My Books

My Books
My Books

quarta-feira, abril 05, 2006

CGD é o banco com maior notoriedade

O trabalho teve como objectivo medir a notoriedade dos bancos versus investimento publicitário e notícias divulgadas na imprensa nacional, especializada e regional e permite, também, verificar se as mensagens transmitidas pelos media têm repercussão na opinião pública A análise baseia-se, essencialmente, no cruzamento da pressão publicitária e do share of voice de cada marca com a notoriedade espontânea dessas mesmas marcas, às quais são ainda associados determinados valores. Os estudos de "Communication Integration" são inovadores em Portugal, tendo por base uma metodologia internacional partilhada em todos os países onde o Grupo Observer está presente.

À questão “quando pensa em bancos qual é o primeiro que lhe vem à cabeça?” a CGD surge em primeiro lugar com 29% das respostas. Surge ainda em primeiro lugar no Top of Mind segundo os escalões etários entre os 35 e os 44 anos, os 55 e 64 e, mais de 65 anos e em segundo lugar entre os inquiridos dos 18 aos 24 anos.

Quanto ao segmento de mercado, a CGD evidencia-se, atingindo o primeiro lugar como banco associado à habitação, ao crédito pessoal/individual, ao crédito automóvel, à poupança reforma, às soluções fiscais, ao crédito, e à poupança. Fica com o segundo lugar nos bancos associados à internet/canais online e com a terceira posição no que se refere à gestão de fundos.

Este estudo analisou ainda a notoriedade em função de determinados conceitos e valores, tendo a CGD liderado os resultados, no âmbito de marcas de bancos, no que se refere a: nacional, juventude, responsabilidade social, solidariedade, seriedade, solidez, segurança, confiança e excelência. Dentro desta categoria, a CGD aparece ainda com o terceiro lugar referente a bancos associados a música e ao desporto.

Este estudo foi realizado à população portuguesa residente em Lisboa maior de 14 anos, sendo a amostra constituída por 500 unidades seleccionadas de forma aleatória. O grau de confiança para o estudo é de 95% e a margem de erro é de 4,35%. Os trabalhos de campo foram realizados por entrevistadores no dia 23 de Janeiro de 2006.

segunda-feira, abril 03, 2006

Lamentação de um académico


Adjectivar um argumento fraco como algo ”puramente teórico” esquece um facto importante: que as boas teorias são tudo menos ”coisas muito teóricas”.

Há expressões que, pelo menos em português, denotam a baixa estima do público em relação aos professores e investigadores universitários. Alguns exemplos: ”isso é uma questão puramente académica”, ”isso são tudo teorias”, ou ”isso é muito teórico”; cujo significado é, essencialmente, que se trata de questões sem qualquer interesse ou aplicação.

É verdade que a máxima de Kurt Lewin, ”não há nada mais prático do que uma boa teoria,” é frequentemente referida. Muitos outros autores poderiam ser citados (já li ou ouvi referências a Aristóteles, Tomás de Aquino e Einstein). Mas a ideia básica mantém-se: os académicos não servem para nada.

Como académico, sinto-me ofendido, especialmente porque se trata de uma generalização errada e injusta. Uma das minhas provas favoritas é a teoria dos números. Imagine-se a reacção do mundo grego quando Euclides demonstrou que cada número inteiro pode ser representado de forma única como o produto de uma série de primos. ”Cá estão os teóricos outra vez, gastando o tempo em questões inúteis. Parece que não têm mais nada que fazer”. Não conheço nenhum relato da época, mas calculo que tenha sido algo deste estilo.

E no entanto, séculos depois, um dos maiores desenvolvimentos em criptografia baseia-se justamente na utilização de números primos. Se hoje em dia podemos com segurança pagar com cartão de crédito na Internet, temos de agradecer aos muitos teóricos que, ao longo de vários milénios, se preocuparam com questões tão académicas como a teoria dos números.

Não é fácil encontrar exemplos tão radicais da transição do puramente teórico e supostamente irrelevante para o eminentemmente prático e até comercial. Nem é esse o meu ponto. Basta pensar um pouco nas coisas para concluir que, em última análise, o mundo é movido por ideias. E por outro lado há muitas ideias que têm valor em si, independentemente da sua aplicação prática e comercial.

