As memórias visuais e auditivas não só se complementam como também multiplicam os seus efeitos ao nível da máquina sensorial humana, estimulando a capacidade de raciocínio. Assim, a visão e a audição desempenham um papel de base, quer na racionalidade, como em todo o comportamento derivado.

Com efeito, apostar no modo audiovisual na Comunicação Interna nas empresas, é contribuir e estimular a reacção exigida aos colaboradores. Estes, ao visionarem um esquema ou um filme, encontram aí um contributo para a sua compreensão de um ou mais assuntos.

A audição e a visão permite através da interacção dos sentidos e da multiplicação dos seus efeitos, uma melhoria na memorização dos mais variados temas. Não basta compreender e memorizar, é necessário dialogar. A noção de filme ou diaporama remete para a noção espectador-colaborador, o qual, formulando opiniões em relação ao que viu e ouviu, fica preparado para reagir e fomentar o debate de ideias, logo que se abra o espaço de diálogo. Trata-se de um contributo para estimular a reacção dos colaboradores face a assuntos particulares e temas em debate. ALMEIDA (2003)

BONEU (1990) distingue três situações de aplicação do audiovisual: informação, formação e promoção. Ao nível da informação destacam-se acontecimentos marcantes na empresa como, por exemplo, o lançamento de uma campanha, mas também se evidenciam apresentações de estratégias traçadas ou de planos de acção delineados.

Na formação, a aplicação do audiovisual favorece a discussão acerca de temas específicos, por exemplo, a segurança no posto de trabalho ou a informatização de um sector da empresa. A reflexão e o debate são favorecidos pela operacionalidade do audiovisual enquanto forma didáctica ilustradora de uma relação pedagógica criada entre formador ou apresentador e colaboradores.

Quanto à promoção, vista com maior frequência como essencialmente dirigida a um público externo, pode ser ainda utilizada com sucesso visando o pessoal interno. Os audiovisuais aplicados à promoção podem servir para o enriquecimento dos colaboradores internos, isto se forem utilizados com vista à apresentação da empresa, do seu pessoal e das suas competências, suas unidades de produção e distribuição, bem como dos seus equipamentos, produtos ou serviços. ALMEIDA (2003)

e-Marketing

Os mais recentes canais para o marketing directo são os electrónicos. Actualmente, além de funcionar como uma fonte de informação e entretenimento, a Internet consiste num canal de comunicação, transacção e até mesmo de distribuição. Em vez de emitir mensagens em formato de monólogo para o público em geral, os profissionais de marketing podem agora direccionar a comunicação, de forma a gerar diálogos com pessoas específicas, fortalecendo, assim, o relacionamento com os clientes. Uma técnica fundamental no e-marketing é o marketing de permissão.

De acordo com SETH GODIN, autor de Permission Marketing, a maioria das promoções acaba em “marketing de interrupção”. Esta abordagem está a tornar-se menos eficaz, uma vez que, à medida que cada vez mais as empresas aumentam os seus gastos com promoções para chamar a atenção, geram saturação na publicidade e acabam por atingir menos pessoas. Assim, as empresas gastam mais e o retorno é menor.

Planeada e executada de maneira apropriada, uma campanha por e-mail pode construir relacionamentos com os clientes e aumentar os lucros. Os custos com o e-mail representam apenas uma fracção dos custos com uma campanha de marketing directo. A Microsoft gastava por ano aproximadamente 70 milhões de dólares com campanhas impressas. Hoje, envia 20 milhões de mensagens de e-mail por mês e obtém lucros significativos. Para obter a permissão para esse tipo de comunicação, os profissionais de marketing devem lembrar-se de facilitar o processo para os clientes que querem deixar de receber mensagens.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Vendas !...





Pode-se dizer que a venda, é uma troca comercial entre duas partes, e troca é o acto de dar a alguém alguma coisa para dele receber de volta outra coisa. Implica a noção de lucro, vantagem e/ou benefícios. Assim, venda será o acto de dar alguma coisa a alguém para dele receber de volta alguma outra coisa e com isso obter lucro, vantagem ou benefício nem sempre pecuniário.

