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quarta-feira, maio 03, 2006

Grande maioria dos portugueses não se interessa pelo país

DE com Lusa


A larga maioria dos portugueses residentes no continente não se interessa pelo país, declara-se infeliz e é pessimista quanto ao futuro, indica um estudo da TSN Portugal, líder mundial em estudos de mercado sobre o consumidor.

O estudo "O Poder de Sedução de Portugal", que visa dar a conhecer o nível de envolvimento dos portugueses com Portugal, como marca, permitiu concluir que 85% da população portuguesa residente em Portugal continental não está "envolvido" com o país.

No entanto, apesar do pessimismo, os portugueses não optam pela emigração devido ao custo da saída e às dificuldades de mobilidade da família e do emprego, sustentou o director-geral da TSN, Luís Simões, num encontro com jornalistas.

O estudo baseou-se em 800 entrevistas a portugueses residentes no continente, a 250 portugueses residentes em França e outros 250 com morada em Espanha, dos 18 aos 60 anos, feitas entre 24 de Março e 11 de Abril de 2005.

Nas entrevistas, 42% dos portugueses declaram-se infelizes e quanto às expectativas face ao futuro são dos mais pessimistas de todos os residentes no conjunto dos 25 países da União Europeia.

Luís Simões diz que Portugal é "um país mais atractivo para os portugueses não residentes, enquanto os residentes não se interessam por ele".

"Se Portugal fosse uma marca e, se nada fosse feito, estaríamos em risco de desaparecer", realçou.

sexta-feira, abril 28, 2006

Portugal na 26ª posição em preparação tecnológica


O relatório elaborado anualmente pela "Economist Intelligence Unit", realizado em parceria com a IBM, revela que Portugal ocupa, actualmente, o 26º lugar da lista de preparação tecnológica para a era digital, de um total de 72 países.

Portugal melhorou na sua pontuação geral, com 7.07 pontos, frente aos 6.90 obtidos no ano passado.

Numa posição um valor acima em relação a 2005, Portugal está abaixo de Espanha (24) e Itália (25), acima da Estónia (27) e Eslovénia (28).

Segundo o mesmo documento, diminuiu a diferença entre os países pior e melhor preparados em tecnologia.

quinta-feira, abril 27, 2006

BES apoia a selecção em campanha de 1,5 milhões

Um milhão e 500 mil euros é o montante real que o Banco Espírito Santo deverá investir no projecto de comunicação de apoio à selecção. Este projecto tem como objectivo reforçar o envolvimento afectivo da população, sobretudo das mulheres, com a selecção nacional, que irá representar Portugal no Mundial 2006, a partir de 9 de Junho, na Alemanha. O projecto de comunicação foi desenvolvido em conjunto com a Federação Portuguesa de Futebol.

A estratégia de comunicação começou, ontem, com a divulgação de um grande formato de publicidade exterior no Marquês de Pombal, onde se vê a camisola número 17 (vestida por Cristiano Ronaldo) e a pergunta "Sabe quem vai ser a estrela do BES na campanha de apoio à selecção?". A fase teaser marcará também presença em televisão a partir de sexta-feira e até dia 3 de Maio. Nesse dia, o BES irá revelar a mensagem principal da campanha, que se irá prolongar até final do mês. A McCann-Erickson foi a agência responsável pela criatividade.

Além de televisão e grandes formatos, o BES vai também apostar em eventos e acções de relações públicas. Uma dessas acções será a distribuição, no dia 16 de Maio, de 10 mil cachecóis oficiais da selecção na Avenida da Liberdade, entre os Restauradores e o Marquês de Pombal. Os cachecóis serão pendurados aleatoriamente em bancos ou postes da Avenida, presos apenas com um nó, de maneira a serem acessíveis aos transeuntes. Para o desenvolvimento desta acção, o BES contará com a colaboração da Parceiros de Comunicação. No dia 3 de Junho, o BES vai oferecer, em parceria com o jornal Expresso, uma bandeira de Portugal. No final de Maio e consoante o desempenho da selecção arrancará a fase celebração .

Dos cerca de 1,5 milhões de euros do investimento global do projecto, 53% será canalizado para televisão, 20% para grandes formatos e outdoor, 23% para eventos e relações públicas e 4% para outras acções .

A par da Federação e das agências, o projecto de comunicação do BES conta ainda com a parceria da SIC, da Câmara Municipal de Lisboa, do Instituto Português da Juventude e do Instituto do Desporto de Portugal.

quarta-feira, abril 26, 2006

Lamborghini lança computador portátil


No âmbito do acordo de parceria entre a Intel e a Lamborghini, vai ser lançado um computador portátil assinado pela marca italiana. Produzido pela Asus, o equipamento possui o novo processador Centrino de núcleo duplo.

Depois dos computadores Ferrari, da Acer, é a vez da Lamborghini entrar este mercado, com o lançamento do primeiro produto assinado pela marca.

O portátil Asus-Lamborghini VX1 utiliza um processador Intel e é fruto da parceria desta fabricante de chips com o construtor italiano (2005), no sentido de promover os seus produtos, designamente os novos Centrino dual-core.

A associação ao sector automóvel parece ser uma aposta da empresa que, recentemente, se aliou à BMW como patrocinadora e fornecedora de equipamento.

Em Janeiro, a Asus foi escolhida para fabricar o novo portátil, que será vendido com o processador T2500, de 2 GHz. Este possui tecnologia de núcleo duplo que, segundo a Intel, oferece uma superior eficiência a nível da capacidade de processamento e consumo de energia.

O VX1 possui uma memória RAM de 1 GB, disco rígido de 120 GB, gravador de DVD, ligação Wi-Fi, Bluetooth, placa gráfica NVidia GeForce Go 7400, e utiliza o Windows XP Professional. O ecrã é de 15 polegadas (1400 x 1050).

Contudo, no que diz respeito à capacidade de processamento, não se trata de um equipamento de topo, já que o chip que equipa o computador não é o mais veloz da sua gama.

O novo portátil da Asus será lançado em duas cores, as mais identificativas da Lamborghini, preto e amarelo . O preço a pagar por este equipamento exclusivo rondará os 2800 euros .

A comercialização do VX1 arranca este mês, podendo os interessados adquiri-lo através da loja Lamborghini.

terça-feira, abril 25, 2006

Nada como ter um bom nome...

É preciso ter atenção às várias culturas dos públicos-alvo, não se vá cair em situações no mínimo embaraçosas.


Muitas vezes, o nome que se dá a uma marca tem de atender a diferentes culturas, e é preciso saber do que cada uma precisa. Cada vez mais esta preocupação deverá ser tida em conta atendendo à era da globalização que actualmente vivemos e ao facto de ser cada vez mais fácil acedermos à informação, como seja, através da Internet.

Por isso, além de que na criação de um nome seja importante que se distinga de produtos concorrente, é preciso ter em atenção, que quando escolhemos um novo nome, ao facto de ele não poder ter nenhum impedimento de carácter jurídico nem cultural.

Para isso existem empresas especializadas na criação de nomes, ou seja, naming: a arte e a competência de criar nomes para empresas, serviços e produtos, sem que eles sejam concebidos apenas como parte de uma vocação criativa. Naming é um processo técnico de investigação e pesquisa de nomes, baseado no programa de posicionamento das marcas.

Independentemente de se considerar se é ou não a escolha do nome de uma marca a componente mais importante, é unânime que a denominação mal escolhida pode contribuir bastante para o fracasso de um produto. Vejamos alguns exemplos de situações embaraçosas para algumas marcas mundiais, que não tiveram o cuidado na selecção e adaptação dos seus nomes aos diferentes mercados onde estavam presentes.

Por exemplo, o termo “uno”, que designa um automóvel da Fiat, significa “lixo” na Finlândia, enquanto a expressão “mist”, da marca Silver Mist (Rolls Royce), quer dizer “estrume” na Alemanha.

A rede de pizzarias norte-americana, Pizza Hut, lançou um clazone especial com nome P`Zone mas ao se pronunciar este nome no México, pézon, quer dizer mamilo. Também no México a American Airlines teve alguns problemas por causa do slogan que adoptou para lançar as novas cadeiras em cabedal da primeira classe que ao se traduzir de “Fly In Leather” para espanhol ficou “Vuela en cuero” que quer dizer “Viaje nu”.

No Japão houve uma empresa que tentou lançar um produto que queria ser identificado com estilo e com o glamour francês e deram a uma marca de roupa feminina o nome de “femme de menage” esquecendo-se de que em França essa marca de roupa chamar-se-ia roupa da “mulher-a-dias”.

Em Itália, quem teve problemas foi a marca de jogos Sega que em italiano quer dizer masturbação, o que se tornava complicado num produto direccionado para os jovens.

Também nos números é preciso ter muito cuidado. O número sete é o número do azar no Quénia e em Singapura e, o quatro significa a morte na Coreia do Sul.

Até na produção de filmes publicitários é preciso ter muita atenção. Por exemplo, a Nike tinha um spot publicitário de umas sapatilhas que era filmado no Quénia usando figurantes de uma tribo local e no fim do filme a câmara aproxima a imagem para um desses figurantes que está falando na sua língua enquanto aparece a assinatura “Just do it”. Quem estava mais atento e percebia o seu dialecto pôde verificar que o indígena estava dizendo: “Eu não quero esses. Dêem-me uns sapatos grandes.”

Para que não se passe por este tipo de situações, antes de lançar um novo nome é necessário esclarecer se é uma palavra que já foi registada ou se tem significados dúbios em outros idiomas.

Autor: Duarte Afonso

segunda-feira, abril 24, 2006

Os homens que estão por trás das boas ideias

Ana Filipa Amaro e Marta Diniz de Araújo

Há campanhas publicitárias difíceis de esquecer. Uma das últimas da operadora Optimus, em que um casal de namorados se atira de cima de um prédio, a do Europeu de Futebol 2004 que convocou, através de várias personalidades, como o seleccionador Scolari, todos os portugueses a apoiar a selecção de Portugal ou, ainda dentro do espírito de adepto fervoroso, a da Galp onde Luís Figo exigia “Menos Ais”.

Lembrar, com certeza que se lembra. Mas o que não conhece são as caras e as histórias de quem as criou. Por isso, fomos descobrir quem são os criativos destas e de outras campanhas. O que pensavam ser enquanto miúdos, as trocas que a vida lhes deu, as suas inspirações e a falta delas e como se imaginam quando chegar a hora de pôr as ideias de lado.

Para chegarmos aos criativos seleccionámos as três agências que melhor estão a iniciar o ano de 2006, de acordo com a sua posição no ‘ranking’ de presenças nos diversos meios de comunicação. Assim sendo, aparece em primeiro lugar a Euro RSCG, em segundo, a Ogilvy Portugal e, por fim, a BBDO. A listagem completa está disponível no site da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN), www.apan.pt.

Pelas confissões dos publicitários, isto da criatividade tem muito que se lhe diga e pode muitas vezes ser “um caso mais de transpiração do que de inspiração”, segundo Paulo Monteiro, director criativo da Euro RSCG. “Pensando. Muito.” é o truque usado por Cristiano Zancuoghi, um dos dois directores criativos da Ogilvy Portugal, para chegar a ideias brilhantes. Já Nuno Cardoso, director criativo da BBDO, compara as ideias a borbulhas: “aparecem sempre onde menos se espera”.

