Os CTT estão a pressionar a Caixa Geral de Depósitos para avançar com o Banco Postal. O presidente dos CTT, Luís Nazaré, assegura que o Banco Postal estará concluído até ao final do ano, apesar de ainda não terem licença do Banco de Portugal. A Caixa exerceu direito de preferência em Março do ano passado CTT pressionam CGD a avançar com Banco Postal até ao final do anoOs CTT estão a pressionar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) para o arranque do Banco Postal (BP). Com grupos de trabalho constituídos há quinze dias, sem plano de negócios e licença do Banco de Portugal, Luís Nazaré anunciou recentemente que a instituição será criada até ao final do ano.Mas do lado da CGD não há movimentações. O Jornal de Negócios sabe que não está, por enquanto, a ser trabalhado nada no banco estatal. E as palavras do presidente da CGD, recentemente, em entrevista ao Jornal de Negócios, são claras. O responsável não deu garantias de que o projecto avançasse e lembrou que primeiro há que perceber o que não correu bem para evitar que se cometam os mesmos erros.O Jornal de Negócios sabe também que não foi ainda feito ao Banco de Portugal (BdP) o pedido de obtenção de licença bancária, informação que o regulador não quis confirmar. Esta autorização pode levar seis meses, ou até 12, caso sejam so-licitados elementos adicionais. O BP ficou sem licença para operar quando encerrado em 2003.Apesar de todos estes constrangimentos, os CTT estão confiantes de que, com boa vontade de ambas as partes, será possível concretizar o objectivo de ter o BP a funcionar ainda em 2006.Certo é que, agora, todo o processo terá de ser recomeçado. Terão, por exemplo, de ser entregues ao BdP documentos como o programa de actividades, que ainda não existe. Não se sabe ainda, por exemplo, qual será o negócio core e a estratégia escolhida para o BP entrar no mercado.Os Correios têm razões para temer pelo arrastar do projecto. Sobretudo pela experiência recente do falhanço da primeira tentativa de avanço do banco, que acabou por fechar. E que foi atribuída na altura em boa parte ao desinteresse da Caixa em avançar.A CGD suporta, no entanto, desde 1998, a imposição do accionista Estado para ser ela a avançar ao lado dos CTT no projecto deste de criar uma rede própria de distribuição de produtos bancários, à semelhança do que existe noutros países. Mas o interesse em avançar é hoje, como sempre foi, sobretudo dos CTT.Por um lado, a nova instituição pode canibalizar parte do mercado da CGD. Por outro, a CGD tem já planeado um investimento de abertura de 90 balcões, sobretudo em Lisboa e no Porto. Aliás, das mais de mil estações dos CTT, hoje apenas 100, aproximadamente, têm capacidade para albergar o Banco Postal, segundo fonte envolvida no processo. É que, consequência da legislação bancária, o BP terá de ter balcões próprios, dentro das estações.A CGD terá, aliás, exercido o seu direito de preferência, em 2005, quando os CTT tentaram avançar com o Banif maioritariamente para garantir que outro banco não ficasse com aquela rede.Para os CTT, o banco postal representa uma oportunidade preciosa de encontrar novas fontes de receita numa altura em que a sua actividade por excelência, os correios, têm cada vez menos negócio.No entanto, a manutenção de boas relações com os CTT é determinante para a parceria que ambos possuem nos seguros. CGD e Correios têm um acordo de exclusividade para a venda de produtos Fidelidade-Mundial aos balcões dos CTT, que foi até recentemente alargado aos ramos não vida. Determinante para a CGD, este acordo terá em breve de ser renegociado, uma vez que termina no final deste ano.Para os CTT, avançar sem a CGD implica encontrar outro parceiro. Apesar de Luís Nazaré ter chegado a dizer no ano passado que avançaria mesmo sem outro parceiro, a verdade é que o BP não pode existir sem a ligação a uma instituição bancária. Se é verdade que noutros países os correios distribuem produtos bancários, em Portugal o regulador garante que apenas as entidades bancárias podem receber depósitos, conceder crédito ou emitir cartões de pagamento.
Inspirational Marketing and Sales, Leadership and Results Oriented Management are the purpose!
sexta-feira, abril 07, 2006
quinta-feira, abril 06, 2006
BES lança campanha dirigida a imigrantes do Leste e Brasil
Banco tem como objectivo conseguir 15 mil novos clientes nestas comunidades
Brasileiros e ucranianos e outros imigrantes de leste são os alvos e protagonistas de uma campanha bilingue em russo e português do Brasil que vai estar na imprensa, rádio e nos balcões durante o mês de Abril. Realizada pela BBDO, a campanha tem o BES em comum, coloca em cena duas personagens em cada anúncio, seguindo a estratégia de dar nome às personagens: Quem sabe, sabe e o Yuri e o Adilson é que sabem. Na imprensa, as personagens são colocadas lado a lado. Já na rádio, os mesmos mantêm um diálogo bilingue, mostrando como é possível quebrar a barreira linguística, segundo o comunicado do banco.
Numa segunda fase, o BES vai orientar a comunicação Novos Residentes para as soluções e serviços especificamente desenvolvidos para eles, principalmente soluções para envio de dinheiro.Brasileiros e imigrantes oriundos de leste são duas das maiores comunidades estrangeiras residentes em Portugal e que se mantém em expansão. No entanto, existem várias outras comunidades estrangeiras bastante representadas no nosso país, que conta com cerca de 600 mil imigrantes. Para esses, o BES optou pelo marketing relacional, tendo sido enviado um mailing especial para a actual base de clientes de outras comunidades.
A mudança de imagem do Banco Espírito Santo trouxe novos objectivos ao banco, que pretende chegar ao fim do ano com 100 mil novos clientes. Para tal, o BES decidiu investir em segmentos específicos. Além dos imigrantes, onde o banco quer captar 15 mil clientes, a comunicação do BES vai orientar-se também para os estrangeiros reformados a viver em Portugal, e ainda os jovens universitários.
Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico
Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico
quarta-feira, abril 05, 2006
McDonald's procura 25 pessoas para exibir nas embalagens

Os candidatos devem enviar um texto de 100 palavras sobre o que mais amam e uma foto que transmita a essência do que escreveram. Crianças também podem participar - desde que os pais enviem o material.
Os escolhidos vão aparecer nas embalagens das sanduíches e nos copos de bebidas da rede em todo o mundo. A campanha que vai procurar as suas 'caras' nao usará media tradicional - espera contar com o boca a boca.
Os escolhidos vão aparecer nas embalagens das sanduíches e nos copos de bebidas da rede em todo o mundo. A campanha que vai procurar as suas 'caras' nao usará media tradicional - espera contar com o boca a boca.
CGD é o banco com maior notoriedade
O trabalho teve como objectivo medir a notoriedade dos bancos versus investimento publicitário e notícias divulgadas na imprensa nacional, especializada e regional e permite, também, verificar se as mensagens transmitidas pelos media têm repercussão na opinião pública A análise baseia-se, essencialmente, no cruzamento da pressão publicitária e do share of voice de cada marca com a notoriedade espontânea dessas mesmas marcas, às quais são ainda associados determinados valores. Os estudos de "Communication Integration" são inovadores em Portugal, tendo por base uma metodologia internacional partilhada em todos os países onde o Grupo Observer está presente.
À questão “quando pensa em bancos qual é o primeiro que lhe vem à cabeça?” a CGD surge em primeiro lugar com 29% das respostas. Surge ainda em primeiro lugar no Top of Mind segundo os escalões etários entre os 35 e os 44 anos, os 55 e 64 e, mais de 65 anos e em segundo lugar entre os inquiridos dos 18 aos 24 anos.
Quanto ao segmento de mercado, a CGD evidencia-se, atingindo o primeiro lugar como banco associado à habitação, ao crédito pessoal/individual, ao crédito automóvel, à poupança reforma, às soluções fiscais, ao crédito, e à poupança. Fica com o segundo lugar nos bancos associados à internet/canais online e com a terceira posição no que se refere à gestão de fundos.
Este estudo analisou ainda a notoriedade em função de determinados conceitos e valores, tendo a CGD liderado os resultados, no âmbito de marcas de bancos, no que se refere a: nacional, juventude, responsabilidade social, solidariedade, seriedade, solidez, segurança, confiança e excelência. Dentro desta categoria, a CGD aparece ainda com o terceiro lugar referente a bancos associados a música e ao desporto.
Este estudo foi realizado à população portuguesa residente em Lisboa maior de 14 anos, sendo a amostra constituída por 500 unidades seleccionadas de forma aleatória. O grau de confiança para o estudo é de 95% e a margem de erro é de 4,35%. Os trabalhos de campo foram realizados por entrevistadores no dia 23 de Janeiro de 2006.
À questão “quando pensa em bancos qual é o primeiro que lhe vem à cabeça?” a CGD surge em primeiro lugar com 29% das respostas. Surge ainda em primeiro lugar no Top of Mind segundo os escalões etários entre os 35 e os 44 anos, os 55 e 64 e, mais de 65 anos e em segundo lugar entre os inquiridos dos 18 aos 24 anos.
Quanto ao segmento de mercado, a CGD evidencia-se, atingindo o primeiro lugar como banco associado à habitação, ao crédito pessoal/individual, ao crédito automóvel, à poupança reforma, às soluções fiscais, ao crédito, e à poupança. Fica com o segundo lugar nos bancos associados à internet/canais online e com a terceira posição no que se refere à gestão de fundos.
Este estudo analisou ainda a notoriedade em função de determinados conceitos e valores, tendo a CGD liderado os resultados, no âmbito de marcas de bancos, no que se refere a: nacional, juventude, responsabilidade social, solidariedade, seriedade, solidez, segurança, confiança e excelência. Dentro desta categoria, a CGD aparece ainda com o terceiro lugar referente a bancos associados a música e ao desporto.
Este estudo foi realizado à população portuguesa residente em Lisboa maior de 14 anos, sendo a amostra constituída por 500 unidades seleccionadas de forma aleatória. O grau de confiança para o estudo é de 95% e a margem de erro é de 4,35%. Os trabalhos de campo foram realizados por entrevistadores no dia 23 de Janeiro de 2006.
segunda-feira, abril 03, 2006
Lamentação de um académico

Adjectivar um argumento fraco como algo ”puramente teórico” esquece um facto importante: que as boas teorias são tudo menos ”coisas muito teóricas”.
Há expressões que, pelo menos em português, denotam a baixa estima do público em relação aos professores e investigadores universitários. Alguns exemplos: ”isso é uma questão puramente académica”, ”isso são tudo teorias”, ou ”isso é muito teórico”; cujo significado é, essencialmente, que se trata de questões sem qualquer interesse ou aplicação.
É verdade que a máxima de Kurt Lewin, ”não há nada mais prático do que uma boa teoria,” é frequentemente referida. Muitos outros autores poderiam ser citados (já li ou ouvi referências a Aristóteles, Tomás de Aquino e Einstein). Mas a ideia básica mantém-se: os académicos não servem para nada.
Como académico, sinto-me ofendido, especialmente porque se trata de uma generalização errada e injusta. Uma das minhas provas favoritas é a teoria dos números. Imagine-se a reacção do mundo grego quando Euclides demonstrou que cada número inteiro pode ser representado de forma única como o produto de uma série de primos. ”Cá estão os teóricos outra vez, gastando o tempo em questões inúteis. Parece que não têm mais nada que fazer”. Não conheço nenhum relato da época, mas calculo que tenha sido algo deste estilo.
E no entanto, séculos depois, um dos maiores desenvolvimentos em criptografia baseia-se justamente na utilização de números primos. Se hoje em dia podemos com segurança pagar com cartão de crédito na Internet, temos de agradecer aos muitos teóricos que, ao longo de vários milénios, se preocuparam com questões tão académicas como a teoria dos números.
Não é fácil encontrar exemplos tão radicais da transição do puramente teórico e supostamente irrelevante para o eminentemmente prático e até comercial. Nem é esse o meu ponto. Basta pensar um pouco nas coisas para concluir que, em última análise, o mundo é movido por ideias. E por outro lado há muitas ideias que têm valor em si, independentemente da sua aplicação prática e comercial.
Embora o mundo académico não seja a fonte exclusiva de ideias, é claramente uma das fontes primárias. Assim, dizer que certo assunto é apenas uma ”questão académica” caricatura de forma injusta a actividade da academia. E adjectivar um argumento fraco como algo ”puramente teórico” esquece um facto importante: que as boas teorias são tudo menos ”coisas muito teóricas”.
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Luís Cabral, Professor de Economia da Universidade de Nova Iorque
Há expressões que, pelo menos em português, denotam a baixa estima do público em relação aos professores e investigadores universitários. Alguns exemplos: ”isso é uma questão puramente académica”, ”isso são tudo teorias”, ou ”isso é muito teórico”; cujo significado é, essencialmente, que se trata de questões sem qualquer interesse ou aplicação.
É verdade que a máxima de Kurt Lewin, ”não há nada mais prático do que uma boa teoria,” é frequentemente referida. Muitos outros autores poderiam ser citados (já li ou ouvi referências a Aristóteles, Tomás de Aquino e Einstein). Mas a ideia básica mantém-se: os académicos não servem para nada.
Como académico, sinto-me ofendido, especialmente porque se trata de uma generalização errada e injusta. Uma das minhas provas favoritas é a teoria dos números. Imagine-se a reacção do mundo grego quando Euclides demonstrou que cada número inteiro pode ser representado de forma única como o produto de uma série de primos. ”Cá estão os teóricos outra vez, gastando o tempo em questões inúteis. Parece que não têm mais nada que fazer”. Não conheço nenhum relato da época, mas calculo que tenha sido algo deste estilo.
E no entanto, séculos depois, um dos maiores desenvolvimentos em criptografia baseia-se justamente na utilização de números primos. Se hoje em dia podemos com segurança pagar com cartão de crédito na Internet, temos de agradecer aos muitos teóricos que, ao longo de vários milénios, se preocuparam com questões tão académicas como a teoria dos números.
Não é fácil encontrar exemplos tão radicais da transição do puramente teórico e supostamente irrelevante para o eminentemmente prático e até comercial. Nem é esse o meu ponto. Basta pensar um pouco nas coisas para concluir que, em última análise, o mundo é movido por ideias. E por outro lado há muitas ideias que têm valor em si, independentemente da sua aplicação prática e comercial.
Embora o mundo académico não seja a fonte exclusiva de ideias, é claramente uma das fontes primárias. Assim, dizer que certo assunto é apenas uma ”questão académica” caricatura de forma injusta a actividade da academia. E adjectivar um argumento fraco como algo ”puramente teórico” esquece um facto importante: que as boas teorias são tudo menos ”coisas muito teóricas”.
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Luís Cabral, Professor de Economia da Universidade de Nova Iorque
sexta-feira, março 31, 2006
Campanha Sagres Bohemia com Pierce Brosnan