Por exemplo, um partido político “vende” o seu candidato e o candidato por sua vez “vende” as suas propostas.

A responsabilidade do “departamento de vendas” é vender o produto, obtendo assim, lucros para a empresa para a qual trabalha. Esta actividade é facilitada pelas acções de apoio suportadas pelo marketing, como publicidade, amostragem etc., ao mesmo tempo em que se torna também cada vez mais competitiva, pois as empresas centralizam os seus investimentos nas acções de marketing para promover cada vez mais os seus produtos e obter lucros com as vendas.

O vendedor deve, para realizar um bom trabalho, em primeiro lugar conhecer profundamente o produto que está a vender, para que tenha bons argumentos de vendas e consiga atingir as suas metas; deve conhecer os seus clientes profundamente e conhecer os produtos da concorrência.
Segundo SILVA (1986) não se formam bons vendedores. Eles aparecem. São pessoas que evoluem na profissão devido ao seu perfil pessoal e profissional. Este perfil pessoal descreve um profissional comunicativo, atencioso e com boa apresentação pessoal. O perfil profissional é de uma pessoa altamente motivada que deve conhecer todas as políticas da empresa e as novidades do mercado.

Entretanto, para realmente ser um grande profissional, este precisa de exercer influência sobre os seus clientes e, para que isso aconteça, além do perfil acima referido, também deve entender as necessidades do seu cliente, acompanhando todos os tipos de transformações (tecnológicas, políticas, sociais, económica etc.) que ocorrem no mundo à sua volta.

Outro grande “segredo” do desempenho deste profissional é actuar antes e depois da venda. É prestar serviço ao cliente além de vender apenas, o produto ou serviço.

Estas acções ajudam a obter a fidelização do consumidor, influenciando a sua decisão de seguir a marca, consumir o mesmo produto, assim como, também o influencia a consumir produtos complementares ou da mesma marca, multiplicando os negócios.

Estar constantemente motivado e conhecer os objectivos da empresa para saber o que se espera dele para atingir esses objectivos é outro factor essencial para este profissional. A finalidade do departamento de vendas é contribuir para a realização das metas de marketing, utilizando os canais de distribuição mais apropriados de modo a que se consiga o impacto certo sobre os grupos de consumidores alvo, optimizando os lucros da empresa.

O grande desafio desta posição é obter a integração na sua máxima totalidade, uma vez que Marketing e Vendas podem não estar a falar a mesma língua e nem sempre estão habituados aos mesmos conceitos. No departamento de vendas, por exemplo, tudo é muito mais simplificado e as estratégias e objectivos são quantificáveis.

A operação de vendas é fundamental para o alcance dos objectivos de qualquer empreendimento no mercado e o sistema de marketing deve sempre estar sempre intimamente relacionado com o sistema de vendas.

Na grande maioria dos modelos adoptados, a venda decorre de um esforço pessoal do vendedor, de forma a satisfazer as necessidades de um outro indivíduo, o comprador.

A importância do vendedor dentro do sistema de marketing, é indiscutível. Sobre ele recai a responsabilidade de sucesso de todo o esforço de publicidade e promoção de vendas. Uma vez que actua no ponto de venda, é o elemento-chave na política de vendas da empresa.

O vendedor é uma das principais fontes de informação para a empresa sobre os seus produtos e aceitação no mercado, bem como sobre as necessidades dos consumidores.

Não se pode deixar de referir que além do tradicional vendedor e das vendas por catálogo, prática que ocorre há anos, a Internet é um novo canal de vendas proporcionado pela tecnologia.

Segundo KOTLER (1998) a

“Internet é uma nova frente de vendas que tem todas as hipóteses para se tornar um novo competidor, porque oferece recursos que personalizam os produtos e serviços".