Habituados à pressão de tirar boas ideias da cabeça como quem tira coelhos da cartola, sabem lidar com a falta delas. Sem stresses, já sabem onde procurar rasgos de genialidade. O cinema, a literatura, as conversas do dia-a-dia e as viagens são algumas das fontes que alimentam estes senhores das ideias.

quarta-feira, abril 19, 2006

Pintar a baixa pombalina para promover uma tinta


A empresa de tintas SigmaKalon Portugal vai doar a Lisboa milhares de litros de tinta para recuperar 500 edifícios degradados da baixa da capital, através de um protocolo assinado com a Sociedade de Reabilitação Urbana - Empresa Municipal (SRU).

Esta é uma acção fundamental, uma vez que a baixa pombalina é candidata a Património Mundial da Humanidade pela UNESCO .

Apesar de ser um projecto de responsabilidade social, a SigmaKalon Portugal pretende a promoção da marca. A empresa detém, actualmente, 2% de quota do mercado nacional mas o objectivo é alcançar os 5% em 2008/09, tornando-se numa das cinco maiores do sector a médio prazo. Para este ano, estimam uma facturação de cinco milhões de euros.

A cedência das latas de tintas facilita também a divulgação do novo nome da antiga Ripolin Portugal , que no início do ano se passou a designar SigmaKalon Portugal, adoptando a designação da casa-mãe internacional, vice-líder no mercado europeu das tintas decorativas. Nesta alteração, foram gastos 100 mil euros.

O grupo, presente em 40 países, emprega dez mil pessoas e, em 2005, facturou 1,7 mil milhões de euros.

terça-feira, abril 11, 2006

Experimente. Talvez até queira comprar

Marta Diniz de Araújo

Estará a publicidade massificada a chegar aos seus últimos dias? Provavelmente, não.

De qualquer forma, o consumidor de hoje está cada vez menos sensível à publicidade tradicional. Por isso, as marcas têm de encontrar maneiras diferentes e mais estimulantes de chegar e interagir com os seus clientes. Afinal, estamos na era do consumidor experiencial.
O ‘tryvertising’ é uma das técnicas de marketing experiencial que pode fazer a diferença no que diz respeito a promoção de marcas.
Mas afinal em que consiste? Basicamente, é uma forma de o consumidor se familiarizar com as novidades que as marcas põem no mercado através do que nos é mais natural: a experimentação. A vantagem é que o consumidor passa a lembrar-se do produto ou serviço não através da mensagem publicitária veiculada, mas pela experiência que viveu.
Por exemplo, se estiver a fazer compras numa grande superfície e lhe oferecerem um novo tipo de cerveja, isso é ‘sampling’, ou seja, uma promoção com degustação no ponto de venda, como explica Luís Rasquilha, professor universitário nas áreas de comunicação e marketing e director de marketing da revista Marketeer. No entanto, “poderá assumir o conceito de ‘tryvertising’ quando o entendemos como um foco de relação duradoura e de envolvimento com o consumidor, o que obriga a uma lógica de ‘on going relation’ e não de apenas ‘sampling’ normal”, acrescenta o professor.
Luís Rasquilha assegura que o ‘tryvertising’ resulta porque aumenta o envolvimento e o LTL (’Long Term Loyalty’). Consequentemente um consumidor que se relaciona com a marca torna-se apóstolo dela e é mais fiel a longo prazo.

Que vantagens tem?
Esta técnica tem muitas vantagens. As marcas conseguem aproximar-se dos consumidores, criando emoções e recordações. Além disso, através do ‘tryvertising’ as marcas conseguem aumentar os níveis de fidelização dos clientes. De acordo com Luís Rasquilha, é muito vantajoso para as marcas estar em contacto com consumidores interessados. Gerar atenção pela experimentação melhora os índices de preferência, paixão e escolha, garante o especialista.
Em Portugal ainda não é uma técnica comum, uma vez que ainda está em desenvolvimento, explica o director de marketing da Marketeer. Para que o conceito evolua no mercado português é preciso que haja mais marcas a aderir ao ‘tryvertising’. Segundo conta Luís Rasquilha, “marcas que se dirigem a ‘targets’ mais específicos e numa lógica relacional têm desenvolvido estratégias de ‘tryvertising’ tentando optimizar a experiência”. Por exemplo, marcas de automóveis topos de gama, marcas de luxo ou mesmo de grande consumo têm, segundo o especialista, aproveitado o marketing experiencial como forma de gerar ‘tryvertising’. Como? Criando eventos onde os clientes podem fazer ‘test drives’ em espaços especiais, como muitas marcas de automóveis o fazem na Penha Longa, colocando os clientes em contacto com o produto, ou como o fazem as empresas de telemóveis que organizam demonstrações ‘in loco’ de equipamentos topo de gama.

Apenas uma evolução?
Apesar de haver especialistas que defendem que o ‘tryvertising’ é apenas uma evolução do ‘sampling’ e da experimentação em pontos de venda, outros são mais optimistas e afirmam que este é um meio alternativo que permite aos consumidores relacionarem-se com os produtos de uma
Leandro Alvarez, presidente e director criativo da TBWA, explica que “o ‘tryvertising’ sempre existiu, desde o dia em que alguém deu a provar um de seus produtos antes de os vender”. O criativo acrescenta ainda que a palavra que surge agora, como tantas outras, serve para vender livros e palestras e também para dar nome a uma tendência que algumas grandes marcas como a Nike, Adidas ou Gucci iniciaram com os seus mega espaços onde se vive e se compra a marca”. Para Leandro Alvarez não é provável que o ‘tryvertising’ substitua, algum dia, a publicidade tradicional. Por várias razões. Por um lado por que se trata de uma prática cara na sua vertente mais sofisticada. Por outro porque o objectivo foi sempre ser complementar à actividade publicitária.
Leandro Alvarez não está sozinho na sua convicção. Luís Rasquilha concorda e defende que a publicidade tradicional não está condenada. “Apenas têm surgido inovadoras e divergentes formas de procurar maior eficácia na relação com o cliente”. Segundo o especialista em marketing o que o ‘tryvertising’ faz é precisamente acentuar esta procura, baseando-se no pressuposto de que a experimentação tem uma eficácia muito elevada, uma vez que colocamos o consumidor em contacto directo com a marca. Neste sentido, garante Luís Rasquilha, o marketing experiencial é um suporte da comunicação global de marcas.
Rita Simões, directora executiva da Latitudes Promoção e Eventos, uma empresa que entre outras coisa, se dedica à concepção, implementação e gestão de acções para a promoção de vendas, também não tem dúvidas quanto à saúde da publicidade. Está bem e recomenda-se. O que existe entre o ‘tryvertising’ e a publicidade é complementaridade, explica. “A publicidade gera massas, contactos diários e persistentes através dos vários meios de comunicação. O ‘tryvertising’ é personalizado e experiencial, num apelo aos sentidos. Ambos formam a sinergia perfeita”, acrescenta.
Para continuar a surpreender os consumidores as marcas têm que apostar com criatividade, imaginação, inovação e responsabilidade. É preciso “causar impacto a qualquer hora e em qualquer lugar com uma boa experiência”.

Nova Certa é a revista com maior tiragem em Portugal

A Revista Certa, título de referência dos hipermercados Continente, passa a ser a revista de maior tiragem do país com 1,3 milhões de exemplares. Esta publicação acaba de ser totalmente renovada apresentando-se, a partir da próxima terça-feira, com um novo grafismo e novos conteúdos, desenvolvidos à medida dos seus clientes.

De distribuição gratuita, os 1,3 milhões de exemplares passam a estar disponíveis quinzenalmente nos hipermercados Continente e nas caixas de correio dos lares das zonas de influência das mesmas.

A Certa está agora dividida em sete áreas: actualidade, saúde, beleza e bem–estar, comportamento, moda, lar, lazer e televisão e guia de compras ; complementado por um grafismo mais actual, colorido e moderno. Todos os temas são vocacionados para a família.

Desde a sua criação que a proposta da Revista Certa é a de oferecer ideias práticas para ajudar as famílias a viver melhor o seu dia-a-dia. Este conceito é agora reforçado com uma maior diversidade de temas, distribuídos por mais páginas, e ainda com a novidade de disponibilizar um guia de compras com as informações dos folhetos promocionais.

A nova revista Certa pretende proporcionar aos clientes entretenimento e lazer. É uma forma inovadora de chegar aos clientes, reforçando a relação de confiança e de empatia com os mesmos. Editada pelo Grupo Edimpresa, a revista oferece conteúdos propostos em entrevistas, notícias e reportagens, anunciando dicas e conselhos.

No próximo número desta publicação, Margarida Pinto Correia é a figura de destaque. As leitoras encontram ainda nesta edição dicas sobre a rinite, os benefícios das massagens, bricolage, sugestões para viagens, o corte de cabelo e maquilhagem mais adequada para esta estação.

sexta-feira, abril 07, 2006

CTT pressionam CGD a avançar para Banco Postal

Os CTT estão a pressionar a Caixa Geral de Depósitos para avançar com o Banco Postal. O presidente dos CTT, Luís Nazaré, assegura que o Banco Postal estará concluído até ao final do ano, apesar de ainda não terem licença do Banco de Portugal. A Caixa exerceu direito de preferência em Março do ano passado CTT pressionam CGD a avançar com Banco Postal até ao final do anoOs CTT estão a pressionar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) para o arranque do Banco Postal (BP). Com grupos de trabalho constituídos há quinze dias, sem plano de negócios e licença do Banco de Portugal, Luís Nazaré anunciou recentemente que a instituição será criada até ao final do ano.Mas do lado da CGD não há movimentações. O Jornal de Negócios sabe que não está, por enquanto, a ser trabalhado nada no banco estatal. E as palavras do presidente da CGD, recentemente, em entrevista ao Jornal de Negócios, são claras. O responsável não deu garantias de que o projecto avançasse e lembrou que primeiro há que perceber o que não correu bem para evitar que se cometam os mesmos erros.O Jornal de Negócios sabe também que não foi ainda feito ao Banco de Portugal (BdP) o pedido de obtenção de licença bancária, informação que o regulador não quis confirmar. Esta autorização pode levar seis meses, ou até 12, caso sejam so-licitados elementos adicionais. O BP ficou sem licença para operar quando encerrado em 2003.Apesar de todos estes constrangimentos, os CTT estão confiantes de que, com boa vontade de ambas as partes, será possível concretizar o objectivo de ter o BP a funcionar ainda em 2006.Certo é que, agora, todo o processo terá de ser recomeçado. Terão, por exemplo, de ser entregues ao BdP documentos como o programa de actividades, que ainda não existe. Não se sabe ainda, por exemplo, qual será o negócio core e a estratégia escolhida para o BP entrar no mercado.Os Correios têm razões para temer pelo arrastar do projecto. Sobretudo pela experiência recente do falhanço da primeira tentativa de avanço do banco, que acabou por fechar. E que foi atribuída na altura em boa parte ao desinteresse da Caixa em avançar.A CGD suporta, no entanto, desde 1998, a imposição do accionista Estado para ser ela a avançar ao lado dos CTT no projecto deste de criar uma rede própria de distribuição de produtos bancários, à semelhança do que existe noutros países. Mas o interesse em avançar é hoje, como sempre foi, sobretudo dos CTT.Por um lado, a nova instituição pode canibalizar parte do mercado da CGD. Por outro, a CGD tem já planeado um investimento de abertura de 90 balcões, sobretudo em Lisboa e no Porto. Aliás, das mais de mil estações dos CTT, hoje apenas 100, aproximadamente, têm capacidade para albergar o Banco Postal, segundo fonte envolvida no processo. É que, consequência da legislação bancária, o BP terá de ter balcões próprios, dentro das estações.A CGD terá, aliás, exercido o seu direito de preferência, em 2005, quando os CTT tentaram avançar com o Banif maioritariamente para garantir que outro banco não ficasse com aquela rede.Para os CTT, o banco postal representa uma oportunidade preciosa de encontrar novas fontes de receita numa altura em que a sua actividade por excelência, os correios, têm cada vez menos negócio.No entanto, a manutenção de boas relações com os CTT é determinante para a parceria que ambos possuem nos seguros. CGD e Correios têm um acordo de exclusividade para a venda de produtos Fidelidade-Mundial aos balcões dos CTT, que foi até recentemente alargado aos ramos não vida. Determinante para a CGD, este acordo terá em breve de ser renegociado, uma vez que termina no final deste ano.Para os CTT, avançar sem a CGD implica encontrar outro parceiro. Apesar de Luís Nazaré ter chegado a dizer no ano passado que avançaria mesmo sem outro parceiro, a verdade é que o BP não pode existir sem a ligação a uma instituição bancária. Se é verdade que noutros países os correios distribuem produtos bancários, em Portugal o regulador garante que apenas as entidades bancárias podem receber depósitos, conceder crédito ou emitir cartões de pagamento.