Embora o mundo académico não seja a fonte exclusiva de ideias, é claramente uma das fontes primárias. Assim, dizer que certo assunto é apenas uma ”questão académica” caricatura de forma injusta a actividade da academia. E adjectivar um argumento fraco como algo ”puramente teórico” esquece um facto importante: que as boas teorias são tudo menos ”coisas muito teóricas”.
____

Luís Cabral, Professor de Economia da Universidade de Nova Iorque

sexta-feira, março 31, 2006

Campanha Sagres Bohemia com Pierce Brosnan


Os dois spots que fazem parte desta campanha têm a duração de 45 segundos e recriam situações de acção, sedução e suspense.

"Diamantes" é o título do primeiro spot, onde vemos Pierce Brosnan na pele de um ladrão de jóias que, ao chegar a casa para preparar um jantar romântico, repara que lhe falta o ingrediente principal: a Sagres Bohemia. Desapontado, fecha o frigorífico e dirige-se à loja de conveniência mais próxima.

Quando chega a sua altura de pagar, percebe que deixou a carteira em casa e não tem outra solução senão "trocar" um 6-pack de Bohemia por um diamante. Já em casa, Brosnan e a mulher, a modelo havaiana Laura Mansfield, fazem um brinde. O segundo spot, com o título "Quadro", estreará "em breve". A campanha inclui ainda outdoors, mupis e material de ponto de venda.


As gravações decorreram ao longo de quatro dias e tiveram como cenário o Armazém Abel Pereira da Fonseca, o Palácio da Foz, o Hotel Four Seasons, o Panteão Nacional, o Palácio Sotto Mayor, a Quinta da Regaleira e as ruas próximas do Porto de Lisboa.

Os filmes foram produzidos pela Ministério dos Filmes para a Euro RSCG e a realização esteve a cargo de Marco Martins. A música para os dois spots foi gravada pela Orquestra Sinfónica da Eslovénia sob a direcção do maestro português Nuno Malo.

quinta-feira, março 30, 2006

O Futebol e os Serviços Financeiros

A nova campanha da Tranquilidade é a primeira de Cristiano Ronaldo para o BES em 2006, e aproveita a proximidade do Mundial na Alemanha, onde o futebolista participará. Esse é um dos três factores que levaram à realização desta campanha, segundo Rita Torres Baptista, directora de marketing estratégico do BES.

As outras duas foram o protagonismo que o Cristiano Ronaldo apresenta e os benefícios do cartão t, especialmente para os clientes do BES.O BES investiu 1,55 milhões de euros na campanha, a preços reais. A verba inclui a viagem de 50 portugueses à Alemanha - vencedores de um concurso incluído na nova campanha - para assistir a um jogo da selecção no mundial.

O slogan da campanha é arranje um bocadinho para ganhar muito.O anúncio de TV, que chega esta noite aos principais canais de televisão e vai ficar no ar durante o mês de Abril, foi gravado no dia 19, no Estádio de Alvalade. Segundo a responsável do marketing, a escolha do estádio do Sporting deveu-se ao alto nível de condicionantes técnicas e logísticas existentes para criar o ambiente pretendido.

O filme publicitário mostra um estádio cheio, a assistir a um jogo da selecção, mas, na realidade, foram utilizados apenas de 85 figurantes na mai or parte das filmagens. Só os segundos iniciais mostram imagens reais, retiradas do jogo entre as selecções de Portugal e a Arábia Saudita, a 1 de Março. A criatividade esteve a cargo da BBDO, a agência responsável pela campanha de apresentação da nova imagem do BES. E a produtora do anúncio foi a Garage Films.

A imagem de Ronaldo tem sido utilizada essencialmente para promover o cartão t e a Tranquilidade, mas o grupo BES deverá utilizar de novo a imagem do jogador para promover o banco durante a realização do Mundial.

OS BANCOS E O DESPORTO

Mourinho compra e vende para o BPI

José Mourinho é uma das figuras portuguesas mais requisitadas para campanhas publicitárias.Esta semana foi apresentada uma campanha pelo turismo que conta com a participação de Mourinho. O treinador do Chelsea é também o protagonista de uma campanha internacional a favor da cortiça portuguesa.

Na banca, Mourinho é uma das caras nas campanhas do BPI, que o utilizou para uma campanha recente a um serviço bancário na internet. Pedro Mantorras também dá a cara pelo BPI, mas a imagem do jogador do Benfica é utilizada apenas em Angola.