As vantagens competitivas da Internet são: a oferta de produtos e serviços 24 horas por dia, dispensa da ida às lojas, possibilita a comparação de preços e ofertas e estabelece uma relação mais estreita com os vendedores. No entretanto, algumas desvantagens também caminham ao lado da Internet. As compras pela rede exigem dos consumidores informações confidenciais como: número dos cartões de crédito, endereço, renda familiar etc. O facto é que muitos clientes não se sentem confiantes com esta ferramenta, tendo em vista que fraudes podem acontecer na rede. Existem especialistas – hackers – em interceptar essas informações e usá-las para outras finalidades que prejudicam os consumidores da rede.

Do lado das empresas, a Internet também oferece vantagens competitivas, tais como: manter um negócio com pouco capital, pois os custos com lojas, publicidade e fornecedores são superiores; actuar globalmente, testar e mudar rapidamente as estratégias e promoções de vendas.

Precisa-se: Marketing Interactivo no Second Life !




Ultimamente temos assistido a algum sensacionalismo da imprensa internacional sobre o Second Life (SL). Por exemplo, o jornal espanhol “El País” dava destaque que o SL “está deserto” e que algumas empresas estavam a abandonar o SL, tais como o Banco Ginko, a American Apparel e o grupo de Hotéis Starwood & Resorts. Também a revista de tecnologia “Wired” informava que “mais de 85% dos avatares criados (personalidades virtuais dos utilizadores) foram abandonados”.

Ora, é um pouco o que se passou com a “Nova Economia”. São momentos de euforia e, por vezes, de alguma especulação que se criam em torno de inovações que induzem os menos sistemáticos e os menos analíticos a decisões emotivas que podem levar a maus resultados. Mas, por exemplo, empresas como a Cisco e a Nissan, foram bem sucedidas ao usar o SL, implementando estratégias de actuação de marketing pró-activas, assentes numa presença baseada na criação de interacções e experiências com os residentes.

É bom analisarmos os números. Em 2006, o SL tinha aproximadamente 100 mil residentes, dos quais apenas uma pequena percentagem era utilizador. Actualmente, o SL tem ca. 9 milhões de residentes e, até Agosto de 2007, uma média de 30 mil pessoas on line por hora, 720 mil pessoas por dia a utilizar este mundo virtual. Isto significa que acedem diariamente ao SL 8% do total de inscritos. Assumindo um cenário muito optimista que seria que há um ano atrás todos os residentes eram utilizadores diários, o número actual de residentes on line é 7 vezes superior. Palavras para quê ? Isto mostra-nos que de facto no último ano houve um crescimento do SL.

Ao mesmo tempo, se olharmos para o número de Portugueses com actividade regular no SL só em Julho último aumentou 21%, com 8.748 avatares, que representam ca. 1,6% de toda a população com actividade regular, de acordo com a Linden Lab. Proporcionalmente à sua população real, Portugal já é o 2º país com maior presença no SL, atrás da Holanda, e em tempo de permanência on-line ocupa o 14º lugar, com 200 mil horas em Julho, ou seja, cada português registado passa em média pouco mais de uma hora por mês no SL.

Neste contexto, foi com apreço que recebi a noticia que mais uma empresa portuguesa abriu portas recentemente no SL. Efectivamente, o BES é o 1º banco português a marcar presença no SL e o dia de inauguração, que contou com uma regata, com uma exposição fotográfica, fogo de artifício sobre a marina de Cascais e música durante a noite toda, superou as expectativas dos mais cépticos. Houve aqui a preocupação de criar boas experiências a quem passou pelo espaço, o que, a meu ver, elevou as expectativas e exige continuidade no futuro. Seria por exemplo importante que este banco tivesse diariamente, no mínimo, um colaborador para atender os avatares que por lá passam e para proporcionar novas experiências em harmonia com as necessidades dos visitantes, clientes ou não clientes.

