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quinta-feira, janeiro 03, 2008

Comentário ao artigo do DE


Não posso deixar de partilhar convosco o comentário do Paulo Curto de Sousa ao artigo "Marque golos: compre marketing inovador", publicado ontem no Diário Económico:

"Mudar a realidade implica uma forte dose de coragem e empenho, traduzida numa permanente insatisfação com os “status quo”. É mais difícil ainda quando o fazemos de forma contínua e permanente. Requer um esforço brutal porque implica estarmos sempre a por em causa aquilo que achámos bem pensado, bem idealizado. Para mudar a realidade de forma constante e atempada temos de nos canibalizar. É um requisito essencial para a sobrevivência a longo prazo das empresas. Mas as melhores empresas não são as que sobrevivem. São as que vivem. As que põem em causa permanentemente a realidade e se reinventam de forma contínua. Abordam as mesmas coisas de forma diferente. E para que seja possível é preciso uma atitude diferente. Não só proactiva e motivada… mas essencialmente diferente, qual Clube dos Poetas Mortos. TRY TO SEE THE SAME THING FROM A DIFERENT ANGLE. Abraços e Bom Ano de 2008."

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Marque golos: compre marketing inovador!




Não basta inovar os produtos, mudando apenas a realidade, é também fundamental transformar a percepção que se tem do negócio.

Bruno Valverde Cota

Estamos no início de um novo ano. Na era da mudança e do conhecimento. Como conseguir a excelência da sua empresa? Inovando. A inovação é claramente uma garantia de sobrevivência. Mas qual a sua importância? Um estudo recente da BusinessWeek demonstra que as empresas que investem em inovação têm, em média, um aumento dos lucros de 3,4% ao ano, face aos 0,4% da média das empresas.

Há tempos jogava uma partida de golfe com um alto responsável da 3M em Portugal e ele referia-me que “a inovação faz realmente diferença nos resultados financeiros de uma empresa”. E eu concordo, mas parece-me que também será imprescindível a uma empresa que queira prosperar tornar-se mais criativa. Não basta inovar os produtos, os processos, mudando apenas a realidade, é também fundamental transformar a percepção que se tem do negócio. Reinventá-lo face a novos desafios. Incentivando a criatividade. Recordo o exemplo do Google, em que é pedido aos funcionários que utilizem no mínimo 15% do tempo em projectos independentes. E na sua empresa, dedica algum do seu tempo para “discutir” a empresa com os seus colaboradores? Incentive um ambiente de discussão de ideias. A discordância pode ser positiva. Ouça o que os seus colaboradores pensam do negócio. Quantas vezes o faz por semana? Por mês? Por ano? É fundamental que aprenda a lidar com conflitos, com diferentes pontos de vista. É daí que nasce a criatividade. Não se refugie no gabinete...

Vejamos o que a Apple fez para enfrentar a ameaça asiática e o avanço tecnológico. Foi criativa, superou estereótipos. Percebeu, há alguns anos, que seria necessário uma transformação, mas tinha que mudar também a forma como via os seus negócios. “Posso também ser uma empresa de música”, disse a Apple. E para criar um iPod foi preciso imaginar um novo conceito da Apple. Um outro exemplo é o da IBM. Viu que seria difícil sobreviver a fabricar computadores e concluiu “preciso de ser uma consultora”. Então, vendeu a área de PCs para a chinesa Lenovo e, actualmente, nenhum sinal de hardware ou software, apenas prestação de serviços. Mas terá sido fácil a estas empresas mudar? Certamente que não, até porque quando se caminha em busca da criatividade, mais difícil que pensar é mudar as próprias ideias. Vejamos o caso da Lego. Criou o brinquedo do séc. XX, mas tardou a perceber que o que os jovens agora pretendem são os chamados videogames. Apesar disso, recentemente, teve uma boa ideia ao lançar um brinquedo que permite desenhar no PC uma nave espacial e receber as peças de lego por correio… mas tardia!