João Garcia escala montanhas para o BCP

Nem só de futebol vive o desporto e o Millennium BCP procurou uma figura diferente para uma das suas campanhas. O alpinista João Garcia foi o desportista escolhido para promover um programa de crédito a projectos inovadores. O primeiro projecto apoiado é o do próprio alpinista, que tem o patrocínio total do Millennium BCP até 2010. João Garcia pretende escalar oito picos da cordilheira do Himalaia. O alpinista parte já no próximo domingo para o Nepal e espera chegar em meados de Maio ao topo do pico Kangchenjunga, com 8598 metros de altitude.

Tiago Monteiro correu pela CGD até Fevereiro

A Caixa Geral de Depósitos também utilizou um desportista para uma campanha recente, neste caso o piloto de fórmula 1 Tiago Monteiro. O corredor, que já vai na sua segunda época na competição máxima do automobilismo, protagonizou vários anúncios ao cartão de crédito Caixa Classic. O contrato entre Tiago Monteiro e a Caixa Geral de Depósitos terminou no final de Fevereiro. No passado recente, a CGD lançou também uma campanha que apresentava várias figuras públicas como clientes da Caixa - uma delas era o judoca português Nuno Delgado.

Casino Lisboa posiciona-se na cultura

A não canibalização do Casino do Estoril é uma das prioridades da Estoril Sol, que apresentou um novo conceito de casino para Lisboa. Assim, enquanto o Casino do Estoril estará posicionado para um público de mais de 40 anos com um gosto mais clássico, o Casino Lisboa é dirigido a um público entre os 25 e os 40 anos, que irá frequentar o casino não só pela vertente do jogo (que ocupa apenas um terço da área), mas igualmente pela cultura.

Este posicionamento pela cultura, leva a Estoril Sol a prometer grandes produções internacionais, espectáculos de dança e teatro para o Casino Lisboa. O palco é o Auditório dos Oceanos, sala de espectáculos de 642 lugares, que ao contrário do Casino do Estoril, deverá ter uma grande rotatividade de espectáculos: entre três semanas a três meses.

No que diz respeito ao jogo, o Casino Lisboa abre com 800 máquinas automáticas e 22 mesas de jogos bancados; uma oferta que irá ser aumentada até 1.500 máquinas num espaço de cinco anos para “evitar uma desestabilização do jogo”.

A oferta gastronómica do Casino de Lisboa assenta no restaurante gourmet Pragma, sob a direcção do chefe Fausto Airoldi, e com capacidade para 60 pessoas; Spot Lx, conceito urbano para 120 pessoas; e o Átrio Casino, no segundo piso, com “show cooking” e em regime buffet. O espaço conta ainda com o Arena Lounge, que está disposto em plataformas que giram em sentidos opostos, permitindo aos frequentadores obter uma visão múltipla das propostas de animação; e com vários bares como o Play Bar, Joker Bar e Baccarat Bar. Na zona de jogos há ainda espaço para “snacks” ou “finger food”.

in Publituris
Fátima Valente
30 de Março de 2006

terça-feira, março 28, 2006

José Mourinho dá a cara pelo Turismo de Portugal

Campanha recebe investimento de dois milhões de euros

O Instituto do Turismo de Portugal e a Associação Nacional de Regiões de Turismo apresentam hoje a sua nova campanha para o turismo interno.José Mourinho é uma das caras do anúncio que chega, hoje também, aos canais de televisão e cinemas.Nos spots, podem ver-se os testemunhos do treinador português, bem como de outras figuras públicas portuguesas reconhecidas no estrangeiro.

Romance, Família e Aventura são os temas dos anúncios, desenvolvidos pela agência Euro RSCG, que incentivam a realização de passeios e mini-férias. O investimento global na promoção foi de dois milhões de euros.Apesar das caras internacionais, a campanha destina-se ao consumo interno, abrangendo todas as regiões de turismo de Portugal, numa mostra do que de melhor o País tem para oferecer aos portugueses, segundo o comunicado das duas entidades.

O turismo interno representa cerca de um terço das dormidas em hotelaria (32,6% em 2004).

Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico

segunda-feira, março 27, 2006

Crime informático causa mais prejuízo que o crime físico

Um inquérito realizado pela IBM a três mil executivos de 17 países revelou que três em cada cinco directores de informática consideram que a legislação sobre delitos informáticos nos seus países é inadequada e 58% dizem que o crime informático provoca mais prejuízo às empresas do que o crime físico.

O mesmo estudo indica também que mais de três quartos dos directores de informática consideram que a perda de produtividade é para as empresas o custo mais grave do crime informático, enquanto que 77% das empresas italianas apontam a investigação de falhas informáticas como o maior custo do «cibercrime».