Os dois spots que fazem parte desta campanha têm a duração de 45 segundos e recriam situações de acção, sedução e suspense.
"Diamantes" é o título do primeiro spot, onde vemos Pierce Brosnan na pele de um ladrão de jóias que, ao chegar a casa para preparar um jantar romântico, repara que lhe falta o ingrediente principal: a Sagres Bohemia. Desapontado, fecha o frigorífico e dirige-se à loja de conveniência mais próxima.
Quando chega a sua altura de pagar, percebe que deixou a carteira em casa e não tem outra solução senão "trocar" um 6-pack de Bohemia por um diamante. Já em casa, Brosnan e a mulher, a modelo havaiana Laura Mansfield, fazem um brinde. O segundo spot, com o título "Quadro", estreará "em breve". A campanha inclui ainda outdoors, mupis e material de ponto de venda.
As gravações decorreram ao longo de quatro dias e tiveram como cenário o Armazém Abel Pereira da Fonseca, o Palácio da Foz, o Hotel Four Seasons, o Panteão Nacional, o Palácio Sotto Mayor, a Quinta da Regaleira e as ruas próximas do Porto de Lisboa.
Os filmes foram produzidos pela Ministério dos Filmes para a Euro RSCG e a realização esteve a cargo de Marco Martins. A música para os dois spots foi gravada pela Orquestra Sinfónica da Eslovénia sob a direcção do maestro português Nuno Malo.
"Diamantes" é o título do primeiro spot, onde vemos Pierce Brosnan na pele de um ladrão de jóias que, ao chegar a casa para preparar um jantar romântico, repara que lhe falta o ingrediente principal: a Sagres Bohemia. Desapontado, fecha o frigorífico e dirige-se à loja de conveniência mais próxima.
Quando chega a sua altura de pagar, percebe que deixou a carteira em casa e não tem outra solução senão "trocar" um 6-pack de Bohemia por um diamante. Já em casa, Brosnan e a mulher, a modelo havaiana Laura Mansfield, fazem um brinde. O segundo spot, com o título "Quadro", estreará "em breve". A campanha inclui ainda outdoors, mupis e material de ponto de venda.
As gravações decorreram ao longo de quatro dias e tiveram como cenário o Armazém Abel Pereira da Fonseca, o Palácio da Foz, o Hotel Four Seasons, o Panteão Nacional, o Palácio Sotto Mayor, a Quinta da Regaleira e as ruas próximas do Porto de Lisboa.
Os filmes foram produzidos pela Ministério dos Filmes para a Euro RSCG e a realização esteve a cargo de Marco Martins. A música para os dois spots foi gravada pela Orquestra Sinfónica da Eslovénia sob a direcção do maestro português Nuno Malo.
quinta-feira, março 30, 2006
O Futebol e os Serviços Financeiros
A nova campanha da Tranquilidade é a primeira de Cristiano Ronaldo para o BES em 2006, e aproveita a proximidade do Mundial na Alemanha, onde o futebolista participará. Esse é um dos três factores que levaram à realização desta campanha, segundo Rita Torres Baptista, directora de marketing estratégico do BES.
As outras duas foram o protagonismo que o Cristiano Ronaldo apresenta e os benefícios do cartão t, especialmente para os clientes do BES.O BES investiu 1,55 milhões de euros na campanha, a preços reais. A verba inclui a viagem de 50 portugueses à Alemanha - vencedores de um concurso incluído na nova campanha - para assistir a um jogo da selecção no mundial.
O slogan da campanha é arranje um bocadinho para ganhar muito.O anúncio de TV, que chega esta noite aos principais canais de televisão e vai ficar no ar durante o mês de Abril, foi gravado no dia 19, no Estádio de Alvalade. Segundo a responsável do marketing, a escolha do estádio do Sporting deveu-se ao alto nível de condicionantes técnicas e logísticas existentes para criar o ambiente pretendido.
O filme publicitário mostra um estádio cheio, a assistir a um jogo da selecção, mas, na realidade, foram utilizados apenas de 85 figurantes na mai or parte das filmagens. Só os segundos iniciais mostram imagens reais, retiradas do jogo entre as selecções de Portugal e a Arábia Saudita, a 1 de Março. A criatividade esteve a cargo da BBDO, a agência responsável pela campanha de apresentação da nova imagem do BES. E a produtora do anúncio foi a Garage Films.
A imagem de Ronaldo tem sido utilizada essencialmente para promover o cartão t e a Tranquilidade, mas o grupo BES deverá utilizar de novo a imagem do jogador para promover o banco durante a realização do Mundial.
OS BANCOS E O DESPORTO
Mourinho compra e vende para o BPI
José Mourinho é uma das figuras portuguesas mais requisitadas para campanhas publicitárias.Esta semana foi apresentada uma campanha pelo turismo que conta com a participação de Mourinho. O treinador do Chelsea é também o protagonista de uma campanha internacional a favor da cortiça portuguesa.
Na banca, Mourinho é uma das caras nas campanhas do BPI, que o utilizou para uma campanha recente a um serviço bancário na internet. Pedro Mantorras também dá a cara pelo BPI, mas a imagem do jogador do Benfica é utilizada apenas em Angola.
João Garcia escala montanhas para o BCP
Nem só de futebol vive o desporto e o Millennium BCP procurou uma figura diferente para uma das suas campanhas. O alpinista João Garcia foi o desportista escolhido para promover um programa de crédito a projectos inovadores. O primeiro projecto apoiado é o do próprio alpinista, que tem o patrocínio total do Millennium BCP até 2010. João Garcia pretende escalar oito picos da cordilheira do Himalaia. O alpinista parte já no próximo domingo para o Nepal e espera chegar em meados de Maio ao topo do pico Kangchenjunga, com 8598 metros de altitude.
Tiago Monteiro correu pela CGD até Fevereiro
A Caixa Geral de Depósitos também utilizou um desportista para uma campanha recente, neste caso o piloto de fórmula 1 Tiago Monteiro. O corredor, que já vai na sua segunda época na competição máxima do automobilismo, protagonizou vários anúncios ao cartão de crédito Caixa Classic. O contrato entre Tiago Monteiro e a Caixa Geral de Depósitos terminou no final de Fevereiro. No passado recente, a CGD lançou também uma campanha que apresentava várias figuras públicas como clientes da Caixa - uma delas era o judoca português Nuno Delgado.
As outras duas foram o protagonismo que o Cristiano Ronaldo apresenta e os benefícios do cartão t, especialmente para os clientes do BES.O BES investiu 1,55 milhões de euros na campanha, a preços reais. A verba inclui a viagem de 50 portugueses à Alemanha - vencedores de um concurso incluído na nova campanha - para assistir a um jogo da selecção no mundial.
O slogan da campanha é arranje um bocadinho para ganhar muito.O anúncio de TV, que chega esta noite aos principais canais de televisão e vai ficar no ar durante o mês de Abril, foi gravado no dia 19, no Estádio de Alvalade. Segundo a responsável do marketing, a escolha do estádio do Sporting deveu-se ao alto nível de condicionantes técnicas e logísticas existentes para criar o ambiente pretendido.
O filme publicitário mostra um estádio cheio, a assistir a um jogo da selecção, mas, na realidade, foram utilizados apenas de 85 figurantes na mai or parte das filmagens. Só os segundos iniciais mostram imagens reais, retiradas do jogo entre as selecções de Portugal e a Arábia Saudita, a 1 de Março. A criatividade esteve a cargo da BBDO, a agência responsável pela campanha de apresentação da nova imagem do BES. E a produtora do anúncio foi a Garage Films.
A imagem de Ronaldo tem sido utilizada essencialmente para promover o cartão t e a Tranquilidade, mas o grupo BES deverá utilizar de novo a imagem do jogador para promover o banco durante a realização do Mundial.
OS BANCOS E O DESPORTO
Mourinho compra e vende para o BPI
José Mourinho é uma das figuras portuguesas mais requisitadas para campanhas publicitárias.Esta semana foi apresentada uma campanha pelo turismo que conta com a participação de Mourinho. O treinador do Chelsea é também o protagonista de uma campanha internacional a favor da cortiça portuguesa.
Na banca, Mourinho é uma das caras nas campanhas do BPI, que o utilizou para uma campanha recente a um serviço bancário na internet. Pedro Mantorras também dá a cara pelo BPI, mas a imagem do jogador do Benfica é utilizada apenas em Angola.
João Garcia escala montanhas para o BCP
Nem só de futebol vive o desporto e o Millennium BCP procurou uma figura diferente para uma das suas campanhas. O alpinista João Garcia foi o desportista escolhido para promover um programa de crédito a projectos inovadores. O primeiro projecto apoiado é o do próprio alpinista, que tem o patrocínio total do Millennium BCP até 2010. João Garcia pretende escalar oito picos da cordilheira do Himalaia. O alpinista parte já no próximo domingo para o Nepal e espera chegar em meados de Maio ao topo do pico Kangchenjunga, com 8598 metros de altitude.
Tiago Monteiro correu pela CGD até Fevereiro
A Caixa Geral de Depósitos também utilizou um desportista para uma campanha recente, neste caso o piloto de fórmula 1 Tiago Monteiro. O corredor, que já vai na sua segunda época na competição máxima do automobilismo, protagonizou vários anúncios ao cartão de crédito Caixa Classic. O contrato entre Tiago Monteiro e a Caixa Geral de Depósitos terminou no final de Fevereiro. No passado recente, a CGD lançou também uma campanha que apresentava várias figuras públicas como clientes da Caixa - uma delas era o judoca português Nuno Delgado.
Casino Lisboa posiciona-se na cultura
A não canibalização do Casino do Estoril é uma das prioridades da Estoril Sol, que apresentou um novo conceito de casino para Lisboa. Assim, enquanto o Casino do Estoril estará posicionado para um público de mais de 40 anos com um gosto mais clássico, o Casino Lisboa é dirigido a um público entre os 25 e os 40 anos, que irá frequentar o casino não só pela vertente do jogo (que ocupa apenas um terço da área), mas igualmente pela cultura.
Este posicionamento pela cultura, leva a Estoril Sol a prometer grandes produções internacionais, espectáculos de dança e teatro para o Casino Lisboa. O palco é o Auditório dos Oceanos, sala de espectáculos de 642 lugares, que ao contrário do Casino do Estoril, deverá ter uma grande rotatividade de espectáculos: entre três semanas a três meses.
No que diz respeito ao jogo, o Casino Lisboa abre com 800 máquinas automáticas e 22 mesas de jogos bancados; uma oferta que irá ser aumentada até 1.500 máquinas num espaço de cinco anos para “evitar uma desestabilização do jogo”.
A oferta gastronómica do Casino de Lisboa assenta no restaurante gourmet Pragma, sob a direcção do chefe Fausto Airoldi, e com capacidade para 60 pessoas; Spot Lx, conceito urbano para 120 pessoas; e o Átrio Casino, no segundo piso, com “show cooking” e em regime buffet. O espaço conta ainda com o Arena Lounge, que está disposto em plataformas que giram em sentidos opostos, permitindo aos frequentadores obter uma visão múltipla das propostas de animação; e com vários bares como o Play Bar, Joker Bar e Baccarat Bar. Na zona de jogos há ainda espaço para “snacks” ou “finger food”.
in Publituris
Fátima Valente
30 de Março de 2006
Este posicionamento pela cultura, leva a Estoril Sol a prometer grandes produções internacionais, espectáculos de dança e teatro para o Casino Lisboa. O palco é o Auditório dos Oceanos, sala de espectáculos de 642 lugares, que ao contrário do Casino do Estoril, deverá ter uma grande rotatividade de espectáculos: entre três semanas a três meses.
No que diz respeito ao jogo, o Casino Lisboa abre com 800 máquinas automáticas e 22 mesas de jogos bancados; uma oferta que irá ser aumentada até 1.500 máquinas num espaço de cinco anos para “evitar uma desestabilização do jogo”.
A oferta gastronómica do Casino de Lisboa assenta no restaurante gourmet Pragma, sob a direcção do chefe Fausto Airoldi, e com capacidade para 60 pessoas; Spot Lx, conceito urbano para 120 pessoas; e o Átrio Casino, no segundo piso, com “show cooking” e em regime buffet. O espaço conta ainda com o Arena Lounge, que está disposto em plataformas que giram em sentidos opostos, permitindo aos frequentadores obter uma visão múltipla das propostas de animação; e com vários bares como o Play Bar, Joker Bar e Baccarat Bar. Na zona de jogos há ainda espaço para “snacks” ou “finger food”.
in Publituris
Fátima Valente
30 de Março de 2006
terça-feira, março 28, 2006
José Mourinho dá a cara pelo Turismo de Portugal
Campanha recebe investimento de dois milhões de euros
O Instituto do Turismo de Portugal e a Associação Nacional de Regiões de Turismo apresentam hoje a sua nova campanha para o turismo interno.José Mourinho é uma das caras do anúncio que chega, hoje também, aos canais de televisão e cinemas.Nos spots, podem ver-se os testemunhos do treinador português, bem como de outras figuras públicas portuguesas reconhecidas no estrangeiro.
Romance, Família e Aventura são os temas dos anúncios, desenvolvidos pela agência Euro RSCG, que incentivam a realização de passeios e mini-férias. O investimento global na promoção foi de dois milhões de euros.Apesar das caras internacionais, a campanha destina-se ao consumo interno, abrangendo todas as regiões de turismo de Portugal, numa mostra do que de melhor o País tem para oferecer aos portugueses, segundo o comunicado das duas entidades.
O turismo interno representa cerca de um terço das dormidas em hotelaria (32,6% em 2004).
O Instituto do Turismo de Portugal e a Associação Nacional de Regiões de Turismo apresentam hoje a sua nova campanha para o turismo interno.José Mourinho é uma das caras do anúncio que chega, hoje também, aos canais de televisão e cinemas.Nos spots, podem ver-se os testemunhos do treinador português, bem como de outras figuras públicas portuguesas reconhecidas no estrangeiro.
Romance, Família e Aventura são os temas dos anúncios, desenvolvidos pela agência Euro RSCG, que incentivam a realização de passeios e mini-férias. O investimento global na promoção foi de dois milhões de euros.Apesar das caras internacionais, a campanha destina-se ao consumo interno, abrangendo todas as regiões de turismo de Portugal, numa mostra do que de melhor o País tem para oferecer aos portugueses, segundo o comunicado das duas entidades.
O turismo interno representa cerca de um terço das dormidas em hotelaria (32,6% em 2004).
Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico
segunda-feira, março 27, 2006
Crime informático causa mais prejuízo que o crime físico
Um inquérito realizado pela IBM a três mil executivos de 17 países revelou que três em cada cinco directores de informática consideram que a legislação sobre delitos informáticos nos seus países é inadequada e 58% dizem que o crime informático provoca mais prejuízo às empresas do que o crime físico.
O mesmo estudo indica também que mais de três quartos dos directores de informática consideram que a perda de produtividade é para as empresas o custo mais grave do crime informático, enquanto que 77% das empresas italianas apontam a investigação de falhas informáticas como o maior custo do «cibercrime».
Por outro lado, 59% dos inquiridos afirmam que as suas empresas estão adequadamente protegidas por medidas internas contras as ameaças informáticas. Na Rússia apenas um terço tem essa convicção.
O inquérito revelou ainda que 38% dos executivos informáticos consideram que a perda de clientes é uma consequência relevante de serem vítimas de crimes informáticos, uma percentagem que desce para 2% em França, Espanha, Polónia e República Checa.
De referir também que três quartos dos inquiridos consideram que as principais fontes de ameaças vêm de sistemas desprotegidos de países em desenvolvimento, enquanto que dois em cada três sustentam que os utilizadores internos são uma das principais fontes de ameaça.
Citado pelo portal Açores.net, Pedro Galvão, responsável pela área de segurança informática da IBM, admitiu a necessidade de actualizar a legislação portuguesa nesta área e revelou que não tem qualquer conhecimento de qualquer condenação em tribunais portugueses por crimes contra empresas perpetrados através de redes informáticas.
O mesmo estudo indica também que mais de três quartos dos directores de informática consideram que a perda de produtividade é para as empresas o custo mais grave do crime informático, enquanto que 77% das empresas italianas apontam a investigação de falhas informáticas como o maior custo do «cibercrime».
Por outro lado, 59% dos inquiridos afirmam que as suas empresas estão adequadamente protegidas por medidas internas contras as ameaças informáticas. Na Rússia apenas um terço tem essa convicção.
O inquérito revelou ainda que 38% dos executivos informáticos consideram que a perda de clientes é uma consequência relevante de serem vítimas de crimes informáticos, uma percentagem que desce para 2% em França, Espanha, Polónia e República Checa.
De referir também que três quartos dos inquiridos consideram que as principais fontes de ameaças vêm de sistemas desprotegidos de países em desenvolvimento, enquanto que dois em cada três sustentam que os utilizadores internos são uma das principais fontes de ameaça.
Citado pelo portal Açores.net, Pedro Galvão, responsável pela área de segurança informática da IBM, admitiu a necessidade de actualizar a legislação portuguesa nesta área e revelou que não tem qualquer conhecimento de qualquer condenação em tribunais portugueses por crimes contra empresas perpetrados através de redes informáticas.
terça-feira, março 21, 2006
Seminário de marketing infantil revela influência do ‘target’ no consumo
Crianças tomam as rédeas na hora de ir às compras
Marta Diniz de Araújo
Se é pai (ou mãe) este tema interessa-lhe.
Costuma ir com os seus filhos às compras? Já reparou que provavelmente muitas das decisões de compra que toma são influenciadas por estes pequenos consumidores, e isso não acontece apenas quando o produto é para eles. Até quando toca a escolher o destino de férias, eles têm uma palavra a dizer. Estas são algumas das conclusões de um dos estudos que estão hoje a ser apresentados no 2º Seminário de Marketing Infantil, organizado pela ‘Brandkey’, uma agência de marketing ‘bellow-the-line’, no Pavilhão do Conhecimento, do Parque das Nações, em Lisboa.
Mónica Chaves, fundadora da agência e experiente marketer na área infantil e juvenil, achou que fazia todo o sentido realizar novamente, este ano, o Seminário de Marketing Infantil. O objectivo, além de pôr as pessoas a falar do tema, é reunir material que possa ajudar os intervenientes a compreender melhor o ‘target’.
O universo infantil de hoje afasta-se cada vez mais do universo das crianças de há 20, 30 ou 40 anos. Ana Corte-Real, da Faculdade de Economia do Porto, estudou a percepção das marcas e mascotes junto das crianças de 6 a 9 anos verificou que as crianças têm uma noção muito clara do que é uma marca. Por outro lado têm também uma noção clara do que é uma marca de contrafacção, ou seja, sabem perfeitamente quando a mãe compra uma Barbie de imitação. Concluiu-se também que as marcas são positivas para este ‘target’.
Contacto com as marcas depende da socialização
O contacto dos mais pequenos com o mundo das marcas é feito através da socialização e, segundo Ana Côrte-Real, eles referem mais rapidamente marcas que os pais consomem - “a do carro do pai ou do perfume da mãe” - do que as que lhes são directamente dirigidas. Mais do que isso, a importância que dão às marcas é directamente influenciada pela relevância que os pais também lhes dão. O facto de se lembrarem mais facilmente das marcas dos pais do que das deles remete para um dos temas actuais de discussão nesta área: é ou não legítimo usar mascotes dirigidas às crianças em produtos para adultos? Um dos exemplos mais óbvios é o caso da Comfort e das mascotes Luísa e João. Mais recentemente, mas desta vez sem mascote, há o exemplo do novo produto da Compal, o “Essencial”. O produto destina-se claramente a adultos, mas a publicidade recorre às crianças para convencer os pais a consumirem. “Neste momento há grupos, dentro do marketing, que defendem que se trata de uma arma legítima enquanto outros discordam”, explica Ana Côrte-Real. De qualquer forma, as mascotes são uma óptima forma de a marca se aproximar do pequeno consumidor. O Rik & Rok têm uma notoriedade fraca mas um grau de afectividade elevado, justificado pela interacção que mantêm com as crianças, através do Clube Rik & Rok. Já a Leopoldina tem um alto nível de notoriedade, mas nem todos os que a conhecem gostam muito dela.
O bom sabor da selva“Bongo, o bongo, o bom sabor da Selva, em cada pacotinho uma festa de oito frutos: ananás, alperce e manga, laranja maçã, goiaba, banana, maracujá, imagina o que isto dá?” Era assim e ainda é, ou quase. Verdade seja dita que a marca tem feito ao longo dos anos alguns reajustamentos. Mas nada que a faça perder as características originais. Nem todas as marcas conseguem manter-se tantos anos na preferência dos consumidores. Cidália Almeida, da Compal, apresenta no Seminário as razões que justificam os 18 anos de liderança da marca. Uma imagem forte e única é a primeira. Além disso, a responsável explica que a linha de comunicação da marca tem sido sempre diferenciadora e coerente e o facto de ter sido da Nestlé e hoje da Compal é para os consumidores um sinal de confiança, em termos de qualidade.
Uma das estratégias usadas para enfrentar a concorrência passa pela fidelidade à imagem, mantendo o património base que são os animais da selva e a música. “São elementos do ADN da marca”, assegura a responsável, e uma mudança radical está fora de questão.
O reforço da relação da criança é fundamental e neste sentido a marca - que insiste em transmitir alegria, diversão e aventura - desenvolve também acções ‘bellow-the-line’, nomeadamente com escolas no desenvolvimento de trabalhos sobre os animais em vias de extinção. O retorno deste investimento é, afirma a responsável pela Bongo, “mais eficiente do que as formas de publicidade tradicionais, pois ganhamos interactividade”.
Internet ganha relevo na vida infantil
As crianças dos meios urbanos revelam um notável sentido de equilíbrio no meio de uma vida muito intensa. Conseguem conciliar a vida dentro e fora de casa, bem como a exposição aos média tradicionais e aos novos, têm um papel activo na decisão de consumos familiares e uma relação exigente com as marcas. Foi a esta conclusão que chegou a Área de Planeamento e Estudos de Mercado (APEME), através de um estudo elaborado no âmbito do Fórum da Criança e apresentado no Seminário.
Apesar de gostarem de estar ao ar livre, a televisão ainda está no topo das preferências das crianças, mais do que brincar com os outros. Contudo, a Internet vem logo atrás. Jogar, recolher informação e trocar mensagens são as principais tarefas que os mais pequenos realizam on-line. O estudo revelou também que os animais de estimação são muito importantes para este segmento. 80% dos que não têm nenhum animal em casa deseja ter.
Sobre o consumo, a APEME conclui que quase todas as crianças estão presentes no momento das compras e sentem-se úteis nessa função. Em diversas categorias de produto é a criança que escolhe sozinha e em outras a escolha é feita com os pais. Até nas idas ao restaurante ou na escolha das férias, elas têm uma voz activa. Por trás deste fenómeno poderá estar a vontade de muitos pais de criar espírito de equipa. Uma fórmula que parece agradar a todos. Outra informação importante recolhida pelo estudo é que metade dos inquiridos gosta de ver anúncios. É, certamente, algo para ter em conta.
Marta Diniz de Araújo
Se é pai (ou mãe) este tema interessa-lhe.
Costuma ir com os seus filhos às compras? Já reparou que provavelmente muitas das decisões de compra que toma são influenciadas por estes pequenos consumidores, e isso não acontece apenas quando o produto é para eles. Até quando toca a escolher o destino de férias, eles têm uma palavra a dizer. Estas são algumas das conclusões de um dos estudos que estão hoje a ser apresentados no 2º Seminário de Marketing Infantil, organizado pela ‘Brandkey’, uma agência de marketing ‘bellow-the-line’, no Pavilhão do Conhecimento, do Parque das Nações, em Lisboa.
Mónica Chaves, fundadora da agência e experiente marketer na área infantil e juvenil, achou que fazia todo o sentido realizar novamente, este ano, o Seminário de Marketing Infantil. O objectivo, além de pôr as pessoas a falar do tema, é reunir material que possa ajudar os intervenientes a compreender melhor o ‘target’.
O universo infantil de hoje afasta-se cada vez mais do universo das crianças de há 20, 30 ou 40 anos. Ana Corte-Real, da Faculdade de Economia do Porto, estudou a percepção das marcas e mascotes junto das crianças de 6 a 9 anos verificou que as crianças têm uma noção muito clara do que é uma marca. Por outro lado têm também uma noção clara do que é uma marca de contrafacção, ou seja, sabem perfeitamente quando a mãe compra uma Barbie de imitação. Concluiu-se também que as marcas são positivas para este ‘target’.
Contacto com as marcas depende da socialização
O contacto dos mais pequenos com o mundo das marcas é feito através da socialização e, segundo Ana Côrte-Real, eles referem mais rapidamente marcas que os pais consomem - “a do carro do pai ou do perfume da mãe” - do que as que lhes são directamente dirigidas. Mais do que isso, a importância que dão às marcas é directamente influenciada pela relevância que os pais também lhes dão. O facto de se lembrarem mais facilmente das marcas dos pais do que das deles remete para um dos temas actuais de discussão nesta área: é ou não legítimo usar mascotes dirigidas às crianças em produtos para adultos? Um dos exemplos mais óbvios é o caso da Comfort e das mascotes Luísa e João. Mais recentemente, mas desta vez sem mascote, há o exemplo do novo produto da Compal, o “Essencial”. O produto destina-se claramente a adultos, mas a publicidade recorre às crianças para convencer os pais a consumirem. “Neste momento há grupos, dentro do marketing, que defendem que se trata de uma arma legítima enquanto outros discordam”, explica Ana Côrte-Real. De qualquer forma, as mascotes são uma óptima forma de a marca se aproximar do pequeno consumidor. O Rik & Rok têm uma notoriedade fraca mas um grau de afectividade elevado, justificado pela interacção que mantêm com as crianças, através do Clube Rik & Rok. Já a Leopoldina tem um alto nível de notoriedade, mas nem todos os que a conhecem gostam muito dela.
O bom sabor da selva“Bongo, o bongo, o bom sabor da Selva, em cada pacotinho uma festa de oito frutos: ananás, alperce e manga, laranja maçã, goiaba, banana, maracujá, imagina o que isto dá?” Era assim e ainda é, ou quase. Verdade seja dita que a marca tem feito ao longo dos anos alguns reajustamentos. Mas nada que a faça perder as características originais. Nem todas as marcas conseguem manter-se tantos anos na preferência dos consumidores. Cidália Almeida, da Compal, apresenta no Seminário as razões que justificam os 18 anos de liderança da marca. Uma imagem forte e única é a primeira. Além disso, a responsável explica que a linha de comunicação da marca tem sido sempre diferenciadora e coerente e o facto de ter sido da Nestlé e hoje da Compal é para os consumidores um sinal de confiança, em termos de qualidade.
Uma das estratégias usadas para enfrentar a concorrência passa pela fidelidade à imagem, mantendo o património base que são os animais da selva e a música. “São elementos do ADN da marca”, assegura a responsável, e uma mudança radical está fora de questão.
O reforço da relação da criança é fundamental e neste sentido a marca - que insiste em transmitir alegria, diversão e aventura - desenvolve também acções ‘bellow-the-line’, nomeadamente com escolas no desenvolvimento de trabalhos sobre os animais em vias de extinção. O retorno deste investimento é, afirma a responsável pela Bongo, “mais eficiente do que as formas de publicidade tradicionais, pois ganhamos interactividade”.
Internet ganha relevo na vida infantil
As crianças dos meios urbanos revelam um notável sentido de equilíbrio no meio de uma vida muito intensa. Conseguem conciliar a vida dentro e fora de casa, bem como a exposição aos média tradicionais e aos novos, têm um papel activo na decisão de consumos familiares e uma relação exigente com as marcas. Foi a esta conclusão que chegou a Área de Planeamento e Estudos de Mercado (APEME), através de um estudo elaborado no âmbito do Fórum da Criança e apresentado no Seminário.
Apesar de gostarem de estar ao ar livre, a televisão ainda está no topo das preferências das crianças, mais do que brincar com os outros. Contudo, a Internet vem logo atrás. Jogar, recolher informação e trocar mensagens são as principais tarefas que os mais pequenos realizam on-line. O estudo revelou também que os animais de estimação são muito importantes para este segmento. 80% dos que não têm nenhum animal em casa deseja ter.
Sobre o consumo, a APEME conclui que quase todas as crianças estão presentes no momento das compras e sentem-se úteis nessa função. Em diversas categorias de produto é a criança que escolhe sozinha e em outras a escolha é feita com os pais. Até nas idas ao restaurante ou na escolha das férias, elas têm uma voz activa. Por trás deste fenómeno poderá estar a vontade de muitos pais de criar espírito de equipa. Uma fórmula que parece agradar a todos. Outra informação importante recolhida pelo estudo é que metade dos inquiridos gosta de ver anúncios. É, certamente, algo para ter em conta.
sexta-feira, março 17, 2006
País errado
by Martim Avillez Figueiredo in DE
Há um detalhe muito curioso nestas duas OPAs que acordaram o país.
É mais do que um detalhe, é quase um estado de espanto geral que se apoderou do país. Reza assim: como é possível que Belmiro de Azevedo e Paulo Teixeira Pinto não tenham combinado as suas OPAs? Isto é, o país está perplexo com o facto de o primeiro não ter acertado a compra da PT com o Governo e o segundo não ter negociado com Fernando Ulrich. É espantoso.
O mesmo país que se indigna contra os privilégios em sondagens televisivas e fóruns radiofónicos, somado sobretudo aos agentes económicos que reclamam o mesmo em páginas de jornais e programas de grande audiência, acusam agora estes dois homens de parecerem amadores num negócio de milhões. Ou seja, são aqueles que reclamam a mudança que não estão preparados para ela. E se isto é verdade, então é possível refrear o entusiasmo e olhar para estas OPAs de forma menos entusiástica.
Primeiro problema: o sector financeiro português não estava preparado para uma movimentação de mercado tão escandalosamente livre como estas duas. Melhor dito: o sector admitia OPAs, mas pelos vistos esperava que fossem feitas via habituais arranjinhos nacionais. Não foram. Teixeira Pinto não se concertou com accionistas, preferindo respeitar as regras do jogo – e em vez de combinar com três ou quatro, fez uma oferta pública a todos. Ou seja, o mercado desvalorizou o que devia valorizar – a dinâmica da oferta consiste em valorizar o mercado, não em proteger interesses estabelecidos (a não ser, legitimamente, os próprios). As próximas OPAs que se lançarem sobre a economia nacional, portanto, já saberão que este mercado valoriza mais o ‘status quo’ (proteger os accionistas maioritários e os poderes estabelecidos) do que a simples criação de valor.
Segundo problema: um país que não está disponível para aceitar que um mercado livre funciona assim (cumprindo regras de jogo e não interesses corporativos) não está preparado para o momento que deseja viver – esse a liberalização total da economia. Porque não basta acreditar no mercado para que isso se materialize. É preciso estar disposto a aceitar que – se ele funcionar de forma verdadeiramente livre – os que hoje têm muito podem amanhã ter pouco. Chamem-lhe sonho americano, o que se quiser – mas não é possível conceber mercados livres sem supor inevitáveis alterações de poder.
O que produz uma conclusão simples: Portugal não pode continuar a acusar sucessivos governos de impedir a mudança, quando é uma parte significativa desse que não deseja mudar. O país é cada um de nós – e cada um de nós tem de estar preparado para mudar. Para mudar muito.
Há um detalhe muito curioso nestas duas OPAs que acordaram o país.
É mais do que um detalhe, é quase um estado de espanto geral que se apoderou do país. Reza assim: como é possível que Belmiro de Azevedo e Paulo Teixeira Pinto não tenham combinado as suas OPAs? Isto é, o país está perplexo com o facto de o primeiro não ter acertado a compra da PT com o Governo e o segundo não ter negociado com Fernando Ulrich. É espantoso.
O mesmo país que se indigna contra os privilégios em sondagens televisivas e fóruns radiofónicos, somado sobretudo aos agentes económicos que reclamam o mesmo em páginas de jornais e programas de grande audiência, acusam agora estes dois homens de parecerem amadores num negócio de milhões. Ou seja, são aqueles que reclamam a mudança que não estão preparados para ela. E se isto é verdade, então é possível refrear o entusiasmo e olhar para estas OPAs de forma menos entusiástica.
Primeiro problema: o sector financeiro português não estava preparado para uma movimentação de mercado tão escandalosamente livre como estas duas. Melhor dito: o sector admitia OPAs, mas pelos vistos esperava que fossem feitas via habituais arranjinhos nacionais. Não foram. Teixeira Pinto não se concertou com accionistas, preferindo respeitar as regras do jogo – e em vez de combinar com três ou quatro, fez uma oferta pública a todos. Ou seja, o mercado desvalorizou o que devia valorizar – a dinâmica da oferta consiste em valorizar o mercado, não em proteger interesses estabelecidos (a não ser, legitimamente, os próprios). As próximas OPAs que se lançarem sobre a economia nacional, portanto, já saberão que este mercado valoriza mais o ‘status quo’ (proteger os accionistas maioritários e os poderes estabelecidos) do que a simples criação de valor.
Segundo problema: um país que não está disponível para aceitar que um mercado livre funciona assim (cumprindo regras de jogo e não interesses corporativos) não está preparado para o momento que deseja viver – esse a liberalização total da economia. Porque não basta acreditar no mercado para que isso se materialize. É preciso estar disposto a aceitar que – se ele funcionar de forma verdadeiramente livre – os que hoje têm muito podem amanhã ter pouco. Chamem-lhe sonho americano, o que se quiser – mas não é possível conceber mercados livres sem supor inevitáveis alterações de poder.
O que produz uma conclusão simples: Portugal não pode continuar a acusar sucessivos governos de impedir a mudança, quando é uma parte significativa desse que não deseja mudar. O país é cada um de nós – e cada um de nós tem de estar preparado para mudar. Para mudar muito.
Atreva-se com Coca-Cola light