Mas qual deverá ser o papel do Marketing? Eu sou suspeito, mas vários estudos de consultoras como a Mckinsey, Booz Allen Hamilton e Interactive Advertising Bureau demonstram que as empresas que mais crescem nos EUA são aquelas em que o departamento de marketing foi elevado a um nível estratégico, sendo parceiro dos outros departamentos. Já em Portugal, entre outros, temos os bons exemplos do grupo Amorim e do Banco Espírito Santo. Assim, e se quisermos fazer uma comparação entre o mundo das empresas e o futebol, onde neste último sempre se valorizou um jogador completo, como o Eusébio, o Figo ou mais recentemente o Cristiano Ronaldo, que chuta com os dois pés, cabeceia certeiro, defende, distribui jogo a meio campo, cria situações de golo na área adversária e marca golos, também nas empresas, os responsáveis do Marketing para terem sucesso, inovando e incentivando a criatividade, têm que ter qualidades tão abundantes como os “reis da bola”. Parece difícil, não é? E é na realidade. Por isso, a meu ver, o novo craque do marketing deverá saber colocar o cliente dentro do coração da empresa, demonstrar o retorno do investimento, marcar golos nas novas formas de comunicação, criar sinergias com os outros departamentos e eleger como melhor jogador o cliente interno. Vamos ver quem ganha o campeonato…

http://www.marketinginovador.com/
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In DE, 2/1/2008

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Lugares vazios nos estádios…




Será que se passa algo com os associados mais históricos e ferrenhos dos grandes clubes de futebol portugueses?

Paulo Gonçalves Marcos


Lugares vazios, muitos, entre aqueles que têm uma forte e antiga ligação ao clube. Mesmo em importantes jogos europeus ou da Liga portuguesa. Um cenário que se repete pelos estádios de futebol portugueses. E que tem vindo a agravar-se de época para época. Será que se passa algo com os associados mais históricos e ferrenhos dos grandes clubes de futebol portugueses? Ou teremos apenas um clássico problema de preço e de marketing?

A maioria dos gestores das organizações percebe, admiravelmente, o impacto do preço sobre a procura de seus produtos. Mas a compreensão sobre a procura é, no máximo, assaz mais incipiente…O que procuramos ilustrar neste artigo é como o preço e a forma de venda têm um impacto tremendo sobre o consumo e sobre as probabilidades de repetição da compra. Como as decisões financeiras de venda antecipada de espectáculos têm impactos financeiros profundos a longo prazo…

A venda em pacote, de vários produtos, tem como função estimular a compra de mais que aquilo que os compradores inicialmente teriam planeado. O caso do pacote de jogos anual que os clubes portugueses colocam em venda ainda antes de começar cada nova época, não é substancialmente diverso dos pacotes dos bancos (com as contas ordenado, os cartões e as domiciliações), da Orquestra Gulbenkian (com as assinaturas anuais), dos ginásios ou mesmo dos clubes de Ténis e Golfe.

Imediatamente após o desembolso, o comprador sente a necessidade de justificar o investimento. Aumenta então, exponencialmente, o seu consumo do produto. Ao fim de algum tempo, pouco, diminui o “peso da consciência”. E a necessidade psicológica de consumir (assistir aos jogos…) decorrente da supracitada justificação. O fenómeno tende a ser agravado pelo empacotar dos jogos de época num preço único, o que leva a que o adepto ou associado perca a noção do custo unitário. Em alguns casos, ao fim de algum tempo, pode mesmo considerar que os jogos passaram a ter um custo nulo, e comportar-se como tal.

Ou seja, tudo o que é grátis não tem valor… ademais quando a equipa começa a jogar menos bem… e se o título se torna progressivamente uma miragem… o adepto pára de consumir assistências aos jogos… e de comer e beber no estádio… ou de comprar produtos alusivos ao seu clube… Mais grave, todos os estudos empíricos o demonstram, as probabilidades de repetir a compra dos lugares cativos ou dos lugares de época, reduzem-se substancialmente… O que leva o clube a um esforço sempre renovado e titânico para captar novos “assinantes” para os seus produtos de época inteira…

Por mais que a captação avance, o número de consumidores não aumenta… um pouco como a alegoria em que a água que entra na piscina é perdida pelas fendas na base da mesma...