Assim, o facto de haverem actualmente empresas a abandonar o seu “espaço”, deve-se a meu ver a uma entrada precipitada destas empresas, não estudada e não planeada, apenas numa perspectiva de moda e de lucros rápidos. Ora, a filosofia de actuação deverá ser bastante diferente, numa lógica de médio e longo prazo. Se, por um lado, temos no SL um público bem qualificado, hedonista e ávido por novidades, que é receptivo a novas experiências e a espaços interactivos. Por outro lado, o avanço da tecnologia possibilita hoje a criação de uma vasta gama de experiências virtuais, que torna as interacções, especialmente nos campos do entretenimento, e-commerce e e-learning, muito mais interessantes.

Assim, para as empresas obterem sucesso deverão promover estudos de mercado no SL para conhecerem melhor a realidade virtual, os residentes, e com base nesse conhecimento definir uma estratégia de actuação neste canal, em harmonia com a estratégia de marketing global da empresa. E, desta forma, poderão no tempo obter o retorno esperado.

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in Diario Económico - 12-09-2007

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Nova Geração de Gestores...

Hoje as organizações são geridas por gestores que foram formados dentro de escolas e de uma cultura que só valoriza os aspectos quantitativos da vida: números, resultados, percentagem, metas. Enquanto os gestores não assumirem uma visão mais qualitativa, que valorize os acertos, mas também os erros, as práticas de Comunicação Interna continuarão a ser uma extensão da visão mecanicista, que aborta a criatividade, a espontaneidade e o surgimento de práticas prescritas nos manuais.

Assim, quando se fala em público interno é preciso conhecer-se a forma como é a sua educação, a sua estrutura familiar, comunicação, residência. O público interno necessita de ser visto como humano e não como um objecto, como algo que é um veradadeiro activo, mas simples e receptor de informações importantes para a gestão.

E em que área, dentro da organização é possível encontrar estas informações? Onde estas informações estão armazenadas? A resposta é simples e a mesma em todas as organizações, independentemente do seu tamanho, tipo de trabalho realizado ou administração: Recursos Humanos. Será ?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

O “avatar” marketing está aí…





O mundo virtual está aí há já algum tempo. [...] Muitas pessoas estão a vestir uma nova personalidade e a encarnar novos corpos.

Há uns meses estive em casa de um casal amigo que tem dois filhos. No jantar de sábado, o filho mais velho, de 19 anos, com um grande entusiasmo disse-nos que tinha tido um grande dia. Tinha comprado a sua própria ilha e iria para lá viver com uma amiga “loira espectacular”. O irmão remata que tinha aberto uma discoteca, onde vendiam tatuagens e que passou a tarde toda a fazer compras com uma inglesa que acabara de conhecer. Bom, quando a conversa me começa a parecer um pouco esquisita, o pai disse que passou a noite de 5ª feira toda a fazer “ski” e que o seu negócio de automóveis antigos estava a correr tão bem que iria abrir em breve mais 3 stands. Era tudo tão estranho para mim que eu ingenuamente perguntei, “mas Gonçalo, tu agora também vendes carros?” E a resposta foi: “’second life’, meu caro”.

Sem darmos conta, o Mundo Virtual está aí há já algum tempo. Muitas coisas deste mundo 3 D podem parecer estranhas de início, como a mim que pareceu estranha esta conversa, mas o que é um facto é que muitas pessoas – e muitas vezes aquelas que nós nem esperamos –, estão a vestir uma nova personalidade e a encarnar novos corpos. São os Avatars, items gráficos que representam pessoas através de um meio informático. Através desta nova realidade muitas pessoas conseguem aspirar a ser o que nunca foram ou o que nunca serão na vida real, sem tabus e preconceitos, e viver uma outra vida… de sonho.

Estes novos “habitats virtuais” são normalmente encontrados na forma de “jogos de combate” – os mais populares–, como por exemplo o “EverQuest”, o “Lineage” e o “World of Warcraft” e de “interacção social”, mais conhecidos por “social ‘networking’”, como o “Second Life” e “Entropia Universe”. Apesar de inicialmente estes sites de “social networking” serem dirigidos para uma faixa etária dos 20 aos 30 anos, os adolescentes rapidamente aderiram a este mundo através de sites como o “My Space”, o “Bebo” (lançado em Julho de 2005 e que conta já com 27 milhões de utilizadores) ou o “Orkut”. Para Danah Boyd as redes sociais online são hoje um espaço muito importante para os jovens construírem as suas verdadeiras identidades e exprimirem as suas emoções e sentimentos.