A Coca-Cola Light apresenta hoje a nova campanha de comunicação para 2006. Uma campanha integrada que aplaude todos os que se atrevem a fazer coisas diferentes e que assenta a sua mensagem na comunicação: “sem açucar, menos de 1 caloria”.
“A vida és tu que a fazes” é a assinatura da campanha, que estará no ar até Maio. Este é o maior investimento de sempre em media.
Televisão, rádio, outdoors, imprensa, paragens de autocarro, mega outdoors, muppies e estádios de futebol vão apoiar esta mega campanha da marca. O Estádio da Luz também serve de suporte à nova comunicação com mensagens como: “Um aplauso para aqueles que nunca deixam de apoiar”, “Um aplauso para as mulheres que vêm ao futebol” e “Um aplauso para aqueles que ficam até ao final” . As acções estão pensadas para romper a ideia de que o light não pode ser divertido e para afirmar que a Coca-Cola Light não tem açúcar e tem menos de 1 caloria.
A campanha também compreende PLV, degustação em loja e exterior, decoração no canal horeca e acções de relações públicas. “A Vida és tu que a fazes” foi idealizada pela agência argentina Santo e adaptada para Portugal pela Publicis, enquanto as acções no ponto de venda são responsabilidade da Up Partners.
Coca-Cola Light é a bebida com menos calorias mais popular do mundo. Começou a ser comercializada em 1982 na União Europeia, como Diet Coke e teve rápida internacionalização. Foi lançada em Portugal em 1988. No mundo, a Coca-Cola Light é a terceira bebida refrigerante e em Portugal está no 10.º lugar do top ten das soft drinks.
“A vida és tu que a fazes” é a assinatura da campanha, que estará no ar até Maio. Este é o maior investimento de sempre em media.
Televisão, rádio, outdoors, imprensa, paragens de autocarro, mega outdoors, muppies e estádios de futebol vão apoiar esta mega campanha da marca. O Estádio da Luz também serve de suporte à nova comunicação com mensagens como: “Um aplauso para aqueles que nunca deixam de apoiar”, “Um aplauso para as mulheres que vêm ao futebol” e “Um aplauso para aqueles que ficam até ao final” . As acções estão pensadas para romper a ideia de que o light não pode ser divertido e para afirmar que a Coca-Cola Light não tem açúcar e tem menos de 1 caloria.
A campanha também compreende PLV, degustação em loja e exterior, decoração no canal horeca e acções de relações públicas. “A Vida és tu que a fazes” foi idealizada pela agência argentina Santo e adaptada para Portugal pela Publicis, enquanto as acções no ponto de venda são responsabilidade da Up Partners.
Coca-Cola Light é a bebida com menos calorias mais popular do mundo. Começou a ser comercializada em 1982 na União Europeia, como Diet Coke e teve rápida internacionalização. Foi lançada em Portugal em 1988. No mundo, a Coca-Cola Light é a terceira bebida refrigerante e em Portugal está no 10.º lugar do top ten das soft drinks.
quinta-feira, março 16, 2006
Sony lança em Novembro PlayStation 3