Organizações onde a venda atempada dos produtos também se coloca, como fizemos alusão anteriormente, têm adoptado várias estratégias que permitam a seus clientes (“associados”) perceber claramente o valor daquilo que adquiriram. Alisar o desembolso, de forma a que a psicologia de compensação funcione, é uma das formas. É o caso dos bancos que depois da aquisição enviam informação ao cliente mostrando o quanto lhes custaria a aquisição em separado de cada um dos produtos da conta ordenado ou dos hotéis que exibem o menu da meia pensão lado a lado com o preço dos mesmos pratos adquiridos individualmente. Ou ainda dos ginásios, que procuram alisar a procura de seus serviços, que a par da jóia de entrada e apesar da venda da assinatura anual (contratos mínimos de 12 meses), diluem a cobrança desta em mensalidades iguais. Desta forma asseguram que o grosso dos seus clientes continua a usar os serviços para além da primavera… de forma regular. Com isso aumentam as probabilidades de renovação da assinatura… e poupam nos investimentos de marketing e comerciais de angariação de novos clientes. Mantendo os clientes actuais…

http://www.marketinginovador.com/

terça-feira, dezembro 18, 2007

Sua Exª. "O Cliente"

Uma das definições de Customer Relationship Management (CRM) caracteriza-a como uma estratégia de negócios que procura entender e antecipar as necessidades dos clientes, com o objectivo de tornar possível à empresa identificar tendências e oportunidades de lucro. A estratégia baseia-se no relacionamento de longo prazo e no conhecimento crescente de cada cliente.

Actualmente, reconhece-se que, embora a utilização da Tecnologia de Informação (TI) seja uma vantagem, a adopção desta filosofia de gestão é muito mais do que a compra e instalação um pacote de software.

Embora se verifique o amadurecimento das empresas quanto às intenções de adopção do CRM, muitas ainda não sabem exactamente o que esperar de uma estratégia de CRM, nem como medir os resultados da sua implementação. As medidas mais utilizadas para avaliar a performance do CRM, geralmente estão focadas apenas em abordagens quantitativas e financeiras, como o retorno sobre investimento (ROI). Segundo Jonathan Becher, CEO da Pilot Software, estas medidas deveriam ser mais operacionais e menos financeiras, ou seja, deviam mostrar o quanto a empresa está apta para servir seus clientes de forma sustentável.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

As crianças estão sempre a chatear os pais para lhes comprarem coisas ?



Na realidade, as crianças pedem muitas coisas porque foi o que lhes ensinaram a fazer desde a infância. Muito desse “pedir” é considerado hoje em dia pelos pais como um comportamento responsável.

Considerar que o facto das crianças pedirem muitas coisas aos pais corresponde a estar a chatear os pais não tem em conta dois aspectos: as crianças foram ensinadas a fazê-lo desde tenra idade e o novo conceito de família a partir dos anos 1980’s assume as crianças como partes activas nas decisões familiares. Podemos considerar que temos agora uma sociedade “filiarcal” ao invés de “matriarcal” ou patriarcal”.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Um olhar cínico sobre o mecenato...





Um olhar cínico sobre o mecenato anotará que a última pessoa com verdadeira motivação para dar sem nada receber em troca foi S. Francisco de Assis. Chamaram-lhe louco e foi deserdado. Nos dias de hoje, são mais correntes o sentido da troca ou a motivação narcísica. Dá-se alguma coisa tendo em vista uma compensação com valor material ou, apenas, simbólico.

O que se diz em termos gerais é particularmente verdadeiro quando se fala de cultura, mundo distante e desprovido daqueles ingredientes que mexem com a sensibilidade espontânea, libertando o impulso para socorrer alguém em estado de necessidade, ou para servir uma causa com valor humanitário.