Face a esta realidade, parece-me claro que estamos perante um fenómeno cultural e global e que poderá representar uma verdadeira oportunidade de negócio para as empresas. Para além de já existirem mais de 1,5 mil milhões de pessoas on-line em todo o mundo e de a cada minuto que passa 200 novas pessoas aderirem pela primeira vez à Internet, estima-se que, em todo o mundo, utilizam com regularidade só o “social networking” mais de 250 milhões de pessoas. Poderá tratar-se de uma verdadeira “galinha de ovos de ouro”, pois este mundo virtual pela sua dimensão de utilizadores e número de interacções que possibilita representa um enorme potencial para o marketing de produtos e serviços do mundo real. Vejamos o exemplo do “Wells Fargo Bank” que com o objectivo de captar adolescentes desenvolveu o mundo virtual “Stagecoach Island” que através de jogos e actividades lúdicas educa os adolescentes sobre os assuntos de poupança e dinheiro. A Coca Cola por sua vez criou o mundo “Coke Studios”, igualmente orientado para os adolescentes, que permite a acumulação de pontos através de actividades relacionadas com a música, que mais tarde podem ser convertidos para a aquisição de mobílias e equipamento para montar um estúdio.

Num mundo em que nem tudo o que parece é, as empresas do mundo real têm o desafio de conseguir captar vontades de consumo de produtos e serviços disponíveis no mundo virtual e fidelizá-las para o mundo real. Este mundo virtual poderá funcionar como um impulsionador de gostos. É pois necessário conseguir transpor os desejos do mundo virtual para o mundo real. Afinal, o futuro está on-line!

DE 4/7/2007

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Surpreenda os seus clientes!




A necessidade de melhoria constante das empresas e das marcas é evidente, pois os clientes têm nos dias de hoje uma grande variedade de opções.


A semana passada fiquei agradavelmente surpreendido. Ao precisar de adquirir um novo “PDA” dirigi-me a uma loja da especialidade. Para além de ter sido acolhido com simpatia, fui atendido por um funcionário que teve a preocupação de fazer um diagnóstico do que eu pretendia e proporcionar-me uma excelente experiência de compra, antecedida de um aconselhamento eficaz, em harmonia com as minhas necessidades. E você, recorda-se da última vez que ficou surpreendido com um serviço? Sabia que muitas empresas não entendem porque têm de se preocupar com o “Customer Experience”? Este problema foi analisado num estudo da “Bain & Company”. Em 362 empresas, apenas 8% dos clientes descrevem como “superior” a experiência, todavia 80% das empresas acreditam que disponibilizam uma experiência “superior” e de elevada qualidade. Não lhe parece que estamos perante uma “miopia de marketing”? Para mim a necessidade de melhoria constante é evidente, pois os clientes nos dias de hoje têm uma grande variedade de opções e, certamente, irão privilegiar aquelas empresas ou marcas que lhes permitam viver sensações e interacções mais estimulantes. Estamos numa época em que o “Marketing de Experiências” ganha terreno. A Coca Cola, por exemplo, lançou este ano um espaço interactivo na Internet - a “Hapiness Factory”–, que permite aos visitantes viverem a experiência da marca com mensagens que procuram criar emoções fortes, sentimentos positivos e alegres, posicionando a marca como o “elixir da felicidade”. Os “Jeans Levi’s” são uma experiência de liberdade, ‘sex-appeal’, moda, muito mais do que umas simples calças de ganga. Assim, a interacção da marca atinge o plano mental e, em alguns casos, o próprio “coração”.