Depois de vários rumores que davam conta de adiamentos na data de lançamento da nova PlayStation, a Sony admitiu hoje que a terceira versão da sua consola de jogos não chegará às lojas antes de Novembro.
A confirmação foi feita pelo responsável da companhia para a área de jogos numa conference call e justificada por atrasos na finalização da tecnologia de disco óptico a introduzir no novo modelo, revelou Ken Kutaragi. Está por terminar a tecnologia de protecção de cópia e outras normas aplicáveis ao leitor de DVD que nesta nova versão introduz a tecnologia Blu-ray, um dos dois formatos de vídeo de próxima geração que vêm disputando apoios da indústria. Kutaragi explicou que é precisamente todo o apoio e investimento no Blu-ray que está a motivar maiores cautelas por parte da Sony e a evitar um lançamento da PlayStation 3 sem que estejam bem definidos todos os aspectos tecnológicos, o que só deverá acontecer no próximo mês.
A Sony admite que a PlayStation - líder de mercado com uma posição de 60 por cento e 204 milhões de unidades vendidas - é uma peça central do seu negócio com impacto significativo nos resultados da empresa, razão pela qual a sua chegada ao mercado é preparada com todo o cuidado, mesmo que a concorrente Microsoft tenha já disponível desde finais do ano passado uma nova versão da concorrente Xbox.
O realinhamento de dados permitirá que a PlayStation 3 chegue em simultâneo aos mercados americano, japonês e europeu, mesmo antes do Natal. Quando arrancar com a produção da PlayStation 3, a Sony espera fabricar um milhão de unidades por mês, chegando aos seis milhões de unidades logo no final desse ano fiscal, em Março de 2007. Recorde-se que a Nintendo agendou também para o final deste ano o lançamento de um novo modelo da sua consola de jogos.
Desafios tecnológicos
by Luís Valadares Tavares in DE
O relançamento da nossa Economia está – segundo creio – muito dependente da forma como Portugal irá potenciar o mundo tecnológico.
A matriz cultural, económica, social e empresarial da sociedade moderna depende intensamente da dimensão tecnológica o que explica a prioridade dada ao plano tecnológico pelo actual Governo.
Na verdade, em lugar dos países se distinguirem pelos que têm ou não muitos recursos materiais, tal como acontecia no tempo de Adam Smith, a principal distinção surge no nosso mundo actual entre aqueles que conseguem potenciar a tecnologia ao serviço dos seus objectivos nacionais de desenvolvimento e aqueles que não a entendem.
Portugal foi um pólo de tecnologia avançada no período áureo dos descobrimentos mas é evidente a menor prioridade dada a esta dimensão até aos anos oitenta. Felizmente, a evolução das últimas décadas permite agora encarar novos desafios com optimismo já que a nossa integração na UE facilita a participação em redes tecnológicas, o potencial dos nossos jovens é bem conhecido e surgem importantes oportunidades nacionais a não desperdiçar.
Destas, gostaria de destacar: a) a difusão dos novos diplomas de especialização tecnológica (Ensino Secundário + 1.5 ano de estudo e estágio) cuja legislação é urgente pois permitirá oferecer novas oportunidades aos jovens e colmatar carências bem conhecidas do nosso tecido empresarial. Na verdade, esta oferta permite evitar taxas de abandono para jovens menos vocacionados para a obtenção de graús académicos e disponibilizar profissionais qualificados em competências específicas de que tanto necessitamos desde o controlo de qualidade à gestão e manutenção de redes informáticas, desde o marketing tecnológico ao CAD; b) a melhoria do sistema de aquisições públicas de tecnologia por parte do Estado, ganhando-se em eficiência e eficácia e permitindo-se criar quadros estáveis plurianuais para as nossas empresas; Com efeito, o montante actualmente pago pelo Estado a fornecedores de tecnologia ultrapassa as centenas de milhões de contos mas os modelos de ‘procurement’ adoptados não rompem com o obsoletismo crónico e não promovem a racionalidade global. A sua fragmentação e volatilidade também não fomentam a criação de emprego pelas empresas que só o promovem com enquadramentos mais duradouros; c) a reforma de Administração Pública que, ao entrar numa nova fase, com menos organismos e melhor estruturação, exigirá especial atenção na potenciação tecnológica, em especial nas TICs, sem o que não atingirá os objectos pretendidos. A pretendida partilha de serviços será bem sucedida se for precedida pela formação e pelas adequadas soluções tecnológicas em rede mas será um fracasso na hipótese alternativa. Outro exemplo importante é a utilização de voz sobre IP, utilizando a internet, com soluções já tão divulgadas como se confirmou na referente Conferência de CEBIT (Hannover, 2006) a qual permitirá economias anuais superiores a 70% da actual factura de comunicações, o que tem especial impacto em Ministérios como o Ministério dos Negócios Estrangeiros ou em organismos como o ICEP.
É por estas razões que creio estar o relançamento da nossa Economia muito dependente da forma como Portugal irá potenciar o mundo tecnológico.
____
Luís Valadares Tavares, Presidente do INA
O relançamento da nossa Economia está – segundo creio – muito dependente da forma como Portugal irá potenciar o mundo tecnológico.
A matriz cultural, económica, social e empresarial da sociedade moderna depende intensamente da dimensão tecnológica o que explica a prioridade dada ao plano tecnológico pelo actual Governo.
Na verdade, em lugar dos países se distinguirem pelos que têm ou não muitos recursos materiais, tal como acontecia no tempo de Adam Smith, a principal distinção surge no nosso mundo actual entre aqueles que conseguem potenciar a tecnologia ao serviço dos seus objectivos nacionais de desenvolvimento e aqueles que não a entendem.
Portugal foi um pólo de tecnologia avançada no período áureo dos descobrimentos mas é evidente a menor prioridade dada a esta dimensão até aos anos oitenta. Felizmente, a evolução das últimas décadas permite agora encarar novos desafios com optimismo já que a nossa integração na UE facilita a participação em redes tecnológicas, o potencial dos nossos jovens é bem conhecido e surgem importantes oportunidades nacionais a não desperdiçar.
Destas, gostaria de destacar: a) a difusão dos novos diplomas de especialização tecnológica (Ensino Secundário + 1.5 ano de estudo e estágio) cuja legislação é urgente pois permitirá oferecer novas oportunidades aos jovens e colmatar carências bem conhecidas do nosso tecido empresarial. Na verdade, esta oferta permite evitar taxas de abandono para jovens menos vocacionados para a obtenção de graús académicos e disponibilizar profissionais qualificados em competências específicas de que tanto necessitamos desde o controlo de qualidade à gestão e manutenção de redes informáticas, desde o marketing tecnológico ao CAD; b) a melhoria do sistema de aquisições públicas de tecnologia por parte do Estado, ganhando-se em eficiência e eficácia e permitindo-se criar quadros estáveis plurianuais para as nossas empresas; Com efeito, o montante actualmente pago pelo Estado a fornecedores de tecnologia ultrapassa as centenas de milhões de contos mas os modelos de ‘procurement’ adoptados não rompem com o obsoletismo crónico e não promovem a racionalidade global. A sua fragmentação e volatilidade também não fomentam a criação de emprego pelas empresas que só o promovem com enquadramentos mais duradouros; c) a reforma de Administração Pública que, ao entrar numa nova fase, com menos organismos e melhor estruturação, exigirá especial atenção na potenciação tecnológica, em especial nas TICs, sem o que não atingirá os objectos pretendidos. A pretendida partilha de serviços será bem sucedida se for precedida pela formação e pelas adequadas soluções tecnológicas em rede mas será um fracasso na hipótese alternativa. Outro exemplo importante é a utilização de voz sobre IP, utilizando a internet, com soluções já tão divulgadas como se confirmou na referente Conferência de CEBIT (Hannover, 2006) a qual permitirá economias anuais superiores a 70% da actual factura de comunicações, o que tem especial impacto em Ministérios como o Ministério dos Negócios Estrangeiros ou em organismos como o ICEP.
É por estas razões que creio estar o relançamento da nossa Economia muito dependente da forma como Portugal irá potenciar o mundo tecnológico.
____
Luís Valadares Tavares, Presidente do INA
Skip aposta em balde e braille