Porém, sejam quais forem as motivações, ou os objectivos, do mecenas da cultura, a sociedade beneficia sempre com a passagem de algo com valor cultural da esfera privada para a comunidade, trazendo para a fruição pública o que permaneceria indisponível, por razões de distância ou apropriação privada.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Novos habitats virtuais


Sem darmos conta, o Mundo Virtual está ai há já algum tempo. Muitas coisas deste mundo 3 D podem parecer estranhas de início, mas o que é um facto é que muitas pessoas – e muitas vezes aquelas que nós nem esperamos –, estão a vestir uma nova personalidade e a encarnar novos corpos. São os Avatars, items gráficos que representam pessoas através de um meio informático. Através desta nova realidade muitas pessoas conseguem aspirar a ser o que nunca foram ou o que nunca serão na vida real, sem tabus e preconceitos, e viver uma outra vida… de sonho.

Estes novos “habitats virtuais” são normalmente encontrados na forma de “jogos de combate” – os mais populares-, como por exemplo o “EverQuest”, o “Lineage” e o “World of Warcraft”. e de “interacção social”, mais conhecidos por “social networking”, como o “Second Life” e “Entropia Universe”. Apesar de inicialmente estes sites de “social networking” serem dirigidos para uma faixa etária dos 20 aos 30 anos, os adolescentes rapidamente aderiram a este mundo através de sites como o “My Space”, o “Bebo” (lançado em Julho de 2005 e que conta já com 27 milhões de utilizadores) ou o “Orkut”. Para Danah Boyd as redes sociais online são hoje um espaço muito importante para os jovens construírem as suas verdadeiras identidades e exprimirem as suas emoções e sentimentos.

terça-feira, dezembro 04, 2007

“Sachet Marketing”: uma oportunidade?




O “Citibank” na Índia foi o primeiro banco a ter a iniciativa de abrir contas apenas por acesso via Internet, (‘online-only’).

Bruno Valverde Cota

Sabia que cerca de dois terços da população mundial aufere anualmente menos de 1.100€? Sabia que é possível elevar o patamar do poder de compra dos povos de países emergentes como a China, Índia, Filipinas, México e Brasil?

Um estudo realizado por C.K. Prahalad da Michigan Business School e Allen Hammond do World Resources Institute, concluiu que os 18 países emergentes mais populosos acolhem 680 milhões de famílias com rendimentos anuais inferiores a 6.000€. Estas famílias representam conjuntamente uma massa crítica da dimensão do PNB da Alemanha – ganham por ano cerca de 1.4 milhares de milhões de euros. Efectivamente, o poder de compra existe nestes mercados, mas em parcelas diferentes do que nos EUA, Europa ou Japão, onde as populações auferem 20 a 30 vezes mais.

A pensar neste mercado, e apesar de na maioria dos casos os seus produtos e serviços serem inacessíveis financeiramente, algumas empresas têm dedicado os seus esforços de marketing nas micro-vendas. Na prática, estas vendas permitem a consumidores menos favorecidos, supostamente habitantes de países em via de desenvolvimento, adquirirem produtos apenas acessíveis a consumidores de países mais desenvolvidos e ricos. Entramos na era do “Sachet Marketing”. A essência desta tendência do marketing reside em ajudar as empresas a colocarem os seus produtos no mercado pensando pequeno, mas em quantidades grandes, sem perder o enfoque na marca.

A gigante “Unilever” apresenta soluções ilustrativas na sua gama de detergentes, sabão e champô, para o Brasil, Índia, Filipinas e Tanzânia, onde por exemplo o sabonete é vendido em unidades reduzidas e a preços que rondam alguns cêntimos de euro. A operadora “Telco” incentiva os Filipinos com um regime de “pré-pagos” que também permite ao cliente vender os créditos não utilizados a terceiros. O “Smart Buddy System” pode render aos seus utilizadores margens de 15%.