quinta-feira, abril 06, 2006

BES lança campanha dirigida a imigrantes do Leste e Brasil

Banco tem como objectivo conseguir 15 mil novos clientes nestas comunidades

Brasileiros e ucranianos e outros imigrantes de leste são os alvos e protagonistas de uma campanha bilingue em russo e português do Brasil que vai estar na imprensa, rádio e nos balcões durante o mês de Abril. Realizada pela BBDO, a campanha tem o BES em comum, coloca em cena duas personagens em cada anúncio, seguindo a estratégia de dar nome às personagens: Quem sabe, sabe e o Yuri e o Adilson é que sabem. Na imprensa, as personagens são colocadas lado a lado. Já na rádio, os mesmos mantêm um diálogo bilingue, mostrando como é possível quebrar a barreira linguística, segundo o comunicado do banco.

Numa segunda fase, o BES vai orientar a comunicação Novos Residentes para as soluções e serviços especificamente desenvolvidos para eles, principalmente soluções para envio de dinheiro.Brasileiros e imigrantes oriundos de leste são duas das maiores comunidades estrangeiras residentes em Portugal e que se mantém em expansão. No entanto, existem várias outras comunidades estrangeiras bastante representadas no nosso país, que conta com cerca de 600 mil imigrantes. Para esses, o BES optou pelo marketing relacional, tendo sido enviado um mailing especial para a actual base de clientes de outras comunidades.

A mudança de imagem do Banco Espírito Santo trouxe novos objectivos ao banco, que pretende chegar ao fim do ano com 100 mil novos clientes. Para tal, o BES decidiu investir em segmentos específicos. Além dos imigrantes, onde o banco quer captar 15 mil clientes, a comunicação do BES vai orientar-se também para os estrangeiros reformados a viver em Portugal, e ainda os jovens universitários.

Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico

quarta-feira, abril 05, 2006

McDonald's procura 25 pessoas para exibir nas embalagens


Os candidatos devem enviar um texto de 100 palavras sobre o que mais amam e uma foto que transmita a essência do que escreveram. Crianças também podem participar - desde que os pais enviem o material.

Os escolhidos vão aparecer nas embalagens das sanduíches e nos copos de bebidas da rede em todo o mundo. A campanha que vai procurar as suas 'caras' nao usará media tradicional - espera contar com o boca a boca.

CGD é o banco com maior notoriedade

O trabalho teve como objectivo medir a notoriedade dos bancos versus investimento publicitário e notícias divulgadas na imprensa nacional, especializada e regional e permite, também, verificar se as mensagens transmitidas pelos media têm repercussão na opinião pública A análise baseia-se, essencialmente, no cruzamento da pressão publicitária e do share of voice de cada marca com a notoriedade espontânea dessas mesmas marcas, às quais são ainda associados determinados valores. Os estudos de "Communication Integration" são inovadores em Portugal, tendo por base uma metodologia internacional partilhada em todos os países onde o Grupo Observer está presente.

À questão “quando pensa em bancos qual é o primeiro que lhe vem à cabeça?” a CGD surge em primeiro lugar com 29% das respostas. Surge ainda em primeiro lugar no Top of Mind segundo os escalões etários entre os 35 e os 44 anos, os 55 e 64 e, mais de 65 anos e em segundo lugar entre os inquiridos dos 18 aos 24 anos.

Quanto ao segmento de mercado, a CGD evidencia-se, atingindo o primeiro lugar como banco associado à habitação, ao crédito pessoal/individual, ao crédito automóvel, à poupança reforma, às soluções fiscais, ao crédito, e à poupança. Fica com o segundo lugar nos bancos associados à internet/canais online e com a terceira posição no que se refere à gestão de fundos.

Este estudo analisou ainda a notoriedade em função de determinados conceitos e valores, tendo a CGD liderado os resultados, no âmbito de marcas de bancos, no que se refere a: nacional, juventude, responsabilidade social, solidariedade, seriedade, solidez, segurança, confiança e excelência. Dentro desta categoria, a CGD aparece ainda com o terceiro lugar referente a bancos associados a música e ao desporto.

Este estudo foi realizado à população portuguesa residente em Lisboa maior de 14 anos, sendo a amostra constituída por 500 unidades seleccionadas de forma aleatória. O grau de confiança para o estudo é de 95% e a margem de erro é de 4,35%. Os trabalhos de campo foram realizados por entrevistadores no dia 23 de Janeiro de 2006.

segunda-feira, abril 03, 2006

Lamentação de um académico


Adjectivar um argumento fraco como algo ”puramente teórico” esquece um facto importante: que as boas teorias são tudo menos ”coisas muito teóricas”.

Há expressões que, pelo menos em português, denotam a baixa estima do público em relação aos professores e investigadores universitários. Alguns exemplos: ”isso é uma questão puramente académica”, ”isso são tudo teorias”, ou ”isso é muito teórico”; cujo significado é, essencialmente, que se trata de questões sem qualquer interesse ou aplicação.

É verdade que a máxima de Kurt Lewin, ”não há nada mais prático do que uma boa teoria,” é frequentemente referida. Muitos outros autores poderiam ser citados (já li ou ouvi referências a Aristóteles, Tomás de Aquino e Einstein). Mas a ideia básica mantém-se: os académicos não servem para nada.

Como académico, sinto-me ofendido, especialmente porque se trata de uma generalização errada e injusta. Uma das minhas provas favoritas é a teoria dos números. Imagine-se a reacção do mundo grego quando Euclides demonstrou que cada número inteiro pode ser representado de forma única como o produto de uma série de primos. ”Cá estão os teóricos outra vez, gastando o tempo em questões inúteis. Parece que não têm mais nada que fazer”. Não conheço nenhum relato da época, mas calculo que tenha sido algo deste estilo.

E no entanto, séculos depois, um dos maiores desenvolvimentos em criptografia baseia-se justamente na utilização de números primos. Se hoje em dia podemos com segurança pagar com cartão de crédito na Internet, temos de agradecer aos muitos teóricos que, ao longo de vários milénios, se preocuparam com questões tão académicas como a teoria dos números.

Não é fácil encontrar exemplos tão radicais da transição do puramente teórico e supostamente irrelevante para o eminentemmente prático e até comercial. Nem é esse o meu ponto. Basta pensar um pouco nas coisas para concluir que, em última análise, o mundo é movido por ideias. E por outro lado há muitas ideias que têm valor em si, independentemente da sua aplicação prática e comercial.

Embora o mundo académico não seja a fonte exclusiva de ideias, é claramente uma das fontes primárias. Assim, dizer que certo assunto é apenas uma ”questão académica” caricatura de forma injusta a actividade da academia. E adjectivar um argumento fraco como algo ”puramente teórico” esquece um facto importante: que as boas teorias são tudo menos ”coisas muito teóricas”.
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Luís Cabral, Professor de Economia da Universidade de Nova Iorque

sexta-feira, março 31, 2006

Campanha Sagres Bohemia com Pierce Brosnan


Os dois spots que fazem parte desta campanha têm a duração de 45 segundos e recriam situações de acção, sedução e suspense.

"Diamantes" é o título do primeiro spot, onde vemos Pierce Brosnan na pele de um ladrão de jóias que, ao chegar a casa para preparar um jantar romântico, repara que lhe falta o ingrediente principal: a Sagres Bohemia. Desapontado, fecha o frigorífico e dirige-se à loja de conveniência mais próxima.

Quando chega a sua altura de pagar, percebe que deixou a carteira em casa e não tem outra solução senão "trocar" um 6-pack de Bohemia por um diamante. Já em casa, Brosnan e a mulher, a modelo havaiana Laura Mansfield, fazem um brinde. O segundo spot, com o título "Quadro", estreará "em breve". A campanha inclui ainda outdoors, mupis e material de ponto de venda.


As gravações decorreram ao longo de quatro dias e tiveram como cenário o Armazém Abel Pereira da Fonseca, o Palácio da Foz, o Hotel Four Seasons, o Panteão Nacional, o Palácio Sotto Mayor, a Quinta da Regaleira e as ruas próximas do Porto de Lisboa.

Os filmes foram produzidos pela Ministério dos Filmes para a Euro RSCG e a realização esteve a cargo de Marco Martins. A música para os dois spots foi gravada pela Orquestra Sinfónica da Eslovénia sob a direcção do maestro português Nuno Malo.

quinta-feira, março 30, 2006

O Futebol e os Serviços Financeiros

A nova campanha da Tranquilidade é a primeira de Cristiano Ronaldo para o BES em 2006, e aproveita a proximidade do Mundial na Alemanha, onde o futebolista participará. Esse é um dos três factores que levaram à realização desta campanha, segundo Rita Torres Baptista, directora de marketing estratégico do BES.

As outras duas foram o protagonismo que o Cristiano Ronaldo apresenta e os benefícios do cartão t, especialmente para os clientes do BES.O BES investiu 1,55 milhões de euros na campanha, a preços reais. A verba inclui a viagem de 50 portugueses à Alemanha - vencedores de um concurso incluído na nova campanha - para assistir a um jogo da selecção no mundial.

O slogan da campanha é arranje um bocadinho para ganhar muito.O anúncio de TV, que chega esta noite aos principais canais de televisão e vai ficar no ar durante o mês de Abril, foi gravado no dia 19, no Estádio de Alvalade. Segundo a responsável do marketing, a escolha do estádio do Sporting deveu-se ao alto nível de condicionantes técnicas e logísticas existentes para criar o ambiente pretendido.