A Skip decidiu continuar a apresentar ao mercado projectos inovadores, que reforcem o espírito pioneiro e a relação emocional com o consumidor, bem como, a missão de responsabilidade social da marca.
A marca apostou na revitalização do balde que foi referência para a marca no seu lançamento, lançando uma edição especial 40 anos: um balde de plástico translúcido, acompanhado de um doseador.
A Skip convidou os consumidores a apresentarem necessidades que gostariam de ver satisfeitas. Em resposta a um pedido de uma consumidora, a Skip vai lançar a partir de Abril a impressão em braille nos seus pacotes de detergente pó. Para a concretização deste projecto, foi celebrado um protocolo com a ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) de forma a garantir a materialização da ideia.
quarta-feira, março 15, 2006
Copos wireless para beber juntos mesmo estando separados

A ideia é que quando uma pessoa pega um dos copos, leds vermelhos brilham suavemente no copo do outro. Quando o 1o leva o copo aos labios, leds brancos acendem-se no copo da 2a pessoa. E assim, um vai sabendo o que o outro está a fazer. A ideia está a ser testada e funcionou quando os envolvidos na experiência estavam em laboratórios separados.
Ricardo Pereira dá a cara pela Worten

As três campanhas – de genéricos, de divertimento e de trocas –, que abrangem televisão, rádio, imprensa, outdoors e comunicação de loja, representam um investimento global de cerca de 2,8 milhões de euros. Os filmes publicitários foram produzidos pela Sync para a McCann Erickson, sendo o primeiro spot televisivo transmitido na RTP, SIC e TVI, a partir de 16 de Março.
terça-feira, março 14, 2006
Mulheres são os maiores consumidores de TV e revistas

Os homens estão mais voltados para os media do que as mulheres, consumindo mais rádio, jornais e internet. Existem dois produtos, contudo, onde as audiências registam maior número de mulheres: televisão e revistas.
Segundo a Marktest, as mulheres revelam menor afinidade com os outros meios de comunicação social, principalmente a rádio. Em qualquer período do dia, as ouvintes de rádio são menos 14,3% do que a média do universo. Nos outros meios, a variação não é tão grande.
Na televisão acontece o inverso, somando as telespectadoras mais 8,8% do que a média. Na imprensa, os homens leêm mais jornais, mas as mulheres compram mais revistas. Na Internet, os dois géneros estão quase equiparados.
Quanto à distribuição ao longo do dia, regista-se um equilíbrio. A televisão tem picos de consumo à hora do almoço e à noite. A rádio é mais ouvida durante a manhã e tarde, tal como a Internet, embora esta não registe qualquer quebra ao longo do dia.
Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico
Outra OPA ...BCP lança OPA sobre BPI a 5,70 euros, com prémio de 19%
O BCP anunciou o lançamento de uma OPA sobre o capital do BPI, oferecendo 5,70 euros por cada acção, ou 4,33 mil milhões de euros. Paulo Teixeira Pinto vai pagar um prémio de 19%. Caso a OPA avance, a «nova» instituição vai se transformar na maior cotada nacional, com um valor de 13,3 mil milhões.
segunda-feira, março 13, 2006
Belmiro de Azevedo é o único português na lista dos mais ricos da Forbes

Belmiro de Azevedo é o único português na lista dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna de 2,2 mil milhões de dólares, segundo o ranking divulgado pela revista Forbes.
O presidente da Sonae ocupa a 350ª posição, numa lista que continua a ser liderada pelo norte-americano Bill Gates.
De acordo com a Forbes, Belmiro de Azevedo terminou 2005 com uma fortuna calculada em 2,2 mil milhões de dólares (1,85 mil milhões de euros).
O "patrão" da Microsoft mantém a liderança do ranking dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna avaliada em 50 mil milhões de dólares (41,9 mil milhões de euros).
O dono da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, manteve a segunda posição na lista com uma fortuna de 42 mil milhões de dólares (35 mil milhões de euros).
O terceiro lugar pertence ao mexicano Carlos Slim Helu, seguido pelo fundador do Ikea, Ingvar Kamprad, e pelo presidente da Mittal, Lakshmi Mittal.
Outdoor brasileiro que exibia beijo homossexual foi retirado

Segundo o site especializado Blue Bus, a Companhia Paulista de Outdoor (CPO), terá retirado de veiculação os cartazes da campanha. A empresa responsável pela comercialização dos produtos, a DKT Brasil terá questionado a CPO por essa atitude. Segundo o Blue Bus, a DKT Brasil distribuiu um comunicado de imprensa em que dizia que a CPO “foi contratada para realizar a colagem dos cartazes, mas por motivo ainda não esclarecido devidamente acabou suprimindo as peças publicitárias sem nenhum aviso à DKT". Entretanto a DKT enviou à direcção da CPO uma carta em que solicita explicações a respeito da retirada dos outdoors, e reivindica que as peças sejam recolocadas nos mesmos pontos de exibição de onde saíram.
sábado, março 11, 2006
Bilhetes para o Benfica-Barcelona à venda este sábado
Os bilhetes para o jogo entre o Benfica e o Barcelona, a contar para a 1ª mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League, estarão à venda a partir de sábado (11-03-2006) nas bilheteiras dos Estádio da Luz.As regras para aquirir ingressos para este espectacular desafio são as seguintes:
- Portadores do Cartão Fundador e Centenarium podem adquirir 1 bilhete de acompanhante sem compra de bilhete de Sócio.
- Sócios podem comprar 1 bilhete de acompanhante.
- Não há bilhetes de Público.
- Horário das bilheteiras: 10:00h às 19:00h.
sexta-feira, março 10, 2006
Portugal seleciona as vacas para a sua ediçao da Cow Parade
As famosas vacas, verdadeiros outdoors ambulantes, já estao a ser selecionadas na internet aqui. Em fibra de vidro e em tamanho natural, serão vestidas por diversos artistas portugueses.
Novo ciclo...