Então, o “Sachet Marketing” dirige-se principalmente a clientes com vontade de consumir, mas com dificuldades financeiras. Para o efeito, as empresas que o utilizam recorrem a micro-empréstimos, a porções reduzidas do produto ou serviço, ‘leasing’ e opções de revenda de parte ou da totalidade do bem. Por exemplo, a “Whirlpool” penetrou nestes mercados através de uma gama de electrodomésticos estilizados e de baixo preço. Já a Microsoft, por apenas 33€, lançou o “XPLite”, com atributos inferiores ao “XP normal”, ao nível da resolução gráfica, opções de ‘network’ e capacidade de multi-tarefas.

Por exemplo, nos serviços financeiros, o “Citibank” na Índia foi o primeiro banco a ter a iniciativa de abrir contas ‘online-only’.

Apenas por acesso via Internet, pequenos aforradores, com menos de 20€ podem subscrever estas contas especiais que funcionam exclusivamente via ATM, Internet e telefone. No primeiro ano abriram-se mais de um milhão de contas. Também na Índia, o Banco ICICI, em parceria com o Indian Institute of Technology desenvolveram uma ATM rural para servir os clientes localizados nas zonas mais remotas. Estas ATM, para além de permitirem micro-levantamentos e funcionarem com notas mais desgastadas ou velhas (prato do dia na Índia), têm um custo de produção menor que 800 euros, valor muito inferior ao do custo de uma ATM normal.

Todavia, é interessante que o “Sachet Marketing” está a ter igual sucesso nos países mais ricos. A Procter & Gamble e a Kraft Foods têm vendido nos EUA os seus produtos em pequenas porções, como forma de combate à obesidade e de controlo de peso. A meu ver, novas oportunidades se abrem também em mercados como Portugal. Se, por exemplo, viaja muito, já pensou nas vantagens destes produtos? Podendo levar o que precisa, a um menor preço, e ocupando menos espaço.

Em suma, esta “nova velha fórmula” permite servir um produto ou serviço em porções mais económicas, o que nos tempos que correm é útil a todos nós. Fica a dica para as empresas e consumidores portugueses…

Comentário no DE:

quinta-feira, novembro 29, 2007

Seja Proactivo...




SER PROACTIVO É ...Principalmente...

TER CONFIANÇA E AUTO- ESTIMA. ACREDITAR FORTEMENTE NAS SUAS CAPACIDADES.

ATITUDE POSITIVA = RESULTADOS.

SER OPTIMISTA E ACEITAR AS COISAS COMO SÃO.

CONSEGUIR COM FACILIDADE E RAPIDEZ, ENCONTRAR DIVERSAS SOLUÇÕES.

TER FACILIDADE DE INTEGRAÇÃO, ADAPTAÇÃO E FACILIDADE NO ESTABELECIMENTO DE RELAÇÕES INTERPESSOAIS.

EXECUTAR. TER RESPOSTA IMEDIATA E NÃO ESPERAR QUE OS PROBLEMAS SE RESOLVAM POR SI.

PROCURAR CONSTANTEMENTE O CONHECIMENTO. OBSERVAR OS QUE O RODEIAM E APROVEITAR AS SUAS EXPERIÊNCIAS PARA COMPLEMENTAR OS SEUS CONHECIMENTOS.

AUTO-FORMAÇÃO CONTÍNUA; DESENVOLVIMENTO PESSOAL.

quarta-feira, novembro 28, 2007

DEFICIÊNCIAS


DEFICIÊNCIAS
Mário Quintana

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

A amizade é um amor que nunca morre.

terça-feira, novembro 27, 2007

“O negócio de uma livraria”

Um dos casos onde o interesse por e-business é inquestionável, é o caso da Amazon (http://www.amazon.com/). A Amazon é uma livraria na Internet, que começou a sua aventura de vender utilizando como meio este canal em Julho de 1995.

Durante o primeiro trimestre de 1997 obteve lucros de 87,4 milhões de dólares. Actualmente tem 2,2 milhões de clientes em 160 países e oferece três milhões de títulos de descontos que chegam aos 40%. Coisa que mais nenhuma livraria “física” do mundo é capaz de oferecer.