O filme publicitário mostra um estádio cheio, a assistir a um jogo da selecção, mas, na realidade, foram utilizados apenas de 85 figurantes na mai or parte das filmagens. Só os segundos iniciais mostram imagens reais, retiradas do jogo entre as selecções de Portugal e a Arábia Saudita, a 1 de Março. A criatividade esteve a cargo da BBDO, a agência responsável pela campanha de apresentação da nova imagem do BES. E a produtora do anúncio foi a Garage Films.

A imagem de Ronaldo tem sido utilizada essencialmente para promover o cartão t e a Tranquilidade, mas o grupo BES deverá utilizar de novo a imagem do jogador para promover o banco durante a realização do Mundial.

OS BANCOS E O DESPORTO

Mourinho compra e vende para o BPI

José Mourinho é uma das figuras portuguesas mais requisitadas para campanhas publicitárias.Esta semana foi apresentada uma campanha pelo turismo que conta com a participação de Mourinho. O treinador do Chelsea é também o protagonista de uma campanha internacional a favor da cortiça portuguesa.

Na banca, Mourinho é uma das caras nas campanhas do BPI, que o utilizou para uma campanha recente a um serviço bancário na internet. Pedro Mantorras também dá a cara pelo BPI, mas a imagem do jogador do Benfica é utilizada apenas em Angola.

João Garcia escala montanhas para o BCP

Nem só de futebol vive o desporto e o Millennium BCP procurou uma figura diferente para uma das suas campanhas. O alpinista João Garcia foi o desportista escolhido para promover um programa de crédito a projectos inovadores. O primeiro projecto apoiado é o do próprio alpinista, que tem o patrocínio total do Millennium BCP até 2010. João Garcia pretende escalar oito picos da cordilheira do Himalaia. O alpinista parte já no próximo domingo para o Nepal e espera chegar em meados de Maio ao topo do pico Kangchenjunga, com 8598 metros de altitude.

Tiago Monteiro correu pela CGD até Fevereiro

A Caixa Geral de Depósitos também utilizou um desportista para uma campanha recente, neste caso o piloto de fórmula 1 Tiago Monteiro. O corredor, que já vai na sua segunda época na competição máxima do automobilismo, protagonizou vários anúncios ao cartão de crédito Caixa Classic. O contrato entre Tiago Monteiro e a Caixa Geral de Depósitos terminou no final de Fevereiro. No passado recente, a CGD lançou também uma campanha que apresentava várias figuras públicas como clientes da Caixa - uma delas era o judoca português Nuno Delgado.

Casino Lisboa posiciona-se na cultura

A não canibalização do Casino do Estoril é uma das prioridades da Estoril Sol, que apresentou um novo conceito de casino para Lisboa. Assim, enquanto o Casino do Estoril estará posicionado para um público de mais de 40 anos com um gosto mais clássico, o Casino Lisboa é dirigido a um público entre os 25 e os 40 anos, que irá frequentar o casino não só pela vertente do jogo (que ocupa apenas um terço da área), mas igualmente pela cultura.

Este posicionamento pela cultura, leva a Estoril Sol a prometer grandes produções internacionais, espectáculos de dança e teatro para o Casino Lisboa. O palco é o Auditório dos Oceanos, sala de espectáculos de 642 lugares, que ao contrário do Casino do Estoril, deverá ter uma grande rotatividade de espectáculos: entre três semanas a três meses.

No que diz respeito ao jogo, o Casino Lisboa abre com 800 máquinas automáticas e 22 mesas de jogos bancados; uma oferta que irá ser aumentada até 1.500 máquinas num espaço de cinco anos para “evitar uma desestabilização do jogo”.

A oferta gastronómica do Casino de Lisboa assenta no restaurante gourmet Pragma, sob a direcção do chefe Fausto Airoldi, e com capacidade para 60 pessoas; Spot Lx, conceito urbano para 120 pessoas; e o Átrio Casino, no segundo piso, com “show cooking” e em regime buffet. O espaço conta ainda com o Arena Lounge, que está disposto em plataformas que giram em sentidos opostos, permitindo aos frequentadores obter uma visão múltipla das propostas de animação; e com vários bares como o Play Bar, Joker Bar e Baccarat Bar. Na zona de jogos há ainda espaço para “snacks” ou “finger food”.

in Publituris
Fátima Valente
30 de Março de 2006

terça-feira, março 28, 2006

José Mourinho dá a cara pelo Turismo de Portugal

Campanha recebe investimento de dois milhões de euros

O Instituto do Turismo de Portugal e a Associação Nacional de Regiões de Turismo apresentam hoje a sua nova campanha para o turismo interno.José Mourinho é uma das caras do anúncio que chega, hoje também, aos canais de televisão e cinemas.Nos spots, podem ver-se os testemunhos do treinador português, bem como de outras figuras públicas portuguesas reconhecidas no estrangeiro.

Romance, Família e Aventura são os temas dos anúncios, desenvolvidos pela agência Euro RSCG, que incentivam a realização de passeios e mini-férias. O investimento global na promoção foi de dois milhões de euros.Apesar das caras internacionais, a campanha destina-se ao consumo interno, abrangendo todas as regiões de turismo de Portugal, numa mostra do que de melhor o País tem para oferecer aos portugueses, segundo o comunicado das duas entidades.

O turismo interno representa cerca de um terço das dormidas em hotelaria (32,6% em 2004).

Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico

segunda-feira, março 27, 2006

Crime informático causa mais prejuízo que o crime físico

Um inquérito realizado pela IBM a três mil executivos de 17 países revelou que três em cada cinco directores de informática consideram que a legislação sobre delitos informáticos nos seus países é inadequada e 58% dizem que o crime informático provoca mais prejuízo às empresas do que o crime físico.

O mesmo estudo indica também que mais de três quartos dos directores de informática consideram que a perda de produtividade é para as empresas o custo mais grave do crime informático, enquanto que 77% das empresas italianas apontam a investigação de falhas informáticas como o maior custo do «cibercrime».

Por outro lado, 59% dos inquiridos afirmam que as suas empresas estão adequadamente protegidas por medidas internas contras as ameaças informáticas. Na Rússia apenas um terço tem essa convicção.

O inquérito revelou ainda que 38% dos executivos informáticos consideram que a perda de clientes é uma consequência relevante de serem vítimas de crimes informáticos, uma percentagem que desce para 2% em França, Espanha, Polónia e República Checa.

De referir também que três quartos dos inquiridos consideram que as principais fontes de ameaças vêm de sistemas desprotegidos de países em desenvolvimento, enquanto que dois em cada três sustentam que os utilizadores internos são uma das principais fontes de ameaça.

Citado pelo portal Açores.net, Pedro Galvão, responsável pela área de segurança informática da IBM, admitiu a necessidade de actualizar a legislação portuguesa nesta área e revelou que não tem qualquer conhecimento de qualquer condenação em tribunais portugueses por crimes contra empresas perpetrados através de redes informáticas.

terça-feira, março 21, 2006

Seminário de marketing infantil revela influência do ‘target’ no consumo

Crianças tomam as rédeas na hora de ir às compras

Marta Diniz de Araújo

Se é pai (ou mãe) este tema interessa-lhe.

Costuma ir com os seus filhos às compras? Já reparou que provavelmente muitas das decisões de compra que toma são influenciadas por estes pequenos consumidores, e isso não acontece apenas quando o produto é para eles. Até quando toca a escolher o destino de férias, eles têm uma palavra a dizer. Estas são algumas das conclusões de um dos estudos que estão hoje a ser apresentados no 2º Seminário de Marketing Infantil, organizado pela ‘Brandkey’, uma agência de marketing ‘bellow-the-line’, no Pavilhão do Conhecimento, do Parque das Nações, em Lisboa.

Mónica Chaves, fundadora da agência e experiente marketer na área infantil e juvenil, achou que fazia todo o sentido realizar novamente, este ano, o Seminário de Marketing Infantil. O objectivo, além de pôr as pessoas a falar do tema, é reunir material que possa ajudar os intervenientes a compreender melhor o ‘target’.
O universo infantil de hoje afasta-se cada vez mais do universo das crianças de há 20, 30 ou 40 anos. Ana Corte-Real, da Faculdade de Economia do Porto, estudou a percepção das marcas e mascotes junto das crianças de 6 a 9 anos verificou que as crianças têm uma noção muito clara do que é uma marca. Por outro lado têm também uma noção clara do que é uma marca de contrafacção, ou seja, sabem perfeitamente quando a mãe compra uma Barbie de imitação. Concluiu-se também que as marcas são positivas para este ‘target’.

Contacto com as marcas depende da socialização
O contacto dos mais pequenos com o mundo das marcas é feito através da socialização e, segundo Ana Côrte-Real, eles referem mais rapidamente marcas que os pais consomem - “a do carro do pai ou do perfume da mãe” - do que as que lhes são directamente dirigidas. Mais do que isso, a importância que dão às marcas é directamente influenciada pela relevância que os pais também lhes dão. O facto de se lembrarem mais facilmente das marcas dos pais do que das deles remete para um dos temas actuais de discussão nesta área: é ou não legítimo usar mascotes dirigidas às crianças em produtos para adultos? Um dos exemplos mais óbvios é o caso da Comfort e das mascotes Luísa e João. Mais recentemente, mas desta vez sem mascote, há o exemplo do novo produto da Compal, o “Essencial”. O produto destina-se claramente a adultos, mas a publicidade recorre às crianças para convencer os pais a consumirem. “Neste momento há grupos, dentro do marketing, que defendem que se trata de uma arma legítima enquanto outros discordam”, explica Ana Côrte-Real. De qualquer forma, as mascotes são uma óptima forma de a marca se aproximar do pequeno consumidor. O Rik & Rok têm uma notoriedade fraca mas um grau de afectividade elevado, justificado pela interacção que mantêm com as crianças, através do Clube Rik & Rok. Já a Leopoldina tem um alto nível de notoriedade, mas nem todos os que a conhecem gostam muito dela.

O bom sabor da selva“Bongo, o bongo, o bom sabor da Selva, em cada pacotinho uma festa de oito frutos: ananás, alperce e manga, laranja maçã, goiaba, banana, maracujá, imagina o que isto dá?” Era assim e ainda é, ou quase. Verdade seja dita que a marca tem feito ao longo dos anos alguns reajustamentos. Mas nada que a faça perder as características originais. Nem todas as marcas conseguem manter-se tantos anos na preferência dos consumidores. Cidália Almeida, da Compal, apresenta no Seminário as razões que justificam os 18 anos de liderança da marca. Uma imagem forte e única é a primeira. Além disso, a responsável explica que a linha de comunicação da marca tem sido sempre diferenciadora e coerente e o facto de ter sido da Nestlé e hoje da Compal é para os consumidores um sinal de confiança, em termos de qualidade.

Uma das estratégias usadas para enfrentar a concorrência passa pela fidelidade à imagem, mantendo o património base que são os animais da selva e a música. “São elementos do ADN da marca”, assegura a responsável, e uma mudança radical está fora de questão.