«De acordo com a leitura que faço dos poderes presidenciais inscritos na Constituição, considero que o Presidente da República deve acompanhar com exigência a acção governativa e deve empenhar-se decisivamente na promoção de uma estabilidade dinâmica no sistema político democrático», afirmou Cavaco Silva na parte final do seu discurso.
Cavaco Silva deixou ainda o aviso que não fará uma leitura passiva dos seus poderes quando advertiu que «estabilidade política não é um valor em si mesmo».
«A estabilidade é uma condição, não um resultado. E para que a estabilidade não se confunda com imobilismo, é necessário imprimir-lhe um sentido dinâmico e reformista», sublinhou.
quinta-feira, março 09, 2006
Hard discount declaram guerra aos hipermercados
O Governo aprovou a instalação de mais 96 superfícies comerciais, sendo que 44 autorizações destinam-se à abertura de unidades de retalho alimentar, 48 referem-se à instalação de lojas de retalho especializado, três a centros comerciais e uma licença para uma unidade grossista, soube o DE. Os operadores de hard discount obtiveram 25 licenças de abertura, ou seja mais de metade das licenças concedidas ao retalho alimentar. Desde a entrada em vigor do actual regime de licenciamento comercial, as empresas de hard discount já contabilizaram 160 autorizações de instalação.
De acordo com a última actualização da lista de autorizações concedidas ao abrigo da nova lei (com data de segunda-feira), verifica-se que os operadores de hard discount continuam a aproveitar as oportunidades concedidas pelo regime para fortalecerem a sua posição no mercado nacional e, assim, aumentarem a sua quota na área alimentar. Isto apesar de alguns operadores deste segmento de mercado terem criticado fortemente os critérios da lei para a abertura de unidades, que consideraram serem prejudiciais à sua expansão.
O segmento de hard discount tem ainda um vasto espaço de crescimento em Portugal. Além de possuir uma quota de mercado bastante mais baixa (10%) que em outros países da Europa (na Alemanha, é da ordem dos 30%), os consumidores estão cada vez mais preocupados com o preço do cabaz alimentar. Os operadores de hard discount são, a esse nível, quase imbatíveis.
A gigante alemã Aldi obteve mais duas licenças para instalar lojas alimentares de 900 metros quadrados, totalizando agora quatro. O Lidl, do grupo alemão Schwarz, conseguiu mais seis autorizações, passando a contabilizar 50. Já o Minipreço, do grupo Dia (detido pelo francês Carrefour) foi alvo de 12 autorizações, o que perfaz 51. A insígnia Netto, detida pelos Mosqueteiros, aumentou para nove as licenças, ou seja mais quatro. Ao Plus, dos alemães da Tengelmann, foram concedidas outras três licenças, totalizando actualmente 46. Saliente-se que algumas das licenças referidas já estão materializadas em unidades em funcionamento.
As empresas de hard discount têm apostado em localizações ainda com pouca oferta. Aprovação de shoppings mantém-se restrita. A abertura de centros comerciais continua bastante limitada, apesar do interesse dos promotores do sector em avançar no terreno com a construção de mais shoppings. Os últimos dados da Direcção-Geral da Empresa revelam que foram aprovadas outras três instalações de conjuntos comerciais, que se juntam às seis autorizações já concedidas.
Em Évora, foi aprovada a abertura do Évora Fórum, centro comercial com pouco mais de 19 mil metros quadrados. Em Paços de Ferreira, nascerá na o Ferrara Plaza, com uma área superior a 32 mil metros quadrados e em Santarém (Atalaia) está autorizada a construção do Galaxy Shopping, com quase 21 mil metros quadrados. Dentro da nova lei, o Governo aprovou a instalação de pouco mais de 155 mil metros quadrados de área comercial inserida em shoppings.
Os projectos dos principais operadores desta área, como a Sonae Sierra ou a Amorim Imobiliária, não foram mais uma vez contemplados.
Os hipers:
- O Carrefour- obteve uma licença para a instalação de um hipermercado com 4.250 metros quadrados, inserido dentro de um shopping a desenvolver em Paços de Ferreira.
- A Modelo Continente reforçou as autorizações ao nível do retalho especializado, área onde pretende crescer. A retalhista continua a ser a empresa que possui mais licenças.
- A Auchan continua apenas a contar com quatro licenças para a abertura de hipers Jumbo e outras quatro para unidades Box.
- JM reforça rede Pingo Doce. A Jerónimo Martins obteve doze novas licenças para a abertura de supermercados Pingo Doce nesta última revisão da lista de autorizações para a instalação de unidades comerciais. Desde o início do processo de aprovações ao abrigo do actual regime de licenciamento comercial, a insígnia Pingo Doce já foi contemplada com 32 licenças. O fortalecimento da rede de supermercados Pingo Doce no país poderá constituir uma forma do grupo Jerónimo Martins combater o reforço da presença das operadoras de hard discount. A insígnia iniciou uma alteração de estratégia em 2002, embora com mais notoriedade no ano passado, tendo apostado numa política de preços bastante concorrenciais, sem descurar o ambiente das lojas ou a qualidade dos produtos, salientou fonte oficial da empresa. Já para a insígnia Feira Nova, a JM obteve cinco novas autorizações de abertura, num total de 23 aprovações desde a entrada em vigor da nova lei de licenciamento comercial. A JM irá também abrir uma unidade Recheio, dedicada ao comércio grossista, no Algarve. Das 44 licenças concedidas a lojas alimentares nesta revisão de Março, a JM viu-lhe atribuídas 17 autorizações, o que significa 39% do total, salientou fonte oficial do grupo. Desde o início do processo de aprovações, a JM viu aprovados 85 mil metros quadrados de superfície consagrada ao retalho alimentar, num total autorizado de 322 mil metros quadrados. O grupo de distribuição português também obteve uma licença para a abertura de uma unidade Hussel (chocolates) e para a instalação de uma loja Electric Co (electrodomésticos) e duas para a New Co (têxtil). Segundo a mesma fonte, a JM contabiliza um total de três licenças para a insígnia Electric Co (duas já em funcionamento) e quatro para a New Co (duas abertas).
Adaptado de Sónia Santos Pereira in Diário Económico
quarta-feira, março 08, 2006
CTT e Fidelidade Mundial lançam seguro só para mulheres
Os CTT e a Fidelidade Mundial, no âmbito da parceria existente entre ambas as empresas, acabam de anunciar o lançamento de um seguro, especialmente destinado às mulheres, entre os 20 e os 50 anos, disponível desde já nas estações de Correio de todo o país.
O «Postal M» é um seguro de vida que se destina a precaver situações decorrentes do diagnóstico de doenças graves, nomeadamente cancro da mama ou ginecológico, anunciam os CTT em comunicado.
Este seguro tem uma «excelente relação garantia/preço, com coberturas de elevado valor a um custo bastante inferior aos seguros de vida disponíveis no mercado», refere o mesmo comunicado.
O seguro permite a antecipação de um valor de capital em caso de diagnóstico de doença grave, evitando gastos próprios, disponibilizando ainda o acesso a uma rede internacional de especialistas para uma segunda opinião médica.
O novo seguro, concebido pela Fidelidade Mundial, será o primeiro de uma gama de produtos que «respondem a necessidades específicas de certos segmentos de clientes e procuram acompanhar as várias etapas da vida do cidadão comum», explica a mesma fonte.
Os CTT comercializam este seguro em exclusivo, adicionando-o ao seu vasto portfolio de produtos financeiros, que incluem o pagamento de serviços, de impostos e de contribuições para a segurança social, o serviço de vales e transferências, soluções de financiamento e produtos de poupança e seguros.
terça-feira, março 07, 2006
Net dita rumo da publicidade
Numa era em que o digital impera e os consumidores são diariamente inundados por diferentes tipos de impactos publicitários - nem todos relevantes -, ferramentas como a Internet deverão ter um papel mais significativo na definição dos futuros modelos de negócio publicitário.Mais: a Internet deve ser calibrada de modo a optimizar a interactividade e as actividades comerciais, a disponibilizar dispositivos de medição de audiências mais eficazes e a reforçar as mensagens das plataformas publicitárias tradicionais.São tudo conclusões anotadas pelos investigadores Kurt Scherf e Har-ry Wang no relatório Reaching the Unreachable Consumer: Advertising in the Digital Age, apresentado pela Parks Associates. O objectivo do estudo? Perceber a actual dinâmica publicitária, num momento específico da história da tecnologia em que se calcula que cada norte-americano esteja exposto a cerca de três mil mensagens publicitárias diárias.A criação de novos suportes de comunicação alterou os padrões de consumo dos media, gerando públicos mais aptos a controlar as suas escolhas e o consumo simultâneo de diferentes plataformas. Uma realidade que traz dificuldades às tradicionais empresas publicitárias. Porque agora são os consumidores que decidem como interagir, como evitar anúncios irrelevantes e escolher o que se adequa ao seu próprio perfil.Segundo a Parks Associates, o facto de as audiências estarem actualmente muito fragmentadas, aplicando métodos obsoletos e intrusivos de medição, só reforça a capacidade da Net para fornecer dados diários e detalhados aos anunciantes, além de ser um dos media onde a publicidade tem mais impacto na generalidade das idades. Aos meios tradicionais resta, agora, fazer convergir plataformas e reduzir o volume da publicidade. E se a rádio é o suporte que mais sofre com o online, a televisão e os jornais apostam cada vez mais em estratégias interactivas ao nível do infortainment.
Autor: Ana Pago
Fonte: Diário de Notícias
segunda-feira, março 06, 2006
O seu TMN é OPTIMUS ?
A questão é muito actual, agora que Belmiro de Azevedo resolveu lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) à Portugal Telecom e que há a possibilidade da TMN se unir à Optimus. Seria possível termos uma TMN-Optimus ou uma Optimus-TMN, mantendo os dois nomes numa nova marca? Ou uma tem que morrer? Se sim, qual? A marca da casa que (por acaso) até é menos forte? Ou a adquirida que é, sem duvida, a líder de mercado? Ou será que caem as duas e nasce uma nova?
Tudo isto são hipóteses para uma fusão que não está ainda em cima da mesa. No entanto, o Diário Económico foi falar com quem está habituado a lidar com estas operações para saber o que a OPA pode fazer a estas duas grandes marcas.
Para Edson Athayde, vice-presidente criativo da Ogilvy Portugal, as fusões dependem das marcas em questão. Se estivermos a falar deuma forte e de uma fraca, a lei é igual à da selva: sobrevive a mais forte. O ideal, ressalva o criativo, é que a soma das duas marcas não enfraqueça nenhuma delas. Os problemas começam quando as coisas não são assim tão lineares: por exemplo quando as duas marcas têm o mesmo peso. Como antes de uma fusão dá-se um negócio empresarial, pode muito bem acontecer que uma empresa mais forte com uma marca mais fraca adquira uma marca forte pertencente a uma empresa fraca.
Nestes casos a questão é automática: o que fazer? Fusão entre Optimus e TMN? O vice-presidente criativo da Ogilvy não tem muitas dúvidas. É quase óbvio que se a OPA da Sonae à PT tiver sucesso a TMN desaparece, afirma. Para este homem da publicidade é pouco provável, tendo em conta a cultura empresarial da Sonae, que a empresa abandonasse a sua marca em detrimento da TMN, por mais forte que esta seja. Nenhuma das duas marcas, explica Edson Athayde, tem anticorpos e para os consumidores esta união só traria vantagens: mais lojas, mais pessoas da mesma rede, entre outras.
TMN e Optimus podem manter-se distintas. Uma das estratégias de fusão de marcas passa por manter a convivência entre as duas marcas durante um determinado período. Mas para o criativo Edson Athayde seria mais lógico, neste cenário, estabelecer que a partir de um determinado dia uma das marcas cairia. Já Vasco Perestrelo, vice-presidente da Euro RSCG, tem outra opinião. Acredita que as duas marcas - TMN e Optimus - podem perfeitamente manter-se distintas. O mais importante é que o dono das duas marcas consiga ajustá-las de forma a maximizar o valor de ambas. Vasco Perestrelo afirma que estas até são marcas ligeiramente diferentes. A Optimus é mais virada para o factor preço enquanto que a TMN aposta na proximidade com o consumidor.
Se tiverem que se fundir, aí haverá que assumir a marca com mais valor para o mercado, defende Vasco Perestrelo. Voltamos a cair na lei do mais forte. Mas há outras saídas e o responsável da Euro RSCG levantou a hipótese de - caso a OPA se concretize - a Sonae vir a vender aOptimus.
Tudo depende da estratégia da marca, Edson Athayde lembra que tudo depende da estratégia de marketing da empresa. Pode até não haver interesse em que o consumidor perceba a diferença e nesse caso a marca mantém-se, mas às vezes as multinacionais compram marcas que são fortes a nível local e absorvem-nas. Vasco Perestrelo recorda o caso da Unilever. Esta empresa tem marcas - por exemplo a Dove, a Lux e a Vasenol - que concorrem entre si, embora em segmentos ligeiramente diferentes. Tudo por que a Unilever acredita que através desta estratégia consegue chegar a mais consumidores do que se optasse por ter apenas uma marca. É uma estratégia de gestão de portfolio como outra qualquer. O factor cultural é também um dado importante.
Edson Athayde lembra o caso - há três anos - do Banco Espírito Santo (BES) e o BancoPortuguês de Investimento (BPI) que pensaram em fundir-se. No entanto, o projecto não chegou a concretizar-se. Exactamente porquê nunca se chegou a saber, mas o vice-presidente criativo da Ogilvy explica que na altura falou-se que uma das razões seria precisamente a questão cultural. O BES é uma marca centrada na tradição, enquanto que o BPI tem um perfil muito jovem. Por isso, a questão cultural pode ser um sério empecilho a uma operação de fusão de marcas.
Super Sagres?Ainda na banca, e novamente com o BES, há o caso da absorção do Banco Internacional de Crédito (BIC) pelo BES. Vasco Perestrelo explica que neste caso fez sentido anular a marca BIC, pois às vezes as marcas chegam à conclusão que o valor que têm separadas é menor do que o que têm juntas. Edson Athayde recorda ainda um caso polémico. À semelhança do que acontece em Portugal entre a Sagres e a Super Bock, também no Brasil decorria um duelo histórico há mais de vinte anos entre as duas principais marcas de cerveja: a Brahma e a Antarctida. Mas, num belo dia, as empresas que detinham as marcas fundiram-se. A estratégia passou por manter as marcas independentes, mas o resultado não foi o mais feliz. Por que a Brahma era a que detinha a maioria do capital da Antárctica, os consumidores, conta Edson Athayde, que eram fieis a esta sentiram que estavam a beber Brahma em garrafas de Antárctica e as vendas desta marca desceram.
A partir daí, a empresa optou por criar mais marcas com o objectivo de diversificar o mercado brasileiro. Em Portugal, poderia passar-se o mesmo com as cervejas Sagres e a Super Bock. Aliás, Edson Athayde adianta que a ideia da fusão já lhe cruzou opensamento algumas vezes. E admite que não é impossível que um dia venha a acontecer.
Autor: Marta Diniz de Araújo
Fonte: Diário Económico
domingo, março 05, 2006
Mourinho dá a cara pelas rolhas de cortiça portuguesa
A publicidade da Associação Portuguesa de Cortiças (Apcor) visa promover o sector e ajudar a travar o crescimento da utilização de vedantes de plástico e alumínio nas garrafas de vinho. "Aceitei o convite da Apcor para promover a cortiça no Reino Unido, porque este é um produto português, um produto que faz de Portugal o líder mundial neste sector, e que deve ser promovido por todos os portugueses", afirma Mourinho, actual treinador do Chelsea.
A campanha, que tem como parceiro o ICEP Portugal, conta com um investimento de três milhões de euros, dos quais 30% provêm de participações privadas. A promoção da cortiça irá abranger ainda outros países, como os Estados Unidos e Austrália, e algumas iniciativas terão lugar em França e na Alemanha.
No Reino Unido, as acções assentam em publicidade na imprensa, ?outdoor?, Internet, eventos e comunicação dirigida ao mercado. "É preciso responder aos inúmeros ataques dos vedantes sintéticos e das cápsulas de alumínio que a rolha de cortiça tem sofrido nos últimos tempos, e mostrar ao mercado que a rolha é o melhor vedante para o vinho", afirma António Amorim, presidente da Apcor.
Esta não é a primeira vez que Mourinho se estreia no mundo da publicidade. O treinador de futebol já emprestou a cara a conhecidas marcas como a American Express, o banco BPI e os telemóveis da Samsung.
Autor: Catarina Frazão
Fonte: Diário Económico
sexta-feira, março 03, 2006
Empresa de Cervejas da Madeira aposta em Angola