Não contentes em só vender livros, a Amazon decidiu diversificar o seu mercado e iniciou-se com a comercialização de música e de outros produtos de cultura. A Amazon não é somente uma livraria na Internet. Actualmente está cotada na bolsa e as suas acções não param de subir.

Quanto tempo irá demorar você a ir às compras?

segunda-feira, novembro 26, 2007

Marketing não Tradicional

O Marketing Não tradicional tem alguns riscos dado que a realidade é que não é possível legislar ao apelo das emoções como a beleza ou o prestígio. No entanto, a escolha do posicionamento desse apelo terá de ser ponderada para que não se torne excessiva e abusiva.

Podemos falar por exemplo do aparecimento do BMW Z3 no filme 007 – GoldenEye. Com apenas 90 segundos de aparição foi o suficiente para marcar a presença inconfundível do roadster BMW, assim como a sua apresentação no programa Jay Leno.

Outro produto no qual é bastante aplicado o marketing não tradicional é a Apple, dado que existe um elevado número de filmes onde a marca aparece aliada a computadores de última geração.

Malas, roupa, relógios, óculos e bebidas, são produtos que facilmente podem ceder ao Marketing Não Tradicional, dado que são produtos que são facilmente identificáveis pela sua embalagem e marca e geram o “word of mouth” muito facilmente.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Desenvolvimento de comunicações de marketing eficazes



Nos dias de hoje, a comunicação é vista como um diálogo interactivo entre a empresa e os seus clientes, que ocorre durante os estágios de pré-venda, venda, consumo e pós-consumo. As empresas estão a questionar não apenas “como podemos alcançar os nossos clientes?”, mas também “como os nossos clientes nos podem alcançar?”

Actualmente, as empresas vendedoras utilizam uma série de plataformas de comunicação para se manterem em contacto com os clientes. Cada vez mais, novas tecnologias, como a Internet, têm incentivado mais empresas a utilizar a comunicação direccionada para diálogos one-by-one com os clientes e outros públicos interessados.

Existem oito pontos que devem ser seguidos no desenvolvimento de um programa de comunicação de marketing eficaz:
1. Identificação do público-alvo;
2. Determinação dos objectivos de comunicação;
3. Elaboração da mensagem;
4. Selecção dos canais de comunicação;
5. Estabelecimento do orçamento para comunicação;
6. Decisão sobre o mix de comunicação;
7. Avaliação dos resultados;
8. Administração do processo de comunicação integrada de marketing.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Um dia a discutir Marketing e Gestão Comercial


Ontem tive um dia diferente. Num dos melhores hotéis de charme do Porto, na Praça da Ribeira em pleno coração do centro histórico do Porto, num quarteirão de prédios que remontam aos séculos XVI, XVII e XVIII, classificado como Património Mundial pela Unesco e assente sobre a muralha medieval da cidade, com uma vista magnífica sobre o rio Douro, tive oportunidade de participar em mais uma edição do MiniMBA da Primavera Academy, exemplarmente organizado. A plateia esteve a um nível muito elevado, não fossem empresários, directores e adminstradores de pequenas, médias e grandes empresas, públicas e privadas. Durante todo o dia o assunto foi o Marketing e os desafios de gestão que as empresas enfrentam. Foi feito um diagnóstico e elencado um plano de acção. Mas o tema quente foi mesmo o das vendas... o negócio... a gestão comercial!

Que bom dia eu passei ontem. E cheguei já tarde a casa e soube da qualificação de Portugal. Em cheio. Até breve.

quarta-feira, novembro 21, 2007

E pluribus unum?




Fica o artigo do meu amigo Paulo Marcos, publicado hoje no DE:

A propósito da anunciada proposta de fusão entre o BPI e o BCP, vale a pena revisitar um pouco o tema das fusões e aquisições. E lançar uma nova visão sobre o ganho ou perda económica resultante deste processo no mercado português.