O reforço da relação da criança é fundamental e neste sentido a marca - que insiste em transmitir alegria, diversão e aventura - desenvolve também acções ‘bellow-the-line’, nomeadamente com escolas no desenvolvimento de trabalhos sobre os animais em vias de extinção. O retorno deste investimento é, afirma a responsável pela Bongo, “mais eficiente do que as formas de publicidade tradicionais, pois ganhamos interactividade”.

Internet ganha relevo na vida infantil
As crianças dos meios urbanos revelam um notável sentido de equilíbrio no meio de uma vida muito intensa. Conseguem conciliar a vida dentro e fora de casa, bem como a exposição aos média tradicionais e aos novos, têm um papel activo na decisão de consumos familiares e uma relação exigente com as marcas. Foi a esta conclusão que chegou a Área de Planeamento e Estudos de Mercado (APEME), através de um estudo elaborado no âmbito do Fórum da Criança e apresentado no Seminário.

Apesar de gostarem de estar ao ar livre, a televisão ainda está no topo das preferências das crianças, mais do que brincar com os outros. Contudo, a Internet vem logo atrás. Jogar, recolher informação e trocar mensagens são as principais tarefas que os mais pequenos realizam on-line. O estudo revelou também que os animais de estimação são muito importantes para este segmento. 80% dos que não têm nenhum animal em casa deseja ter.

Sobre o consumo, a APEME conclui que quase todas as crianças estão presentes no momento das compras e sentem-se úteis nessa função. Em diversas categorias de produto é a criança que escolhe sozinha e em outras a escolha é feita com os pais. Até nas idas ao restaurante ou na escolha das férias, elas têm uma voz activa. Por trás deste fenómeno poderá estar a vontade de muitos pais de criar espírito de equipa. Uma fórmula que parece agradar a todos. Outra informação importante recolhida pelo estudo é que metade dos inquiridos gosta de ver anúncios. É, certamente, algo para ter em conta.

sexta-feira, março 17, 2006

País errado

by Martim Avillez Figueiredo in DE


Há um detalhe muito curioso nestas duas OPAs que acordaram o país.

É mais do que um detalhe, é quase um estado de espanto geral que se apoderou do país. Reza assim: como é possível que Belmiro de Azevedo e Paulo Teixeira Pinto não tenham combinado as suas OPAs? Isto é, o país está perplexo com o facto de o primeiro não ter acertado a compra da PT com o Governo e o segundo não ter negociado com Fernando Ulrich. É espantoso.

O mesmo país que se indigna contra os privilégios em sondagens televisivas e fóruns radiofónicos, somado sobretudo aos agentes económicos que reclamam o mesmo em páginas de jornais e programas de grande audiência, acusam agora estes dois homens de parecerem amadores num negócio de milhões. Ou seja, são aqueles que reclamam a mudança que não estão preparados para ela. E se isto é verdade, então é possível refrear o entusiasmo e olhar para estas OPAs de forma menos entusiástica.

Primeiro problema: o sector financeiro português não estava preparado para uma movimentação de mercado tão escandalosamente livre como estas duas. Melhor dito: o sector admitia OPAs, mas pelos vistos esperava que fossem feitas via habituais arranjinhos nacionais. Não foram. Teixeira Pinto não se concertou com accionistas, preferindo respeitar as regras do jogo – e em vez de combinar com três ou quatro, fez uma oferta pública a todos. Ou seja, o mercado desvalorizou o que devia valorizar – a dinâmica da oferta consiste em valorizar o mercado, não em proteger interesses estabelecidos (a não ser, legitimamente, os próprios). As próximas OPAs que se lançarem sobre a economia nacional, portanto, já saberão que este mercado valoriza mais o ‘status quo’ (proteger os accionistas maioritários e os poderes estabelecidos) do que a simples criação de valor.

Segundo problema: um país que não está disponível para aceitar que um mercado livre funciona assim (cumprindo regras de jogo e não interesses corporativos) não está preparado para o momento que deseja viver – esse a liberalização total da economia. Porque não basta acreditar no mercado para que isso se materialize. É preciso estar disposto a aceitar que – se ele funcionar de forma verdadeiramente livre – os que hoje têm muito podem amanhã ter pouco. Chamem-lhe sonho americano, o que se quiser – mas não é possível conceber mercados livres sem supor inevitáveis alterações de poder.

O que produz uma conclusão simples: Portugal não pode continuar a acusar sucessivos governos de impedir a mudança, quando é uma parte significativa desse que não deseja mudar. O país é cada um de nós – e cada um de nós tem de estar preparado para mudar. Para mudar muito.

Atreva-se com Coca-Cola light


A Coca-Cola Light apresenta hoje a nova campanha de comunicação para 2006. Uma campanha integrada que aplaude todos os que se atrevem a fazer coisas diferentes e que assenta a sua mensagem na comunicação: “sem açucar, menos de 1 caloria”.

“A vida és tu que a fazes” é a assinatura da campanha, que estará no ar até Maio. Este é o maior investimento de sempre em media.

Televisão, rádio, outdoors, imprensa, paragens de autocarro, mega outdoors, muppies e estádios de futebol vão apoiar esta mega campanha da marca. O Estádio da Luz também serve de suporte à nova comunicação com mensagens como: “Um aplauso para aqueles que nunca deixam de apoiar”, “Um aplauso para as mulheres que vêm ao futebol” e “Um aplauso para aqueles que ficam até ao final” . As acções estão pensadas para romper a ideia de que o light não pode ser divertido e para afirmar que a Coca-Cola Light não tem açúcar e tem menos de 1 caloria.

A campanha também compreende PLV, degustação em loja e exterior, decoração no canal horeca e acções de relações públicas. “A Vida és tu que a fazes” foi idealizada pela agência argentina Santo e adaptada para Portugal pela Publicis, enquanto as acções no ponto de venda são responsabilidade da Up Partners.

Coca-Cola Light é a bebida com menos calorias mais popular do mundo. Começou a ser comercializada em 1982 na União Europeia, como Diet Coke e teve rápida internacionalização. Foi lançada em Portugal em 1988. No mundo, a Coca-Cola Light é a terceira bebida refrigerante e em Portugal está no 10.º lugar do top ten das soft drinks.

quinta-feira, março 16, 2006

Sony lança em Novembro PlayStation 3


Depois de vários rumores que davam conta de adiamentos na data de lançamento da nova PlayStation, a Sony admitiu hoje que a terceira versão da sua consola de jogos não chegará às lojas antes de Novembro.

A confirmação foi feita pelo responsável da companhia para a área de jogos numa conference call e justificada por atrasos na finalização da tecnologia de disco óptico a introduzir no novo modelo, revelou Ken Kutaragi. Está por terminar a tecnologia de protecção de cópia e outras normas aplicáveis ao leitor de DVD que nesta nova versão introduz a tecnologia Blu-ray, um dos dois formatos de vídeo de próxima geração que vêm disputando apoios da indústria. Kutaragi explicou que é precisamente todo o apoio e investimento no Blu-ray que está a motivar maiores cautelas por parte da Sony e a evitar um lançamento da PlayStation 3 sem que estejam bem definidos todos os aspectos tecnológicos, o que só deverá acontecer no próximo mês.

A Sony admite que a PlayStation - líder de mercado com uma posição de 60 por cento e 204 milhões de unidades vendidas - é uma peça central do seu negócio com impacto significativo nos resultados da empresa, razão pela qual a sua chegada ao mercado é preparada com todo o cuidado, mesmo que a concorrente Microsoft tenha já disponível desde finais do ano passado uma nova versão da concorrente Xbox.

O realinhamento de dados permitirá que a PlayStation 3 chegue em simultâneo aos mercados americano, japonês e europeu, mesmo antes do Natal. Quando arrancar com a produção da PlayStation 3, a Sony espera fabricar um milhão de unidades por mês, chegando aos seis milhões de unidades logo no final desse ano fiscal, em Março de 2007. Recorde-se que a Nintendo agendou também para o final deste ano o lançamento de um novo modelo da sua consola de jogos.

Desafios tecnológicos

by Luís Valadares Tavares in DE


O relançamento da nossa Economia está – segundo creio – muito dependente da forma como Portugal irá potenciar o mundo tecnológico.

A matriz cultural, económica, social e empresarial da sociedade moderna depende intensamente da dimensão tecnológica o que explica a prioridade dada ao plano tecnológico pelo actual Governo.

Na verdade, em lugar dos países se distinguirem pelos que têm ou não muitos recursos materiais, tal como acontecia no tempo de Adam Smith, a principal distinção surge no nosso mundo actual entre aqueles que conseguem potenciar a tecnologia ao serviço dos seus objectivos nacionais de desenvolvimento e aqueles que não a entendem.

Portugal foi um pólo de tecnologia avançada no período áureo dos descobrimentos mas é evidente a menor prioridade dada a esta dimensão até aos anos oitenta. Felizmente, a evolução das últimas décadas permite agora encarar novos desafios com optimismo já que a nossa integração na UE facilita a participação em redes tecnológicas, o potencial dos nossos jovens é bem conhecido e surgem importantes oportunidades nacionais a não desperdiçar.

Destas, gostaria de destacar: a) a difusão dos novos diplomas de especialização tecnológica (Ensino Secundário + 1.5 ano de estudo e estágio) cuja legislação é urgente pois permitirá oferecer novas oportunidades aos jovens e colmatar carências bem conhecidas do nosso tecido empresarial. Na verdade, esta oferta permite evitar taxas de abandono para jovens menos vocacionados para a obtenção de graús académicos e disponibilizar profissionais qualificados em competências específicas de que tanto necessitamos desde o controlo de qualidade à gestão e manutenção de redes informáticas, desde o marketing tecnológico ao CAD; b) a melhoria do sistema de aquisições públicas de tecnologia por parte do Estado, ganhando-se em eficiência e eficácia e permitindo-se criar quadros estáveis plurianuais para as nossas empresas; Com efeito, o montante actualmente pago pelo Estado a fornecedores de tecnologia ultrapassa as centenas de milhões de contos mas os modelos de ‘procurement’ adoptados não rompem com o obsoletismo crónico e não promovem a racionalidade global. A sua fragmentação e volatilidade também não fomentam a criação de emprego pelas empresas que só o promovem com enquadramentos mais duradouros; c) a reforma de Administração Pública que, ao entrar numa nova fase, com menos organismos e melhor estruturação, exigirá especial atenção na potenciação tecnológica, em especial nas TICs, sem o que não atingirá os objectos pretendidos. A pretendida partilha de serviços será bem sucedida se for precedida pela formação e pelas adequadas soluções tecnológicas em rede mas será um fracasso na hipótese alternativa. Outro exemplo importante é a utilização de voz sobre IP, utilizando a internet, com soluções já tão divulgadas como se confirmou na referente Conferência de CEBIT (Hannover, 2006) a qual permitirá economias anuais superiores a 70% da actual factura de comunicações, o que tem especial impacto em Ministérios como o Ministério dos Negócios Estrangeiros ou em organismos como o ICEP.