Cada vez mais, o segredo de uma experiência “superior” não está nas características técnicas da oferta. Vejamos o caso do “Starbucks”. Vende muito mais do que café. Seduz pessoas e convida-as a usufruir dos seus espaços acolhedores, para comer, beber, conversar ou até mesmo trabalhar no portátil. Em paralelo, algumas empresas têm procurado tornar a compra dos seus produtos e serviços em momentos agradáveis e, até mesmo, divertidos. A “Walt Disney Co.” é sem dúvida uma referência, pois desenvolveu competências que permitem tornar os seus parques temáticos numa experiência divertida para os seus clientes. Todavia, não é isso o expectável? E quando vai a um dentista que sensação é que tem? É certo que estamos a comparar extremos. E na maioria dos casos os serviços são “neutros”, não produzem nem prazer, nem sofrimento. Mas transformar “experiências neutras” em positivas, parece-me ser o desafio. A introdução do elemento “diversão” num serviço neutro, como num almoço rápido, na ida ao banco ou a uma consulta médica poderá ser uma vantagem competitiva. O “Commerce Bank”, um banco norte-americano, optou por não prestar um serviço financeiro tradicional. Para além de privilegiar a conveniência, através dos horários alargados das suas agências, que estão abertas aos fins-de-semana, disponibiliza aos seus clientes doces, balões e até biscoitos de cão. Sempre que são inauguradas agências realizam-se eventos, o que em “velocidade cruzeiro” se mantém uma vez por mês, com animação, massagens, caricaturistas e oferta de cachorros quentes. Também a McDonalds conseguiu tornar momentos muitas vezes difíceis para os pais, como a hora das refeições, em momentos familiares, agradáveis e divertidos, não só pelos seus menus “Happy Meal”, com as usuais ofertas infantis, mas sobretudo pela zona infantil e de lazer disponibilizada em alguns dos seus restaurantes. Assim sendo, apesar destas experiências bem sucedidas, alerto que nem sempre o que parece divertido para alguns clientes, o é para outros. É necessário ter algum cuidado adicional com o tipo de divertimento associado. A adição dos elementos de diversão não pode substituir o básico do negócio.

DE 18/9/2007

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

As Pessoas podem fazer a diferença!


Algumas empresas, como por exemplo na área da banca o “First Federal Savings Bank”, o “Citizens State Bank”, o “Parish National Bank” e o “Central National Bank and Trust” estão a desenvolver programas de formação e de incentivos para encorajar os vendedores “evangélicos” a estabelecerem um balanço entre os produtos “que amam” e as necessidades e desejos dos clientes. Afinal, é possível as pessoas numa organização fazerem o melhor em cada dia e estarem sempre verdadeiramente empenhadas.
A solução: estabelecer metas e levar os colaboradores a acreditarem na organização … e não se esqueça, desenvolver os vendedores. Mostre-lhes que eles podem fazer a diferença. A concorrência que se cuide!

É urgente uma nova atitude!




Somos um país com pessoas de mérito e muitas empresas de reconhecido valor. Mas falta planeamento e organização.


Neste último domingo, ao participar no torneio de golfe “Vickings Competition”, na Quinta do Lago, desfrutei de momentos óptimos. Para além das excelentes condições para a prática deste magnífico e difícil desporto, tive a oportunidade de conviver, entre outros, com um grupo de pessoas escandinavas, aposentadas, a viver há alguns anos no Algarve. Apesar da idade avançada da maioria deles, destaco o espírito muito jovem. Durante o almoço, aquando dos muitos brindes e brincadeiras, dei por mim a pensar como o ambiente criado era muito diferente do habitual em Portugal neste segmento de idade. Havia calor e alegria, o dia era de festa e por isso de divertimento. Ao mesmo tempo falava com um parceiro de jogo sobre o país e as empresas portuguesas…

É que o final do ano está a aproximar-se … e apesar de nos quererem passar a mensagem de que as coisas estão muito melhores, é indiscutível que há muito por fazer. No país e nas organizações. Falta calor nas relações, nos negócios, nas amizades. Não há alegria. Alguém dizia que “Portugal sofre de dois males graves: a inveja e a burocracia”. E é verdade, eu concordo. Trabalhar e ganhar dinheiro são malvistos, geram inveja, em vez de impulso ganhador. Mas porquê? É mais cómodo gerir o status quo?