Por outro lado, 59% dos inquiridos afirmam que as suas empresas estão adequadamente protegidas por medidas internas contras as ameaças informáticas. Na Rússia apenas um terço tem essa convicção.

O inquérito revelou ainda que 38% dos executivos informáticos consideram que a perda de clientes é uma consequência relevante de serem vítimas de crimes informáticos, uma percentagem que desce para 2% em França, Espanha, Polónia e República Checa.

De referir também que três quartos dos inquiridos consideram que as principais fontes de ameaças vêm de sistemas desprotegidos de países em desenvolvimento, enquanto que dois em cada três sustentam que os utilizadores internos são uma das principais fontes de ameaça.

Citado pelo portal Açores.net, Pedro Galvão, responsável pela área de segurança informática da IBM, admitiu a necessidade de actualizar a legislação portuguesa nesta área e revelou que não tem qualquer conhecimento de qualquer condenação em tribunais portugueses por crimes contra empresas perpetrados através de redes informáticas.

terça-feira, março 21, 2006

Seminário de marketing infantil revela influência do ‘target’ no consumo

Crianças tomam as rédeas na hora de ir às compras

Marta Diniz de Araújo

Se é pai (ou mãe) este tema interessa-lhe.

Costuma ir com os seus filhos às compras? Já reparou que provavelmente muitas das decisões de compra que toma são influenciadas por estes pequenos consumidores, e isso não acontece apenas quando o produto é para eles. Até quando toca a escolher o destino de férias, eles têm uma palavra a dizer. Estas são algumas das conclusões de um dos estudos que estão hoje a ser apresentados no 2º Seminário de Marketing Infantil, organizado pela ‘Brandkey’, uma agência de marketing ‘bellow-the-line’, no Pavilhão do Conhecimento, do Parque das Nações, em Lisboa.

Mónica Chaves, fundadora da agência e experiente marketer na área infantil e juvenil, achou que fazia todo o sentido realizar novamente, este ano, o Seminário de Marketing Infantil. O objectivo, além de pôr as pessoas a falar do tema, é reunir material que possa ajudar os intervenientes a compreender melhor o ‘target’.
O universo infantil de hoje afasta-se cada vez mais do universo das crianças de há 20, 30 ou 40 anos. Ana Corte-Real, da Faculdade de Economia do Porto, estudou a percepção das marcas e mascotes junto das crianças de 6 a 9 anos verificou que as crianças têm uma noção muito clara do que é uma marca. Por outro lado têm também uma noção clara do que é uma marca de contrafacção, ou seja, sabem perfeitamente quando a mãe compra uma Barbie de imitação. Concluiu-se também que as marcas são positivas para este ‘target’.

Contacto com as marcas depende da socialização
O contacto dos mais pequenos com o mundo das marcas é feito através da socialização e, segundo Ana Côrte-Real, eles referem mais rapidamente marcas que os pais consomem - “a do carro do pai ou do perfume da mãe” - do que as que lhes são directamente dirigidas. Mais do que isso, a importância que dão às marcas é directamente influenciada pela relevância que os pais também lhes dão. O facto de se lembrarem mais facilmente das marcas dos pais do que das deles remete para um dos temas actuais de discussão nesta área: é ou não legítimo usar mascotes dirigidas às crianças em produtos para adultos? Um dos exemplos mais óbvios é o caso da Comfort e das mascotes Luísa e João. Mais recentemente, mas desta vez sem mascote, há o exemplo do novo produto da Compal, o “Essencial”. O produto destina-se claramente a adultos, mas a publicidade recorre às crianças para convencer os pais a consumirem. “Neste momento há grupos, dentro do marketing, que defendem que se trata de uma arma legítima enquanto outros discordam”, explica Ana Côrte-Real. De qualquer forma, as mascotes são uma óptima forma de a marca se aproximar do pequeno consumidor. O Rik & Rok têm uma notoriedade fraca mas um grau de afectividade elevado, justificado pela interacção que mantêm com as crianças, através do Clube Rik & Rok. Já a Leopoldina tem um alto nível de notoriedade, mas nem todos os que a conhecem gostam muito dela.