Os benefícios, económicos, financeiros e estratégicos teóricos, de um processo desta natureza, podem ser relembrados em poucas penadas: aquisição de novas competências; entrada em mercados relacionados; redução de custos pelos efeitos de economias de escala, gama ou experiência; possibilidade de melhorar os níveis de eficácia da empresa pior gerida; redução do grau de concorrência, o que é o mesmo que dizer, aumento das margens de comercialização. No caso em apreço, não parece que possa existir um ganho de capacidades de gestão, de competências ou de eficácia, pois que ambas as empresas são profissionais e bem geridas. Dada a dimensão e as estratégias multi produto e multi canal de ambas as empresas, a fusão não trará benefícios de escala, de gama ou de experiência do lado dos custos. Com a quase negligenciável poupança nos custos de ‘marketing’, pelo desaparecimento de uma marca e pela simplificação da linha de produtos comercializados, a ser uma excepção notável.

Mas quem ganha com esta fusão se os benefícios económicos ou estratégicos são tudo menos evidentes? Em primeiro lugar, os bancos de investimentos (mormente os estrangeiros) e as sociedades de advogados, que vão assessorar as duas administrações. Depois, os gestores que vierem a liderar a nova instituição que asseguram uma posição profissional muito relevante em termos sociais e monetários. Se pensarmos que a sua remuneração variável tende a ser uma percentagem fixa da rendibilidade absoluta (lucros…), está introduzida a semente indutora de ‘big is better’ (mesmo que à custa de uma quebra de rendibilidade relativa…). Claro que um banco maior torna-se mais difícil de ser alvo de aquisição hostil, o que tenderá a assegurar a renovação dos mandatos da administração… À semelhança do que sucedeu durante largos anos no BCP, a instituição combinada poderá vir a ser gerida e “de facto” controlada pela equipa de gestão, que não pelos accionistas. Finalmente, em terceiro lugar, os bancos concorrentes, mais focalizados e não distraídos por processos internos de digestão de uma fusão… Se a experiência de aquisições passadas, no mercado português servir de referência, os concorrentes ganharão quota de mercado a expensas do BPI+BCP! Lenta mas seguramente…

E quem perde? Aqui reside o busílis desta propalada proposta de fusão. Em primeiro lugar, e de forma mais incisiva, os trabalhadores. A pressão psicológica sobre os tornados redundantes e as perspectivas de carreira que nalguns casos poderão ser coarctadas, serão realidades insofismáveis. As micro, pequenas e médias empresas portuguesas, operando amiúde das vezes em contextos de alguma informalidade, irão ter menos opções de escolha de fornecedor de serviços financeiros. Algumas localidades assistirão a um dos seus poucos balcões bancários a fechar. Os profissionais do ‘marketing’ e as empresas de comunicação social, em resultado do facto de os investimentos em ‘marketing’ serem provavelmente a única área onde as poupanças se podem fazer de imediato, através de um corte dos orçamentos de comunicação. O Governo português e a soberania nacional, pois que a relevância estratégica da Caixa Geral de Depósitos enquanto possível agente regulador do mercado português, tende a caminhar para a irrelevância. Por fim, muito provavelmente os accionistas das duas instituições, se se confirmar o efeito negligenciável dos benefícios económicos, financeiros e estratégicos e a confusão e desmotivação quase que inerentes aos processos de fusão.

Por isso, “ a partir de muitos, um só”, ao contrário do que poderá suceder no futebol, nem sempre é benéfico para a sociedade e a economia onde decorre…

terça-feira, novembro 20, 2007

Orientação para o Cliente

De uma forma geral, para produzir valor e satisfação superiores para os clientes, as empresas necessitam de informação das necessidades, desejos e expectativas dos consumidores. Acresce ainda que as empresas necessitam de se manter informadas relativamente aos seus concorrentes, revendedores e outros participantes ou factores influenciadores do mercado.