Neste almoço confirmei como temos ainda muito de mudar a nossa atitude. A nossa postura perante a vida. De perceber que só todos em conjunto poderemos conseguir, por exemplo, reposicionar a imagem de Portugal no mundo. A responsabilidade deve ser de todos. Todos podem contribuir para se fazer a diferença e o futuro será risonho se todos os portugueses assim o quiserem. Não depende apenas dos políticos e dos governos, depende das acções e atitude de todos nós.

Vejamos os portugueses no estrangeiro. Que são conhecidos e têm valor. Poderão ser o nosso “cartão de visita”. São motivo de orgulho, desde a política à literatura, do teatro à televisão, da indústria aos serviços, são uma verdadeira vantagem competitiva para Portugal. E os “talentos”? Temos que conseguir reter em Portugal os “melhores”. Eu sei que é difícil, pois nos países de acolhimento são motivados, acarinhados, ajudados e até financiados. Mas porque não fazemos isso em Portugal? O senhor Presidente da República, e a meu ver muito bem, pede ao jovens para não se resignarem. Mas o país investe nos jovens? Você na sua empresa tem apostado em jovens com talento? Criemos oportunidades. Invistamos na inovação. Estou certo que assim teremos um Portugal melhor. Um Portugal que apostará nas “pessoas de valor”. Um Portugal que apostará na educação, no ensino superior (que venham rapidamente as fundações com gestão privada), na saúde de qualidade para todos, mas também no empreendedorismo e no turismo. Há anos que ouvimos dizer que o turismo é um sector estratégico. ‘And so what’? O que fizemos para tornar o nosso turismo de qualidade? Temos um sol magnífico, praias lindas, excelentes montanhas, imóveis modernos, mas e as pessoas? Que trabalham nos hotéis, nos restaurantes, nos museus... estão preparadas para prestar um serviço de elevada qualidade? Foi-lhes dada a formação adequada e necessária?

Somos um país com pessoas de méritos e muitas empresas de reconhecido valor. Mas falta planeamento e organização. Falta definir-se o que se pretende. Temos que deixar de ter uma postura de “acção com o coração”, para uma intervenção “mais metódica”, planeada, com objectivos precisos e quantificados. Precisamos de um verdadeiro plano de marketing para o país. Talvez essa seja a forma de encorajar e exigir o pensamento disciplinado dos nossos políticos, assegurando a responsabilização pelos resultados obtidos num determinado espaço de tempo. Deverá, certamente, assegurar a continuidade dos programas de governação, na mudança de governos. Todavia, Portugal precisa de todos nós!

bruno.cota@marketinginovador.com
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In Diario Económico, 10-10-2007

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Memórias: Caso PepsiCo and Madonna


Em Março de 1989, a Pepsi lançou um comercial de 2 minutos com Madonna e a sua nova canção “Like a Prayer”. Esta foi a primeira participação da Madonna em comerciais. Um mês depois, a Pepsi retirou o comercial após grupos religiosos terem ameaçado boicotar os seus produtos, pois sentiam-se ofendidos com o conteúdo da canção de Madonna ainda que com uma montagem diferente do vídeo de “Like a Prayer”.


Em 1990, Madonna lançou uma nova canção “Justify my Love”. A MTV recusou em mostrar o vídeo alegando que era sexualmente muito explícito. Madonna lançou posteriormente “Justify my Love” como o primeiro vídeo single a ser vendido. Foi vendido nas lojas a $9,98, um preço que habitualmente compra um vídeo com três canções.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Marketing Tribal ?


Foi com a Internet e a possibilidade de criar comunidades online de partilha de interesses – sejam eles quais forem – a partir dos quatro cantos do globo, que nasceu o conceito de Marketing Tribal.