É por estas razões que creio estar o relançamento da nossa Economia muito dependente da forma como Portugal irá potenciar o mundo tecnológico.
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Luís Valadares Tavares, Presidente do INA

Skip aposta em balde e braille


A Skip decidiu continuar a apresentar ao mercado projectos inovadores, que reforcem o espírito pioneiro e a relação emocional com o consumidor, bem como, a missão de responsabilidade social da marca.

A marca apostou na revitalização do balde que foi referência para a marca no seu lançamento, lançando uma edição especial 40 anos: um balde de plástico translúcido, acompanhado de um doseador.

A Skip convidou os consumidores a apresentarem necessidades que gostariam de ver satisfeitas. Em resposta a um pedido de uma consumidora, a Skip vai lançar a partir de Abril a impressão em braille nos seus pacotes de detergente pó. Para a concretização deste projecto, foi celebrado um protocolo com a ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) de forma a garantir a materialização da ideia.

quarta-feira, março 15, 2006

Copos wireless para beber juntos mesmo estando separados


A ideia é que quando uma pessoa pega um dos copos, leds vermelhos brilham suavemente no copo do outro. Quando o 1o leva o copo aos labios, leds brancos acendem-se no copo da 2a pessoa. E assim, um vai sabendo o que o outro está a fazer. A ideia está a ser testada e funcionou quando os envolvidos na experiência estavam em laboratórios separados.

Ricardo Pereira dá a cara pela Worten


As três campanhas – de genéricos, de divertimento e de trocas –, que abrangem televisão, rádio, imprensa, outdoors e comunicação de loja, representam um investimento global de cerca de 2,8 milhões de euros. Os filmes publicitários foram produzidos pela Sync para a McCann Erickson, sendo o primeiro spot televisivo transmitido na RTP, SIC e TVI, a partir de 16 de Março.

terça-feira, março 14, 2006

Mulheres são os maiores consumidores de TV e revistas


Os homens estão mais voltados para os media do que as mulheres, consumindo mais rádio, jornais e internet. Existem dois produtos, contudo, onde as audiências registam maior número de mulheres: televisão e revistas.

Segundo a Marktest, as mulheres revelam menor afinidade com os outros meios de comunicação social, principalmente a rádio. Em qualquer período do dia, as ouvintes de rádio são menos 14,3% do que a média do universo. Nos outros meios, a variação não é tão grande.

Na televisão acontece o inverso, somando as telespectadoras mais 8,8% do que a média. Na imprensa, os homens leêm mais jornais, mas as mulheres compram mais revistas. Na Internet, os dois géneros estão quase equiparados.

Quanto à distribuição ao longo do dia, regista-se um equilíbrio. A televisão tem picos de consumo à hora do almoço e à noite. A rádio é mais ouvida durante a manhã e tarde, tal como a Internet, embora esta não registe qualquer quebra ao longo do dia.


Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico

Outra OPA ...BCP lança OPA sobre BPI a 5,70 euros, com prémio de 19%

O BCP anunciou o lançamento de uma OPA sobre o capital do BPI, oferecendo 5,70 euros por cada acção, ou 4,33 mil milhões de euros. Paulo Teixeira Pinto vai pagar um prémio de 19%. Caso a OPA avance, a «nova» instituição vai se transformar na maior cotada nacional, com um valor de 13,3 mil milhões.

segunda-feira, março 13, 2006

Belmiro de Azevedo é o único português na lista dos mais ricos da Forbes


Belmiro de Azevedo é o único português na lista dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna de 2,2 mil milhões de dólares, segundo o ranking divulgado pela revista Forbes.

O presidente da Sonae ocupa a 350ª posição, numa lista que continua a ser liderada pelo norte-americano Bill Gates.

De acordo com a Forbes, Belmiro de Azevedo terminou 2005 com uma fortuna calculada em 2,2 mil milhões de dólares (1,85 mil milhões de euros).

O "patrão" da Microsoft mantém a liderança do ranking dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna avaliada em 50 mil milhões de dólares (41,9 mil milhões de euros).

O dono da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, manteve a segunda posição na lista com uma fortuna de 42 mil milhões de dólares (35 mil milhões de euros).

O terceiro lugar pertence ao mexicano Carlos Slim Helu, seguido pelo fundador do Ikea, Ingvar Kamprad, e pelo presidente da Mittal, Lakshmi Mittal.

Outdoor brasileiro que exibia beijo homossexual foi retirado


Segundo o site especializado Blue Bus, a Companhia Paulista de Outdoor (CPO), terá retirado de veiculação os cartazes da campanha. A empresa responsável pela comercialização dos produtos, a DKT Brasil terá questionado a CPO por essa atitude. Segundo o Blue Bus, a DKT Brasil distribuiu um comunicado de imprensa em que dizia que a CPO “foi contratada para realizar a colagem dos cartazes, mas por motivo ainda não esclarecido devidamente acabou suprimindo as peças publicitárias sem nenhum aviso à DKT". Entretanto a DKT enviou à direcção da CPO uma carta em que solicita explicações a respeito da retirada dos outdoors, e reivindica que as peças sejam recolocadas nos mesmos pontos de exibição de onde saíram.

sábado, março 11, 2006

Bilhetes para o Benfica-Barcelona à venda este sábado

Os bilhetes para o jogo entre o Benfica e o Barcelona, a contar para a 1ª mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League, estarão à venda a partir de sábado (11-03-2006) nas bilheteiras dos Estádio da Luz.

As regras para aquirir ingressos para este espectacular desafio são as seguintes:
  • Portadores do Cartão Fundador e Centenarium podem adquirir 1 bilhete de acompanhante sem compra de bilhete de Sócio.
  • Sócios podem comprar 1 bilhete de acompanhante.
  • Não há bilhetes de Público.
  • Horário das bilheteiras: 10:00h às 19:00h.

sexta-feira, março 10, 2006

Portugal seleciona as vacas para a sua ediçao da Cow Parade

As famosas vacas, verdadeiros outdoors ambulantes, já estao a ser selecionadas na internet aqui. Em fibra de vidro e em tamanho natural, serão vestidas por diversos artistas portugueses.

Novo ciclo...


«De acordo com a leitura que faço dos poderes presidenciais inscritos na Constituição, considero que o Presidente da República deve acompanhar com exigência a acção governativa e deve empenhar-se decisivamente na promoção de uma estabilidade dinâmica no sistema político democrático», afirmou Cavaco Silva na parte final do seu discurso.

Cavaco Silva deixou ainda o aviso que não fará uma leitura passiva dos seus poderes quando advertiu que «estabilidade política não é um valor em si mesmo».

«A estabilidade é uma condição, não um resultado. E para que a estabilidade não se confunda com imobilismo, é necessário imprimir-lhe um sentido dinâmico e reformista», sublinhou.

quinta-feira, março 09, 2006

Hard discount declaram guerra aos hipermercados

O Governo aprovou a instalação de mais 96 superfícies comerciais, sendo que 44 autorizações destinam-se à abertura de unidades de retalho alimentar, 48 referem-se à instalação de lojas de retalho especializado, três a centros comerciais e uma licença para uma unidade grossista, soube o DE. Os operadores de hard discount obtiveram 25 licenças de abertura, ou seja mais de metade das licenças concedidas ao retalho alimentar. Desde a entrada em vigor do actual regime de licenciamento comercial, as empresas de hard discount já contabilizaram 160 autorizações de instalação.

De acordo com a última actualização da lista de autorizações concedidas ao abrigo da nova lei (com data de segunda-feira), verifica-se que os operadores de hard discount continuam a aproveitar as oportunidades concedidas pelo regime para fortalecerem a sua posição no mercado nacional e, assim, aumentarem a sua quota na área alimentar. Isto apesar de alguns operadores deste segmento de mercado terem criticado fortemente os critérios da lei para a abertura de unidades, que consideraram serem prejudiciais à sua expansão.

O segmento de hard discount tem ainda um vasto espaço de crescimento em Portugal. Além de possuir uma quota de mercado bastante mais baixa (10%) que em outros países da Europa (na Alemanha, é da ordem dos 30%), os consumidores estão cada vez mais preocupados com o preço do cabaz alimentar. Os operadores de hard discount são, a esse nível, quase imbatíveis.

A gigante alemã Aldi obteve mais duas licenças para instalar lojas alimentares de 900 metros quadrados, totalizando agora quatro. O Lidl, do grupo alemão Schwarz, conseguiu mais seis autorizações, passando a contabilizar 50. Já o Minipreço, do grupo Dia (detido pelo francês Carrefour) foi alvo de 12 autorizações, o que perfaz 51. A insígnia Netto, detida pelos Mosqueteiros, aumentou para nove as licenças, ou seja mais quatro. Ao Plus, dos alemães da Tengelmann, foram concedidas outras três licenças, totalizando actualmente 46. Saliente-se que algumas das licenças referidas já estão materializadas em unidades em funcionamento.

As empresas de hard discount têm apostado em localizações ainda com pouca oferta. Aprovação de shoppings mantém-se restrita. A abertura de centros comerciais continua bastante limitada, apesar do interesse dos promotores do sector em avançar no terreno com a construção de mais shoppings. Os últimos dados da Direcção-Geral da Empresa revelam que foram aprovadas outras três instalações de conjuntos comerciais, que se juntam às seis autorizações já concedidas.

Em Évora, foi aprovada a abertura do Évora Fórum, centro comercial com pouco mais de 19 mil metros quadrados. Em Paços de Ferreira, nascerá na o Ferrara Plaza, com uma área superior a 32 mil metros quadrados e em Santarém (Atalaia) está autorizada a construção do Galaxy Shopping, com quase 21 mil metros quadrados. Dentro da nova lei, o Governo aprovou a instalação de pouco mais de 155 mil metros quadrados de área comercial inserida em shoppings.

Os projectos dos principais operadores desta área, como a Sonae Sierra ou a Amorim Imobiliária, não foram mais uma vez contemplados.

Os hipers:
- O Carrefour- obteve uma licença para a instalação de um hipermercado com 4.250 metros quadrados, inserido dentro de um shopping a desenvolver em Paços de Ferreira.

- A Modelo Continente reforçou as autorizações ao nível do retalho especializado, área onde pretende crescer. A retalhista continua a ser a empresa que possui mais licenças.

- A Auchan continua apenas a contar com quatro licenças para a abertura de hipers Jumbo e outras quatro para unidades Box.

- JM reforça rede Pingo Doce. A Jerónimo Martins obteve doze novas licenças para a abertura de supermercados Pingo Doce nesta última revisão da lista de autorizações para a instalação de unidades comerciais. Desde o início do processo de aprovações ao abrigo do actual regime de licenciamento comercial, a insígnia Pingo Doce já foi contemplada com 32 licenças. O fortalecimento da rede de supermercados Pingo Doce no país poderá constituir uma forma do grupo Jerónimo Martins combater o reforço da presença das operadoras de hard discount. A insígnia iniciou uma alteração de estratégia em 2002, embora com mais notoriedade no ano passado, tendo apostado numa política de preços bastante concorrenciais, sem descurar o ambiente das lojas ou a qualidade dos produtos, salientou fonte oficial da empresa. Já para a insígnia Feira Nova, a JM obteve cinco novas autorizações de abertura, num total de 23 aprovações desde a entrada em vigor da nova lei de licenciamento comercial. A JM irá também abrir uma unidade Recheio, dedicada ao comércio grossista, no Algarve. Das 44 licenças concedidas a lojas alimentares nesta revisão de Março, a JM viu-lhe atribuídas 17 autorizações, o que significa 39% do total, salientou fonte oficial do grupo. Desde o início do processo de aprovações, a JM viu aprovados 85 mil metros quadrados de superfície consagrada ao retalho alimentar, num total autorizado de 322 mil metros quadrados. O grupo de distribuição português também obteve uma licença para a abertura de uma unidade Hussel (chocolates) e para a instalação de uma loja Electric Co (electrodomésticos) e duas para a New Co (têxtil). Segundo a mesma fonte, a JM contabiliza um total de três licenças para a insígnia Electric Co (duas já em funcionamento) e quatro para a New Co (duas abertas).