Ora, hoje em dia, os profissionais de marketing vêem a informação já não como uma mera “mais valia”, para que sejam tomadas as decisões acertadas, mas como uma importante vantagem estratégica e uma ferramenta de marketing.

Por outro lado, os avanços tecnológicos são apontados como os principais dinamizadores das novas abordagens aos Clientes. A exploração das novas tecnologias surge como uma vantagem competitiva que, quando bem explorada, origina novas formas de trabalho e novos conceitos dentro da empresa. Os Clientes tornaram-se mais exigentes, pois têm um acesso, cada vez, mais facilitado à informação e ao surgimento de múltiplas ofertas de produtos e serviços apresentadas nas mais diversas formas.

Assim, uma empresa que queira ser competitiva tem de dominar os novos conceitos da orientação para o Cliente, em conjugação com as melhores técnicas de exploração e inferência a partir dos dados recolhidos junto ao consumidor, sendo esta a base de tomada de decisões estratégicas como a definição de quais os produtos e serviços a lançar no mercado e a melhor forma de gerir as organizações.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Na newsletter na UL ... arranque do curso de PG

Veja aqui o arranque da 8ª edição do curso de Pós-graduação em Marketing e Comunicação Empresarial da Universidade Lusíada. Foi um sucesso! Mais um ano com a turma no máximo. Parabéns a toda a equipa!

sexta-feira, novembro 16, 2007

Vendas de Alto Rendimento na Banca ?...



Para Kotler “o marketing foi introduzido nos bancos não na forma de «conceito de marketing», mas na forma de conceito de «publicidade e promoção de Vendas»”. Devido ao aumento da concorrência entre os bancos a publicidade e promoção de vendas tornaram-se os meios privilegiados pelos quais as organizações fornecem informações sobre elas próprias, sobre os seus serviços, as suas estruturas de preços e os seus canais de distribuição para os diversos clientes reais ou potencias.
Actualmente, o investimento em dotar as equipas comerciais com as competências de Alto Rendimento nas Vendas continua a ser grande, denotando-se uma considerável evolução qualitativa, de forma a diluir o factor intangibilidade dos serviços financeiros, tal como é referido por Christine T. Ennew, Mike Wright e Des Thwaites [Ennew et al., 1993].

quinta-feira, novembro 15, 2007

Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive


Ricardo Reis

quarta-feira, novembro 14, 2007

Livro de Comunicação - Recomendado










PUBLICIDADE E MERCADOS: NOVA ABORDAGEM DE COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

Encomendas

Coordenação: Bruno Valverde Cota
Título: Publicidade e mercados: nova abordagem de comunicação empresarial
Local: Lisboa
Ano: 2007
Colecção: Manuais
Páginas: 202
ISBN: 978-972-8883-96-6
Depósito Legal: 261934/07
Dimensões: 24x17 cm
Encadernação: Brochado
Peso: 370 gr
Preço: 18,00 €

Sumário:

Publicidade e mercados: nova abordagem de comunicação empresarial

Resumo:
Hoje em dia as empresas têm de estar bem preparadas e têm de ter em atenção todos os detalhes para melhorarem constantemente os seus processos e fazer face à concorrência. Melhorar a comunicação, interna e externa, é um passo indispensável para o sucesso de qualquer organização. A tecnologia desempenhou e continua a desempenhar uma função essencial na sustentação e ampliação da comunicação. A Internet, wireless, telemóveis e computadores, entre outros dispositivos, cuja integração com a Web continua a disseminar-se, tornaram-se no próprio "Santo Graal" da nossa cultura empresarial. Assim, no mundo actual, "falar" não implica ser "ouvido", dado que a comunicação é muito mais do que o simples fornecimento de informação - é colaboração. Considerando os recentes desenvolvimentos da tecnologia, e com uma visão integrada, este livro apresenta uma nova perspectiva e abordagem à comunicação, que é ilustrada com o recurso a estudo de casos nacionais e internacionais. Wireless ou não, estamos ligados de formas jamais imagináveis...