O bom sabor da selva“Bongo, o bongo, o bom sabor da Selva, em cada pacotinho uma festa de oito frutos: ananás, alperce e manga, laranja maçã, goiaba, banana, maracujá, imagina o que isto dá?” Era assim e ainda é, ou quase. Verdade seja dita que a marca tem feito ao longo dos anos alguns reajustamentos. Mas nada que a faça perder as características originais. Nem todas as marcas conseguem manter-se tantos anos na preferência dos consumidores. Cidália Almeida, da Compal, apresenta no Seminário as razões que justificam os 18 anos de liderança da marca. Uma imagem forte e única é a primeira. Além disso, a responsável explica que a linha de comunicação da marca tem sido sempre diferenciadora e coerente e o facto de ter sido da Nestlé e hoje da Compal é para os consumidores um sinal de confiança, em termos de qualidade.

Uma das estratégias usadas para enfrentar a concorrência passa pela fidelidade à imagem, mantendo o património base que são os animais da selva e a música. “São elementos do ADN da marca”, assegura a responsável, e uma mudança radical está fora de questão.

O reforço da relação da criança é fundamental e neste sentido a marca - que insiste em transmitir alegria, diversão e aventura - desenvolve também acções ‘bellow-the-line’, nomeadamente com escolas no desenvolvimento de trabalhos sobre os animais em vias de extinção. O retorno deste investimento é, afirma a responsável pela Bongo, “mais eficiente do que as formas de publicidade tradicionais, pois ganhamos interactividade”.

Internet ganha relevo na vida infantil
As crianças dos meios urbanos revelam um notável sentido de equilíbrio no meio de uma vida muito intensa. Conseguem conciliar a vida dentro e fora de casa, bem como a exposição aos média tradicionais e aos novos, têm um papel activo na decisão de consumos familiares e uma relação exigente com as marcas. Foi a esta conclusão que chegou a Área de Planeamento e Estudos de Mercado (APEME), através de um estudo elaborado no âmbito do Fórum da Criança e apresentado no Seminário.

Apesar de gostarem de estar ao ar livre, a televisão ainda está no topo das preferências das crianças, mais do que brincar com os outros. Contudo, a Internet vem logo atrás. Jogar, recolher informação e trocar mensagens são as principais tarefas que os mais pequenos realizam on-line. O estudo revelou também que os animais de estimação são muito importantes para este segmento. 80% dos que não têm nenhum animal em casa deseja ter.

Sobre o consumo, a APEME conclui que quase todas as crianças estão presentes no momento das compras e sentem-se úteis nessa função. Em diversas categorias de produto é a criança que escolhe sozinha e em outras a escolha é feita com os pais. Até nas idas ao restaurante ou na escolha das férias, elas têm uma voz activa. Por trás deste fenómeno poderá estar a vontade de muitos pais de criar espírito de equipa. Uma fórmula que parece agradar a todos. Outra informação importante recolhida pelo estudo é que metade dos inquiridos gosta de ver anúncios. É, certamente, algo para ter em conta.

sexta-feira, março 17, 2006

País errado

by Martim Avillez Figueiredo in DE


Há um detalhe muito curioso nestas duas OPAs que acordaram o país.

É mais do que um detalhe, é quase um estado de espanto geral que se apoderou do país. Reza assim: como é possível que Belmiro de Azevedo e Paulo Teixeira Pinto não tenham combinado as suas OPAs? Isto é, o país está perplexo com o facto de o primeiro não ter acertado a compra da PT com o Governo e o segundo não ter negociado com Fernando Ulrich. É espantoso.

O mesmo país que se indigna contra os privilégios em sondagens televisivas e fóruns radiofónicos, somado sobretudo aos agentes económicos que reclamam o mesmo em páginas de jornais e programas de grande audiência, acusam agora estes dois homens de parecerem amadores num negócio de milhões. Ou seja, são aqueles que reclamam a mudança que não estão preparados para ela. E se isto é verdade, então é possível refrear o entusiasmo e olhar para estas OPAs de forma menos entusiástica.

Primeiro problema: o sector financeiro português não estava preparado para uma movimentação de mercado tão escandalosamente livre como estas duas. Melhor dito: o sector admitia OPAs, mas pelos vistos esperava que fossem feitas via habituais arranjinhos nacionais. Não foram. Teixeira Pinto não se concertou com accionistas, preferindo respeitar as regras do jogo – e em vez de combinar com três ou quatro, fez uma oferta pública a todos. Ou seja, o mercado desvalorizou o que devia valorizar – a dinâmica da oferta consiste em valorizar o mercado, não em proteger interesses estabelecidos (a não ser, legitimamente, os próprios). As próximas OPAs que se lançarem sobre a economia nacional, portanto, já saberão que este mercado valoriza mais o ‘status quo’ (proteger os accionistas maioritários e os poderes estabelecidos) do que a simples criação de valor.