A Empresa de Cervejas da Madeira, reforça a sua abordagem ao mercado angolano com a aposta em novos focos de publicidade à cerveja Coral. Foram já introduzidos três outdoors Coral em Lobito, que se juntam aos dois colocados em 2005, e em Março surgiram cinco novos outdoors Coral em Luanda.
Desenvolvidos pela Ogylvi, os outdoors “espetacoral”, conjuntamente com a presença cada vez mais reforçada de Coral nas superfícies comerciais, têm dado a conhecer aos angolanos o sabor da conhecida cerveja madeirense.
A Empresa de Cervejas da Madeira, ao mesmo tempo que continua a estratégia de implementação dos seus produtos no mercado de Portugal Continental, tem igualmente vindo a apresentar-se em países onde a comunidade portuguesa é numerosa e onde verifica uma necessidade de aceder a produtos portugueses.
Desenvolvidos pela Ogylvi, os outdoors “espetacoral”, conjuntamente com a presença cada vez mais reforçada de Coral nas superfícies comerciais, têm dado a conhecer aos angolanos o sabor da conhecida cerveja madeirense.
A Empresa de Cervejas da Madeira, ao mesmo tempo que continua a estratégia de implementação dos seus produtos no mercado de Portugal Continental, tem igualmente vindo a apresentar-se em países onde a comunidade portuguesa é numerosa e onde verifica uma necessidade de aceder a produtos portugueses.
quinta-feira, março 02, 2006
A propósito da Comunicação da OPA...
by Bruno Valverde Cota
Num quadro de uma OPA, como o recente caso da Sonae com a PT, é fundamental que o seu benefício seja apresentado de forma explícita, como um benefício para os consumidores, de modo a que estes se sintam implicados na “operação”. Já Montaigne escreveu “a palavra é metade de quem a diz e metade de quem a escuta”.
Assim, numa situação de OPA, é fundamental que na projecção da sua comunicação se considere como poderá o público (e os media) reagir à mensagem que se pretende emitir. Para que o objectivo desta comunicação se cumpra é essencial que os destinatários a processem da forma pretendida, sem o que as suas percepções e atitudes não serão afectadas. Claramente, a credibilidade é um dos pontos-chave. Qualquer pessoa pode falar sobre a OPA. O que é verdadeiramente difícil é lograr credibilidade, e essa provém normalmente da comunicação indirecta, ou seja, daquilo que é mais insinuado do que dito. Da opinião dos jornalistas, dos comentadores, dos especialistas … do público em geral!
Se os destinatários são convidados a irem para além do óbvio, abre-se a porta para o processamento activo da informação, o que permite um envolvimento com a comunicação e, certamente, um envolvimento maior com tudo que envolva a OPA. Todavia, é indispensável que a mensagem seja rica de conteúdo – como foi o caso -, e susceptível de ser analisada e interpretada. Por isso, uma comunicação deste género, ao apelar para a inteligência e interesse do público, induz os seus destinatários a “completarem a mensagem” e de decidir o seu significado e destino final, o que me parece mais eficaz para uma melhor compreensão como aceitação da mensagem.
Refira-se que o sucesso de uma comunicação de OPA decorre também do uso que ela tem e do modo como os destinatários reagem e actuam em função dela. E aí a capacidade de relacionamento com os “influenciadores” de opinião e a disponibilidade e qualidade da informação são fundamentais. Na língua inglesa chama-se a isso “Publicity”, conceito diferente do vulgarmente conhecido de Relações Públicas. O significado deste novo conceito é quase como uma “boa publicidade grátis”, ou seja, a empresa consegue que os media veiculem mensagens não pagas abonatórias sobre a OPA. Aqui o rigor e a forte capacidade de gestão – como é o exemplo da Sonae -, no relacionamento com os meios de comunicação social é preponderante para que se obtenha a exposição pública pretendida. Aguardaremos os próximos passos…
quarta-feira, março 01, 2006
Design Renova chega ao Harrods
Cosmopolita, chique, gótico, elitista, urbano. Seja qual for o epíteto que lhe é atribuído, o Renova Black teve o mérito de não passar despercebido nos mercados nacional e internacional. Prova disso mesmo é que o papel higiénico preto made in Portugal foi convidado a desfilar nos londrinos armazéns Harrods.
Em nome da capacidade de inovação e da diferenciação da marca, a empresa lança agora o Renova Red.E promete não parar.A marca portuguesa Renova, que com o lançamento do papel higiénico Black conquistou uma imagem impar de design e cosmopolitismo, vai chegar ao Harrods. Um ano após o seu lançamento, o Renova Black, papel higiénico de cor preta ? que foi referência em publicações como o Washington Post, a revista Elle e a Times ? foi escolhido para integrar um portfolio de produtos de luxo que irá inaugurar um novo espaço comercial nos famosos armazéns londrinos.
O Harrods vai abrir uma nova loja este mês, dedicada a consumidores sofisticados, com produtos de luxo. E nós fomos contactados para vender o Renova Black e os lenços Black para a nova loja, que se situará em frente dos famosos armazéns, revelou Luís Saramago, director de marketing da Renova, em declarações ao Jornal de Negócios.
A aposta na visibilidade. Actualmente a ser vendido para mercados internacionais como Espanha, França, Norte da Europa e Estados Unidos da América, a mais-valia do Renova Black está na visibilidade e diferenciação que dá à marca, a par do tradicional aumento de vendas, explica Luís Saramago.
O Renova Black tornou-se num produto conhecido mundialmente, a visibilidade que deu à marca é muito importante. Mas a principal diferença entre este produto e o papel higiénico comum é que traz mais-valias, pois tem valores tangíveis e intangíveis. Além de cumprir a sua função, gera diferenciação para a marca Renova, defende o responsável.
Considerando que o Renova Black vende mais pelo seu design do que pela sua funcionalidade, Luís Saramago acredita que o produto atrai essencialmente um segmento de mercado a que designa por tribo social. Ou seja, consumidores com sensibilidade para o design e estética.
Mesmo assim, Luís Saramago acredita que competir num nicho de mercado a nível mundial começa a ser um desafio mais interessante. Sem revelar o peso deste produto nas vendas do segmento de papel higiénico da Renova em Portugal, o director de marketing da empresa afirma apenas que o Black teve uma boa aceitação no País, apesar de só ser vendido em algumas lojas específicas.
Em nome da inovação e diferenciação de uma marca com quase dois séculos de património, a Renova promete continuar a criar novos produtos e conceitos. É o caso do Renova Red, que acaba de ser lançado a pensar nos consumidores mais fashion da cidade.
Depois do black chique, o vermelho de paixãoDepois de criar um papel higiénico preto e lenços de papel da mesma cor, a Renova lança agora o Renova Red. E uma extensão da gama Black, usamos a cor para tocar as pessoas no seu íntimo, explica Luís Saramago, director de marketing da Renova.
O vermelho foi a cor escolhida por representar a paixão, conta o responsável. Está relacionado com a forma como fazemos os nossos produtos e exercemos a nossa actividade. À semelhança do que acontece com o Renova Black, o Red é também um papel higiénico com perfume. Os dois produtos têm um perfume emocional ? não cheira a flores nem a rosas, é um cheiro indefinido, que queremos que os consumidores associem à marca, salienta o responsável.
Tendo uma política de inovação constante na empresa, surgiram brevemente novos produtos, revela Luís Saramago. Temos um departamento próprio de inovação dentro da empresa, responsável pela criação de no vos produtos e novos conceitos. Depois do Verão vamos lançar algo novo, diz o responsável, apenas acrescentando que a inovação poderá ser ao nível da cor, formato, perfume, conceitos ou produtos nunca antes vistos no mercado.
Autor: Maria Espadinha
Fonte: Jornal de Negócios
Autor: Maria Espadinha
Fonte: Jornal de Negócios
terça-feira, fevereiro 28, 2006
Zara ganha terreno na guerra pela China
Quando, há 31 anos, Amancio Ortega lançou as fundações do que hoje é o grupo Inditex, na Corunha, estaria longe de pensar que um dia veria estampado o nome de uma das suas marcas na fachada da antiga representação consular de Espanha em Xangai, nos anos de 1920. Mas, sonho ou ilusão, o certo é que na semana passada o nome Zara brilhava na frontaria de um dos mais belos edifícios da Nanjing West Road, naquela que foi simbolicamente a loja número 2700 do grupo. Mais nove se seguirão até final deste ano nas duas cidades mais importantes do gigante asiático, Xangai e Pequim, numa ofensiva que pretende abranger um universo de 120 milhões de pessoas, cerca de metade das quais colocadas na categoria de milionárias. Esta jogada poderá levar rapidamente o grupo Inditex ao primeiro lugar do pódio europeu de vendas dos fabricantes têxtil de moda, de momento, ocupado pelos suecos da H&M.
Estes dois produtores, apesar da concorrência de marcas como a Mango, a Diesel ou a Benetton, jogam, por assim dizer, num campeonato diferente. Veja-se, por exemplo, que no caso do grupo Inditex estão empregados mais de 40 mil profissionais (88 por cento dos quais na Europa), ao passo que a H&M emprega mais de 50 mil pessoas, apesar de não possuir fábricas próprias.
Os volumes de negócio também falam por si: a empresa espanhola facturou, em 2005, 5,6 mil milhões de euros em vendas, enquanto os suecos atingiram os 7,6 mil milhões de euros.A estratégia da Zara é, aparentemente, simples e tem sido objecto de vários estudos de especialistas, que incluem esta marca no lote das mais hábeis a lidar com as exigências dos consumidores. Análise cuidada do mercado (abriu há 23 meses uma primeira loja em Hong Kong, a título experimental), resposta rápida às encomendas e, acima de tudo, integração de todas as fases do processo de produção, fazem do grupo Inditex um modelo invejável de sucesso.
Daí que não seja estranha a popularidade das marcas Zara, Kiddys Class, Pull and Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho ou Zara Home.Com metade da sua produção localizada na Europa, o grupo galego produz já 12 por cento na China, o que terá encorajado os seus administradores a apostar mais forte no mercado chinês.
No caso de Xangai, e apesar de ser uma zona com grande potencial de crescimento, os preços continuarão a ser apenas dez por cento mais elevados do que em Espanha, onde vende 45 por cento do que produz.Do estirador à vendaAo contrário do que acontece com o grupo Inditex, a H&M tem a maior parte da sua produção localizada na Ásia (60 por cento), sendo a restante maioritariamente na Europa, num total de 700 fornecedores.
O facto de não ter fábricas próprias faz incidir mais o trabalho nas áreas do design (um total de 155 profissionais) e do marketing, factor fundamental para que esta empresa fundada em 1947, por Erling Persson, seja hoje um dos gigantes mundiais do sector têxtil, com presença assegurada em 1193 lojas na Europa e na América.
Olhando para os países em que a H&M está presente, a estratégia desta multinacional parece evidente: disseminar a marca em mercados com poder de compra garantido (Alemanha, Suécia e Reino Unido são os principais clientes), tendência que deverá ficar consolidada já este ano. A marca sueca pretende ver concluído o processo de franchising no Médio Oriente, em concreto no Koweit e no Dubai, onde, até ao Outono, deverá fazer entrar os seus produtos. Também o comércio on-line está consolidado desde há longos anos, em especial para os países vizinhos da Suécia, com sucesso reconhecido por parte da empresa.
Autor: Mário Barros
Fonte: Público
Autor: Mário Barros
Fonte: Público
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Fula, Galp, Delta, TMN, Super Bock e Caixa Geral...São algumas das marcas em que os portugueses mais confiam

Foram dadas a conhecer as conclusões do estudo “Marcas de Confiança na Europa 2006”, das Selecções do Reader’s Digest, que avalia os níveis de confiança dos consumidores nas marcas divididas em 35 categorias.
Neste estudo as marcas nacionais lideraram muitas das escolhas dos portugueses. É o caso do óleo Fula (72% nos óleos alimentares), Galp (60% nas gasolineiras), Delta (59% nos cafés), TMN (52% em operador de rede móvel), Super Bock (44% nas cervejas), Caixa Geral de Depósitos (40% na banca) e Continente (31% em hiper/supermercados).
Marcas portuguesas de confiança são também a Agência Abreu (59% na categoria agências de viagens), o Sapo (35% em empresas de serviço internet) e a Fidelidade (18% em companhias de seguros).
A confirmar a subida de audiências da televisão pública e depois da período de turbulência que a caracterizou nos últimos anos, a RTP, com 42%, mantém o lugar de liderança que há dois anos conquistou à SIC.As categorias cereais de pequeno-almoço, farinhas lácteas e chocolates foram ganhas, respectivamente, pela Kellogg’s (33%), pela Cérelac (44%) e pela Nestlé (60%).
Ao decidirem que alimento elegerem para o seu animal de estimação, os leitores decidem-se pela marca Friskies , que obteve 24% dos votos.
Ao decidirem que alimento elegerem para o seu animal de estimação, os leitores decidem-se pela marca Friskies , que obteve 24% dos votos.
No que se refere à higiene e beleza, em primeiro lugar, na categoria maquilhagem está a Nívea (17% dos votos). Esta marca ganha também no ranking dos cuidados com a pele (33%). A Colgate garante o primeiro lugar nos dentífricos (67%).
No que toca a gel de banho a vencedora é a Dove (25%), enquanto que, na categoria de cuidados com o cabelo, a Pantene lidera as preferências (30%).
Quando se trata de escolher um produto para a coloração do cabelo (categoria introduzida este ano) a L’Oreal surge no topo da confiança, com 42%.
Quando se trata de escolher um produto para a coloração do cabelo (categoria introduzida este ano) a L’Oreal surge no topo da confiança, com 42%.
Na categoria de grandes electrodomésticos, a Míele vence com 18% dos votos. Ao serem questionados sobre qual o detergente de roupa em que mais confiam, os portugueses escolhem Skip como a marca preferida (Skip sobe de 65%, em 2005, para 67%, em 2006). O Ben-U-Ron é a marca mais votada no mundo dos analgésicos (29%). O Bisolvon (24%) mantém a liderança quando se trata de medicamentos para a tosse e constipações.
Já quando as dores de garganta (categoria inserida este ano) apertam, os portugueses confiam na Mebocaina (27%). Ao necessitarem de tomar vitaminas, a escolha dos portugueses recai, no Centrum (50%), que registou uma subida de oito pontos percentuais, em relação ao ano passado. Na categoria laxantes, o preferido é o Dulcolax (29%).
A Mercedes-Benz é a marca de maior reconhecimento no que respeita à confiança na categoria automóveis (20%). A Michelin ganha a categoria pneus (introduzida este ano), com 58% de confiança por parte dos portugueses.Na categoria de computadores pessoais a Hewlett Packard merece a confiança de 32% dos cidadãos.
A Canon (33%) é a preferida dos leitores da Reader’s Digest na área das máquinas fotográficas. Os telemóveis Nokia são os preferidos dos portugueses (70%).Visa continua a ser o cartão com mais crédito junto dos portugueses, tendo obtido voto de confiança de 48% dos leitores da revista.
Por sua vez, a Medis vence a categoria companhias de seguros de saúde (também introduzida este ano).
Em Portugal, este estudo foi realizado através de questionário postal a assinantes das Selecções do Reader’s Digest, num total de 1022 respostas. 52,6% dos inquiridos em Portugal são mulheres e 47,4% são homens.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Winning
by Jorge A. Vasconcellos e Sá*
Quem não se esforça e produz está a ser injusto para com os colegas, a manutenção desta injustiça é factor de desmotivação e destrói o espírito de equipa.
é o mais recente livro de J. Welch, com Suzy Welch, sua 3ª mulher e ex-editora da Harvard Business Review.
O objectivo do livro? Responder às questões mais frequentemente colocadas nas suas conferências. E centrando as respostas numa questão essencial: o que é necessário para vencer?
Como explicar o seu sucesso na General Electric?Winning tem um total de 372 páginas, após o ‘best seller’ anterior: ‘Straigth from the gut’ mas a sua mensagem essencial é: meritocracia através de concorrência. Ou como J. Welch gosta de chamar: diferenciação positiva.A vários níveis.
Primeiro: externamente naquilo que J. Welch chama ‘hardware’: todas as divisões que não sejam nº 1s ou 2s no seu negócio, devem ser vendidas (se possível) ou fechadas (se necessário).
Porquê? Porque sendo os recursos escassos eles têm um custo de oportunidade; donde a importância de não distribuir os recursos por vários negócios, mas concentrá-los nos de maior potencial; focar os recursos escassos nas maiores oportunidades.
Há depois a diferenciação interna, no ‘software’, nas pessoas. Durante os seus 20 anos como presidente da GE, J. Welch estava obcecado com 1) contratar os melhores, e 2) criar um sistema de meritocracia interna. Para tal a GE divide anualmente os seus colaboradores em 3 categorias: os As (melhores 20%); os Bs (outros, 70%); e os Cs (piores 10%).Após a diferenciação vem a acção. As estrelas (’top’ 20%) são o alvo de 1) bónus, 2) ‘stock options’, 3) elogios públicos e 4) treino: tudo que encha a carteira e o ego.Os 70% do meio são geridos diferentemente.
O desafio é mantê-los motivados e melhorá-los: a ênfase aqui é no 1) ‘feedback’ de avaliação: concreto e construtivo; além do 2) treino.Os últimos 10% – se a situação se mantiver ano após ano – são dispensáveis.
Segundo J. Welch tal é A) essencial para a empresa e bom para o empregado que vai procurar um emprego onde se realize e lhe dê segurança (em vez de correr o risco de quando tiver 50 anos e ocorrer um ‘downsize’ ser o 1º a ser dispensado); B) quem não se esforça e produz está a ser injusto para com os seus colegas; C) a manutenção desta injustiça é factor de desmotivação; e D) destrói o espírito de equipa.
Em síntese: diferenciação de ‘hardware’ (divisões) e de ‘software’ (pessoas). E os resultados estão à vista: durante os seus 20 anos de presidente, quer a GE quer J. Welch foram repetidamente escolhidos como os melhores (por inquéritos aos gestores da Fortune, Forbes, etc.) e a capitalização de mercado da GE aumentou em 400 biliões de dólares.
Quem não se esforça e produz está a ser injusto para com os colegas, a manutenção desta injustiça é factor de desmotivação e destrói o espírito de equipa.
é o mais recente livro de J. Welch, com Suzy Welch, sua 3ª mulher e ex-editora da Harvard Business Review.
O objectivo do livro? Responder às questões mais frequentemente colocadas nas suas conferências. E centrando as respostas numa questão essencial: o que é necessário para vencer?
Como explicar o seu sucesso na General Electric?Winning tem um total de 372 páginas, após o ‘best seller’ anterior: ‘Straigth from the gut’ mas a sua mensagem essencial é: meritocracia através de concorrência. Ou como J. Welch gosta de chamar: diferenciação positiva.A vários níveis.
Primeiro: externamente naquilo que J. Welch chama ‘hardware’: todas as divisões que não sejam nº 1s ou 2s no seu negócio, devem ser vendidas (se possível) ou fechadas (se necessário).
Porquê? Porque sendo os recursos escassos eles têm um custo de oportunidade; donde a importância de não distribuir os recursos por vários negócios, mas concentrá-los nos de maior potencial; focar os recursos escassos nas maiores oportunidades.
Há depois a diferenciação interna, no ‘software’, nas pessoas. Durante os seus 20 anos como presidente da GE, J. Welch estava obcecado com 1) contratar os melhores, e 2) criar um sistema de meritocracia interna. Para tal a GE divide anualmente os seus colaboradores em 3 categorias: os As (melhores 20%); os Bs (outros, 70%); e os Cs (piores 10%).Após a diferenciação vem a acção. As estrelas (’top’ 20%) são o alvo de 1) bónus, 2) ‘stock options’, 3) elogios públicos e 4) treino: tudo que encha a carteira e o ego.Os 70% do meio são geridos diferentemente.
O desafio é mantê-los motivados e melhorá-los: a ênfase aqui é no 1) ‘feedback’ de avaliação: concreto e construtivo; além do 2) treino.Os últimos 10% – se a situação se mantiver ano após ano – são dispensáveis.
Segundo J. Welch tal é A) essencial para a empresa e bom para o empregado que vai procurar um emprego onde se realize e lhe dê segurança (em vez de correr o risco de quando tiver 50 anos e ocorrer um ‘downsize’ ser o 1º a ser dispensado); B) quem não se esforça e produz está a ser injusto para com os seus colegas; C) a manutenção desta injustiça é factor de desmotivação; e D) destrói o espírito de equipa.
Em síntese: diferenciação de ‘hardware’ (divisões) e de ‘software’ (pessoas). E os resultados estão à vista: durante os seus 20 anos de presidente, quer a GE quer J. Welch foram repetidamente escolhidos como os melhores (por inquéritos aos gestores da Fortune, Forbes, etc.) e a capitalização de mercado da GE aumentou em 400 biliões de dólares.
Além de que a diferenciação positiva não só compensa, como é justa. Porque como disse Aristóteles: justiça é tratar pessoas em situação igual, de modo igual, e em situação diferente, de modo... diferente.
____
*Professor da Universidade Técnica de Lisboa, PhP pela Columbia University
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
Como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
(Fernando Pessoa) Publicado in Seara Nova, n.º 526, de 11-09-1937
Não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
Como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
(Fernando Pessoa) Publicado in Seara Nova, n.º 526, de 11-09-1937
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
O “Sonho Português”