Adaptado de Sónia Santos Pereira in Diário Económico

quarta-feira, março 08, 2006

CTT e Fidelidade Mundial lançam seguro só para mulheres

Os CTT e a Fidelidade Mundial, no âmbito da parceria existente entre ambas as empresas, acabam de anunciar o lançamento de um seguro, especialmente destinado às mulheres, entre os 20 e os 50 anos, disponível desde já nas estações de Correio de todo o país.

O «Postal M» é um seguro de vida que se destina a precaver situações decorrentes do diagnóstico de doenças graves, nomeadamente cancro da mama ou ginecológico, anunciam os CTT em comunicado.

Este seguro tem uma «excelente relação garantia/preço, com coberturas de elevado valor a um custo bastante inferior aos seguros de vida disponíveis no mercado», refere o mesmo comunicado.

O seguro permite a antecipação de um valor de capital em caso de diagnóstico de doença grave, evitando gastos próprios, disponibilizando ainda o acesso a uma rede internacional de especialistas para uma segunda opinião médica.

O novo seguro, concebido pela Fidelidade Mundial, será o primeiro de uma gama de produtos que «respondem a necessidades específicas de certos segmentos de clientes e procuram acompanhar as várias etapas da vida do cidadão comum», explica a mesma fonte.

Os CTT comercializam este seguro em exclusivo, adicionando-o ao seu vasto portfolio de produtos financeiros, que incluem o pagamento de serviços, de impostos e de contribuições para a segurança social, o serviço de vales e transferências, soluções de financiamento e produtos de poupança e seguros.

terça-feira, março 07, 2006

Net dita rumo da publicidade

Numa era em que o digital impera e os consumidores são diariamente inundados por diferentes tipos de impactos publicitários - nem todos relevantes -, ferramentas como a Internet deverão ter um papel mais significativo na definição dos futuros modelos de negócio publicitário.Mais: a Internet deve ser calibrada de modo a optimizar a interactividade e as actividades comerciais, a disponibilizar dispositivos de medição de audiências mais eficazes e a reforçar as mensagens das plataformas publicitárias tradicionais.São tudo conclusões anotadas pelos investigadores Kurt Scherf e Har-ry Wang no relatório Reaching the Unreachable Consumer: Advertising in the Digital Age, apresentado pela Parks Associates. O objectivo do estudo? Perceber a actual dinâmica publicitária, num momento específico da história da tecnologia em que se calcula que cada norte-americano esteja exposto a cerca de três mil mensagens publicitárias diárias.A criação de novos suportes de comunicação alterou os padrões de consumo dos media, gerando públicos mais aptos a controlar as suas escolhas e o consumo simultâneo de diferentes plataformas. Uma realidade que traz dificuldades às tradicionais empresas publicitárias. Porque agora são os consumidores que decidem como interagir, como evitar anúncios irrelevantes e escolher o que se adequa ao seu próprio perfil.Segundo a Parks Associates, o facto de as audiências estarem actualmente muito fragmentadas, aplicando métodos obsoletos e intrusivos de medição, só reforça a capacidade da Net para fornecer dados diários e detalhados aos anunciantes, além de ser um dos media onde a publicidade tem mais impacto na generalidade das idades. Aos meios tradicionais resta, agora, fazer convergir plataformas e reduzir o volume da publicidade. E se a rádio é o suporte que mais sofre com o online, a televisão e os jornais apostam cada vez mais em estratégias interactivas ao nível do infortainment.
Autor: Ana Pago
Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, março 06, 2006

O seu TMN é OPTIMUS ?

A questão é muito actual, agora que Belmiro de Azevedo resolveu lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) à Portugal Telecom e que há a possibilidade da TMN se unir à Optimus. Seria possível termos uma TMN-Optimus ou uma Optimus-TMN, mantendo os dois nomes numa nova marca? Ou uma tem que morrer? Se sim, qual? A marca da casa que (por acaso) até é menos forte? Ou a adquirida que é, sem duvida, a líder de mercado? Ou será que caem as duas e nasce uma nova?

Tudo isto são hipóteses para uma fusão que não está ainda em cima da mesa. No entanto, o Diário Económico foi falar com quem está habituado a lidar com estas operações para saber o que a OPA pode fazer a estas duas grandes marcas.

Para Edson Athayde, vice-presidente criativo da Ogilvy Portugal, as fusões dependem das marcas em questão. Se estivermos a falar deuma forte e de uma fraca, a lei é igual à da selva: sobrevive a mais forte. O ideal, ressalva o criativo, é que a soma das duas marcas não enfraqueça nenhuma delas. Os problemas começam quando as coisas não são assim tão lineares: por exemplo quando as duas marcas têm o mesmo peso. Como antes de uma fusão dá-se um negócio empresarial, pode muito bem acontecer que uma empresa mais forte com uma marca mais fraca adquira uma marca forte pertencente a uma empresa fraca.

Nestes casos a questão é automática: o que fazer? Fusão entre Optimus e TMN? O vice-presidente criativo da Ogilvy não tem muitas dúvidas. É quase óbvio que se a OPA da Sonae à PT tiver sucesso a TMN desaparece, afirma. Para este homem da publicidade é pouco provável, tendo em conta a cultura empresarial da Sonae, que a empresa abandonasse a sua marca em detrimento da TMN, por mais forte que esta seja. Nenhuma das duas marcas, explica Edson Athayde, tem anticorpos e para os consumidores esta união só traria vantagens: mais lojas, mais pessoas da mesma rede, entre outras.

TMN e Optimus podem manter-se distintas. Uma das estratégias de fusão de marcas passa por manter a convivência entre as duas marcas durante um determinado período. Mas para o criativo Edson Athayde seria mais lógico, neste cenário, estabelecer que a partir de um determinado dia uma das marcas cairia. Já Vasco Perestrelo, vice-presidente da Euro RSCG, tem outra opinião. Acredita que as duas marcas - TMN e Optimus - podem perfeitamente manter-se distintas. O mais importante é que o dono das duas marcas consiga ajustá-las de forma a maximizar o valor de ambas. Vasco Perestrelo afirma que estas até são marcas ligeiramente diferentes. A Optimus é mais virada para o factor preço enquanto que a TMN aposta na proximidade com o consumidor.

Se tiverem que se fundir, aí haverá que assumir a marca com mais valor para o mercado, defende Vasco Perestrelo. Voltamos a cair na lei do mais forte. Mas há outras saídas e o responsável da Euro RSCG levantou a hipótese de - caso a OPA se concretize - a Sonae vir a vender aOptimus.

Tudo depende da estratégia da marca, Edson Athayde lembra que tudo depende da estratégia de marketing da empresa. Pode até não haver interesse em que o consumidor perceba a diferença e nesse caso a marca mantém-se, mas às vezes as multinacionais compram marcas que são fortes a nível local e absorvem-nas. Vasco Perestrelo recorda o caso da Unilever. Esta empresa tem marcas - por exemplo a Dove, a Lux e a Vasenol - que concorrem entre si, embora em segmentos ligeiramente diferentes. Tudo por que a Unilever acredita que através desta estratégia consegue chegar a mais consumidores do que se optasse por ter apenas uma marca. É uma estratégia de gestão de portfolio como outra qualquer. O factor cultural é também um dado importante.

Edson Athayde lembra o caso - há três anos - do Banco Espírito Santo (BES) e o BancoPortuguês de Investimento (BPI) que pensaram em fundir-se. No entanto, o projecto não chegou a concretizar-se. Exactamente porquê nunca se chegou a saber, mas o vice-presidente criativo da Ogilvy explica que na altura falou-se que uma das razões seria precisamente a questão cultural. O BES é uma marca centrada na tradição, enquanto que o BPI tem um perfil muito jovem. Por isso, a questão cultural pode ser um sério empecilho a uma operação de fusão de marcas.

Super Sagres?Ainda na banca, e novamente com o BES, há o caso da absorção do Banco Internacional de Crédito (BIC) pelo BES. Vasco Perestrelo explica que neste caso fez sentido anular a marca BIC, pois às vezes as marcas chegam à conclusão que o valor que têm separadas é menor do que o que têm juntas. Edson Athayde recorda ainda um caso polémico. À semelhança do que acontece em Portugal entre a Sagres e a Super Bock, também no Brasil decorria um duelo histórico há mais de vinte anos entre as duas principais marcas de cerveja: a Brahma e a Antarctida. Mas, num belo dia, as empresas que detinham as marcas fundiram-se. A estratégia passou por manter as marcas independentes, mas o resultado não foi o mais feliz. Por que a Brahma era a que detinha a maioria do capital da Antárctica, os consumidores, conta Edson Athayde, que eram fieis a esta sentiram que estavam a beber Brahma em garrafas de Antárctica e as vendas desta marca desceram.

A partir daí, a empresa optou por criar mais marcas com o objectivo de diversificar o mercado brasileiro. Em Portugal, poderia passar-se o mesmo com as cervejas Sagres e a Super Bock. Aliás, Edson Athayde adianta que a ideia da fusão já lhe cruzou opensamento algumas vezes. E admite que não é impossível que um dia venha a acontecer.

Autor: Marta Diniz de Araújo
Fonte: Diário Económico

domingo, março 05, 2006

Mourinho dá a cara pelas rolhas de cortiça portuguesa

A publicidade da Associação Portuguesa de Cortiças (Apcor) visa promover o sector e ajudar a travar o crescimento da utilização de vedantes de plástico e alumínio nas garrafas de vinho.

"Aceitei o convite da Apcor para promover a cortiça no Reino Unido, porque este é um produto português, um produto que faz de Portugal o líder mundial neste sector, e que deve ser promovido por todos os portugueses", afirma Mourinho, actual treinador do Chelsea.

A campanha, que tem como parceiro o ICEP Portugal, conta com um investimento de três milhões de euros, dos quais 30% provêm de participações privadas. A promoção da cortiça irá abranger ainda outros países, como os Estados Unidos e Austrália, e algumas iniciativas terão lugar em França e na Alemanha.

No Reino Unido, as acções assentam em publicidade na imprensa, ?outdoor?, Internet, eventos e comunicação dirigida ao mercado. "É preciso responder aos inúmeros ataques dos vedantes sintéticos e das cápsulas de alumínio que a rolha de cortiça tem sofrido nos últimos tempos, e mostrar ao mercado que a rolha é o melhor vedante para o vinho", afirma António Amorim, presidente da Apcor.