Segundo problema: um país que não está disponível para aceitar que um mercado livre funciona assim (cumprindo regras de jogo e não interesses corporativos) não está preparado para o momento que deseja viver – esse a liberalização total da economia. Porque não basta acreditar no mercado para que isso se materialize. É preciso estar disposto a aceitar que – se ele funcionar de forma verdadeiramente livre – os que hoje têm muito podem amanhã ter pouco. Chamem-lhe sonho americano, o que se quiser – mas não é possível conceber mercados livres sem supor inevitáveis alterações de poder.

O que produz uma conclusão simples: Portugal não pode continuar a acusar sucessivos governos de impedir a mudança, quando é uma parte significativa desse que não deseja mudar. O país é cada um de nós – e cada um de nós tem de estar preparado para mudar. Para mudar muito.

Atreva-se com Coca-Cola light


A Coca-Cola Light apresenta hoje a nova campanha de comunicação para 2006. Uma campanha integrada que aplaude todos os que se atrevem a fazer coisas diferentes e que assenta a sua mensagem na comunicação: “sem açucar, menos de 1 caloria”.

“A vida és tu que a fazes” é a assinatura da campanha, que estará no ar até Maio. Este é o maior investimento de sempre em media.

Televisão, rádio, outdoors, imprensa, paragens de autocarro, mega outdoors, muppies e estádios de futebol vão apoiar esta mega campanha da marca. O Estádio da Luz também serve de suporte à nova comunicação com mensagens como: “Um aplauso para aqueles que nunca deixam de apoiar”, “Um aplauso para as mulheres que vêm ao futebol” e “Um aplauso para aqueles que ficam até ao final” . As acções estão pensadas para romper a ideia de que o light não pode ser divertido e para afirmar que a Coca-Cola Light não tem açúcar e tem menos de 1 caloria.

A campanha também compreende PLV, degustação em loja e exterior, decoração no canal horeca e acções de relações públicas. “A Vida és tu que a fazes” foi idealizada pela agência argentina Santo e adaptada para Portugal pela Publicis, enquanto as acções no ponto de venda são responsabilidade da Up Partners.

Coca-Cola Light é a bebida com menos calorias mais popular do mundo. Começou a ser comercializada em 1982 na União Europeia, como Diet Coke e teve rápida internacionalização. Foi lançada em Portugal em 1988. No mundo, a Coca-Cola Light é a terceira bebida refrigerante e em Portugal está no 10.º lugar do top ten das soft drinks.

quinta-feira, março 16, 2006

Sony lança em Novembro PlayStation 3


Depois de vários rumores que davam conta de adiamentos na data de lançamento da nova PlayStation, a Sony admitiu hoje que a terceira versão da sua consola de jogos não chegará às lojas antes de Novembro.

A confirmação foi feita pelo responsável da companhia para a área de jogos numa conference call e justificada por atrasos na finalização da tecnologia de disco óptico a introduzir no novo modelo, revelou Ken Kutaragi. Está por terminar a tecnologia de protecção de cópia e outras normas aplicáveis ao leitor de DVD que nesta nova versão introduz a tecnologia Blu-ray, um dos dois formatos de vídeo de próxima geração que vêm disputando apoios da indústria. Kutaragi explicou que é precisamente todo o apoio e investimento no Blu-ray que está a motivar maiores cautelas por parte da Sony e a evitar um lançamento da PlayStation 3 sem que estejam bem definidos todos os aspectos tecnológicos, o que só deverá acontecer no próximo mês.

A Sony admite que a PlayStation - líder de mercado com uma posição de 60 por cento e 204 milhões de unidades vendidas - é uma peça central do seu negócio com impacto significativo nos resultados da empresa, razão pela qual a sua chegada ao mercado é preparada com todo o cuidado, mesmo que a concorrente Microsoft tenha já disponível desde finais do ano passado uma nova versão da concorrente Xbox.

O realinhamento de dados permitirá que a PlayStation 3 chegue em simultâneo aos mercados americano, japonês e europeu, mesmo antes do Natal. Quando arrancar com a produção da PlayStation 3, a Sony espera fabricar um milhão de unidades por mês, chegando aos seis milhões de unidades logo no final desse ano fiscal, em Março de 2007. Recorde-se que a Nintendo agendou também para o final deste ano o lançamento de um novo modelo da sua consola de jogos.