A generalidade dos Portugueses tem dificuldade em acreditar que o seu futuro ou o da sua família vai melhorar. Compreende-se que assim pensem. Não existe o “Sonho Português” mas devia existir.Como não existe, estamos longe de atingir o objectivo último da nossa Sociedade: a felicidade dos Portugueses.
A generalidade dos Portugueses tem dificuldade em acreditar que o seu futuro ou o da sua família vai melhorar. Não só as perspectivas de futuro são pouco risonhas, como se considera pouco capaz de as alterar.E compreende-se que os Portugueses assim pensem.
Desde logo temos uma Sociedade que não prepara bem os seus cidadãos, em particular os mais desfavorecidos, que perpetua uma elevada taxa de abandono escolar e mantém um ensino caduco e, dum modo geral, de baixa qualidade.
Depois temos uma Sociedade rígida e com um Estado ineficiente e asfixiante, em que os recursos disponíveis têm fraca mobilidade e são mal afectados, com mercados pouco abertos e concorrenciais, onde prevalecem proteccionismos e favorecimentos, e com um enquadramento que não estimula nem facilita a iniciativa e o investimento reprodutivo.
Finalmente temos uma cultura e atitude prevalecentes que não promovem a auto-responsabilização do cidadão, nem o incentivam para os comportamentos e posicionamentos correctos e necessários.Assim, quem nasce pobre ou desfavorecido muito provavelmente assim ficará.Para que o “Sonho Português” prevaleça toda esta situação tem que ser alterada.
Cada Português tem que passar a dispor de condições de partida e de enquadramento que lhe permitam alimentar esse sonho para si e para os seus.
É esse sonho que vai levar cada Português a tomar iniciativas e a não descurar a possibilidade de vir a ser empresário e de ter o seu próprio negócio.É esse sonho que impulsionará cada Português a dar mais atenção e a apostar mais na sua própria formação e, em particular, na formação e educação dos seus filhos.É esse sonho que vai levar cada Português a tomar mais o futuro nas suas próprias mãos e a compreender a inutilidade da busca do paternalismo do Estado ou da Empresa em que trabalha.É esse sonho que aumentará a autoconfiança e optimismo de cada Português, sem prejudicar a sua predisposição para ser mais solidário e associativo.
Não é um sonho digno de ser classificado como Português a concentração das expectativas em qualquer jogo de sorte, seja o euromilhões ou outro.Até porque aquilo de que se trata vai para além da melhoria das condições materiais, radicando, na sua essência, numa vontade de lutar por uma melhor qualidade de vida, assim como num consequente sentimento de realização e salutar orgulho próprio.
O “Sonho Português” não tem que ser a cópia de qualquer outro sonho. Deve decorrer naturalmente da nossa história e ser consistente com os valores e visão que tenhamos para a nossa Sociedade.Haverá quem não queira que exista o “Sonho Português”.Uns porque têm dificuldade em encontrar o equilíbrio certo entre igualdade e liberdade, não vendo o indivíduo, a parte, para além do todo.Outros porque garantem melhor os seus apoios, e votos, quanto maior for o desespero e falta de esperança dos seus concidadãos.Estão enganados, porque de facto o sonho comanda a vida.
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António Carrapatoso, Gestor
SIC estreia nova imagem da informação

Depois de a estação ter procedido a uma “modernização tecnológica dos estúdios” e a uma “alteração profunda dos cenários e de todo o grafismo dos serviços noticiosos”, os programas da SIC terão nova cara.“Melhorar a qualidade da informação, tornando-a mais moderna, mais útil e mais próxima dos portugueses”, foi o grande objectivo da estação de Carnaxide com a introdução destas novidades nos espaços noticiosos do canal. Para além das alterações de âmbito gráfico – onde as cores predominantes continuarão a ser o vermelho, o azul e o branco – a SIC anunciou ainda que irá também proceder a “um grande investimento na reportagem, nos comentários e na análise de especialistas” nos seus espaços informativos.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Desemprego
by Martim Avillez Figueiredo
É assim o mercado: ao mesmo tempo que surpreende o país com uma OPA de uma pequena empresa de telecomunicações sobre o gigante do sector, também o aflige com a notícia de um valor recorde de desemprego.
Em pessoas, e não em percentagem, há quase meio milhão de portugueses sem emprego. A aflição é real, mas a notícia era esperada. A falta de emprego é a consequência inevitável de uma economia em mudança. Dito de outra forma: quando uma sociedade abandona a agricultura (e investe por exemplo nos serviços), milhares de agricultores ficam imediatamente sem emprego. Portugal, é sabido, vive um destes momentos: tenta evoluir de uma economia baseada no trabalho não qualificado para um modelo mais preparado para os desafios da globalização. Mas esta é apenas a constatação óbvia.
A mais difícil – a verdadeiramente violenta – é a que lembra: todos quantos perdem o emprego nesta desagradável onda dificilmente o conquistam na vaga seguinte. Ficam lá, no desemprego, até se prepararem para navegar nessas novas águas.
Quando o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, vinca a sua preocupação perante os jornalistas, é nestes homens e mulheres que ele está a pensar – e não em todos os outros que encontrarão um emprego quando a economia mudar. Na revolução que Thatcher fez em Inglaterra, deixando milhares de mineiros sem emprego (porque simplesmente lhes fechou as minas), o ministério do trabalho chegou a distribuir panfletos sobre a dignidade de virar hambúrgueres em cadeias de ‘fast food’. Ela sabia que muitos desses homens nunca voltariam a encontrar um emprego se não estivessem dispostos a alterar a sua forma de pensar. Não é certo que os métodos de Thatcher fossem os mais justos, mas é garantido que esta mudança será violenta (numa perspectiva económica pura, pode mesmo dizer-se que se o desemprego não aumentasse agora, então a economia não estava a mudar).
O que permite uma ideia final: o emprego futuro será gerado no mercado. Para onde esse mercado vai, não se sabe – importante é que vá. Por isso se fala tanto em educação – ela deve ser sólida e flexível, para se adaptar a vários caminhos e pontos de chegada. É essa a responsabiliadde do Governo. Desenganem-se, por isso, os sindicatos: os novos empregos não se desenham mais à mesa de ministros. Alguém recorda o que aconteceu aos milhares de portugueses que frequentaram cursos de MS-DOS?O futuro está no mercado e num país que aceite as suas vantagens. Para que não venhamos todos a ter de virar hambúrgueres no próximo ciclo.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Mantorras promove imagem do BPI e do BFA

Pedro Mantorras, jogador do Benfica, assinou um contrato de exclusividade com o BPI, válido por dois anos, para promover a imagem do banco em Portugal e do Banco de Fomento Angola (BFA) em Angola, segundo noticia avançada pela Lusa. O jogador já tinha protagonizado campanhas do BFA, com o qual tinha exclusivo desde 2002.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Vendas, não aplausos
by Jorge Vasconcellos e Sá
Mais vale cair em graça que ser engraçado. E o nosso negócio enquanto executivos é gestão, não é ‘entertainment’. Queremos vendas, não aplausos.
O ‘per capita’ dos EUA de publicidade está perto dos mil dólares (+ 940 dólares): donde quem gastar 30 milhões dólares em publicidade, só consegue uma exposição de dez cêntimos ‘per capita’...Bombardeados com excesso de informação os consumidores desinteressam-se e fecham-se. Estudos mostram que diariamente vemos quase 1300 anúncios (nas ruas, autocarros, etc.) e só nos lembramos de um. Com duas agravantes. Os grupos de focus frequentemente dão as respostas que pensam que se espera e desejam deles. E a tecnologia criou esse inimigo nº um da publicidade na TV: o controlo remoto.
Donde, muitas empresas estão a chegar à conclusão de J. Wanamaker: metade dos meus gastos em publicidade são um desperdício, mas... eu não sei qual metade...Soluções? As respostas das empresas têm sido três.
Primeiro: aumentar a algazarra, isto é mais quantidade (se falar + alto não ouvem os outros): a General Motors gasta 3 biliões dólares / ano em publicidade (contra um bilião da Ford). A Coca-Cola? Até recentemente quatro biliões.
Segundo: mais qualidade. Seguindo os sete mandamentos da publicidade: chamar a atenção; criar um estado emocional favorável; simplicidade; etc. E de facto a publicidade está melhor: um inquérito da Insight Express concluiu que 1/3 das pessoas ligaram para o Super Bowl só para ver os anúncios. É que os anúncios eram melhor que o jogo: entretinham... Só que entreter e vender não é a mesma coisa.
Terceiro: ‘marketing’ de guerrilha, isto é, diminuir a ênfase nos media de massa, como anunciou recentemente a Wal-Mart e a Coca-Cola (redução de 50% do seu orçamento de publicidade de massa). A Pepsi segue as pegadas. Tal como a Dave & Buster.E aqui, há duas grandes tendências: usar 1) as operações, e 2) promoção de quarteirão. Foquemos no último, que pode ocorrer dentro e fora da loja.Dentro da loja: topos, escaparates, demonstrações, folhetos, concursos na rádio das lojas das grandes superfícies, preferência na re-colocação nas prateleiras (o que depende em parte da qualidade da relação que se estabelece com os repositores), etc.E depois há outros meios ‘below the line’: concursos (Samuel Adams), pendentes nos prédios e mupis (Swatch), folhetos nas caixas de correio (Starbucks).Isto não significa acabar totalmente com a publicidade de massa. Apenas optar por mais foco e mais qualidade, reduzindo a quantidade. E com o dinheiro libertado, reforçar o marketing de guerrilha. Como fazem a Virgin, Cheesecake Factory, T. Bahama, Krispy Kreme, Harley Davidson, etc.
Faz sentido? Faz. Há um problema? Há: o ‘marketing’ de guerrilha tem menos ‘glamour’, é menos ‘sexy’ que anúncios na TV e outros meios de massa: “Vi o anúncio que fez na TV, parabéns, muito engraçado...” Só que... mais vale cair em graça que ser engraçado. E o nosso negócio enquanto executivos é gestão não é ‘entertainment’. O objectivo não é entreter, é vender. Queremos vendas, não aplausos. A vaidade é o grande inimigo do sucesso. E quem não perceber isto tem como castigo o que merece: ser um gestor do passado.
____Jorge Vasconcellos e Sá, Professor da Universidade Técnica de Lisboa, PhD pela Columbia University
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
CP prepara comboio romântico

A CP vai oferecer viagens duplas para o comboio romântico entre Lisboa e a Beira Baixa a realizar no dia 18 de Fevereiro. “O comboio romântico constará de um serviço especial em carruagens com bar e restaurante, onde os contemplados poderão fazer uma viagem inesquecível e com todos os atributos que uma verdadeira viagem deste tipo deve ter”, explicou Rui Lucena, responsável pelo marketing estratégico da CP.
Esta viagem incluirá um almoço acompanhado com música romântica, surpresas, lanche com diversão no regresso, “num percurso de comboio junto às mais belas paisagens do nosso país, que tornarão este dia de facto muito inesquecível”.
A acção conta com um plano de comunicação simples, composto por um cartaz presente em todas as estações do país e em spots nas rádios Comercial, Capital e Nova Era. A componente criativa da acção ficou a cargo da Bates Red Cell.
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