Esta não é a primeira vez que Mourinho se estreia no mundo da publicidade. O treinador de futebol já emprestou a cara a conhecidas marcas como a American Express, o banco BPI e os telemóveis da Samsung.

Autor: Catarina Frazão
Fonte: Diário Económico

sexta-feira, março 03, 2006

Empresa de Cervejas da Madeira aposta em Angola


A Empresa de Cervejas da Madeira, reforça a sua abordagem ao mercado angolano com a aposta em novos focos de publicidade à cerveja Coral. Foram já introduzidos três outdoors Coral em Lobito, que se juntam aos dois colocados em 2005, e em Março surgiram cinco novos outdoors Coral em Luanda.

Desenvolvidos pela Ogylvi, os outdoors “espetacoral”, conjuntamente com a presença cada vez mais reforçada de Coral nas superfícies comerciais, têm dado a conhecer aos angolanos o sabor da conhecida cerveja madeirense.

A Empresa de Cervejas da Madeira, ao mesmo tempo que continua a estratégia de implementação dos seus produtos no mercado de Portugal Continental, tem igualmente vindo a apresentar-se em países onde a comunidade portuguesa é numerosa e onde verifica uma necessidade de aceder a produtos portugueses.

quinta-feira, março 02, 2006

A propósito da Comunicação da OPA...

by Bruno Valverde Cota


Num quadro de uma OPA, como o recente caso da Sonae com a PT, é fundamental que o seu benefício seja apresentado de forma explícita, como um benefício para os consumidores, de modo a que estes se sintam implicados na “operação”. Já Montaigne escreveu “a palavra é metade de quem a diz e metade de quem a escuta”.

Assim, numa situação de OPA, é fundamental que na projecção da sua comunicação se considere como poderá o público (e os media) reagir à mensagem que se pretende emitir. Para que o objectivo desta comunicação se cumpra é essencial que os destinatários a processem da forma pretendida, sem o que as suas percepções e atitudes não serão afectadas. Claramente, a credibilidade é um dos pontos-chave. Qualquer pessoa pode falar sobre a OPA. O que é verdadeiramente difícil é lograr credibilidade, e essa provém normalmente da comunicação indirecta, ou seja, daquilo que é mais insinuado do que dito. Da opinião dos jornalistas, dos comentadores, dos especialistas … do público em geral!

Se os destinatários são convidados a irem para além do óbvio, abre-se a porta para o processamento activo da informação, o que permite um envolvimento com a comunicação e, certamente, um envolvimento maior com tudo que envolva a OPA. Todavia, é indispensável que a mensagem seja rica de conteúdo – como foi o caso -, e susceptível de ser analisada e interpretada. Por isso, uma comunicação deste género, ao apelar para a inteligência e interesse do público, induz os seus destinatários a “completarem a mensagem” e de decidir o seu significado e destino final, o que me parece mais eficaz para uma melhor compreensão como aceitação da mensagem.

Refira-se que o sucesso de uma comunicação de OPA decorre também do uso que ela tem e do modo como os destinatários reagem e actuam em função dela. E aí a capacidade de relacionamento com os “influenciadores” de opinião e a disponibilidade e qualidade da informação são fundamentais. Na língua inglesa chama-se a isso “Publicity”, conceito diferente do vulgarmente conhecido de Relações Públicas. O significado deste novo conceito é quase como uma “boa publicidade grátis”, ou seja, a empresa consegue que os media veiculem mensagens não pagas abonatórias sobre a OPA. Aqui o rigor e a forte capacidade de gestão – como é o exemplo da Sonae -, no relacionamento com os meios de comunicação social é preponderante para que se obtenha a exposição pública pretendida. Aguardaremos os próximos passos…

quarta-feira, março 01, 2006

Design Renova chega ao Harrods

Cosmopolita, chique, gótico, elitista, urbano. Seja qual for o epíteto que lhe é atribuído, o Renova Black teve o mérito de não passar despercebido nos mercados nacional e internacional. Prova disso mesmo é que o papel higiénico preto made in Portugal foi convidado a desfilar nos londrinos armazéns Harrods.

Em nome da capacidade de inovação e da diferenciação da marca, a empresa lança agora o Renova Red.E promete não parar.A marca portuguesa Renova, que com o lançamento do papel higiénico Black conquistou uma imagem impar de design e cosmopolitismo, vai chegar ao Harrods. Um ano após o seu lançamento, o Renova Black, papel higiénico de cor preta ? que foi referência em publicações como o Washington Post, a revista Elle e a Times ? foi escolhido para integrar um portfolio de produtos de luxo que irá inaugurar um novo espaço comercial nos famosos armazéns londrinos.

O Harrods vai abrir uma nova loja este mês, dedicada a consumidores sofisticados, com produtos de luxo. E nós fomos contactados para vender o Renova Black e os lenços Black para a nova loja, que se situará em frente dos famosos armazéns, revelou Luís Saramago, director de marketing da Renova, em declarações ao Jornal de Negócios.

A aposta na visibilidade. Actualmente a ser vendido para mercados internacionais como Espanha, França, Norte da Europa e Estados Unidos da América, a mais-valia do Renova Black está na visibilidade e diferenciação que dá à marca, a par do tradicional aumento de vendas, explica Luís Saramago.

O Renova Black tornou-se num produto conhecido mundialmente, a visibilidade que deu à marca é muito importante. Mas a principal diferença entre este produto e o papel higiénico comum é que traz mais-valias, pois tem valores tangíveis e intangíveis. Além de cumprir a sua função, gera diferenciação para a marca Renova, defende o responsável.

Considerando que o Renova Black vende mais pelo seu design do que pela sua funcionalidade, Luís Saramago acredita que o produto atrai essencialmente um segmento de mercado a que designa por tribo social. Ou seja, consumidores com sensibilidade para o design e estética.

Mesmo assim, Luís Saramago acredita que competir num nicho de mercado a nível mundial começa a ser um desafio mais interessante. Sem revelar o peso deste produto nas vendas do segmento de papel higiénico da Renova em Portugal, o director de marketing da empresa afirma apenas que o Black teve uma boa aceitação no País, apesar de só ser vendido em algumas lojas específicas.

Em nome da inovação e diferenciação de uma marca com quase dois séculos de património, a Renova promete continuar a criar novos produtos e conceitos. É o caso do Renova Red, que acaba de ser lançado a pensar nos consumidores mais fashion da cidade.

Depois do black chique, o vermelho de paixãoDepois de criar um papel higiénico preto e lenços de papel da mesma cor, a Renova lança agora o Renova Red. E uma extensão da gama Black, usamos a cor para tocar as pessoas no seu íntimo, explica Luís Saramago, director de marketing da Renova.

O vermelho foi a cor escolhida por representar a paixão, conta o responsável. Está relacionado com a forma como fazemos os nossos produtos e exercemos a nossa actividade. À semelhança do que acontece com o Renova Black, o Red é também um papel higiénico com perfume. Os dois produtos têm um perfume emocional ? não cheira a flores nem a rosas, é um cheiro indefinido, que queremos que os consumidores associem à marca, salienta o responsável.

Tendo uma política de inovação constante na empresa, surgiram brevemente novos produtos, revela Luís Saramago. Temos um departamento próprio de inovação dentro da empresa, responsável pela criação de no vos produtos e novos conceitos. Depois do Verão vamos lançar algo novo, diz o responsável, apenas acrescentando que a inovação poderá ser ao nível da cor, formato, perfume, conceitos ou produtos nunca antes vistos no mercado.

Autor: Maria Espadinha
Fonte: Jornal de Negócios

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Zara ganha terreno na guerra pela China

Quando, há 31 anos, Amancio Ortega lançou as fundações do que hoje é o grupo Inditex, na Corunha, estaria longe de pensar que um dia veria estampado o nome de uma das suas marcas na fachada da antiga representação consular de Espanha em Xangai, nos anos de 1920. Mas, sonho ou ilusão, o certo é que na semana passada o nome Zara brilhava na frontaria de um dos mais belos edifícios da Nanjing West Road, naquela que foi simbolicamente a loja número 2700 do grupo. Mais nove se seguirão até final deste ano nas duas cidades mais importantes do gigante asiático, Xangai e Pequim, numa ofensiva que pretende abranger um universo de 120 milhões de pessoas, cerca de metade das quais colocadas na categoria de milionárias. Esta jogada poderá levar rapidamente o grupo Inditex ao primeiro lugar do pódio europeu de vendas dos fabricantes têxtil de moda, de momento, ocupado pelos suecos da H&M.

Estes dois produtores, apesar da concorrência de marcas como a Mango, a Diesel ou a Benetton, jogam, por assim dizer, num campeonato diferente. Veja-se, por exemplo, que no caso do grupo Inditex estão empregados mais de 40 mil profissionais (88 por cento dos quais na Europa), ao passo que a H&M emprega mais de 50 mil pessoas, apesar de não possuir fábricas próprias.

Os volumes de negócio também falam por si: a empresa espanhola facturou, em 2005, 5,6 mil milhões de euros em vendas, enquanto os suecos atingiram os 7,6 mil milhões de euros.A estratégia da Zara é, aparentemente, simples e tem sido objecto de vários estudos de especialistas, que incluem esta marca no lote das mais hábeis a lidar com as exigências dos consumidores. Análise cuidada do mercado (abriu há 23 meses uma primeira loja em Hong Kong, a título experimental), resposta rápida às encomendas e, acima de tudo, integração de todas as fases do processo de produção, fazem do grupo Inditex um modelo invejável de sucesso.

Daí que não seja estranha a popularidade das marcas Zara, Kiddys Class, Pull and Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho ou Zara Home.Com metade da sua produção localizada na Europa, o grupo galego produz já 12 por cento na China, o que terá encorajado os seus administradores a apostar mais forte no mercado chinês.

No caso de Xangai, e apesar de ser uma zona com grande potencial de crescimento, os preços continuarão a ser apenas dez por cento mais elevados do que em Espanha, onde vende 45 por cento do que produz.Do estirador à vendaAo contrário do que acontece com o grupo Inditex, a H&M tem a maior parte da sua produção localizada na Ásia (60 por cento), sendo a restante maioritariamente na Europa, num total de 700 fornecedores.

O facto de não ter fábricas próprias faz incidir mais o trabalho nas áreas do design (um total de 155 profissionais) e do marketing, factor fundamental para que esta empresa fundada em 1947, por Erling Persson, seja hoje um dos gigantes mundiais do sector têxtil, com presença assegurada em 1193 lojas na Europa e na América.

Olhando para os países em que a H&M está presente, a estratégia desta multinacional parece evidente: disseminar a marca em mercados com poder de compra garantido (Alemanha, Suécia e Reino Unido são os principais clientes), tendência que deverá ficar consolidada já este ano. A marca sueca pretende ver concluído o processo de franchising no Médio Oriente, em concreto no Koweit e no Dubai, onde, até ao Outono, deverá fazer entrar os seus produtos. Também o comércio on-line está consolidado desde há longos anos, em especial para os países vizinhos da Suécia, com sucesso reconhecido por parte da empresa.

Autor: Mário Barros
Fonte: Público