Desafios tecnológicos

by Luís Valadares Tavares in DE


O relançamento da nossa Economia está – segundo creio – muito dependente da forma como Portugal irá potenciar o mundo tecnológico.

A matriz cultural, económica, social e empresarial da sociedade moderna depende intensamente da dimensão tecnológica o que explica a prioridade dada ao plano tecnológico pelo actual Governo.

Na verdade, em lugar dos países se distinguirem pelos que têm ou não muitos recursos materiais, tal como acontecia no tempo de Adam Smith, a principal distinção surge no nosso mundo actual entre aqueles que conseguem potenciar a tecnologia ao serviço dos seus objectivos nacionais de desenvolvimento e aqueles que não a entendem.

Portugal foi um pólo de tecnologia avançada no período áureo dos descobrimentos mas é evidente a menor prioridade dada a esta dimensão até aos anos oitenta. Felizmente, a evolução das últimas décadas permite agora encarar novos desafios com optimismo já que a nossa integração na UE facilita a participação em redes tecnológicas, o potencial dos nossos jovens é bem conhecido e surgem importantes oportunidades nacionais a não desperdiçar.

Destas, gostaria de destacar: a) a difusão dos novos diplomas de especialização tecnológica (Ensino Secundário + 1.5 ano de estudo e estágio) cuja legislação é urgente pois permitirá oferecer novas oportunidades aos jovens e colmatar carências bem conhecidas do nosso tecido empresarial. Na verdade, esta oferta permite evitar taxas de abandono para jovens menos vocacionados para a obtenção de graús académicos e disponibilizar profissionais qualificados em competências específicas de que tanto necessitamos desde o controlo de qualidade à gestão e manutenção de redes informáticas, desde o marketing tecnológico ao CAD; b) a melhoria do sistema de aquisições públicas de tecnologia por parte do Estado, ganhando-se em eficiência e eficácia e permitindo-se criar quadros estáveis plurianuais para as nossas empresas; Com efeito, o montante actualmente pago pelo Estado a fornecedores de tecnologia ultrapassa as centenas de milhões de contos mas os modelos de ‘procurement’ adoptados não rompem com o obsoletismo crónico e não promovem a racionalidade global. A sua fragmentação e volatilidade também não fomentam a criação de emprego pelas empresas que só o promovem com enquadramentos mais duradouros; c) a reforma de Administração Pública que, ao entrar numa nova fase, com menos organismos e melhor estruturação, exigirá especial atenção na potenciação tecnológica, em especial nas TICs, sem o que não atingirá os objectos pretendidos. A pretendida partilha de serviços será bem sucedida se for precedida pela formação e pelas adequadas soluções tecnológicas em rede mas será um fracasso na hipótese alternativa. Outro exemplo importante é a utilização de voz sobre IP, utilizando a internet, com soluções já tão divulgadas como se confirmou na referente Conferência de CEBIT (Hannover, 2006) a qual permitirá economias anuais superiores a 70% da actual factura de comunicações, o que tem especial impacto em Ministérios como o Ministério dos Negócios Estrangeiros ou em organismos como o ICEP.

É por estas razões que creio estar o relançamento da nossa Economia muito dependente da forma como Portugal irá potenciar o mundo tecnológico.
____

Luís Valadares Tavares, Presidente do INA

Skip aposta em balde e braille


A Skip decidiu continuar a apresentar ao mercado projectos inovadores, que reforcem o espírito pioneiro e a relação emocional com o consumidor, bem como, a missão de responsabilidade social da marca.

A marca apostou na revitalização do balde que foi referência para a marca no seu lançamento, lançando uma edição especial 40 anos: um balde de plástico translúcido, acompanhado de um doseador.

A Skip convidou os consumidores a apresentarem necessidades que gostariam de ver satisfeitas. Em resposta a um pedido de uma consumidora, a Skip vai lançar a partir de Abril a impressão em braille nos seus pacotes de detergente pó. Para a concretização deste projecto, foi celebrado um protocolo com a ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) de forma a garantir a materialização da ideia.

quarta-feira, março 15, 2006

Copos wireless para beber juntos mesmo estando separados


A ideia é que quando uma pessoa pega um dos copos, leds vermelhos brilham suavemente no copo do outro. Quando o 1o leva o copo aos labios, leds brancos acendem-se no copo da 2a pessoa. E assim, um vai sabendo o que o outro está a fazer. A ideia está a ser testada e funcionou quando os envolvidos na experiência estavam em laboratórios separados.