Mas agora já ultrapassou esta fronteira e é utilizado pelos marketers como forma de criar uma relação mais emocional e entusiástica com os consumidores. De tal forma, que o consumo se tornou sagrado e os produtos objectos de culto.

O conceito de marketing tribal surge a partir do momento em que é possível estar em contacto com qualquer pessoa, a qualquer hora ou local. Interessa-se pela vertente sagrada do consumo, daí que esteja, mais preocupado em saber quais os produtos ou serviços que ligam os consumidores de forma entusiástica e emocional. Este é o valor da ligação!...

"Ventos" do Sudeste Asiático e China

Deixo-vos umas notas muito interessantes traduzidas por um amigo, que prefere o anonimato, entusiasta destes "Ventos":

South Asian Economies

Um sistema político melhorado, infra-estruturas de qualidade e uma velocidade de crescimento acima da média, são os factores que vestem a camisola amarela aos países da Ásia do Sul.

De acordo com a Instituição de Crédito ADB (Manila), durante os últimos cinco anos a Índia e o Paquistão trazem a Ásia do Sul na frente, com taxas de crescimento superiores ao resto do Sudeste Asiático.

Comentam, igualmente que, o potencial de reduzir os níveis de pobreza e de manter o crescimento é “excelente”.

No ano passado o Sul registou um crescimento de 8.1%: o PNB médio do Sudeste apenas atingiu 7.6%.

Na Índia e no Paquistão o crescimento económico atingiu 8.4% e 8.6% respectivamente.

Apesar de alguma liberalização, estes dois países continuam vitimas do seu sistema burocrático complexo, que impede maximizarem o seu potencial de crescimento.

Por exemplo:
No Sudeste, são necessárias em média cinco assinaturas oficiais para exportar bens e sete assinaturas para importar. Na Ásia do Sul são necessárias doze para exportar e 24 para importar.

O eterno problema da Ásia do Sul persiste: a burocracia, a falta de coordenação entre os departamentos governamentais, funcionários públicos em demasia, e salários públicos inadequados.

China

O governo Chinês anuncia que o crescimento do terceiro trimestre acalmou em resultado de acções implementadas para arrefecer a economia. O governo adianta que as medidas de controlo adoptadas deverão continuar em prática.

O instituto nacional de estatística anunciou que o período de Julho a Setembro cresceu 10.4% comparativamente ao seu homologo de 2005, enquanto que o segundo trimestre tinha crescido 11.3% (o maior numa década).

Estes dados vieram aliviar a pressão em Pequim na subida das taxas de juro – seria a terceira vez este ano, ou a necessidade de agir usando novas medidas de controlo, numa altura em que Pequim tenta não perder as rédeas da acelerada construção e recurso ao crédito bancário, que têm sido factores preocupantes à subida de inflação ou crise financeira.

Os comentários e dados das diversas fontes oficiais não são coerentes. Deixam algumas incertezas no rumo corrigido de Pequim. É possível que persistam medidas para impedir um sobreaquecimento da quarta economia mundial.

Uma análise ao comportamento soberano conclui que Pequim pretende manter um crescimento acelerado de forma a combater a vasta pobreza persistente. Por outro lado medidas cirúrgicas abrandam alguns sectores onde a oferta excede a procura. É o caso da produção auto, têxtil e bens imobiliários (estes atingiram um crescimento de 27.3% no 3trim).

O Governo preocupa-se com expansões exageradas nos bens de luxo, sendo que impõe restrições ao crédito, e a investimentos estrangeiros, assim como reduziu as licenças de construção de condomínios de luxo.

Mesmo assim os investimentos em condomínios urbanos cresceram 23.4% atingindo cerca de USD163 Biliões no terceiro trimestre.

A inflação manteve-se em 1.3% para os nove meses decorridos este ano.

A produção industrial abrandou 1.9pp para 16.2% durante o terceiro trimestre.

A actividade económica cresceu 24.3% com as exportações a subirem 26.5% e as importações em alta 21.7%

Fonte: The Associated Press/Manila, Philippines & AP/Beijing, By Joe McDonald AP Business Writer