Ricardo Pereira dá a cara pela Worten


As três campanhas – de genéricos, de divertimento e de trocas –, que abrangem televisão, rádio, imprensa, outdoors e comunicação de loja, representam um investimento global de cerca de 2,8 milhões de euros. Os filmes publicitários foram produzidos pela Sync para a McCann Erickson, sendo o primeiro spot televisivo transmitido na RTP, SIC e TVI, a partir de 16 de Março.

terça-feira, março 14, 2006

Mulheres são os maiores consumidores de TV e revistas


Os homens estão mais voltados para os media do que as mulheres, consumindo mais rádio, jornais e internet. Existem dois produtos, contudo, onde as audiências registam maior número de mulheres: televisão e revistas.

Segundo a Marktest, as mulheres revelam menor afinidade com os outros meios de comunicação social, principalmente a rádio. Em qualquer período do dia, as ouvintes de rádio são menos 14,3% do que a média do universo. Nos outros meios, a variação não é tão grande.

Na televisão acontece o inverso, somando as telespectadoras mais 8,8% do que a média. Na imprensa, os homens leêm mais jornais, mas as mulheres compram mais revistas. Na Internet, os dois géneros estão quase equiparados.

Quanto à distribuição ao longo do dia, regista-se um equilíbrio. A televisão tem picos de consumo à hora do almoço e à noite. A rádio é mais ouvida durante a manhã e tarde, tal como a Internet, embora esta não registe qualquer quebra ao longo do dia.


Autor: Emanuel Costa
Fonte: Diário Económico

Outra OPA ...BCP lança OPA sobre BPI a 5,70 euros, com prémio de 19%

O BCP anunciou o lançamento de uma OPA sobre o capital do BPI, oferecendo 5,70 euros por cada acção, ou 4,33 mil milhões de euros. Paulo Teixeira Pinto vai pagar um prémio de 19%. Caso a OPA avance, a «nova» instituição vai se transformar na maior cotada nacional, com um valor de 13,3 mil milhões.

segunda-feira, março 13, 2006

Belmiro de Azevedo é o único português na lista dos mais ricos da Forbes


Belmiro de Azevedo é o único português na lista dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna de 2,2 mil milhões de dólares, segundo o ranking divulgado pela revista Forbes.

O presidente da Sonae ocupa a 350ª posição, numa lista que continua a ser liderada pelo norte-americano Bill Gates.

De acordo com a Forbes, Belmiro de Azevedo terminou 2005 com uma fortuna calculada em 2,2 mil milhões de dólares (1,85 mil milhões de euros).

O "patrão" da Microsoft mantém a liderança do ranking dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna avaliada em 50 mil milhões de dólares (41,9 mil milhões de euros).

O dono da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, manteve a segunda posição na lista com uma fortuna de 42 mil milhões de dólares (35 mil milhões de euros).

O terceiro lugar pertence ao mexicano Carlos Slim Helu, seguido pelo fundador do Ikea, Ingvar Kamprad, e pelo presidente da Mittal, Lakshmi Mittal.

Outdoor brasileiro que exibia beijo homossexual foi retirado


Segundo o site especializado Blue Bus, a Companhia Paulista de Outdoor (CPO), terá retirado de veiculação os cartazes da campanha. A empresa responsável pela comercialização dos produtos, a DKT Brasil terá questionado a CPO por essa atitude. Segundo o Blue Bus, a DKT Brasil distribuiu um comunicado de imprensa em que dizia que a CPO “foi contratada para realizar a colagem dos cartazes, mas por motivo ainda não esclarecido devidamente acabou suprimindo as peças publicitárias sem nenhum aviso à DKT". Entretanto a DKT enviou à direcção da CPO uma carta em que solicita explicações a respeito da retirada dos outdoors, e reivindica que as peças sejam recolocadas nos mesmos pontos de exibição de onde saíram.

sábado, março 11, 2006

Bilhetes para o Benfica-Barcelona à venda este sábado

Os bilhetes para o jogo entre o Benfica e o Barcelona, a contar para a 1ª mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League, estarão à venda a partir de sábado (11-03-2006) nas bilheteiras dos Estádio da Luz.

As regras para aquirir ingressos para este espectacular desafio são as seguintes:
  • Portadores do Cartão Fundador e Centenarium podem adquirir 1 bilhete de acompanhante sem compra de bilhete de Sócio.
  • Sócios podem comprar 1 bilhete de acompanhante.
  • Não há bilhetes de Público.
  • Horário das bilheteiras: 10:00h às 19:00h.